{"id":421868,"date":"2026-04-21T14:57:41","date_gmt":"2026-04-21T13:57:41","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=421868"},"modified":"2026-04-27T12:30:53","modified_gmt":"2026-04-27T11:30:53","slug":"a-grande-surpresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-grande-surpresa\/","title":{"rendered":"A grande surpresa"},"content":{"rendered":"<p><em>Irm\u00e3 carmelita croata \u00e9 mission\u00e1ria na long\u00ednqua Isl\u00e2ndia\u2026<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-421869 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ir_Selestina-400x274.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"274\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ir_Selestina-400x274.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ir_Selestina-1024x703.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ir_Selestina-768x527.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ir_Selestina-474x324.jpg 474w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ir_Selestina.jpg 1357w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>Quando soube que ia para a Isl\u00e2ndia, a Irm\u00e3 Selestina n\u00e3o escondeu a surpresa. A religiosa croata, que at\u00e9 j\u00e1 tinha vivido no Brasil, aceitaria tudo, at\u00e9 que a enviassem para Marte, se por l\u00e1 a sua congrega\u00e7\u00e3o decidisse abrir um convento\u2026 Mas nunca imaginou ir parar \u00e0 Isl\u00e2ndia como lugar de miss\u00e3o.\u00a0 \u00c9 por l\u00e1 que se encontra e nada arrefece o seu entusiasmo. Nem o clima, nem as longas dist\u00e2ncias que tem de percorrer, nem o facto de haver por ali muito poucos fi\u00e9is. N\u00e3o h\u00e1 contrariedade que tire o sorriso do rosto desta simp\u00e1tica carmelita.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma grande surpresa!\u201d \u00c9 a pr\u00f3pria Irm\u00e3 Selestina Gavric a diz\u00ea-lo. Quando as suas superioras lhe anunciaram que iria para a Isl\u00e2ndia, ficou surpreendida, mas disse logo que sim. A obedi\u00eancia \u00e9 levada muito a s\u00e9rio pelas Carmelitas do Divino Cora\u00e7\u00e3o de Jesus. Todas elas est\u00e3o ao servi\u00e7o da Igreja como um verdadeiro servi\u00e7o p\u00fablico. Mandaram-na para a Isl\u00e2ndia, iria para qualquer lugar se essa fosse a vontade da sua congrega\u00e7\u00e3o. \u201cQuando fazemos os nossos votos, pertencemos a tudo o que a nossa congrega\u00e7\u00e3o vive e faz. Portanto, se constru\u00edrem um convento em Marte, ter\u00edamos de ir para l\u00e1, viver l\u00e1 e trabalhar l\u00e1\u201d, afirma com um sorriso doce que lhe rejuvenesce logo o rosto. A Isl\u00e2ndia \u00e9 um pa\u00eds diferente que aparece nos postais de turismo por causa das suas paisagens naturais sublimes, das enormes extens\u00f5es de terra coberta por neve e a inesquec\u00edvel aurora boreal. Para quem chega, a primeira impress\u00e3o deve ser deslumbrante. Mas depois, aos poucos, percebe-se que a Isl\u00e2ndia \u00e9 um pa\u00eds enorme com muito pouca popula\u00e7\u00e3o. Mesmo muito pouca. No total tem pouco mais de 380 mil habitantes e uma \u00e1rea pouco maior do que Portugal. Isto significa que, feitas as contas, tem um r\u00e1cio de menos de 4 habitantes por km<sup>2<\/sup>\u2026 Mas como cerca de dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o vive na capital, a cidade de Reykjav\u00edk, isso significa tamb\u00e9m que \u00e9 poss\u00edvel fazer-se quil\u00f3metros atr\u00e1s de quil\u00f3metros sem se ver uma simples pessoa.<\/p>\n<p><strong>\u201cTemos de ir ao encontro deles\u2026\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Para quem tem como miss\u00e3o ajudar a evangelizar, especialmente as crian\u00e7as, h\u00e1 que reconhecer que n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil o trabalho da Irm\u00e3 Selestina na Isl\u00e2ndia. Mas ela nunca se atrapalha. Ali\u00e1s, j\u00e1 ningu\u00e9m estranha quando ao longe aparece o seu Nissan azul. A irm\u00e3 faz \u00e0s vezes centenas de quil\u00f3metros s\u00f3 para se encontrar com uma pessoa, com uma fam\u00edlia, com uma crian\u00e7a. \u00c9 not\u00e1vel a energia que coloca na sua miss\u00e3o de todos os dias. A Irm\u00e3 Selestina \u00e9 muito pr\u00e1tica e n\u00e3o se\u00a0intimida com a possibilidade de conduzir sozinha durante horas o autom\u00f3vel que a Funda\u00e7\u00e3o AIS ofereceu \u00e0 sua congrega\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00c9 assim que ela consegue chegar aos lugares mais distantes da sua par\u00f3quia que tem, imagine-se\u2026 quase 500 km<sup>2<\/sup>. Ali\u00e1s, toda a Isl\u00e2ndia tem apenas uma diocese, que tem a sede na capital do pa\u00eds, e quatro par\u00f3quias. Todas elas enormes, todas elas com muito poucos habitantes e tamb\u00e9m muito poucos fi\u00e9is. A maioria dos Islandeses pertence \u00e0 Igreja Evang\u00e9lica Luterana. Os Cat\u00f3licos s\u00e3o apenas cerca de 14 mil. E \u00e9 essencialmente com eles que a irm\u00e3 tem trabalhado. \u201cTenho visto muitos cat\u00f3licos a afastarem-se da Igreja por falta de contacto pessoal. Precisamos de ir ao encontro deles\u201d,\u00a0diz a religiosa. \u201cTemos uma fam\u00edlia aqui, outra ali. Quando n\u00e3o vejo as pessoas na igreja, mas sei que elas t\u00eam um filho de sete anos, por exemplo, vou bater \u00e0 porta delas\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>A um carro azul a lembrar o C\u00e9u<\/strong><\/p>\n<p>E vai, sem medo, com a aud\u00e1cia de algu\u00e9m que vai vender alguma coisa de porta em porta. S\u00f3 que ela tem para oferecer um verdadeiro tesouro: a f\u00e9. E quando bate \u00e0 porta, por exemplo dessa fam\u00edlia com uma crian\u00e7a, vai logo directa ao assunto: \u201cVoc\u00eas t\u00eam um filho de 7 anos e s\u00e3o cat\u00f3licos. O vosso filho tem o direito de conhecer melhor a f\u00e9. Temos um catecismo para crian\u00e7as. Est\u00e3o interessados?\u201d \u00c9 dif\u00edcil dizer-lhe que n\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil dizer que n\u00e3o a quem faz quil\u00f3metros e quil\u00f3metros para nos oferecer o C\u00e9u. O trabalho da Irm\u00e3 Selestina \u2013 ao todo s\u00e3o apenas quatro religiosas em toda a Isl\u00e2ndia \u2013 \u00e9 not\u00e1vel tamb\u00e9m pela forma aparentemente despreocupada com que encara tudo o que tem para fazer, todas as dificuldades que tem para enfrentar, o Inverno rigoroso, o n\u00famero muito reduzido de fi\u00e9is, as horas a fio ao volante do carro. Nada disso desarma o seu sorriso, nada disso lhe destr\u00f3i a confian\u00e7a. Muito do trabalho que estas quatro carmelitas realizam no pa\u00eds s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as ao autom\u00f3vel que a Funda\u00e7\u00e3o AIS ofereceu. E n\u00e3o podia ser um ve\u00edculo qualquer\u2026 Tinha de ser alto, robusto e com trac\u00e7\u00e3o \u00e0s quatro rodas. Tinha de ser um carro capaz de enfrentar estradas cobertas de neve e \u00e0s vezes caminhos de terra batida. S\u00f3 n\u00e3o escolheram a cor. Mas tiveram sorte: \u00e9 azul, para lembrar o C\u00e9u que as irm\u00e3s ensinam de casa em casa ao longo de quil\u00f3metros e quil\u00f3metros de trabalho mission\u00e1rio. E a Irm\u00e3 Selestina n\u00e3o se esquece de agradecer a ajuda que recebeu dos benfeitores da Funda\u00e7\u00e3o AIS. \u201cObrigada, AIS, por apoiar a Igreja na Isl\u00e2ndia. E que Deus vos aben\u00e7oe\u201d, diz, antes de fechar a porta do carro a caminho de mais uma fam\u00edlia que precisa de ouvir falar em Jesus\u2026<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_42476\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/X_Gq3JmC0pQ?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; 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