{"id":42172,"date":"2009-11-30T11:18:55","date_gmt":"2009-11-30T11:18:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/30\/amar-e-respeitar-as-criancas\/"},"modified":"2009-11-30T11:18:55","modified_gmt":"2009-11-30T11:18:55","slug":"amar-e-respeitar-as-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/amar-e-respeitar-as-criancas\/","title":{"rendered":"Amar e respeitar as crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o do Papa para o m\u00eas de Dezembro <!--more--> <\/p>\n<p><em>Que as crian&ccedil;as sejam respeitadas e amadas e nunca sejam v&iacute;timas de explora&ccedil;&atilde;o nas suas variadas formas.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1. Celebrar a inf&acirc;ncia<\/strong><\/p>\n<p>As crian&ccedil;as s&atilde;o uma poderosa afirma&ccedil;&atilde;o de vitalidade &ndash; e a vida deve ser celebrada, pois trata-se de um dom. As crian&ccedil;as s&atilde;o uma excelente raz&atilde;o para viver &ndash; pois elas, na sua depend&ecirc;ncia, exigem-nos que vivamos e vivamos plenamente, comprometidos com o seu presente e empenhados em preparar o futuro humanizado a que t&ecirc;m direito. As crian&ccedil;as s&atilde;o o motivo para n&atilde;o nos instalarmos num presente indefinido, egoisticamente fechados na concha do nosso quotidiano sem sa&iacute;da &ndash; pois s&atilde;o a nossa humanidade renovada e a renova&ccedil;&atilde;o da humanidade.<\/p>\n<p>Importa, por isso, celebrar as crian&ccedil;as. O m&ecirc;s de Dezembro, com as festas de Natal, &eacute; prop&iacute;cio a esta celebra&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia. N&atilde;o s&oacute; pelas festas, pelos brinquedos, mas sobretudo porque na raiz de tudo isso, mesmo se j&aacute; esquecido ou at&eacute; rejeitado, est&aacute; o nascimento de uma crian&ccedil;a, h&aacute; dois mil anos, em Bel&eacute;m de Jud&aacute;: Jesus, de quem Se h&aacute;-de escrever, anos mais tarde: &laquo;O Verbo (de Deus) fez-Se carne e habitou entre n&oacute;s&raquo; &ndash; acontecimento &uacute;nico na hist&oacute;ria da humanidade mas, ao mesmo tempo, sempre renovado em cada crian&ccedil;a que &eacute; concebida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2. Quando as crian&ccedil;as n&atilde;o t&ecirc;m lugar<\/strong><\/p>\n<p>A cultura ocidental tem vindo a desenvolver uma doen&ccedil;a &uacute;nica, no panorama das culturas actuais. Como nenhuma outra, cultiva uma estranha forma de desprezo e &oacute;dio por si mesma, pelas suas origens e por tudo quanto contribuiu para a tornar aquilo que &eacute; &ndash; e, de caminho, deixou de acreditar nos valores que universalizou, erigindo o bem estar econ&oacute;mico como objectivo &uacute;nico dos seus trabalhos. Instalou-se no presente, rejeita o seu passado e descobre-se profundamente desconfiada e temerosa, face ao futuro.<\/p>\n<p>Uma cultura assim tem sempre menos lugar para as crian&ccedil;as, pois constituem um risco, exigem sacrif&iacute;cios, solicitam um passado onde enraizar-se e evocam o futuro que h&aacute;-de ser seu. No Ocidente, as manifesta&ccedil;&otilde;es desta patologia est&atilde;o um pouco por todo o lado: hot&eacute;is, restaurantes, condom&iacute;nios &laquo;livres&raquo; de crian&ccedil;as, casais que n&atilde;o admitem ter filhos porque n&atilde;o querem &laquo;perder&raquo; liberdade nem diminuir o bem estar econ&oacute;mico, gente para quem a palavra &laquo;procria&ccedil;&atilde;o&raquo; tem estatuto de palavr&atilde;o, taxas de natalidade abaixo do m&iacute;nimo necess&aacute;rio para renovar as gera&ccedil;&otilde;es&#8230; A coroar tudo isto, o aborto promovido como direito humano e m&eacute;todo de planeamento familiar, protegido pelas leis dos Estados e financiado pelos mesmos Estados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3. As crian&ccedil;as no fio da navalha<\/strong><\/p>\n<p>H&aacute; uma dimens&atilde;o do Evangelho que nos passa ao lado com frequ&ecirc;ncia. &Eacute; aquele &laquo;vai e faz tu tamb&eacute;m do mesmo modo&raquo; com que Jesus encerra a par&aacute;bola do &laquo;bom samaritano&raquo;. Jesus n&atilde;o espiritualiza a caridade nem a torna algo de abstracto, uma esp&eacute;cie de pena indefinida por quem sofre. A caridade, para Jesus, vem com aquele que se cruza connosco e se faz nosso pr&oacute;ximo, na sua dor. &Eacute; a ele que precisamos de estar atentos, &eacute; dele que precisamos de nos fazer pr&oacute;ximos, &eacute; deste pr&oacute;ximo que precisamos de cuidar.<\/p>\n<p>As crian&ccedil;as, na fragilidade que lhes &eacute; pr&oacute;pria, encontram-se constantemente no fio da navalha: s&atilde;o mortas ainda antes de nascer, s&atilde;o agredidas, f&iacute;sica ou psicologicamente, exploradas, usadas para fins inconfess&aacute;veis por adultos, transformadas em soldados, utilizadas para fins comerciais, usadas como arma de arremesso em situa&ccedil;&otilde;es de div&oacute;rcio, desconsideradas no seu desenvolvimento equilibrado, etc.<\/p>\n<p>Sabemos tudo isto. Mas fazemos algo de concreto pela crian&ccedil;a que, na sua dor, se faz o nosso pr&oacute;ximo? Sabemos que h&aacute; crian&ccedil;as mortas antes de nascer, v&iacute;timas do aborto &ndash; e fazemos algo para ajudar aquela mulher gr&aacute;vida, abandonada e pressionada para abortar? Sabemos que h&aacute; explora&ccedil;&atilde;o sexual de crian&ccedil;as e escandalizamo-nos com isso &ndash; e fazemos algo para ajudar aquela adolescente que se prostitui na rua por onde passamos todos os dias? Sabemos que milh&otilde;es de crian&ccedil;as passam fome &ndash; e fazemos algo para ajudar aquela fam&iacute;lia nossa vizinha a ter p&atilde;o na mesa, &agrave;s refei&ccedil;&otilde;es? Sabemos que h&aacute; crian&ccedil;as soldado, l&aacute; longe, na &Aacute;frica e na &Aacute;sia &ndash; e fazemos algo para ajudar crian&ccedil;as nossas conhecidas v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia? Sabemos que h&aacute; crian&ccedil;as exploradas por empres&aacute;rios gananciosos &ndash; e fazemos algo para ajudar aquela fam&iacute;lia que n&atilde;o pode pagar as contas ao fim de m&ecirc;s se lhe faltar o sal&aacute;rio do filho mais novo?<\/p>\n<p>Todos podemos fazer algo. Se temos filhos, comecemos por nossa casa, amando-os e cuidando-os, para que cres&ccedil;am felizes e encontrem na fam&iacute;lia e na sociedade espa&ccedil;os de realiza&ccedil;&atilde;o plena da sua inf&acirc;ncia e desenvolvimento harmonioso da sua personalidade, e possam ser, mais tarde, jovens e adultos equilibrados, integrados e socialmente respons&aacute;veis, capazes de dar continuidade &agrave; humaniza&ccedil;&atilde;o do mundo. Mas n&atilde;o fiquemos em casa, olhemos &agrave; nossa volta e tenhamos a coragem de acolher a crian&ccedil;a que se faz nosso pr&oacute;ximo, na sua necessidade. Ser&aacute;, sem d&uacute;vida, um modo excelente de celebrar um Natal crist&atilde;o.<\/p>\n<p align=\"right\"><strong><em>Elias Couto<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o do Papa para o m\u00eas de Dezembro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[93,154,267],"class_list":["post-42172","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-aborto","tag-crianca","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42172","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42172"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42172\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}