{"id":42120,"date":"2009-11-26T14:47:52","date_gmt":"2009-11-26T14:47:52","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/26\/corrupcao-e-pobreza-preocupam-bispos-angolanos-rr\/"},"modified":"2009-11-26T14:47:52","modified_gmt":"2009-11-26T14:47:52","slug":"corrupcao-e-pobreza-preocupam-bispos-angolanos-rr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/corrupcao-e-pobreza-preocupam-bispos-angolanos-rr\/","title":{"rendered":"Corrup\u00e7\u00e3o e pobreza preocupam bispos angolanos (RR)"},"content":{"rendered":"<p>O novo presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal de Angola e S&atilde;o Tom&eacute;, D. Gabriel Mbilingi, fala sobre os assuntos que mais preocupam a Igreja num pa&iacute;s em franco desenvolvimento econ&oacute;mico, mas marcado ainda por muitas desigualdades.<\/p>\n<p>Angola cresce a olhos vistos, a n&iacute;vel econ&oacute;mico. O arcebispo de Lubango reconhece esta evolu&ccedil;&atilde;o e elogia o aumento de servi&ccedil;os, mas lamenta a desigual distribui&ccedil;&atilde;o da riqueza no seu pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&ldquo;O que nos preocupa &eacute; esta constata&ccedil;&atilde;o de pobreza que n&oacute;s vimos, enquanto vemos que h&aacute; servi&ccedil;os que s&atilde;o oferecidos cada vez mais &agrave; comunidade, mas ao mesmo tempo o acesso a esses servi&ccedil;os, falo por exemplo na &aacute;gua, na luz, do p&atilde;o, e at&eacute; numa situa&ccedil;&atilde;o de crise, naturalmente os pobres ficam mais pobres, &eacute; essa a nossa preocupa&ccedil;&atilde;o. Muito dinheiro est&aacute; na m&atilde;o de pouca gente e muita gente vive dificuldades no seu dia-a-dia&rdquo;, afirma D. Gabriel.<\/p>\n<p>Para o novo presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Angolana, um dos principais problemas continua a ser a corrup&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Apesar de reconhecer alguns avan&ccedil;os, a corrup&ccedil;&atilde;o, a v&aacute;rios n&iacute;veis &eacute; uma realidade que n&atilde;o podemos deixar de denunciar como um mal, chamamos-lhe um cancro. Se n&atilde;o for debelado, n&atilde;o se pode falar de desenvolvimento.&rdquo;<\/p>\n<p>D. Gabriel refere ainda alguns pontos da constitui&ccedil;&atilde;o que gostaria de ver esclarecidos, pedindo que este assunto n&atilde;o seja manchado por quest&otilde;es partid&aacute;rias. &ldquo;Na constitui&ccedil;&atilde;o em si h&aacute; pontos nos quais temos um interesse em particular. Preocupa-nos, por exemplo, a laicidade, gostar&iacute;amos de ver maior claridade nesse aspecto. Preocupa-nos quest&otilde;es como o exerc&iacute;cio dos tr&ecirc;s poderes, sobretudo o judicial. A quest&atilde;o da terra, pertence ao Estado ou aos cidad&atilde;os? A constitui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve ser partidarizado, porque &eacute; um assunto que diz respeito a todos, independentemente das cores pol&iacute;ticas que possamos ter.&rdquo;<\/p>\n<p>Na ordem do dia continua a descrimina&ccedil;&atilde;o de que se diz alvo a R&aacute;dio Ecclesia, emissora da Igreja Angolana que frequentemente denuncia esc&acirc;ndalos e abusos de poder por parte das autoridades, mas que tem visto o seu funcionamento limitado<\/p>\n<p>&ldquo;A desculpa &eacute; sempre a mesma, que a lei da imprensa n&atilde;o est&aacute; regulamentada, mas lamentamos que a Radio Ecclesia seja sempre a ser relegada para &uacute;ltimo lugar. &Eacute; uma das quest&otilde;es mais claras de que a liberdade de imprensa n&atilde;o passe de uma express&atilde;o, porque de facto isso n&atilde;o acontece. N&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o pr&aacute;tica, &eacute; uma quest&atilde;o pol&iacute;tica. Os equipamentos at&eacute; est&atilde;o nas dioceses. Este &eacute; um disco que vem j&aacute; riscado de tanto uso. Se n&atilde;o se mudam as coisas &eacute; porque n&atilde;o h&aacute; vontade pol&iacute;tica&rdquo;, garante o arcebispo de Lubango.<\/p>\n<p>Por fim, D. Gabriel Mbilingi aborda a crise humanit&aacute;ria que est&aacute; a surgir na zona fronteiri&ccedil;a com os dois Congos, de onde milhares de angolanos est&atilde;o a ser expulsos. &ldquo;Solidarizamo-nos com eles. Precisamos de perceber um bocado mais as raz&otilde;es profundas que levaram os governos a permitir aquilo que aconteceu, e que &eacute; lament&aacute;vel, porque de facto criou uma crise humanit&aacute;ria. N&oacute;s olhamos sobretudo para este aspecto humanit&aacute;rio. O que fizemos, a n&iacute;vel da Igreja de Angola, foi a partir da comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz e da C&aacute;ritas, organizar as ajudas que a Igreja procurar&aacute;, a partir das comunidades, ajudar os irm&atilde;os que vieram dos dois Congos.&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal de Angola e S&atilde;o Tom&eacute;, D. Gabriel Mbilingi, fala sobre os assuntos que mais preocupam a Igreja num pa&iacute;s em franco desenvolvimento econ&oacute;mico, mas marcado ainda por muitas desigualdades. Angola cresce a olhos vistos, a n&iacute;vel econ&oacute;mico. 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