{"id":42117,"date":"2009-11-26T12:05:38","date_gmt":"2009-11-26T12:05:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/26\/porto-leigos-reuniram-se-nas-x-jornadas-diocesanas\/"},"modified":"2009-11-26T12:05:38","modified_gmt":"2009-11-26T12:05:38","slug":"porto-leigos-reuniram-se-nas-x-jornadas-diocesanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/porto-leigos-reuniram-se-nas-x-jornadas-diocesanas\/","title":{"rendered":"Porto: Leigos reuniram-se nas X  Jornadas Diocesanas"},"content":{"rendered":"<p>Iniciadas no ano 2000, as Jornadas Diocesanas do Apostolado dos Leigos, organizadas pelo Secretariado Permanente da Assembleia Diocesana de Movimentos e Obras (SPADMO) realizaram-se pela d&eacute;cima vez e reuniram, na Casa de Vilar, cerca de 170 membros dos Movimentos e Obras Laicais com presen&ccedil;a na Diocese.<\/p>\n<p>Estas Jornadas, que decorreram entre as 10h e as 17h de s&aacute;bado, v&eacute;spera de Cristo Rei, e foram presididas por D. Ant&oacute;nio Taipa, tiveram grande pertin&ecirc;ncia no tema que as convocou: Eis que Eu fa&ccedil;o novas todas as coisas &ndash; a dimens&atilde;o evangelizadora dos Movimentos e Obras na Igreja. Chamados que estamos, pelo nosso Bispo, a renovar especialmente no ano de 2010 o nosso compromisso de Vida e Miss&atilde;o, renovando assim tamb&eacute;m a Diocese em cada um dos crentes e em cada realidade eclesial, revelou-se de uma extraordin&aacute;ria fecundidade esta oportunidade, n&atilde;o s&oacute; de nos reunirmos, mas tamb&eacute;m de experimentarmos a unidade, em torno a este desafio evangelizador que se pretende novo.<\/p>\n<p>O dia abriu com a ora&ccedil;&atilde;o: meia hora de Lectio Divina em que a medita&ccedil;&atilde;o sobre uma das cenas no Pret&oacute;rio em que Jesus &eacute; levado diante de Pilatos &ndash; &eacute; como dizes, sou Rei &ndash; nos colocou na correcta orienta&ccedil;&atilde;o para o conhecimento deste Jesus, Rei e Senhor do Universo.<\/p>\n<p>Em seguida, e ap&oacute;s uma sauda&ccedil;&atilde;o inicial por parte do SPADMO em que foi referida a necessidade de se ir pensando num balan&ccedil;o destes dez anos de encontros e se refor&ccedil;ou a intencionalidade de se colocar estas X Jornadas no &acirc;mbito da proposta diocesana para 2010, teve lugar a Confer&ecirc;ncia com que o P. Ant&oacute;nio Bacelar iluminou e enriqueceu a reflex&atilde;o e a partilha deste dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ardor, m&eacute;todos e express&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>Subordinada ao tema &ldquo;A Dimens&atilde;o Evangelizadora dos Movimentos e Obras na Igreja&rdquo;, a Confer&ecirc;ncia centrou-se na Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o tal como Jo&atilde;o Paulo II a inaugurou em 1983: evangeliza&ccedil;&atilde;o nova no seu ardor, nos seus m&eacute;todos e nas suas express&otilde;es.&nbsp; Come&ccedil;ando por desenvolver estes tr&ecirc;s aspectos, o P. Bacelar referiu que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel inventar qualquer forma de ardor exterior se ele n&atilde;o acontece na intimidade, no encontro de cada um com Deus e de Deus consigo, acrescentando que este ardor nos consome dentro se n&atilde;o o trazemos para fora. Sobre a novidade nos m&eacute;todos, sublinhou que o m&eacute;todo, mais do que um conjunto de estrat&eacute;gias e planifica&ccedil;&otilde;es, &eacute; ele pr&oacute;prio tamb&eacute;m evangelizador e est&aacute; indissociado do sujeito da evangeliza&ccedil;&atilde;o que &eacute; todo o Povo de Deus; por isso s&oacute; faz sentido se o actuar juntos n&atilde;o for um acess&oacute;rio acidental ou opcional mas se se revelar constitutivo, da nossa pr&oacute;pria natureza de Povo que se deve e se refere &agrave; Trindade e se vive como Igreja Comunh&atilde;o. Quanto a novas express&otilde;es talvez do que se trate &eacute; de resgatar palavras cujos sentidos se desgastaram e foram quase esvaziadas de sentido, como o di&aacute;logo. Recordou, a este prop&oacute;sito, o grande Papa do di&aacute;logo, Paulo VI, e a Ecclesiam Suam remetendo-nos para os quatro n&iacute;veis de di&aacute;logo a&iacute; referidos &ndash; entre cat&oacute;licos, ecum&eacute;nico, inter-religioso e com pessoas de boa vontade &ndash; acrescentando-lhe um quinto, o di&aacute;logo com a cultura contempor&acirc;nea.<\/p>\n<p>Uma vez desenvolvidos estas tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas da nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, o P. Bacelar acrescentou mais sete, recolhidas de diversas reflex&otilde;es de um guia privilegiado para revisitar este tema, Jo&atilde;o Paulo II. E foram elas: O homem &aacute; amado por Deus, Formar comunidades crist&atilde;o maduras, Evangelizar-se a si mesmos, P&ocirc;r em relevo o amor, Actuar o mandamento novo, Santidade e, finalmente, Proclamar sobre os tectos (A nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, como a evangeliza&ccedil;&atilde;o de sempre, ser&aacute; eficaz se souber proclamar sobre os tectos aquilo que antes viveu na intimidade com o Senhor).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>N&atilde;o &eacute; a diferen&ccedil;a que cria divis&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>No tempo de di&aacute;logo entre participantes e conferencista, v&aacute;rias foram as quest&otilde;es levantadas, mas o grande debate centrou-se nas quest&otilde;es de identidade, diferen&ccedil;as e comunh&atilde;o. Sobre isto, tamb&eacute;m o P. Bacelar ajudou &agrave; reflex&atilde;o de todos, fazendo o elogia da diferen&ccedil;a, afirmando que n&atilde;o &eacute; a diferen&ccedil;a que cria a divis&atilde;o; &eacute; a n&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o, a n&atilde;o promo&ccedil;&atilde;o, da diferen&ccedil;a, reiterando que promover a diferen&ccedil;a &eacute; caminho de unidade, uma vez que, o mist&eacute;rio de Deus Trindade &eacute; o mist&eacute;rio da diferen&ccedil;a. Sobre a constru&ccedil;&atilde;o da unidade, referiu que unidade e distin&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m que crescer em simult&acirc;neo, e que a diferen&ccedil;a &eacute; uma possibilidade de dom para os outros. Concluiu este debate perguntando-se e respondendo: Porque &eacute; que &eacute; importante a comunh&atilde;o? Porque a diferen&ccedil;a &eacute; que nos salva. A comunh&atilde;o &eacute; a chave da miss&atilde;o. Juntos com as nossas diferen&ccedil;as. Um c&iacute;rculo virtuoso: comunh&atilde;o e miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Com a pontualidade que sempre pauta estas jornadas, o almo&ccedil;o foi tamb&eacute;m uma oportunidade de encontro informal e de conhecimento m&uacute;tuo, tendo os trabalhos da tarde prosseguindo com o debate em pequenos grupos em torno a tr&ecirc;s quest&otilde;es que versavam a necess&aacute;ria e desejada rela&ccedil;&atilde;o entre os t&oacute;picos sobre a Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o hoje reflectidos e a corresponsabilidade na viv&ecirc;ncia da Miss&atilde;o 2010, e dois especiais &acirc;mbitos de di&aacute;logo: entre n&oacute;s mesmos, no seio de uma mesma Igreja, e com aquele vasto campo, &ldquo;fora de n&oacute;s&rdquo; para o qual a miss&atilde;o sempre nos impele.<\/p>\n<p>Regressados ao Plen&aacute;rio, os 14 grupos formados, atrav&eacute;s dos seus porta-vozes, partilharam com todos, as principais reflex&otilde;es, sublinhados, interroga&ccedil;&otilde;es, propostas&hellip; surgidas no decurso dos trabalhos de grupo. Os aspectos em que mais se insistiu foi na necessidade de nos deixarmos evangelizar, atrav&eacute;s de uma ora&ccedil;&atilde;o mais ass&iacute;dua e de uma forma&ccedil;&atilde;o mais s&oacute;lida; no di&aacute;logo entre os v&aacute;rios movimentos e obras e na import&acirc;ncia do conhecimento e valoriza&ccedil;&atilde;o m&uacute;tuos e fidelidade ao carisma pr&oacute;prio; na finalidade &uacute;ltima do nosso ser e actuar: o encontro com Cristo.<\/p>\n<p>Antes da ora&ccedil;&atilde;o final, D. Ant&oacute;nio Taipa encerrou a reflex&atilde;o deste dia remetendo-nos para a verdade que &eacute; Jesus Cristo. Na origem do ser crist&atilde;o, recordou, n&atilde;o est&aacute; uma ideia, uma decis&atilde;o &eacute;tica. Est&aacute; um acontecimento que &eacute; uma pessoa: Jesus. Voltando &agrave; reflex&atilde;o do in&iacute;cio do dia, devolve-nos a pergunta, Que fizeste? Pergunta de Pilatos a Jesus de Nazar&eacute;. Que fazemos, como fazemos, por amor de quem o fazemos, com que objectivo o fazemos? E coloca-nos, finalmente, o desafio fundamental: Novos m&eacute;todos e express&otilde;es. Como? Querendo bem ao mundo. Amando o mundo. Um mundo que se ama na diversidade e, &agrave; maneira de Jesus, pela capacidade de nos darmos. Ser rei pela cruz &eacute; ser capaz de fazer da vida toda um servi&ccedil;o, &eacute; ser capaz de acolher o outro. E acolh&ecirc;-lo, n&atilde;o simplesmente toler&aacute;-lo; acolh&ecirc;-lo &eacute; receb&ecirc;-lo e glorific&aacute;-lo na sua diversidade. Terminou sublinhando que reinar pela verdade &eacute; reinar pela fidelidade ao que se &eacute; e agradecendo a presen&ccedil;a de todos, que a todos enriquece.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciadas no ano 2000, as Jornadas Diocesanas do Apostolado dos Leigos, organizadas pelo Secretariado Permanente da Assembleia Diocesana de Movimentos e Obras (SPADMO) realizaram-se pela d&eacute;cima vez e reuniram, na Casa de Vilar, cerca de 170 membros dos Movimentos e Obras Laicais com presen&ccedil;a na Diocese. 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