{"id":420926,"date":"2026-04-17T09:56:36","date_gmt":"2026-04-17T08:56:36","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=420926"},"modified":"2026-04-27T12:31:30","modified_gmt":"2026-04-27T11:31:30","slug":"lusofonias-missao-por-terras-do-mexico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-missao-por-terras-do-mexico\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Miss\u00e3o por terras do M\u00e9xico"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, na Cidade do M\u00e9xico<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/lusofonias-mexico.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-421687 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/lusofonias-mexico-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/lusofonias-mexico-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/lusofonias-mexico-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/lusofonias-mexico-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/lusofonias-mexico-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/lusofonias-mexico.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Aterrei na Cidade do M\u00e9xico e, ao sobrevoar, deu para perceber a sua enorme dimens\u00e3o. Segundo estat\u00edsticas, a maior cidade de l\u00edngua espanhola rondar\u00e1 os 20 milh\u00f5es de habitantes, se incluirmos as superpovoadas periferias.<\/p>\n<p>Estas visitas proporcionam-me sempre um feliz encontro com a hist\u00f3ria. Andemos mais de 500 anos para tr\u00e1s e tentemos acompanhar Hernan Cortez que, em 1521, tomou Tlatelolco, a cidade Azteca que os espanh\u00f3is conquistaram e sobre a qual constru\u00edram a atual capital do M\u00e9xico. Como sempre faziam, derrubaram as pir\u00e2mides (monumentos religiosos aztecas) e constru\u00edram uma Igreja. Felizmente, ainda restaram algumas partes das Pir\u00e2mides, pelo que temos, hoje, a\u00a0 Pra\u00e7a das Tr\u00eas Culturas, no cora\u00e7\u00e3o da cidade do M\u00e9xico. Pode dizer- se que este \u00e9 o melhor bilhete de identidade do pa\u00eds. Ao visitar esta zona arqueol\u00f3gica, passe\u00e1mo-nos, ent\u00e3o, por tr\u00eas culturas: as pir\u00e2mides levam-nos ao tempo dos Aztecas; a Igreja, constru\u00edda pelos espanh\u00f3is, conduz-nos ao tempo da \u2018conquista\u2019; os pr\u00e9dios ultra-modernos mostram-nos os tempos que correm. O s\u00e9culo XVI mexicano foi muito investigado a partir\u00a0 desta zona arqueol\u00f3gica. A Pra\u00e7a das Tr\u00eas Culturas ficou ainda para a hist\u00f3ria por causa do massacre de estudantes feito pelos militares a 2 de Outubro de 1968 ( depois do Maio de 68 de Paris). Por mais incr\u00edvel que pare\u00e7a, ainda h\u00e1 processos em curso, mas ningu\u00e9m acredita que um dia a justi\u00e7a seja feita.<\/p>\n<p>Fa\u00e7o sempre um segundo encontro com a hist\u00f3ria: a chegada dos Mission\u00e1rios Espiritanos. \u00c9 verdade \u2013 a hist\u00f3ria ensina \u2013 que os come\u00e7os imprimem uma orienta\u00e7\u00e3o \u00e0 Miss\u00e3o a realizar. H\u00e1 55 anos, os tr\u00eas primeiros Espiritanos chegaram ao M\u00e9xico, vindos dos EUA, e dirigiram-se \u00e0 Bas\u00edlica de Nossa Senhora de Guadalupe. Ali rezaram e pediram \u00e0 Virgem para os guiar a um lugar onde houvesse um trabalho verdadeiramente Espiritano. Acabaram por ser encaminhados para Tanlaj\u00e1s onde chegaram a 21 de fevereiro de 1971. Era dia de mercado. Encontraram muitos ind\u00edgenas com cargas pesadas aos ombros. Viram logo que estes homens desprezados seriam os privilegiados da sua miss\u00e3o. E instalaram-se ali numa casa muito simples, feita de barro. Souberam, mais tarde, que o povo tinha rezado muito \u00e0 Senhora de Guadalupe para terem um p\u00e1roco. N\u00e3o receberam um p\u00e1roco, mas tr\u00eas! O abandono religioso era quase total. Iam a cavalo ao encontro das comunidades espalhadas pela serra. Cada seis meses tinham de sair do pa\u00eds para renovar os vistos de perman\u00eancia. Assim come\u00e7ou a nossa hist\u00f3ria Espiritana por terras mexicanas, em meio ind\u00edgena. Os huastecas da etnia \u2018tenec\u2019 eram 92% do total da popula\u00e7\u00e3o local. 55 anos depois, notamos que as motiva\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias s\u00e3o as mesmas, sempre focados na evangeliza\u00e7\u00e3o integral dos mais descartados da sociedade, seja em ambiente ind\u00edgena, seja em par\u00f3quias nas periferias das grandes cidades. Foi feito um investimento s\u00e9rio na pastoral vocacional e abriram-se casas de forma\u00e7\u00e3o para enraizar o carisma e a presen\u00e7a Espiritanas.<\/p>\n<p>Tive a alegria de visitar o M\u00e9xico em 2003 e viver a\u00ed a grande festa de Nossa Senhora de Guadalupe. Estive em Tanlaj\u00e1s\u00a0 e confesso que visitar esta Miss\u00e3o foi a experi\u00eancia de um aut\u00eantico regresso \u00e0s origens e um encontro com a hist\u00f3ria. Depois, fui a Coscatlan, Tampico, Madero, Pujal e San Ant\u00f3nio. En San Ant\u00f3nio assisti \u00e0 sa\u00edda da Antorcha Guadalupana e vivi a Festa da Solenidade em Pujal. Visitei algumas comunidades nas montanhas, celebrei com elas, saboreei a riqueza e a beleza das m\u00fasicas, da dan\u00e7a, dos trajes tradicionais, dos costumes, da gastronomia, da paisagem, da simpatia, da f\u00e9 e alegria das pessoas.<\/p>\n<p>Tive a gra\u00e7a de viver, em contexto ind\u00edgena, a grande festa nacional em honra da Senhora de Guadalupe, a 12 de Dezembro. C\u00famulo de felicidade foi a concelebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia no enorme Santu\u00e1rio de Nossa Senhora de Guadalupe, na capital mexicana.<\/p>\n<p>Vinte e tr\u00eas anos depois encontrei um M\u00e9xico diferente, mas com os Espiritanos a tentar responder aos mesmos desafios mission\u00e1rios. O que vi, ouvi e vivi nas visitas, nas celebra\u00e7\u00f5es e nos encontros, merecem ser partilhados. Vou contar-vos o essencial nas pr\u00f3ximas cr\u00f3nicas.<\/p>\n<p><em>Tony Neves, na Cidade do M\u00e9xico<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - Miss\u00e3o por terras do M\u00e9xico\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/26gzo9VkG8alOC68mui0Op?si=g_ai5gCjQACsQn-mSGKoZA&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, na Cidade do 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