{"id":42055,"date":"2009-11-23T16:28:01","date_gmt":"2009-11-23T16:28:01","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/23\/santuario-de-cristo-rei-sinal-da-paz-e-lugar-de-reconciliacao\/"},"modified":"2009-11-23T16:28:01","modified_gmt":"2009-11-23T16:28:01","slug":"santuario-de-cristo-rei-sinal-da-paz-e-lugar-de-reconciliacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/santuario-de-cristo-rei-sinal-da-paz-e-lugar-de-reconciliacao\/","title":{"rendered":"Santu\u00e1rio de Cristo Rei: sinal da paz e lugar de reconcilia\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Monumento continua a lembrar a Portugal e ao mundo que a paz n\u00e3o \u00e9 apenas aus\u00eancia de guerra <!--more--> <\/p>\n<p>O bispo de Set&uacute;bal, D. Gilberto Reis, acredita que o <a href=\"http:\/\/www.cristorei.pt\/\" target=\"_blank\">Santu&aacute;rio Nacional de Cristo Rei<\/a>, em Almada, continua a ter uma miss&atilde;o essencial na Igreja.<\/p>\n<p>Recordando que em 1940 os bispos ligaram o monumento &agrave; perman&ecirc;ncia de Portugal fora da II Guerra Mundial, o prelado lembrou que &ldquo;o Papa Jo&atilde;o XXIII deixou na sua carta <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_xxiii\/encyclicals\/documents\/hf_j-xxiii_enc_11041963_pacem_po.html\" target=\"_blank\">&laquo;Pacem in terris&raquo;<\/a> os grandes pilares da paz: justi&ccedil;a, verdade, liberdade e amor, que nasce de Deus e se traduz na entrega generosa aos outros&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Naturalmente que estes fundamentos t&ecirc;m que ser continuamente repostos e aprofundados porque, como sabemos, est&atilde;o muito fragilizados&rdquo;, afirmou o bispo de Set&uacute;bal &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p>&ldquo;Estando o Santu&aacute;rio ligado &agrave; paz, continua actual&iacute;ssimo, porque ela continua a ser um desafio e uma grande urg&ecirc;ncia&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p><strong>Espa&ccedil;o de encontro<\/strong><\/p>\n<p>Para D. Gilberto Reis, o Santu&aacute;rio de Cristo Rei &ldquo;tem visto crescer o n&uacute;mero de pessoas que ali v&atilde;o, e tamb&eacute;m tem procurado proporcionar condi&ccedil;&otilde;es para que, &agrave; sua sombra, as pessoas descubram a riqueza e o centro da sua f&eacute;, que &eacute; Cristo, o mist&eacute;rio da Igreja e o seu lugar no mundo, como crist&atilde;os&rdquo;.<\/p>\n<p>O bispo de Set&uacute;bal desafiou a diocese e a reitoria do Santu&aacute;rio a tornar aquele espa&ccedil;o &ldquo;um lugar de encontro com Cristo, com a realidade profunda que somos, e um lugar de fermenta&ccedil;&atilde;o de um mundo novo&rdquo;.<\/p>\n<p>Para que estes objectivos se concretizem com maior intensidade, &ldquo;h&aacute;-de surgir uma casa de retiros e, porventura, um lugar de celebra&ccedil;&atilde;o mais amplo, bem como outras infra-estruturas&rdquo;.<\/p>\n<p>Antes da execu&ccedil;&atilde;o desses planos, &eacute; preciso liquidar os encargos financeiros. D. Gilberto Reis explicou que a d&iacute;vida existente aquando da transfer&ecirc;ncia da posse do Patriarcado de Lisboa para a Diocese de Set&uacute;bal &ldquo;n&atilde;o &eacute; o que perturba mais&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Houve necessidade de fazer obras profundas, porque havia pequenos peda&ccedil;os de cimento que se desprendiam do monumento e podiam matar uma pessoa. Esses trabalhos ficaram car&iacute;ssimos, e &eacute; preciso pag&aacute;-los&rdquo;, refere o bispo de Set&uacute;bal. &ldquo;Tenho a esperan&ccedil;a de que isso h&aacute;-de acontecer&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p><strong>Busto do Cardeal Cerejeira evoca obra colectiva<\/strong><\/p>\n<p>Neste Domingo, dia em que a Igreja assinalou a solenidade de Cristo Rei, cerca de 300 pessoas reuniram-se no espa&ccedil;o do Santu&aacute;rio para assistir ao descerramento de um busto do Cardeal Manuel Gon&ccedil;alves Cerejeira e participar na missa.<\/p>\n<p>A escultura pretendeu &ldquo;fazer mem&oacute;ria das pessoas que desejaram a constru&ccedil;&atilde;o do monumento e daquelas que se tornaram os seus obreiros: os bispos de Portugal, os arquitectos e engenheiros, o grande animador da recolha de fundos &ndash; Pe. Sebasti&atilde;o Pinto &ndash; e ainda o Apostolado de Ora&ccedil;&atilde;o, que teve uma grande for&ccedil;a neste dinamismo&rdquo;, referiu o bispo de Set&uacute;bal.<\/p>\n<p>&ldquo;Conseguiu dar-se a ideia de que o monumento foi uma obra de conjunto que vinha de Deus, e onde o episcopado &ndash; e, portanto, toda a Igreja &ndash; esteve presente&rdquo;, observou.<\/p>\n<p>O prelado saudou o reitor do Santu&aacute;rio pela iniciativa e felicitou o artista, &ldquo;porque me parece que foi feliz no busto, com o Cardeal Cerejeira numa atitude que lhe era muito caracter&iacute;stica de levantar os olhos ao c&eacute;u e apontar rumos com a m&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Se queremos construir uma obra de futuro, na Igreja e no mundo, temos que dar as m&atilde;os&rdquo;, concluiu.<\/p>\n<p><strong>Inspira&ccedil;&atilde;o no Corcovado<\/strong><\/p>\n<p>Foi ao contemplar a imponente imagem de Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que nasceu no Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gon&ccedil;alves Cerejeira, o desejo de construir uma obra semelhante diante de Lisboa. Est&aacute;vamos em 1934.<\/p>\n<p>Dois anos mais tarde, a ideia foi acolhida pelo Apostolado de Ora&ccedil;&atilde;o. Em 1937, o Patriarca recebeu a aprova&ccedil;&atilde;o e o apoio de todos os bispos portugueses.<\/p>\n<p>A 20 de Abril de 1940, em plena II Guerra Mundial, os prelados, reunidos em F&aacute;tima, fizeram um voto que conferiu um novo sentido &agrave; imagem: &ldquo;Se Portugal fosse poupado da Guerra, erguer-se-ia sobre Lisboa um monumento ao Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, sinal vis&iacute;vel de como Deus, atrav&eacute;s do Amor, deseja conquistar para Si toda a humanidade&rdquo;.<\/p>\n<p>A constru&ccedil;&atilde;o, da autoria do Mestre Francisco Franco, iniciou-se a 18 de Dezembro de 1949,&nbsp;terminando cerca de uma d&eacute;cada depois. A imagem de Nossa Senhora da Paz, que se encontra na capela, &eacute; do Mestre Leopoldo de Almeida. O projecto do monumento &eacute; do Arq.&ordm; Ant&oacute;nio Lino e a execu&ccedil;&atilde;o foi entregue ao Eng.&ordm; D. Francisco de Mello e Castro.<\/p>\n<p>A imagem a Cristo Rei foi inaugurada a 17 de Maio de 1959, Dia de Pentecostes, perante a imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima, com a participa&ccedil;&atilde;o de todo o episcopado portugu&ecirc;s, os cardeais do Rio de Janeiro e de Louren&ccedil;o Marques (Maputo), autoridades civis e 300 mil pessoas. O Papa Jo&atilde;o XXIII fez-se presente atrav&eacute;s de uma r&aacute;dio-mensagem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Monumento continua a lembrar a Portugal e ao mundo que a paz n\u00e3o \u00e9 apenas aus\u00eancia de guerra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[272,301],"class_list":["post-42055","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-pacem-in-terris","tag-santuario-de-cristo-rei"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42055","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42055"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42055\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}