{"id":42045,"date":"2009-11-23T13:34:08","date_gmt":"2009-11-23T13:34:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/23\/homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-de-cristo-rei\/"},"modified":"2009-11-23T13:34:08","modified_gmt":"2009-11-23T13:34:08","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-de-cristo-rei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-de-cristo-rei\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Porto na Solenidade de Cristo Rei"},"content":{"rendered":"<p><strong>Para que o Evangelho aconte&ccedil;a entre n&oacute;s!<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Celebrar Cristo Rei &eacute; descobrir a sua realeza e definir-se nela como s&uacute;bdito do seu amor<\/span>. &Eacute; tamb&eacute;m acrescentar-se na &uacute;nica realidade que verdadeiramente nos aumenta, ou seja, na caridade de Cristo.<\/p>\n<p>Cristo &eacute; Rei e o seu Reino somos n&oacute;s, porque a Ele nos referimos e porque as nossas vidas s&atilde;o agora o exerc&iacute;cio do seu amor. Exerc&iacute;cio expansivo, na propaga&ccedil;&atilde;o crescente da sua verdade no mundo; exerc&iacute;cio convincente, pois s&oacute; a sua palavra perdura; exerc&iacute;cio empolgante, porque s&oacute; a sua comunh&atilde;o satisfaz.<\/p>\n<p>Como no di&aacute;logo entre Jesus e Pilatos, onde tudo se define e distingue, no que ao Reino diz respeito: &ldquo;Disse-lhe Pilatos: &lsquo;Ent&atilde;o tu &eacute;s rei?&rsquo; Jesus respondeu-lhe: &lsquo;&Eacute; como dizes: sou rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que &eacute; da verdade escuta a minha voz&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n<p>Pilatos representava ali os reinos deste mundo, concretizados no Imp&eacute;rio Romano, grande sobre todos os demais. Reinos que podemos considerar naturais, porque naturalmente nascemos da sociedade para a sociedade. &Eacute; por isso &ldquo;natural&rdquo; que a vida pol&iacute;tica e civilizada nos integre a todos e que participemos nela com a maior responsabilidade e entrega ao bem comum.<\/p>\n<p>Pilatos era o rosto e o gesto do seu grande imp&eacute;rio, naquela remota Judeia. E ali estava diante do jovem Jesus, indagando-o sobre uma insinuada realeza que lhe levantava d&uacute;vidas e algum cuidado. Realeza que se tornara acusa&ccedil;&atilde;o, como se Jesus pretendesse uma concorr&ecirc;ncia imposs&iacute;vel com o maior poder do mundo: &ldquo; &ndash; Tu &eacute;s rei?&rdquo;.<\/p>\n<p>N&atilde;o admira a pergunta de Pilatos, ciosos que s&atilde;o os poderes em geral dos seus pr&oacute;prios exclusivos. Roma no mundo e um qualquer Herodes ali por perto chegavam e sobravam como poder real ou fict&iacute;cio&hellip;<\/p>\n<p>Deveras surpreendente foi a resposta de Jesus. Admira-nos ainda hoje, n&atilde;o s&oacute; pelo que afirma, mas muito mais pelo que inova. E inova t&atilde;o absolutamente que sempre nos abre &agrave; total novidade do que seja um povo &ndash; o seu povo.<\/p>\n<p>&ldquo;Todo aquele que &eacute; da verdade escuta a minha voz&rdquo;: quer isto dizer que o Reino de Cristo se consolida por si mesmo, pela pessoa &uacute;nica que ele &eacute; e pela rela&ccedil;&atilde;o definitiva em que nos inclui.<\/p>\n<p>Parecer&aacute; t&eacute;nue tal defini&ccedil;&atilde;o. No entanto, foi e &eacute; t&atilde;o consistente que subsistiu &agrave; ru&iacute;na do imp&eacute;rio que Pilatos representava, como &agrave; de tantos que se sucederam depois, pouco ou nada assentes na verdade que Jesus trazia.<\/p>\n<p>Na verdade que ele pr&oacute;prio era, como continua sendo. O Reino de Cristo n&atilde;o &eacute; formal ou te&oacute;rico, como se lhe ader&iacute;ssemos por mera adequa&ccedil;&atilde;o mental. N&atilde;o dispensando tal dimens&atilde;o, a verdade de Cristo &eacute;, antes de mais, a da sua pr&oacute;pria pessoa, enquanto revela&ccedil;&atilde;o de Deus, na humanidade que quis compartilhar connosco. Acolhendo-o, experimentaremos tamb&eacute;m o que podemos ser a partir dele.<\/p>\n<p>Como explicita um exegeta cl&aacute;ssico: &ldquo;A miss&atilde;o de Jesus consiste em trazer a plenitude da revela&ccedil;&atilde;o, dando-se a conhecer como Filho de Deus. [&hellip;] A &lsquo;palavra&rsquo;, acolhida pelo homem, f&aacute;-lo-&aacute; reviver interiormente [&hellip;]. H&aacute;-de deixar-se influenciar e plasmar pela luz da verdade, a palavra divina, que nele trabalha como semente, &aacute;gua viva, b&aacute;lsamo perfumado, para lhe dirigir o cora&ccedil;&atilde;o para Cristo. &Eacute; este o inteiro desenvolvimento progressivo da vida da f&eacute;, mediante a ac&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito que faz frutificar e crescer no homem a vida nova. &Eacute; isto que significa &lsquo;ser da verdade&rsquo;, como disse Jesus a Pilatos: &lsquo;Todo aquele que &eacute; da verdade escuta a minha voz&rsquo;&rdquo; (Ignace de La Potterie, <em>La Pasi&oacute;n<\/em><em> de Jesus seg&uacute;n San Juan<\/em>, Madrid, BAC, 2007, p. 67-69).<\/p>\n<p>Esta a verdadeira significa&ccedil;&atilde;o de estarmos aqui, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, seguros e firmes pela realeza de Cristo, no convencimento e na retribui&ccedil;&atilde;o absoluta das nossas vidas &agrave; sua pessoa e &agrave; sua causa. Estamos todos, sem arredar p&eacute; nem muito menos o cora&ccedil;&atilde;o do que nos incumba como coer&ecirc;ncia de vida ou risco de miss&atilde;o, ambiente a ambiente, tarefa a tarefa, na variedade unificada de tantos carismas, movimentos ou grupos. Tudo Igreja, como corpo de Cristo. Tudo Reino, em dimens&atilde;o absorvente e expansiva.<\/p>\n<p>S&atilde;o ainda do mesmo exegeta estas considera&ccedil;&otilde;es estimulantes: &ldquo;A nova comunidade em torno de Cristo &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o existencial em duas direc&ccedil;&otilde;es: ele chama os seus e os seus escutam-no e ele re&uacute;ne-os &agrave; sua volta. Esta &eacute; a soberania, a realeza de Cristo na teologia jo&acirc;nica. Realeza que se funda na verdade que ele revela aos homens. A &uacute;nica maneira de entrar no reino &eacute; abrir-se a esta verdade, deixar-se plasmar por ela. Cristo exerce a sua pr&oacute;pria soberania sobre os seus na medida em que eles se deixam recriar como filhos de Deus&rdquo; (<em>ibidem<\/em>, p. 71).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; Que programa este, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s! Mas todo de Cristo como sua ac&ccedil;&atilde;o pelo Esp&iacute;rito e apenas nosso como acolhimento e correspond&ecirc;ncia. Filhos de Deus para a salva&ccedil;&atilde;o do mundo, esta &eacute; a din&acirc;mica do Reino de Cristo.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">No pequeno n&uacute;cleo que aderiu &agrave; verdade dita e feita de Jesus Cristo inaugurou-se finalmente o reino<\/span>. &ldquo;Finalmente&rdquo; porque o retard&aacute;mos antes, &ldquo;finalmente&rdquo; porque n&atilde;o h&aacute; outro, sabemo-lo bem. Um reino consolidado nos cora&ccedil;&otilde;es e nas consci&ecirc;ncias, pleno de originalidade e sentido. E de tal modo assim foi e continua a ser, que toda a contradi&ccedil;&atilde;o que se lhe oponha, mesmo aparentando novidade, &eacute; realmente velha e degradante, como facilmente se veria.<\/p>\n<p>Espanta e espanta muito ainda agora, ver apresentados como &ldquo;progressos&rdquo; alguns retrocessos que seriam, em termos de civiliza&ccedil;&atilde;o e de cultura. Isto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vida e &agrave; sua dignidade, isto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; complementaridade homem-mulher em que se funda, isto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; morte e &agrave; naturalidade e companhia em que deve suceder&hellip; Dificuldades em qualquer destes campos, todos as reconhecemos e queremos levar de vencida. E possibilidades de o fazer, temos n&oacute;s dispon&iacute;veis e abertas pela gra&ccedil;a de Cristo, mil vezes experimentada.<\/p>\n<p>Do segundo s&eacute;culo do seu Reino chegou-nos um testemunho admir&aacute;vel, mais v&aacute;lido porventura ainda agora. &Eacute; um escrito crist&atilde;o em meio pag&atilde;o, pleno de convic&ccedil;&atilde;o e de coragem. E encontra a melhor forma de dizer o que somos, os crist&atilde;os, e havemos de ser no meio do mundo. Duma actualidade evident&iacute;ssima, citou-o v&aacute;rias vezes o Conc&iacute;lio Vaticano II, trazendo para hoje o que apareceu h&aacute; tantos s&eacute;culos em Alexandria do Egipto. Releiamo-nos ent&atilde;o com estas frases: &ldquo;Os crist&atilde;os n&atilde;o se distinguem dos demais homens, nem pela terra, nem pela l&iacute;ngua, nem pelos costumes. Nem, em parte alguma, habitam cidades peculiares, nem usam alguma l&iacute;ngua distinta, nem vivem uma vida de natureza singular. [&hellip;] Casam como todos e geram filhos, mas n&atilde;o abandonam &agrave; viol&ecirc;ncia os neonatos. Servem-se da mesma mesa, mas n&atilde;o do mesmo leito. Encontram-se na carne, mas n&atilde;o vivem segundo a carne. Moram na terra e s&atilde;o regidos pelo c&eacute;u. Obedecem &agrave;s leis estabelecidas e superam as leis com as pr&oacute;prias vidas. [&hellip;] Numa palavra, o que a alma &eacute; no corpo, isso s&atilde;o os crist&atilde;os no mundo. A alma est&aacute; em todos os membros do corpo e os crist&atilde;os est&atilde;o em todas as cidades do mundo. A alma habita no corpo, n&atilde;o &eacute;, contudo, do corpo; tamb&eacute;m os crist&atilde;os, se habitam no mundo, n&atilde;o s&atilde;o do mundo&rdquo; (<em>A Diogneto<\/em>, V-VI, Lisboa, Alcal&aacute;, 2001, p. 51-55).<\/p>\n<p>Como a alma no corpo, assim os crist&atilde;os no mundo&hellip; Alma no corpo, semente na terra, luz na escurid&atilde;o: &#8211; Quantas imagens e que for&ccedil;a nos trazem para a expans&atilde;o do reino, em palavras certas e vidas comprometidas! Recomecemos, irm&atilde;os e irm&atilde;s, recomecemos hoje e sempre, para que a nossa cidade e o nosso mundo recomecem tamb&eacute;m, na verdade que Cristo &eacute; e lhes oferece, atrav&eacute;s de cada um de n&oacute;s, em quem j&aacute; reina!<\/p>\n<p>O estarmos aqui, celebrando vivamente a realeza de Cristo, ultrapassa em muito o cerimonial e o preceito. Para cada um de n&oacute;s &eacute; compromisso e para Cristo Rei contentamento, que certamente tem em nos ver assim, infindamente gratos porque nos salva e absolutamente dispon&iacute;veis para alargar as fronteiras do seu reino. Como cantava h&aacute; d&eacute;cadas o &ldquo;velho&rdquo; hino da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Portuguesa, s&atilde;o muitos e novos os &ldquo;caminhos n&atilde;o andados que esperam por algu&eacute;m&rdquo;.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Car&iacute;ssimos irm&atilde;os que vos dispondes ao diaconado permanente; car&iacute;ssimos catequistas que desempenhais um servi&ccedil;o de primeira linha no alargamento e aprofundamento do Reino; car&iacute;ssimos leigos militantes<\/span>, de v&aacute;rios movimentos e grupos, que uma actual&iacute;ssima tradi&ccedil;&atilde;o re&uacute;ne neste dia em torno de Cristo Rei: como sabeis, o alargamento do Reino significar&aacute; na nossa Diocese e muito proximamente a Miss&atilde;o 2010. &ndash; Conto convosco, contemos todos com todos e cada um, porque antes de mais conta Deus connosco, para que o Evangelho aconte&ccedil;a entre n&oacute;s, t&atilde;o original como sempre e t&atilde;o urgente como o &eacute; agora!<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 22 de Novembro de 2009<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Manuel Clemente<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para que o Evangelho aconte&ccedil;a entre n&oacute;s! 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