{"id":42005,"date":"2009-11-20T11:34:55","date_gmt":"2009-11-20T11:34:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/20\/educar-o-olhar-a-inteligencia-e-o-coracao-para-construir-o-bem-comum\/"},"modified":"2009-11-20T11:34:55","modified_gmt":"2009-11-20T11:34:55","slug":"educar-o-olhar-a-inteligencia-e-o-coracao-para-construir-o-bem-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/educar-o-olhar-a-inteligencia-e-o-coracao-para-construir-o-bem-comum\/","title":{"rendered":"Educar o olhar, a intelig\u00eancia e o cora\u00e7\u00e3o, para construir o bem comum"},"content":{"rendered":"<p>Palavras de D. Ant\u00f3nio Francisco Santos na abertura da Semana Social de 2009 <!--more--> <\/p>\n<p><strong><em>Educar o olhar, a intelig&ecirc;ncia e o cora&ccedil;&atilde;o , <\/em><\/strong><strong><em>para construir o bem comum<\/p>\n<p><\/em><\/strong>1. A Diocese de Aveiro acolhe com grande alegria a VI Semana Social Nacional, promovida pela Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa e organizada pela Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social. Quero dizer a todos os participantes: sejam bem-vindos.<\/p>\n<p>Aveiro, terra com mem&oacute;ria escrita de povoamento desde 959 e cidade desde 1759, foi criada Diocese em 1774, posteriormente extinta em 1884 e mais tarde restaurada em 1938.<br \/>Abrangendo uma &aacute;rea geogr&aacute;fica destacada das Dioceses do Porto, Coimbra e Viseu, a Diocese estende-se por dez concelhos da zona sul do Distrito de Aveiro, desde as terras da Ria e do Mar at&eacute; &agrave;s encostas do Luso e do Caramulo.<\/p>\n<p>Habitada por uma popula&ccedil;&atilde;o de 350.000 habitantes, a Diocese est&aacute; situada numa regi&atilde;o com sustentado crescimento demogr&aacute;fico e em progressivo desenvolvimento econ&oacute;mico e social.<\/p>\n<p>A Universidade de Aveiro e um diversificado tecido empresarial consistente, solidamente implantado nesta regi&atilde;o, criam condi&ccedil;&otilde;es e oferecem oportunidades para que, dia a dia, aqui se radiquem novas fam&iacute;lias e se afirme uma expressiva e crescente presen&ccedil;a de milhares de jovens estudantes e trabalhadores.<\/p>\n<p>O esp&iacute;rito de renova&ccedil;&atilde;o do Conc&iacute;lio Vaticano II e do S&iacute;nodo Diocesano veio implementar um cont&iacute;nuo dinamismo &agrave; identidade eclesial e ao esfor&ccedil;o pastoral das gentes desta Diocese da Ria.<\/p>\n<p>O actual Plano Diocesano de Pastoral, que nos vai guiar como b&uacute;ssola e iluminar como farol nestes anos que preparam a Miss&atilde;o Jubilar Diocesana, na celebra&ccedil;&atilde;o dos setenta e cinco anos da Diocese, em 2012\/2013, reflecte este mesmo dinamismo evangelizador e um igual esp&iacute;rito de renova&ccedil;&atilde;o e de miss&atilde;o.<\/p>\n<p>&Eacute; no contexto da realidade humana, social e religiosa de Aveiro e na alegria de uma cidade acolhedora e bela que a todos sa&uacute;do. Queremos ser uma Igreja diocesana renovada na caridade, sinal de esperan&ccedil;a no mundo.<\/p>\n<p>2. Deparei, numa leitura recente, com um belo texto de Thomas Stearns Eliot, poeta anglo-americano e Pr&eacute;mio Nobel da Literatura no j&aacute; distante ano de 1948, que a dado momento do seu livro <strong><em>A Rocha<\/em><\/strong> escreve assim: &ldquo;<em>Nos lugares abandonados construiremos com tijolos novos. H&aacute; m&atilde;os, e m&aacute;quinas, e argila para novos tijolos, e cal para nova argamassa. Ali onde ca&iacute;ram os tijolos, construiremos com pedra nova. Onde as vigas <\/em><em>est&atilde;o podres, construiremos com madeira nova. Onde as palavras n&atilde;o se pronunciam, construiremos com uma nova linguagem. H&aacute; um trabalho comum, uma Igreja comum para todos e uma tarefa para cada um. A cada qual o seu trabalho.&rdquo;1<\/p>\n<p><\/em>Nesta Casa Municipal que nos acolhe, o belo Centro Cultural da nossa cidade, outrora f&aacute;brica onde da argila das nossas terras nascia a cer&acirc;mica s&oacute;bria e fr&aacute;gil que a arte e o engenho humanos transformavam em elementos robustos e resistentes das nossas constru&ccedil;&otilde;es, somos hoje chamados a reflectir e convocados a trabalhar na constru&ccedil;&atilde;o do bem comum.<\/p>\n<p>Queremos construir, no dizer do poeta acima referido, com pedra nova, com madeira s&atilde; e com linguagem transparente. O bem comum n&atilde;o se pode hipotecar a interesses transit&oacute;rios de grupos ou a h&aacute;beis oportunismos de privilegiados.<\/p>\n<p>&Eacute; responsabilidade da Pessoa, da Igreja e do Estado transformar a argila humana, vulner&aacute;vel e quebradi&ccedil;a, em pedras novas, de firme e s&oacute;lida constru&ccedil;&atilde;o. Ao engenho individual de cada um urge juntar a solidariedade e a rela&ccedil;&atilde;o entre todos. Queremos faz&ecirc;-lo numa matriz crist&atilde;, iluminados pela f&eacute; e respaldados pela doutrina social da Igreja, colocando Deus no cora&ccedil;&atilde;o da humanidade e dando direito de cidadania &agrave; religi&atilde;o no percurso hist&oacute;rico da sociedade.<\/p>\n<p>S&atilde;o imensas as exig&ecirc;ncias e m&uacute;ltiplas as dificuldades do mundo que somos chamados a servir. Neste modo crist&atilde;o de servir o mundo e neste compromisso respons&aacute;vel de construir na sociedade o bem comum, cumpre-se assim tamb&eacute;m o lema da Diocese de Aveiro, inscrito no listel do seu bras&atilde;o e impresso no cora&ccedil;&atilde;o de todos os seus membros, sacerdotes, di&aacute;conos, consagrados(as) e leigos (as): &ldquo;<strong><em>Amar a Deus &eacute; servir&rdquo;.<\/p>\n<p><\/em><\/strong>3. Toda a Palavra de Deus mas sobretudo o Evangelho de Jesus e os paradigmas do viver e agir humanos e crist&atilde;os que da&iacute; brotam, s&atilde;o a sede onde radica a nossa reflex&atilde;o e a fonte de um necess&aacute;rio manancial criativo e corajoso de propostas crist&atilde;s para a nossa vida e ac&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O magist&eacute;rio da Igreja deve levar-nos mais longe neste oceano imenso do nosso tempo onde &eacute; necess&aacute;rio reinventar a solidariedade e fazer renascer a esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>O medo e a crise n&atilde;o podem cercear rasgos de ousadia da caridade e horizontes de esperan&ccedil;a para a humanidade. S&oacute; a caridade na verdade &eacute; capaz de tornar poss&iacute;vel e colocar ao alcance de todos e por igual a liberdade, a justi&ccedil;a, o desenvolvimento e a paz. Somos todos herdeiros da verdade, servidores da caridade e respons&aacute;veis pela constru&ccedil;&atilde;o do bem comum.<\/p>\n<p>O Santo Padre Bento XVI na sua &uacute;ltima enc&iacute;clica Caritas in veritate, &nbsp;n.&ordm; 53, afirma: &ldquo;<em>A humanidade aparece, hoje, muito mais activa do que no passado: esta maior proximidade deve transformar-se em verdadeira comunh&atilde;o. O desenvolvimento dos povos depende sobretudo do reconhecimento que s&atilde;o uma s&oacute; fam&iacute;lia&rdquo;. <\/em>E mais adiante, no n. 59, afirma Bento XVI: <em>&ldquo;A coopera&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento (<\/em>na constru&ccedil;&atilde;o do bem comum) <em>n&atilde;o deve limitar-se apenas &agrave; dimens&atilde;o econ&oacute;mica, mas h&aacute;-de tornar-se uma grande ocasi&atilde;o de encontro cultural e o humano.&rdquo;<\/em><em>2<\/p>\n<p><\/em><em>&ldquo; O cristianismo, religi&atilde;o do <strong>Deus de rosto humano,<\/strong><\/em>&rdquo; (n.&ordm; 55) no dizer de Bento XVI, na mesma enc&iacute;clica, assume tamb&eacute;m esta miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Por isso aqui estamos, vindos de todas as dioceses de Portugal, desde as mais pr&oacute;ximas &agrave;s mais distantes, nas Regi&otilde;es Aut&oacute;nomas da Madeira e dos A&ccedil;ores.<\/p>\n<p>4. N&atilde;o seria poss&iacute;vel esta Semana Social em Aveiro sem o trabalho de muitos e a dedica&ccedil;&atilde;o de todos, desde o compromisso inicial assumido em Braga, em Mar&ccedil;o de 2006, a quando da realiza&ccedil;&atilde;o da V Semana Social Nacional, pelo meu antecessor, senhor D. Ant&oacute;nio Marcelino, at&eacute; ao cuidado atento de todas as pessoas que durante muito tempo serviram esta causa.<\/p>\n<p>Confiei a prepara&ccedil;&atilde;o desta Semana por parte da Diocese, &agrave; C&aacute;ritas Diocesana sob a responsabilidade do seu Presidente da Direc&ccedil;&atilde;o e do Vig&aacute;rio Episcopal da Pastoral Social, com a colabora&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Diocesana Justi&ccedil;a e Paz, Sei que foi muito e exigente o trabalho pedido a todos, sobremaneira ao Padre Jo&atilde;o Gon&ccedil;alves, ao Di&aacute;cono Jos&eacute; Alves, ao Dr. Francisco Costa Pinto, &agrave; Dr.a Marta e &agrave; Dr.a Dora. Bem &#8211; hajam.<\/p>\n<p>&Eacute; devida uma palavra de inteira justi&ccedil;a e de imensa gratid&atilde;o &agrave; C&acirc;mara Municipal de Aveiro e ao Governo Civil de Aveiro. Como sempre, tudo fizeram para que Aveiro seja digno no acolhimento e espa&ccedil;o amplo para o trabalho co-respons&aacute;vel com a Igreja, que em todos encontra uma leal e aberta coopera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>5. Termino esta sauda&ccedil;&atilde;o com uma actual e oportuna afirma&ccedil;&atilde;o da CEP, na Carta Pastoral de 15 de Setembro de 2003, que tem como sugestivo t&iacute;tulo: <strong><em>Responsabilidade solid&aacute;ria para o Bem Comum<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>&ldquo;<em>Apont&aacute;mos, <\/em>dizem os Bispos portugueses, <em>as grandes linhas de for&ccedil;a culturais sempre pertinentes e actuais, como contributo da miss&atilde;o espec&iacute;fica da Igreja, enquanto comunidade organizada e fazendo parte da sociedade civil: uma cultura marcada pelo cristianismo, uma cultura da dignidade da pessoa humana, uma cultura de liberdade na <\/em><em>responsabilidade, uma cultura da vida, uma cultura da verdade e da coer&ecirc;ncia, uma cultura da solidariedade e da esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p><\/em><em>A nossa voz cr&iacute;tica de tantas situa&ccedil;&otilde;es concretas s&oacute; tem sentido na medida em que assumimos uma atitude comprometida e dedicada ao <strong>bem comum<\/strong>, uma vez que o futuro da comunidade portuguesa depende de n&oacute;s.<\/p>\n<p><\/em><em>Isso exige uma nova responsabilidade moral na sociedade, uma confian&ccedil;a solid&aacute;ria e uma esperan&ccedil;a renovada no nosso pa&iacute;s.<\/p>\n<p><\/em><em>Este mundo em turbul&ecirc;ncia e em crise de identidade oferece-nos um tempo de gesta&ccedil;&atilde;o para um mundo justo e fraterno. Pela f&eacute; acreditamos que Jesus Cristo &eacute; o sentido desta mudan&ccedil;a e o Evangelho caminhos de verdade, de justi&ccedil;a, de liberdade e de paz.&rdquo; <\/em>(Carta Pastoral, n.&ordm; 4).<\/p>\n<p>A Igreja sabe que a sua hora e a sua miss&atilde;o nunca foram de protagonismo e de deslumbramento mas sim de profecia e de servi&ccedil;o. &Eacute; este olhar l&uacute;cido e corajoso dos profetas que a todos se pede e esta voz cr&iacute;tica e calma dos servidores do bem comum em vidas dadas a Deus e ao mundo que de todos se exige.<\/p>\n<p>A nossa presen&ccedil;a nesta Semana Social &eacute; sinal dessa disponibilidade para a miss&atilde;o e certeza da responsabilidade da Pessoa, da Igreja e do Estado na <strong><em>constru&ccedil;&atilde;o do bem comum. <\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Aveiro 20 de Novembro de 2009.<br \/>D. <\/em><em>Ant&oacute;nio Francisco dos Santos<br \/><\/em><em>Bispo de Aveiro<\/em><\/p>\n<p><em>1 &#8211; Instituto Pontif&iacute;cio Jo&atilde;o Paulo II, Doutoramento a Kiko Argu&euml;llo, p&aacute;g. 9;<br \/><\/em><em>2 &#8211; Bento XVI, Enc&iacute;clica Caritas in Veritate, n.os 53 e 59;<br \/>3 &#8211; <\/em><em>Bispos de Portugal, Carta Pastora: Responsabilidade solid&aacute;ria pelo bem comum, n.&ordm; 4<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Palavras de D. 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