{"id":419957,"date":"2026-04-10T11:43:04","date_gmt":"2026-04-10T10:43:04","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=419957"},"modified":"2026-04-10T11:50:34","modified_gmt":"2026-04-10T10:50:34","slug":"lusofonias-pascoa-das-tochas-floridas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-pascoa-das-tochas-floridas\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; P\u00e1scoa das Tochas Floridas"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, no sul de Portugal<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lusofonias-PascoaAlgarve26.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-419958 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lusofonias-PascoaAlgarve26-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lusofonias-PascoaAlgarve26-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lusofonias-PascoaAlgarve26-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lusofonias-PascoaAlgarve26-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lusofonias-PascoaAlgarve26-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lusofonias-PascoaAlgarve26.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>M\u00e9rtola \u00e9 uma vila inspiradora e as localidades do munic\u00edpio s\u00e3o belas e acolhedoras. Visitei diversas com os Padres Marcos e Domingos, ambos Espiritanos angolanos. Depois de um intenso e celebrativo Domingo de Ramos da Paix\u00e3o, tive a alegria de ir at\u00e9 Saboia, em Odemira, para partilhar um almo\u00e7o familiar com as Irm\u00e3s Espiritanas que ali vivem e trabalham: a Irm\u00e3 Lu\u00edsa, de Angola; a Irm\u00e3 Concei\u00e7\u00e3o, de Portugal; a Irm\u00e3 Fernanda, de Cabo Verde. No dia seguinte, pude encontrar D. Fernando Paiva, Bispo de Beja, no seu Pa\u00e7o Episcopal. Dali rumamos \u00e0 serra algarvia, pois nos esperava um Tr\u00edduo Pascal e uma P\u00e1scoa especiais, quer em S. Br\u00e1s de Alportel, quer em S. Catarina da Fonte do Bispo, par\u00f3quias confiadas ao P. Ant\u00f3nio Farias e Paulinus, mission\u00e1rios do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Sair do Alentejo raiano para a serra algarvia permitiu, mais uma vez, encher os olhos das plurais cores da natureza, onde as cegonhas e os seus ninhos embelezam a paisagem. Mas tamb\u00e9m fui ouvindo hist\u00f3rias de linces, veados e javalis que atropelam ou s\u00e3o v\u00edtimas de quem percorre as estradas da regi\u00e3o, sobretudo durante a noite. At\u00e9 \u00e0 barragem de Odeleite, imp\u00f5em-se a vegeta\u00e7\u00e3o nativa e os olivedos. Depois de chegar a Monte Gordo e apanhar um pouco da brisa do mar, fizemos viagem at\u00e9 S. Br\u00e1s, ladeados por grandes \u00e1reas de plantio de sobreiros, videiras, figueiras, citrinos, alfarrobeiras, abacateiros e, mais raramente, as cl\u00e1ssicas amendoeiras do Algarve. Encontrei esta vila da serra algarvia j\u00e1 engalanada e a preparar-se para a tradicional e solene Prociss\u00e3o das Tochas Floridas, a realizar na manh\u00e3 de P\u00e1scoa, pelas ruas, logo ap\u00f3s a Missa.<\/p>\n<p>Quinta Feira Santa foi dia de Missa Crismal, presidida pelo Bispo D. Manuel Quintas na S\u00e9 de Faro. Ali se reuniu todo o clero e muitas outras pessoas conhecidas. Ap\u00f3s almo\u00e7o com os padres e encontro com o Bispo, regressamos a S. Br\u00e1s para a celebra\u00e7\u00e3o da Institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia, iniciada com o t\u00e3o simb\u00f3lico e desafiante lava-p\u00e9s.<\/p>\n<p>A Sexta-Feira Santa foi marcada pela solene celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o e Morte do Senhor, mas houve rebuli\u00e7o todo o dia, \u00e0 volta da Matriz de S. Br\u00e1s, com a prepara\u00e7\u00e3o das flores e dos arranjos para a P\u00e1scoa. \u00c0 noite, fui a Santa Catarina da Fonte do Bispo participar na tradicional Via-Sacra, feita em Prociss\u00e3o noturna que encheu de tradi\u00e7\u00e3o, f\u00e9 e luz as ruas desta antiga povoa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 pertence a Tavira.<\/p>\n<p>Mesmo com a agita\u00e7\u00e3o normal dos preparativos pascais, o S\u00e1bado Santo foi dia de recolhimento, a culminar com a longa Vig\u00edlia Pascal, noite adentro, com o acender a fogueira do lume novo (fora da Igreja) e com batismos. J\u00e1 eu tentava dormir quando fui surpreendido com os c\u00e2nticos e ora\u00e7\u00f5es da comunidade ucraniana que come\u00e7ou a sua celebra\u00e7\u00e3o de P\u00e1scoa depois da meia noite.<\/p>\n<p>Acordou muito ruidosa a manh\u00e3 de P\u00e1scoa, com imensas pessoas a ultimar a Prociss\u00e3o. \u00c0 porta da Igreja amontoavam-se dezenas de caixas com flores, apanhadas pelo povo, nos jardins, nos campos e nos montes. At\u00e9 parece que os jardins saltaram todos para a rua!<\/p>\n<p>Nunca vi tanto povo junto na pacata Vila desta serra algarvia. Vieram de todo o lado, at\u00e9 do estrangeiro. Centenas de pessoas, erguendo majestosos ramos de flores, percorreram, em solene prociss\u00e3o, v\u00e1rias ruas engalanadas, gritando \u2018Cristo Ressuscitou como disse! Aleluia, Aleluia, Aleluia!\u2019. Esta \u00e9 a festa mais tradicional de S. Br\u00e1s, resultando da comunh\u00e3o de for\u00e7as da Par\u00f3quia, Autarquia, Associa\u00e7\u00f5es e popula\u00e7\u00e3o em geral, atraindo peregrinos e turistas que se juntam aos habitantes da Vila. A tarde foi de festa popular no adro da Igreja Matriz.<\/p>\n<p>A viagem do Algarve para Lisboa fez-se depressa e bem. Na capital, tive a alegria de acompanhar a miss\u00e3o de duas institui\u00e7\u00f5es importantes: o Centro Padre Alves Correia (CEPAC) que apoia imigrantes e Sol Sem Fronteiras, que coordena e acompanha projetos de desenvolvimento, sobretudo nos pa\u00edses mais fr\u00e1geis do hemisf\u00e9rio sul.<\/p>\n<p>Estou de malas feitas para o M\u00e9xico onde, nas montanhas da huasteca potosina, vou partilhar a riqueza da miss\u00e3o que os Espiritanos vivem com os povos tenek e nahuatl que, mesmo sendo povos origin\u00e1rios, continuam pobres e abandonados, sem vez nem voz.<\/p>\n<p><em>Tony Neves, no sul de Portugal<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina, e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - P\u00e1scoa das Tochas Floridas \" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; 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