{"id":419567,"date":"2026-04-06T17:56:39","date_gmt":"2026-04-06T16:56:39","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=419567"},"modified":"2026-04-06T17:56:39","modified_gmt":"2026-04-06T16:56:39","slug":"homilia-do-arcebispo-de-evora-no-domingo-de-pascoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-arcebispo-de-evora-no-domingo-de-pascoa\/","title":{"rendered":"Homilia do arcebispo de \u00c9vora no Domingo de P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_419573\" aria-describedby=\"caption-attachment-419573\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/evora-pascoa2026_0003_Layer-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-419573 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/evora-pascoa2026_0003_Layer-1-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/evora-pascoa2026_0003_Layer-1-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/evora-pascoa2026_0003_Layer-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/evora-pascoa2026_0003_Layer-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/evora-pascoa2026_0003_Layer-1-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/evora-pascoa2026_0003_Layer-1.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-419573\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Diocese de \u00c9vora<\/figcaption><\/figure>\n<p>1. Estimados Padres, consagrados, queridos amigos e amigas, minhas irm\u00e3s e meus irm\u00e3os: estamos diante do grande mist\u00e9rio da P\u00e1scoa. Os disc\u00edpulos ainda n\u00e3o tinham compreendido que Jesus haveria de ressuscitar ao terceiro dia, e tamb\u00e9m n\u00f3s sentimos dificuldade em compreender este mist\u00e9rio. N\u00e3o o entendemos facilmente.<\/p>\n<p>Convido-vos a contemplar esta cena como quem observa \u00e0 dist\u00e2ncia, num lugar discreto \u2014 talvez sobre um penedo, junto de uma \u00e1rvore \u2014 sem ser notado, apenas a observar a cena.<\/p>\n<p>Surge ent\u00e3o Maria Madalena, uma mulher que ama verdadeiramente Jesus, no sentido pleno do amor de um crente em Deus. N\u00e3o se trata apenas de amizade. O Papa Bento XVI, de saudosa mem\u00f3ria, descreveu esta rela\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de tr\u00eas express\u00f5es: <em>philos<\/em>, <em>eros<\/em> e <em>\u00e1gape<\/em>.<\/p>\n<p><em>Philos<\/em> \u00e9 a amizade, o amor humano que se expressa na filantropia \u2014 ser amigo da pessoa, da sabedoria e da humanidade. N\u00e3o temos apenas conhecidos; temos amigos com quem partilhamos a vida, conversamos, confiamos e constru\u00edmos rela\u00e7\u00f5es marcadas pelo compromisso e pela confidencialidade.<\/p>\n<p><em>Eros<\/em> \u00e9 o amor entre homem e mulher, o amor dos esposos, onde se integra a dimens\u00e3o conjugal, carnal e sexual. \u00c9 um amor exclusivo, fiel e indissol\u00favel, aberto \u00e0 vida, na uni\u00e3o que d\u00e1 origem a um novo ser humano.<\/p>\n<p><em>\u00c1gape<\/em> \u00e9 o amor que se doa total e gratuitamente. \u00c9 por exemplo, o amor de uma m\u00e3e ou de um pai por um filho: um amor que se entrega, se sacrifica, trabalha, cuida e faz da pr\u00f3pria vida um dom para o outro.<\/p>\n<p>O amor de Jesus \u00e9 amor \u00e1gape. Maria Madalena, por sua vez, participava desse amor \u00e1gape: n\u00e3o era simplesmente hero\u00edsmo nem filosofia, mas um amor pleno, verdadeiro, capaz de sacrificar-se pelo outro; amor\u2014 adora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2. Maria Madalena corre para o t\u00famulo, cheia de esperan\u00e7a e saudade de seu Senhor, pois Ele deixava em seu cora\u00e7\u00e3o uma profunda nostalgia. Corre ao amanhecer, quando o c\u00e9u da aurora se tinge de tons crepusculares, e o orvalho ainda cobre a terra. Ao chegar, depara-se com algo surpreendente: a enorme pedra que selava o t\u00famulo foi removida. Quem poderia t\u00ea-la movido? Ao entrar, encontra apenas um t\u00famulo vazio \u2014 um sinal, um mist\u00e9rio que convida \u00e0 interroga\u00e7\u00e3o. Ela corre, ent\u00e3o, a chamar os dois grandes amigos de Jesus, Pedro e Jo\u00e3o. Jo\u00e3o, jovem e \u00e1gil, vinha \u00e0 frente; Pedro, mais velho, seguia um pouco atr\u00e1s. Jo\u00e3o prossegue, aguardando, por\u00e9m, que Pedro chegasse, e Pedro entra primeiro no t\u00famulo. Aqui se revelam tr\u00eas olhares distintos.<\/p>\n<p>O olhar de Maria Madalena \u00e9 impressionante: ela \u00e9 uma crente verdadeira, no sentido pleno do amor a Deus. N\u00e3o amava Jesus apenas como amigo; amava- O como seu Deus e Senhor, seu Salvador e Messias. No entanto, n\u00e3o tinha compreendido o que estava a acontecer. Ao lado de Jo\u00e3o e Pedro, disse: <em>\u201cLevaram o Senhor e n\u00e3o sabemos onde O puseram.\u201d<\/em> Ela ainda n\u00e3o vislumbrava a possibilidade da Ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o foge \u00e0 normalidade, pois a ressurrei\u00e7\u00e3o de um morto surge, aos olhos humanos, ou um milagre ou uma loucura. Quem imaginaria que o morto poderia ressuscitar? Para Maria Madalena, tudo parecia acabado. A lan\u00e7a que perfurou o seu cora\u00e7\u00e3o, cumpriu o seu papel: havia uma certid\u00e3o de \u00f3bito.<\/p>\n<p>Tinha ocorrido recentemente o milagre de L\u00e1zaro, mas ainda assim a realidade da ressurrei\u00e7\u00e3o ultrapassava sua compreens\u00e3o, porque ela acreditava que Jesus era Deus, mas agora, Ele j\u00e1 n\u00e3o estava presente entre os vivos; tinha morrido. Deus, que se fez Emmanuel \u2014 Deus connosco \u2014, parecia ausente. E Maria Madalena ainda n\u00e3o conseguia perceber o mist\u00e9rio da presen\u00e7a de Deus no sil\u00eancio da vida.<\/p>\n<p>Pedro, curioso e mais adulto, observa atentamente. Naquela \u00e9poca, um homem de 40 anos j\u00e1 era considerado velho, pois a expetativa m\u00e9dia de vida n\u00e3o chegava aos 30 anos, e muitas crian\u00e7as n\u00e3o chegavam \u00e0 adolesc\u00eancia. Com aten\u00e7\u00e3o cuidadosa, Pedro examina o t\u00famulo e interroga-se legitimamente: \u201cSer\u00e1 que o roubaram? Ele dizia que ao terceiro dia ressuscitaria\u2026 ressuscitou?\u201d Contudo, nenhuma resposta parece satisfaz\u00ea-lo plenamente.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o, mais jovem e inexperiente, percebe algo diferente. H\u00e1 uma premoni\u00e7\u00e3o subtil, quase impercet\u00edvel, uma luz que guia o seu cora\u00e7\u00e3o, e o faz ver o modo como estavam dispostos os panos e as ligaduras, com o estilo pr\u00f3prio e cuidadoso de Jesus. Todos n\u00f3s deixamos sinais do nosso modo de fazer as coisas. Jo\u00e3o reconheceu o estilo de Jesus nos detalhes e, isso, ajudou-o a acreditar.<\/p>\n<p>O Papa Francisco, na P\u00e1scoa de 2023, destacou tr\u00eas verbos essenciais neste Evangelho: entrar, observar e acreditar. S\u00e3o gestos fundamentais para a vida de f\u00e9. Entrar significa penetrar no mist\u00e9rio; observar, enxergar com aten\u00e7\u00e3o e clareza; e acreditar, como Jo\u00e3o, confiar plenamente na luz interior da f\u00e9 que nos ilumina e revela o verdadeiro sentido de todas as coisas.<\/p>\n<p>Essa din\u00e2mica n\u00e3o se restringe ao relato b\u00edblico: \u00e9 um convite para a nossa pr\u00f3pria vida. Baseados na homilia do Papa Le\u00e3o XIV, proferida, nesta noite durante a Vig\u00edlia Pascal, Jesus age com discri\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 ruidoso nem impositivo. Respeita a nossa liberdade, permitindo-nos responder com um sim ou um n\u00e3o. Deixa sempre espa\u00e7o n\u00e3o apenas para nossa liberdade, mas tamb\u00e9m para o nosso m\u00e9rito, para que possamos decidir e escolher de forma consciente e respons\u00e1vel a nossa op\u00e7\u00e3o pela f\u00e9 e pela confian\u00e7a no mist\u00e9rio de Deus.<\/p>\n<p>A Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus aconteceu quando Ele se encontrava na solid\u00e3o do t\u00famulo, no sil\u00eancio da madrugada. Numa cena impressionante, sem trombetas, sem gestos imperiais ou protagonismos exibicionistas, Ele levantou-se da morte, simplesmente como quem desperta de um sono profundo.<\/p>\n<p>Na nossa vida quotidiana, e na simplicidade dos acontecimentos, repete-se algo semelhante? \u00a0N\u00f3s vemos ou n\u00e3o vemos Jesus? Encontramos na simplicidade da sua presen\u00e7a ou n\u00e3o percebemos os sinais que Ele nos deixa? Muitas vezes, s\u00e3o coisas pequenas, quase insignificantes, e o nosso cora\u00e7\u00e3o reage: \u201cFoi, Senhor?\u201d \u00c9 neste movimento, que a luz da f\u00e9 podemos perceber a Provid\u00eancia, o modo como Deus se manifesta na nossa vida.<\/p>\n<p>3. \u00c0s vezes, parece que Deus nos pede algo de dif\u00edcil: \u201cEst\u00e1s-me a preparar, Senhor, para a eternidade? Est\u00e1s-me a purificar? Est\u00e1s-me a conceder o tempo do purgat\u00f3rio na Terra? Est\u00e1s-me a preparar para o C\u00e9u?\u201d Ser aberto a esse processo envolve a possibilidade da f\u00e9. Deus continua a estar comigo quando permite a purifica\u00e7\u00e3o dos meus pecados. Ele \u00e9 Pai quando permanece comigo na minha cruz.<\/p>\n<p>O que \u00e9 a Ressurrei\u00e7\u00e3o? Importa aprofundar a nossa f\u00e9 tamb\u00e9m em termos racionais, porque ela envolve mente, cora\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o. L\u00e1zaro, o filho da vi\u00fava de Naim, e a filha de Jairo, viveram uma ressuscita\u00e7\u00e3o. Mas o que \u00e9 a ressuscita\u00e7\u00e3o? \u00c9 o restabelecimento das fun\u00e7\u00f5es vitais: o cora\u00e7\u00e3o volta a bater, os pulm\u00f5es a funcionar, a circula\u00e7\u00e3o, o c\u00e9rebro e todo o organismo retomam a sua atividade. A pessoa volta a viver fisiologicamente, atravessa novamente o tempo, limita-se ao espa\u00e7o pr\u00f3prio e acaba por morrer biologicamente, para o tempo e o espa\u00e7o, num determinado momento. <strong>\u00a0<\/strong>Trata-se, portanto, de um prolongamento da vida na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A Ressurrei\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 outra realidade. L\u00e1zaro, o filho da vi\u00fava de Naim, e a filha de Jairo n\u00e3o permanecem vivos indefinidamente: retomaram a vida, mas morreram novamente. A Ressurrei\u00e7\u00e3o assume uma dimens\u00e3o absolutamente diferente. N\u00e3o pode ser explicada pela ci\u00eancia, pela biologia, pela medicina ou por qualquer laborat\u00f3rio. No Credo, professamos a f\u00e9 na vida vis\u00edvel e invis\u00edvel, o que significa reconhecer a exist\u00eancia de uma dimens\u00e3o que ultrapassa os limites da observa\u00e7\u00e3o humana: o invis\u00edvel, a vida em Deus, da dimens\u00e3o meta-hist\u00f3rica da exist\u00eancia, na qual n\u00e3o existem os limites do espa\u00e7o que delimita, nem a ilus\u00e3o do tempo que desgasta, marca e envelhece.<\/p>\n<p>Trata-se de uma vida diferente, como dissemos, n\u00e3o envelhece nem se desgasta, que n\u00e3o est\u00e1 limitada a um \u00fanico lugar e que se manifesta de modo livre, ultrapassando as barreiras do espa\u00e7o e do tempo. \u00c9 essa a realidade imortal da Ressurrei\u00e7\u00e3o, distinta da simples ressuscita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A vida eterna, consiste na participa\u00e7\u00e3o desta Ressurrei\u00e7\u00e3o. Todavia, h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o transformadora entre a vida consumada na hist\u00f3ria e a realidade meta-hist\u00f3rica: \u00a0tal como os gr\u00e3os de trigo que, transformados em farinha e depois em p\u00e3o, permanecem trigo, embora numa nova forma; ou como as uvas que, transformadas em vinho, deixam de ser uvas no seu estado inicial, assim tamb\u00e9m a exist\u00eancia humana se transforma. <strong>Na Ressurrei\u00e7\u00e3o, tudo o que foi vivido \u2014 dor, sacrif\u00edcio, esfor\u00e7o e amor \u2014 permanece<\/strong>, mas transfigurado numa realidade nova e plena.<\/p>\n<p>Na Ci\u00eancia Teol\u00f3gica, a Escatologia pretende estudar, \u00e0 luz da f\u00e9 crist\u00e3, as realidades \u00faltimas do ser humano. Alguns te\u00f3logos defendem que a ressurrei\u00e7\u00e3o ocorre imediatamente ap\u00f3s a morte, outros situam-na no fim dos tempos, na par\u00fasia, na \u00faltima vinda de Cristo, no ju\u00edzo final operado por Deus. Em ambos os casos, n\u00e3o se trata da ressuscita\u00e7\u00e3o dos corpos fisiol\u00f3gicos, mas da Ressurrei\u00e7\u00e3o de corpos gloriosos.<\/p>\n<p>Assim, a vida eterna \u00e9 consequ\u00eancia desta vida. Existe uma consequ\u00eancia profunda entre a vida presente e a vida futura, sendo necess\u00e1rio que o pecado seja purificado e o amor cultivado. A outra vida n\u00e3o \u00e9 um simples regresso ao estado atual, mas uma realidade nova, fruto do poder de Deus, que abrange todo o nosso ser: corpo, alma e esp\u00edrito. A consci\u00eancia \u2014 essa capacidade de sair de si, olhar para si e julgar-se \u2014 revela a profundidade da alma, que permanece sendo a pr\u00f3pria identidade da pessoa.<\/p>\n<p>Segundo a Doutrina da Igreja, ap\u00f3s a morte, a alma dirige-se a Deus, \u00e9 julgada, purificada e encaminhada para a comunh\u00e3o plena com Ele ou para o afastamento da sua presen\u00e7a. No fim dos tempos, acontecer\u00e1 a Ressurrei\u00e7\u00e3o final e a gl\u00f3ria plena de Deus.<\/p>\n<p>Desta Igreja de Santa Helena do Monte Calv\u00e1rio, onde se vive na nossa cidade, a Adora\u00e7\u00e3o Perp\u00e9tua do Sant\u00edssimo Sacramento da Eucaristia, devemos ressaltar a import\u00e2ncia da ora\u00e7\u00e3o e da disponibilidade da vida interior com Deus. A Eucaristia, para n\u00f3s crist\u00e3os, \u00e9 o pleno cumprimento da promessa de Cristo: \u201cestarei sempre convosco at\u00e9 ao fim dos tempos.\u201d Quando aqui rezamos, trazemos connosco o mundo inteiro. A nossa ora\u00e7\u00e3o torna-se um dom de partilha com todos os sofrimentos humanos, e o louvor e agradecimento por todas as b\u00ean\u00e7\u00e3os e gra\u00e7as concebidas pelo Senhor aos que D\u2019Ele necessitaram.<\/p>\n<p>Que a nossa vida seja assumida na paz e em partilha com todos. Desta Igreja de Santa Helena do Monte Calv\u00e1rio, brota um convite e um apelo: a perseveran\u00e7a na ora\u00e7\u00e3o e a persist\u00eancia na caridade, a caridade solid\u00e1ria, fraterna e compassiva, para com todos sem exce\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Que a f\u00e9 se fortale\u00e7a e permita reconhecer a presen\u00e7a de Deus na simplicidade do nosso quotidiano! Na palavra obrigado a Deus e aos homens est\u00e1 a semente de Paz, de onde floresce a humaniza\u00e7\u00e3o e a fraternidade.<\/p>\n<p>Santa, fecunda e Feliz P\u00e1scoa para todos.<\/p>\n<p>Igreja de Santa Helena do Monte Calv\u00e1rio, 5 de abril<\/p>\n<p>+ Francisco Jos\u00e9 Senra Coelho<\/p>\n<p>Arcebispo de \u00c9vora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":17,"featured_media":419573,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[175],"class_list":["post-419567","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-evora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/419567","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=419567"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/419567\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/419573"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=419567"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=419567"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=419567"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}