{"id":41954,"date":"2009-11-17T11:12:36","date_gmt":"2009-11-17T11:12:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/17\/cesar-cruz-padre-e-bombeiro\/"},"modified":"2009-11-17T11:12:36","modified_gmt":"2009-11-17T11:12:36","slug":"cesar-cruz-padre-e-bombeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cesar-cruz-padre-e-bombeiro\/","title":{"rendered":"C\u00e9sar Cruz: Padre e Bombeiro"},"content":{"rendered":"<p>Os tempos de inf&acirc;ncia s&atilde;o prop&iacute;cios para os sonhos. Ser bombeiro fez parte do imagin&aacute;rio de C&eacute;sar Cruz. Para al&eacute;m de concretizar esse sonho, C&eacute;sar Cruz &eacute; tamb&eacute;m p&aacute;roco em Meim&atilde;o (diocese da Guarda).<\/p>\n<p>Apesar de ter o uniforme, o padre C&eacute;sar Cruz n&atilde;o se considera bombeiro a tempo inteiro. &ldquo;O meu cargo &eacute; mais moralizar e incentivar a malta&rdquo; &ndash; confidenciou &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA. Tudo come&ccedil;ou na par&oacute;quia de Meim&atilde;o&hellip; &ldquo;Decidimos criar uma corpora&ccedil;&atilde;o de bombeiros, ligados &agrave; sec&ccedil;&atilde;o de Penamacor&rdquo;. Como tinha um grupo de jovens a preparar-se para o sacramento do Crisma, &ldquo;fizeram-me o pedido para os incentivar a inscreverem-se nos bombeiros&rdquo;.<\/p>\n<p>Os cerca de 30 jovens ouviram o pedido e, juntamente com o Pe. C&eacute;sar, entraram para a corpora&ccedil;&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o cruzei os bra&ccedil;os&rdquo;, mas reconhece que &ldquo;tenho faltado muito &agrave; escala de trabalho&rdquo; &ndash; lamenta. Estas aus&ecirc;ncias s&atilde;o compreens&iacute;veis visto que tem v&aacute;rias par&oacute;quias &#8211; Casteleiro, Malcata, Meim&atilde;o, Sto Est&ecirc;v&atilde;o e P&oacute;voa &ndash; e &eacute; professor de Educa&ccedil;&atilde;o Moral e Religiosa Cat&oacute;lica (EMRC). Na festa de inaugura&ccedil;&atilde;o benzeu os carros e o quartel na presen&ccedil;a do Secret&aacute;rio de Estado que achou &ldquo;piada um padre fazer parte da corpora&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Quando toca a sirene dos bombeiros &ldquo;nem sempre estou dispon&iacute;vel&rdquo; &ndash; confidencia.<\/p>\n<p>No Ver&atilde;o passado, a zona do Sabugal foi bastante fustigada com inc&ecirc;ndios. Mesmo desfardado, &ldquo;estive com os meus colegas bombeiros&rdquo;. Apesar de ser um dia de reuni&otilde;es na escola e de missas, no final de uma delas foi ajudar um grupo de jovens de Santo Est&ecirc;v&atilde;o na elimina&ccedil;&atilde;o do fogo. &ldquo;Meti m&atilde;os &agrave; obra com uma p&aacute;&rdquo;.<\/p>\n<p>Quando as labaredas proporcionam cen&aacute;rios dantescos, os bombeiros e as pessoas que observam os seus bens a desaparecer &ldquo;consideram-se muito pequenas junto daquelas chamas&rdquo; &ndash; esclarece. Aparecem tamb&eacute;m as quest&otilde;es: &ldquo;como acabar com o fogo?; como &eacute; poss&iacute;vel isto acontecer?&#8230;&rdquo;. H&aacute; uma sensa&ccedil;&atilde;o de revolta quando &ldquo;sentimos que foi fogo posto&rdquo; &ndash; afirma o padre da diocese da Guarda.<\/p>\n<p>Todos os anos desaparecem muitos hectares de floresta. Perante esta verdade irrefut&aacute;vel, o Pe. C&eacute;sar Cruz alerta: &ldquo;&eacute; necess&aacute;rio olhar para a floresta como um bem imprescind&iacute;vel&rdquo;. Vive na zona da Reserva Natural da Malcata que outrora era verdejante, mas, actualmente, o concelho do Sabugal tem pouca floresta. &ldquo;Os inc&ecirc;ndios das &uacute;ltimas d&eacute;cadas destru&iacute;ram quase tudo&rdquo;. E aconselha: &ldquo;&eacute; importante reflorestar&hellip;&rdquo;<\/p>\n<p>Para se chegar a bombeiro &eacute; necess&aacute;rio tirar um curso e depois as especialidades. &ldquo;Devido a minha ocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel tirar essas especializa&ccedil;&otilde;es porque s&atilde;o quase sempre ao fim-de-semana&rdquo;. &ldquo;N&atilde;o &eacute; bombeiro quem quer, mas quem quer pode chegar a bombeiro&rdquo; &ndash; sublinhou o Pe. C&eacute;sar Cruz. Ao falar do seu escal&atilde;o naquela corpora&ccedil;&atilde;o, o padre bombeiro afirma que &eacute; &ldquo;aspirante com orgulho e prazer&rdquo;.<\/p>\n<p>Nunca andou vestido com a farda de bombeiro na luta contra o fogo porque &ldquo;quase sempre ando ocupado noutros servi&ccedil;os&rdquo;. No entanto j&aacute; fez &ldquo;servi&ccedil;os de ambul&acirc;ncia, nomeadamente no transporte de doentes&rdquo;. E relata: &ldquo;As pessoas quase ganharam uma nova alma quando souberam que eu era padre&rdquo;.<\/p>\n<p>O quartel de bombeiros de Meim&atilde;o tem cerca de 40 volunt&aacute;rios (homens e mulheres) e o padre bombeiro considera que &ldquo;existe um ambiente saud&aacute;vel&rdquo;. Com o aumentar da confian&ccedil;a entre as pessoas &ldquo;podemos evangelizar no quartel&rdquo;. E adianta: &ldquo;n&atilde;o se consegue evangelizar s&oacute; e apenas na igreja&rdquo;.<\/p>\n<p>Sabe manusear os utens&iacute;lios dos bombeiros. &ldquo;O que me faz falta &eacute; a forma&ccedil;&atilde;o porque n&atilde;o tenho disponibilidade&rdquo;. Mesmo com a escassez de tempo &ldquo;fiz piquetes e dormir no quartel&rdquo; &ndash; real&ccedil;a. Os paroquianos &ldquo;aceitaram bastante bem&rdquo; este servi&ccedil;o &agrave; comunidade. Ao som das sirenes, tanto das ambul&acirc;ncias como dos carros de bombeiros, as pessoas devem &ldquo;questionar-se sobre o que podemos fazer para ajudar&rdquo;.<\/p>\n<p>Ser bombeiro &ldquo;&eacute; um estado de esp&iacute;rito&rdquo;, mesmo que D. Manuel Fel&iacute;cio, bispo da Guarda, o transferisse para outra par&oacute;quia &ldquo;teria todo o gosto em inscrever-me na corpora&ccedil;&atilde;o dessa terra&rdquo;. No entanto reconhece que &ldquo;teria de ver primeiro a minha disponibilidade&rdquo;.<\/p>\n<p>Nascido em 1974, o <a href=\"http:\/\/pecesarcruz.blogspot.com\/\">Pe. C&eacute;sar Paulo<\/a> foi para o semin&aacute;rio com 11 anos de idade. Esteve no Semin&aacute;rio do Fund&atilde;o at&eacute; ao 9&ordm; ano, no Semin&aacute;rio da Guarda at&eacute; aos estudos teol&oacute;gicos e, posteriormente, na Universidade Cat&oacute;lica do Porto. Ao relatar a sua experi&ecirc;ncia sacerdotal, o Pe. C&eacute;sar Cruz frisou que, actualmente, &ldquo;n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil ser pastor em lado nenhum&rdquo;.<\/p>\n<p>Nesta regi&atilde;o serrana onde a palavra rebanho &eacute; comum, o padre bombeiro utiliza a met&aacute;fora para explicar a rela&ccedil;&atilde;o entre o pastor e o rebanho. O concelho raiano tem &ldquo;uma viv&ecirc;ncia muito pr&oacute;pria da religi&atilde;o&rdquo;. &ldquo;H&aacute; ovelhas que me acompanham e outras nem tanto&rdquo;. Perceber os modos de caminhar das pessoas &ldquo;&eacute; de extrema import&acirc;ncia&rdquo; &ndash; disse.<\/p>\n<p>Como professor de EMRC, o Pe. C&eacute;sar Cruz sente que h&aacute; &ldquo;uma luta constante para que o ensino religioso esteja nas escolas&rdquo;. E completa: &ldquo;&eacute; muito complicado implementarmos a nossa disciplina nas escolas&rdquo;. Neste di&aacute;logo, o Pe. C&eacute;sar Cruz conclu&iacute; que, diariamente, &ldquo;apago &laquo;fogos&raquo; na escola&rdquo;.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Luis Filipe Santos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os tempos de inf&acirc;ncia s&atilde;o prop&iacute;cios para os sonhos. Ser bombeiro fez parte do imagin&aacute;rio de C&eacute;sar Cruz. Para al&eacute;m de concretizar esse sonho, C&eacute;sar Cruz &eacute; tamb&eacute;m p&aacute;roco em Meim&atilde;o (diocese da Guarda). 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