{"id":419075,"date":"2026-04-05T01:07:50","date_gmt":"2026-04-05T00:07:50","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=419075"},"modified":"2026-04-05T01:07:50","modified_gmt":"2026-04-05T00:07:50","slug":"homilia-do-bispo-de-portalegre-castelo-branco-na-vigilia-pascal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-portalegre-castelo-branco-na-vigilia-pascal\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Portalegre-Castelo Branco na Vig\u00edlia Pascal"},"content":{"rendered":"<p><!--more-->Car\u00edssimas irm\u00e3s e irm\u00e3os em Cristo,<br \/>\nCar\u00edssimos Catec\u00famenos e catec\u00famenas,<br \/>\nCar\u00edssimos amigos e autoridades civis, militares e acad\u00e9micas aqui presentes:<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 o Dia que o Senhor nos fez: nele exultemos e nos alegremos\u201d (Sl 118, 24). Celebramos este dia triunfalmente todos os anos, de modo solene e festivo, porque em todos os dias, em todas as horas, o queremos viver como experi\u00eancia sempre nova da presen\u00e7a de Cristo Vivo. O Ressuscitado n\u00e3o \u00e9 uma mem\u00f3ria difusa e abstrata, mornamente reiterada numa cansativa ret\u00f3rica crist\u00e3, de cores apagadas e sabor dilu\u00eddo. O Ressuscitado \u00e9 Pessoa Viva, luminosa e ardente, abra\u00e7ando cada tempo, o nosso tempo, assumindo cada vida, a nossa vida. A alegria da Ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o se entende sen\u00e3o \u00e0 luz do Amor extremo e absoluto de Deus, que \u00e9 a subst\u00e2ncia mesma da identidade divina, e que irrompeu na hist\u00f3ria como carne da nossa carne, vida da nossa vida e morte da nossa morte. Cristo crucificado \u00e9 o mesmo que ressuscitou e, por isso, a experi\u00eancia crist\u00e3, ao contemplar a cruz, n\u00e3o se centra na dor, mas no amor; n\u00e3o sucumbe na derrota da morte, mas rejubila na vit\u00f3ria perene da Ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diz o anjo de Deus \u00e0s peregrinas de Jesus crucificado que, na madrugada da Ressurrei\u00e7\u00e3o, procuravam ainda o cad\u00e1ver do seu Senhor: \u201cSei que procurais Jesus, o Crucificado. N\u00e3o est\u00e1 aqui, ressuscitou, como tinha dito\u201d. A peregrina\u00e7\u00e3o das disc\u00edpulas e dos disc\u00edpulos n\u00e3o pode jamais orientar-se para t\u00famulos, sentimentos de derrota e lamenta\u00e7\u00f5es de morte, mas parte da experi\u00eancia de um encontro e de uma rela\u00e7\u00e3o com Cristo que, sendo Deus, \u00e9 o ser humano que venceu a morte e recriou a vida \u00e0 imagem plena da vida de Deus.<\/p>\n<p>A espiritualidade crist\u00e3 alimenta-se da alegria, que vai colher \u00e0 fonte do Amor do Crucificado que, vitorioso, venceu a morte e est\u00e1 vivo. A alegria \u00e9, por isso, a linguagem pr\u00f3pria do ser crist\u00e3o, \u00e9 o seu estilo e a express\u00e3o mais adequada para manifestar a rela\u00e7\u00e3o com Deus e com os outros.<\/p>\n<p>Por isso, cada experi\u00eancia de alegria aut\u00eantica, todo o palpitar de amor genu\u00edno, realmente humano e humanizante, \u00e9 centelha fulgurante de Cristo ressuscitado. As alegrias simples do quotidiano, os pequenos gestos de amor partilhado, de vida oferecida, de sorrisos entregues e acolhidos, s\u00e3o experi\u00eancia concreta da alegria da Ressurrei\u00e7\u00e3o. Sofia de Mello Breyner, num seu poema famoso, que n\u00e3o se centra num tema religioso, mas parte de uma grande alegria de natureza pol\u00edtica e cultural, mostra como toda a alegria realmente humana se inscreve na alegria de Cristo Ressuscitado, j\u00e1 que podemos aplicar as suas palavras integralmente, quase de modo pr\u00f3prio, ao j\u00fabilo da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, \u00e0 exulta\u00e7\u00e3o deste Dia Novo e eterno, no Mist\u00e9rio da Vida que vence a morte; diz Sophia:<\/p>\n<p><em>Esta \u00e9 a madrugada que eu esperava <\/em><br \/>\n<em>O dia inicial inteiro e limpo<\/em><br \/>\n<em>Onde emergimos da noite e do sil\u00eancio<\/em><br \/>\n<em>E livres habitamos a subst\u00e2ncia do tempo<\/em><\/p>\n<p>Esta experi\u00eancia de encontro com Cristo vivo muda necessariamente a nossa vida. \u00c9 por isso que estamos aqui, herdeiros de uma comunica\u00e7\u00e3o de vida de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, at\u00e9 ao fim dos tempos, conduzindo o tempo e a hist\u00f3ria \u00e0 plenitude da eternidade. Somos testemunhas dessa experi\u00eancia! Tamb\u00e9m n\u00f3s temos feito sucessivas experi\u00eancias de dor, de fracasso e de desamparo, talvez at\u00e9 de solid\u00e3o e desesperan\u00e7a; e, contudo, estamos aqui porque uma voz maior, uma presen\u00e7a mais forte e uma rela\u00e7\u00e3o transformadora foram-nos mostrando que vale a pena prosseguir, que o nosso tempo tem sentido, que a vida toda tem sentido, porque Jesus Cristo Ressuscitou e est\u00e1 vivo, fazendo-nos experimentar, aqui e agora, a alegria de O encontrar.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia pascal de Maria Madalena e da outra Maria come\u00e7a com um enviado que lhes traz a not\u00edcia e lhes prepara o caminho para o encontro insubstitu\u00edvel com o pr\u00f3prio Senhor. Elas pr\u00f3prias se tornar\u00e3o replicadoras dessa not\u00edcia, cumprindo um mandato primordial: \u201cN\u00e3o temais, ide avisar os meus irm\u00e3os que partam para a Galileia. L\u00e1 me ver\u00e3o\u201d. A Igreja nasce desta experi\u00eancia de miss\u00e3o, a partir de enviados de Deus, e desta experi\u00eancia de encontro, de comunh\u00e3o, que \u00e9 a outra express\u00e3o do dinamismo de Deus connosco. \u00c9 uma cadeia de encontros vividos e de alegria partilhada, sempre centrada na vida vitoriosa de Jesus e na Sua presen\u00e7a efetiva na vida dos que O querem seguir. Somos Igreja assim, partindo dessa experi\u00eancia de miss\u00e3o e de rela\u00e7\u00e3o e partilhando, na for\u00e7a do Esp\u00edrito que nos \u00e9 dado, uma vida comum do Corpo oferecido na Cruz e Ressuscitado para sempre, que nos faz ser um s\u00f3 corpo, embora muitos e sempre diferentes, que nos faz ser, celebrar e transmitir a Eucaristia. Somos gente batizada na Trindade de um s\u00f3 Deus que Se uniu \u00e0 nossa mortalidade para nos unir \u00e0 sua eternidade; Jesus, enviado do Pai, une-nos \u00e0 Sua condi\u00e7\u00e3o de Filho, no cimento do Seu Esp\u00edrito Santo, para que no mesmo Esp\u00edrito possamos experimentar a alegria de sermos irm\u00e3os: a fraternidade \u00e9 talvez o fruto mais vis\u00edvel, o indicador mais seguro, da autenticidade da nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus e da nossa experi\u00eancia da Ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A densidade da dor humana, o peso da nossa viol\u00eancia, do nosso ego\u00edsmo, com tantas e t\u00e3o destrutivas consequ\u00eancias, dissipa-se a partir da primeira palavra pronunciada pelo anjo e tantas vezes repetidas nas apari\u00e7\u00f5es do Ressuscitado: \u201cN\u00e3o tenhais medo!\u201d. N\u00e3o tenhais medo. No meio do t\u00famulo em que te meteste, h\u00e1 um caminho, uma luz, uma esperan\u00e7a segura, uma certeza de vit\u00f3ria. O t\u00famulo n\u00e3o te fecha porque Jesus entrou nele para que tu sa\u00edsses! Por isso, n\u00e3o tenhas medo, n\u00e3o te deixes convencer pelas vozes mal\u00e9volas que te sussurram que tu n\u00e3o vales, que tu n\u00e3o podes, que tu n\u00e3o \u00e9s. Na experi\u00eancia dolorosa da morte de L\u00e1zaro, que \u00e9 uma experi\u00eancia ic\u00f3nica do que Jesus realiza na nossa vida, Marta corre at\u00e9 \u00e0 sua irm\u00e3 Maria, afundada na dor da sua perda, para lhe dizer: \u201cO Senhor est\u00e1 aqui e chama-te!\u201d. E ela foi prontamente, confiada numa presen\u00e7a maior, peregrina de outro horizonte, que n\u00e3o entendia inteiramente, mas em que confiava, partindo sempre do amor. Na nova luz da P\u00e1scoa da Ressurrei\u00e7\u00e3o cada um de n\u00f3s pode tamb\u00e9m ouvir este convite que convoca \u00e0 experi\u00eancia da Ressurrei\u00e7\u00e3o: \u201co Senhor est\u00e1 aqui e chama-te\u201d.<\/p>\n<p>Chama-te para que o sigas, n\u00e3o apenas em palavras ou em belas liturgias, como a que vivemos aqui, mas no concreto poeirento do quotidiano, a\u00ed quando a distra\u00e7\u00e3o, a superficialidade, o medo ou a pregui\u00e7a nos espreitam para nos fazer esquecer o essencial.<\/p>\n<p>Chama-te para que, por melhores raz\u00f5es que tenhas para desanimar ou te focares na derrota, cres\u00e7as na gratid\u00e3o: Cristo venceu a morte! Podes encontr\u00e1-lo nas profundezas da tua dor, onde ele entra apenas para te tirar de l\u00e1. Por isso, na Sua Ressurrei\u00e7\u00e3o, Jesus nos convida a n\u00e3o dar poder ao des\u00e2nimo, mas pedir a gra\u00e7a da confian\u00e7a e da gratid\u00e3o.<\/p>\n<p>Num mundo cheio de ru\u00eddos e de incapacidades de escuta, a experi\u00eancia da Ressurrei\u00e7\u00e3o recupera em n\u00f3s a arte de escutar e acolher sem medo e capacita-nos para a comunica\u00e7\u00e3o aut\u00eantica.\u00a0 Num mundo desfigurado pela viol\u00eancia, pela mentira e pelos\u00a0discursos e pr\u00e1ticas de \u00f3dio, a experi\u00eancia da Ressurrei\u00e7\u00e3o faz-nos viver a vit\u00f3ria sobre todo esse mal, na alegria de perceber que o mal n\u00e3o tem a \u00faltima palavra.<\/p>\n<p>Se vivemos com verdade a P\u00e1scoa de Jesus, assumimos com generosidade a miss\u00e3o de a testemunhar e anunciar. Num mundo tantas vezes surdo ao amor, \u00e9 preciso vozes e gestos que manifestem o quanto o amor prevalece porque se origina em Deus; porque Deus se interessa; porque Cristo venceu a morte. A experi\u00eancia do Mist\u00e9rio Pascal de Cristo foi impressa em n\u00f3s, de modo indel\u00e9vel, pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, no momento do nosso Batismo. \u00c9 o instante inaugural de um longo caminho de Vida Nova no Esp\u00edrito de Deus, que d\u00e1 vida e sentido a todas as coisas.<\/p>\n<p>Car\u00edssimos catec\u00famenos: o que ireis viver j\u00e1 a seguir \u00e9 a passagem da morte \u00e0 vida, \u00e9 o acolhimento do dom supremo da vida em plenitude que Deus vos vai conceder no Sacramento do Batismo. Neste sacramento, uma nova e inextingu\u00edvel luz se acender\u00e1 na vossa vida; sereis configurados com Cristo na Sua morte de Cruz e conduzidos por Ele \u00e0 vit\u00f3ria da Ressurrei\u00e7\u00e3o. A vossa morte passar\u00e1 a ter a marca da morte de Jesus; a vossa sede de vida passar\u00e1 a ser inteiramente saciada, e muito para al\u00e9m do que alguma vez poder\u00edamos esperar, pela Ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor. Sereis casa de Deus, lugar onde o Esp\u00edrito Santo habita e se manifesta. O vosso batismo \u00e9 dom e, por isso, \u00e9 miss\u00e3o. \u00c9 o in\u00edcio maravilhoso de um caminho cheio de beleza. Encontrareis provavelmente obst\u00e1culos e dores pelo caminho; mas, apesar dos cansa\u00e7os, \u00e9 Jesus que nos diz, como aos disc\u00edpulos: \u201cNo mundo tereis tribula\u00e7\u00f5es. Mas tende coragem: Eu venci o mundo!\u201d<\/p>\n<p>Ent\u00e3o \u00e9 preciso continuar a ouvir a voz do Esp\u00edrito que nos ir\u00e1 continuar a dizer o que Deus espera de v\u00f3s. Sem medo! Em confian\u00e7a. \u201cO Senhor est\u00e1 aqui e te chama!\u201d, como a Maria, em Bet\u00e2nia. Se ouvires a Sua voz, sereis conduzidos a uma experi\u00eancia cada vez mais plena e luminosa da Sua Ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aleluia! Jesus Cristo est\u00e1 vivo, verdadeiramente! A todos e todas, uma Santa P\u00e1scoa!<\/p>\n<p>+ Pedro Fernandes, bispo de Portalegre-Castelo Branco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":419154,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[179],"class_list":["post-419075","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-portalegre-castelo-branco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/419075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=419075"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/419075\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/419154"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=419075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=419075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=419075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}