{"id":41905,"date":"2009-11-13T16:45:07","date_gmt":"2009-11-13T16:45:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/13\/mensagem-ao-povo-de-deus-na-comemoracao-dos-75-anos-da-accao-catolica-portuguesa\/"},"modified":"2009-11-13T16:45:07","modified_gmt":"2009-11-13T16:45:07","slug":"mensagem-ao-povo-de-deus-na-comemoracao-dos-75-anos-da-accao-catolica-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-ao-povo-de-deus-na-comemoracao-dos-75-anos-da-accao-catolica-portuguesa\/","title":{"rendered":"Mensagem ao Povo de Deus na comemora\u00e7\u00e3o dos 75 anos da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>A Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Portuguesa comemorou festivamente, nos dias 7 e 8 de Novembro, na cidade do Porto, 75 anos da sua hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>Os Bispos Portugueses, reunidos em Assembleia Plen&aacute;ria, dirigem-se ao Povo de Deus para manifestarem o seu reconhecimento e apre&ccedil;o por este Movimento de leigos crist&atilde;os e pelo que realizou e continua a realizar na Igreja, em Portugal, hoje em circunst&acirc;ncias diferentes, mas com igual zelo e generosidade.<\/p>\n<p>Em 1933 o Episcopado Portugu&ecirc;s assumiu, em conjunto, a Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, respondendo ao apelo de Pio XI, que viu neste movimento de leigos crist&atilde;os um caminho adequado para uma presen&ccedil;a apost&oacute;lica mais activa e significativa da Igreja, ante o seu dever de evangelizar os meios de vida e de trabalho.<\/p>\n<p>Os Bispos de Portugal optaram, ent&atilde;o, por uma Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica especializada e redigiram as suas Bases e orienta&ccedil;&otilde;es. Convocaram os leigos mais empenhados na vida da Igreja e na vida social para aderirem ao Movimento. Nomearam, como assistentes nacionais, sacerdotes bem preparados. Determinaram as formas e estruturas nacionais e dotaram os membros da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica de um mandato apost&oacute;lico, que os ligava, de um modo especial, &agrave; miss&atilde;o da hierarquia. Dispuseram-se a acompanhar, de perto, o Movimento e pediram, por fim, o apoio das comunidades crist&atilde;s para que aceitassem e estimulassem esta nova forma de apostolado laical.<\/p>\n<p>Os meios sociais foram classificados &ndash; agr&aacute;rio, escolar, independente, oper&aacute;rio e universit&aacute;rio. Os diversos organismos aplicariam, em cada meio e segundo as exig&ecirc;ncias do mesmo, a pedagogia pr&oacute;pria do Movimento, que se traduzia, de um modo especial, na pr&aacute;tica da revis&atilde;o de vida &agrave; luz o Evangelho, conhecida pela trilogia do &ldquo;ver, julgar e agir&rdquo;, na &ldquo;forma&ccedil;&atilde;o na ac&ccedil;&atilde;o&rdquo;, no trabalho de equipas ou de grupo e na estreita liga&ccedil;&atilde;o &agrave; hierarquia da Igreja.<\/p>\n<p>A Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica tornou-se uma escola de leigos comprometidos no apostolado. Proporcionou-lhes uma forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, s&eacute;ria e profunda, deu dimens&atilde;o espiritual consistente a muitos outros leigos e comunidades crist&atilde;s. Foi um viveiro de voca&ccedil;&otilde;es de consagra&ccedil;&atilde;o e de voca&ccedil;&otilde;es apost&oacute;licas, mormente no campo da catequese paroquial, que ent&atilde;o se estruturava em novo moldes.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, o apostolado mais significativo da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica foi o da evangeliza&ccedil;&atilde;o dos meios sociais, que eram, tamb&eacute;m, os meios de vida das pessoas. F&ecirc;-lo atrav&eacute;s do trabalho de equipas do meio, compostas por dirigentes e militantes, preparados pelo Movimento, activos e generosos.<\/p>\n<p>Ao longo de d&eacute;cadas, a Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica foi, em Portugal, o grande movimento apost&oacute;lico do laicado crist&atilde;o. Mostrou-se capaz, para al&eacute;m da ac&ccedil;&atilde;o organizada nos respectivos meios sociol&oacute;gicos, de formar uma pl&ecirc;iade de crist&atilde;os leigos, que tiveram um papel assinal&aacute;vel nos mais diversos sectores da sociedade portuguesa, desde a pol&iacute;tica &agrave; economia, do ensino, &agrave;s profiss&otilde;es liberais mais significativas.<\/p>\n<p>A Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica continua, hoje, a sua ac&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica. Enfrenta, por&eacute;m, como &eacute; normal, novas situa&ccedil;&otilde;es na Igreja e na sociedade, e, ainda, na nova rela&ccedil;&atilde;o que se estabeleceu entre uma e outra.<\/p>\n<p>Como fruto do Vaticano II cresceu a sensibilidade e a disponibilidade dos leigos para os servi&ccedil;os das par&oacute;quias; deu-se o aparecimento de novos movimentos apost&oacute;licos laicais, com os seus carismas pr&oacute;prios e como resposta a necessidades sentidas no seio das comunidades crist&atilde;s. A sociedade secularizou-se e as rela&ccedil;&otilde;es Igreja&ndash;Mundo passaram a processar-se sobre novos paradigmas que determinaram, novos modos de estar e de agir; o fen&oacute;meno da globaliza&ccedil;&atilde;o trouxe, com novas possibilidades, novos problemas, desafios e oportunidades. Verificou-se, tamb&eacute;m, uma altera&ccedil;&atilde;o substancial nos meios sociol&oacute;gicos tradicionais. Praticamente, s&oacute; os meios de trabalho, tradicionalmente conhecidos por &ldquo;meios oper&aacute;rios&rdquo; conservam, em parte a sua fisionomia, hoje ainda com os problemas sociais de sempre, mas com novas express&otilde;es de agravamento.<\/p>\n<p>Apesar das altera&ccedil;&otilde;es eclesiais, sociais e culturais verificadas, a Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica n&atilde;o perdeu a actualidade. Alguns dos seus organismos, por&eacute;m, sentem necessidade de reinventarem, de maneira criativa, o seu modo de presen&ccedil;a e de ac&ccedil;&atilde;o evangelizadora, ante a nova realidade da Igreja e da sociedade e os prementes apelos de uma nova evangeliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>N&oacute;s, os Bispos portugueses, felicitando a Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica pelas suas bodas de diamante, reafirmamos o apre&ccedil;o pela sua metodologia, pelo empenhamento dos leigos nas diversas estruturas da sociedade, pela refer&ecirc;ncia hist&oacute;rica do Movimento no campo da evangeliza&ccedil;&atilde;o das realidades sociais e na luta pela justi&ccedil;a e pela dignidade das pessoas. Ela &eacute; uma refer&ecirc;ncia para outros movimentos do laicado, que podem cair na tenta&ccedil;&atilde;o de esgotar o trabalho dos seus membros dentro dos templos, deixando a descoberto campos determinantes da sociedade, onde se decide e joga a vida das pessoas, das fam&iacute;lias e das comunidades.<\/p>\n<p>A Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, ao longo dos seus 75 anos, soube enfrentar as mudan&ccedil;as sociais e eclesiais. Passou por diversas vicissitudes, respondeu a diversos desafios e dificuldades que sempre superou, e que enriqueceram a experi&ecirc;ncia de todos, dirigentes e militantes, Assim ficou, bem clara, a sua capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o e de renova&ccedil;&atilde;o, assim como o seu amor &agrave; Igreja e &agrave; sua miss&atilde;o evangelizadora.<\/p>\n<p>Tal como os bispos que nos precederam no servi&ccedil;o da Igreja &agrave; sociedade, temos presente o modelo evangelizador e a hist&oacute;ria da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica. Desejamos que, a seu exemplo, surjam, na Igreja em Portugal, numerosos leigos, conscientes da sua voca&ccedil;&atilde;o de &ldquo;crist&atilde;os no mundo&rdquo;, bem preparados e organizados. Sob a forma de movimentos ou de associa&ccedil;&otilde;es profissionais, tornem presente a Igreja na vida social, com a sua miss&atilde;o pr&oacute;pria, e possam desenvolver, tal como o fez a Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, uma ac&ccedil;&atilde;o evangelizadora significativa, nos diversos meios sociais e de vida, segundo paradigmas adequados e actuais. Leigos sempre fi&eacute;is ao Evangelho, &agrave; comunh&atilde;o com todo o Povo de Deus, &agrave; Doutrina Social a Igreja e &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es do Magist&eacute;rio, que se mantenham unidos &agrave; hierarquia que serve este Povo, para que o Reino de Deus cres&ccedil;a e manifeste os seus valores na nossa sociedade.<\/p>\n<p>F&aacute;tima, 12 de Novembro de 2009<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Portuguesa comemorou festivamente, nos dias 7 e 8 de Novembro, na cidade do Porto, 75 anos da sua hist&oacute;ria. 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