{"id":419030,"date":"2026-04-04T12:05:00","date_gmt":"2026-04-04T11:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=419030"},"modified":"2026-04-04T17:27:19","modified_gmt":"2026-04-04T16:27:19","slug":"de-novo-a-tragedia-da-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/de-novo-a-tragedia-da-guerra\/","title":{"rendered":"De novo, a trag\u00e9dia da guerra"},"content":{"rendered":"<p>Crise humanit\u00e1ria leva Funda\u00e7\u00e3o AIS a lan\u00e7ar campanha SOS L\u00edbano<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_419031\" aria-describedby=\"caption-attachment-419031\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ACN-libano.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-419031 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ACN-libano-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ACN-libano-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ACN-libano-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ACN-libano-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ACN-libano-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ACN-libano.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-419031\" class=\"wp-caption-text\">Foto: ACN<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Com a guerra no L\u00edbano a n\u00e3o dar tr\u00e9guas, a situa\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria agrava-se de dia para dia, com j\u00e1 mais de 1 milh\u00e3o e 100 mil deslocados internos. As necessidades s\u00e3o muitas, h\u00e1 pessoas a viver nas ruas e a Igreja abriu as suas portas para os que se encontram em maior necessidade. A Funda\u00e7\u00e3o AIS apela \u00e0 solidariedade de todos os Portugueses para com os Crist\u00e3os libaneses que, neste momento s\u00e3o, diz Catarina Bettencourt, \u201co s\u00edmbolo mais vis\u00edvel da Igreja que sofre no mundo\u201d.<\/em><\/p>\n<p>O L\u00edbano est\u00e1 de novo a enfrentar uma profunda crise humanit\u00e1ria. Os dados mais recentes indicam que h\u00e1 j\u00e1 mais de 1 milh\u00e3o e 100 mil deslocados internos. Tudo isto \u00e9 uma consequ\u00eancia do ataque conjunto lan\u00e7ado pelos Estados Unidos e Israel contra o Ir\u00e3o, em 28 de Fevereiro, e a morte do l\u00edder deste pa\u00eds, Ali Khamenei. Esse ataque provocou uma resposta do grupo Hezbollah, sediado no L\u00edbano, e fez ruir o fr\u00e1gil acordo de paz estabelecido em 2024, lan\u00e7ando de novo o pa\u00eds dos cedros na trag\u00e9dia da guerra. \u201cA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 pior do que na guerra de 2024\u201d, explica Marielle Boutros, respons\u00e1vel de projectos da Funda\u00e7\u00e3o AIS no L\u00edbano. \u201cOs bombardeamentos s\u00e3o mais intensos\u201d, diz, explicando que at\u00e9 \u00e0 noite tem havido ataques a\u00e9reos. \u201cH\u00e1 deslocados internos por todo o lado. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil\u201d, acrescenta. Al\u00e9m do enorme n\u00famero de deslocados internos, a guerra j\u00e1 causou, segundo os \u00faltimos dados dispon\u00edveis, pelo menos 1200 mortos e mais de 3500 feridos. Entre os que perderam a vida, como a Funda\u00e7\u00e3o AIS j\u00e1 relatou, conta-se o Padre Pierre El-Ra\u00ef, um sacerdote maronita da aldeia crist\u00e3 de Qlayaa, no sul do pa\u00eds, que foi morto por um ataque israelita na segunda-feira, 9 de Mar\u00e7o. \u201cEstamos cansados, esta guerra ultrapassou-nos por completo\u201d, descreve Marielle Boutros. \u201cAp\u00f3s seis anos a sobreviver com o m\u00ednimo, estamos exaustos. N\u00e3o h\u00e1 rendimentos, nada. Sempre que pensamos que a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 a melhorar, que est\u00e1 a voltar ao normal, sempre que temos essa esperan\u00e7a, acontece algo novo que nos leva outra vez \u00e0 estaca zero\u201d, acrescenta. \u201cCom esta guerra, o sentimento avassalador \u00e9 realmente muito mau\u201d, diz ainda.<\/p>\n<p><strong>O drama dos deslocados<\/strong><\/p>\n<p>A quest\u00e3o dos deslocados internos \u00e9 dram\u00e1tica. Como a popula\u00e7\u00e3o total do L\u00edbano \u00e9 de quase 5.900.000 habitantes, haver neste momento j\u00e1 mais de 1 milh\u00e3o e 100 mil deslocados, isso significa que pelo menos um em cada seis habitantes teve j\u00e1 de abandonar a sua casa, os seus haveres, tudo o que tinha. Num pa\u00eds onde as dificuldades de sobreviv\u00eancia no dia-a-dia eram j\u00e1 enormes, esta nova realidade ganha uma dimens\u00e3o de trag\u00e9dia que atinge tamb\u00e9m fortemente a minorit\u00e1ria, mas mesmo assim consider\u00e1vel, comunidade crist\u00e3, apesar de a maioria dos deslocados serem mu\u00e7ulmanos xiitas. Desde o primeiro momento que as igrejas abriram as suas portas, com volunt\u00e1rios crist\u00e3os para ajudar todos os que precisam de mais apoio. No entanto, como explica a respons\u00e1vel de projectos da Funda\u00e7\u00e3o AIS no L\u00edbano, a capacidade de ajuda da Igreja \u00e9 baixa pois tem \u00e0 sua responsabilidade j\u00e1 a gest\u00e3o de escolas, lares, orfanatos, hospitais\u2026 Para Marielle, no entanto, \u201ca Igreja do L\u00edbano \u00e9 uma rocha\u201d. Neste momento, a grande urg\u00eancia est\u00e1 no apoio aos deslocados. A equipa da Funda\u00e7\u00e3o AIS no L\u00edbano est\u00e1 empenhada neste esfor\u00e7o colectivo da Igreja libanesa, que nestas horas mais dif\u00edceis tem procurado prestar ajuda de emerg\u00eancia aos mais necessitados. E a respons\u00e1vel de projectos da AIS sublinha a import\u00e2ncia desta ajuda, nomeadamente ao n\u00edvel da distribui\u00e7\u00e3o de alimentos, medicamentos, \u00e1gua e \u2018kits\u2019 de higiene. \u201cQueremos que as pessoas permane\u00e7am aqui. Se a Igreja n\u00e3o estiver pr\u00f3xima das pessoas, corremos o risco de perder os fi\u00e9is para a emigra\u00e7\u00e3o. \u00c9 a miss\u00e3o da Igreja que estamos a apoiar\u201d, diz Marielle Boutros. \u201c\u00c9 importante dar comida e tudo o mais \u00e0s pessoas, mas o apoio consiste em estar ao lado dos fi\u00e9is, com a Igreja a abrir as suas portas, para que todos saibam que a Igreja est\u00e1 aqui para apoiar, para acompanhar, para rezarmos juntos, para vivermos juntos a miss\u00e3o de Cristo. A Igreja \u00e9 realmente um baluarte para que os Crist\u00e3os permane\u00e7am neste lugar\u201d, conclui Boutros.<\/p>\n<p><strong>Ajuda de Portugal<\/strong><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o no L\u00edbano est\u00e1 a ser acompanhada tamb\u00e9m com muita preocupa\u00e7\u00e3o em Portugal, pelo secretariado nacional da Funda\u00e7\u00e3o AIS. \u201cOs relatos que recebemos de padres e irm\u00e3s, assim como de parceiros de projecto, revelam que se est\u00e1 perante uma crise humanit\u00e1ria de enormes propor\u00e7\u00f5es num pa\u00eds j\u00e1 empobrecido, onde as popula\u00e7\u00f5es j\u00e1 enfrentavam tempos muito duros\u201d, sublinha a directora da AIS em Portugal. \u201cA Funda\u00e7\u00e3o AIS est\u00e1 muito preocupada e procura dar resposta aos pedidos de ajuda mais urgentes da Igreja local, que tenta socorrer como pode esta multid\u00e3o de deslocados\u201d, diz Catarina Martins de Bettencourt. \u201cPara isso, a AIS lan\u00e7ou aqui em Portugal e tamb\u00e9m a n\u00edvel internacional uma campanha de ajuda de emerg\u00eancia\u201d, acrescenta a respons\u00e1vel da Funda\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia. \u201c\u00c9 isso que os Crist\u00e3os libaneses precisam neste momento: de ajuda e com muita urg\u00eancia. Eles s\u00e3o, agora, o s\u00edmbolo mais vis\u00edvel da Igreja que sofre no mundo\u201d, conclui Catarina Bettencourt, agradecendo \u201cde cora\u00e7\u00e3o\u201d toda a solidariedade dos benfeitores portugueses da Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre. Toda a informa\u00e7\u00e3o sobre esta campanha, SOS L\u00edbano, est\u00e1 dispon\u00edvel no site da institui\u00e7\u00e3o, em www.fundacao-ais.pt, ou atrav\u00e9s do telefone 217544000.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina, e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crise humanit\u00e1ria leva Funda\u00e7\u00e3o AIS a lan\u00e7ar campanha SOS L\u00edbano<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-419030","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/419030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=419030"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/419030\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=419030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=419030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=419030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}