{"id":418874,"date":"2026-04-03T17:40:46","date_gmt":"2026-04-03T16:40:46","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=418874"},"modified":"2026-04-04T00:51:00","modified_gmt":"2026-04-03T23:51:00","slug":"guarda-homilia-da-celebracao-da-paixao-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/guarda-homilia-da-celebracao-da-paixao-do-senhor\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo da Guarda na Celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o do Senhor"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/se-da-guarda.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-417749 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/se-da-guarda-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/se-da-guarda-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/se-da-guarda-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/se-da-guarda-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/se-da-guarda-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/se-da-guarda-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/se-da-guarda.jpg 1800w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>\u00abO meu reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu n\u00e3o fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino n\u00e3o \u00e9 daqui. [\u2026] \u00c9 como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que \u00e9 da verdade escuta a minha voz\u00bb.<\/p>\n<p>Jesus apresenta-nos a sua paix\u00e3o como o momento maior de toda a sua miss\u00e3o, a qual define como um \u201ctestemunho da verdade\u201d.<\/p>\n<p>Diante desta afirma\u00e7\u00e3o, muitos podem perguntar como o pr\u00f3prio Pilatos questionou de imediato: \u00abQue \u00e9 a verdade?\u00bb.<\/p>\n<p>A procura da verdade sempre guiou as pessoas e sociedades e est\u00e1 na base de todos os processos de aprendizagem e de investiga\u00e7\u00e3o. Foi a convic\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia, na realidade, de nexos est\u00e1veis e capt\u00e1veis pela raz\u00e3o (l\u00f3gica) que favoreceu o desenvolvimento do pensamento filos\u00f3fico e cient\u00edfico como procura de compreender e dizer a realidade.<\/p>\n<p>Essa convic\u00e7\u00e3o implicava, inerentemente, igual convic\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 capacidade da raz\u00e3o humana em captar, compreender e dizer a complexidade da realidade que tocava e estudava.<\/p>\n<p>Como ensinava S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino, o conhecimento humano verdadeiro \u00e9 a adequa\u00e7\u00e3o do intelecto \u00e0 realidade, (adaequatio rei et intellectus), isto \u00e9, quando o conhecimento corresponde fielmente ao que as coisas s\u00e3o.<\/p>\n<p>A verdade era entendida como a realidade objectiva externa ao sujeito que a procura e apreende, e depois sintetiza a informa\u00e7\u00e3o em conhecimento e o comunica e aplica. A dimens\u00e3o subjectiva era controlada, por meio do consenso alargado e tendencialmente universal (a raz\u00e3o universal, a comunidade cient\u00edfica) para n\u00e3o enviesar a objectividade da verdade.<\/p>\n<p>A pergunta pela verdade partia da evid\u00eancia da sua exist\u00eancia \u2013 a realidade objectiva externa, complexa mas acess\u00edvel \u2013 e da certeza de a mesma poder ser investigada, descoberta, conhecida e utilizada para bem da humanidade.<\/p>\n<p>Por isso, a rela\u00e7\u00e3o com a verdade implicava sempre a abertura a algo fora de si, anterior e posterior, maior, n\u00e3o domin\u00e1vel. A realidade em si mesma, a explorar e descobrir, permanecendo ela mesma. Pass\u00edvel de ser conhecida, e desse modo apropri\u00e1vel de alguma maneira (no modo como o sujeito a conhece a aplica), mas sempre a realidade objectiva, em si mesma, transcendente ao sujeito.<\/p>\n<p>Desse modo, sem dificuldade essa transcend\u00eancia se abria ao natural e ao sobrenatural, sempre que ambos se apresentavam ao sujeito como realidades que ele tinha diante de si, pelas quais era surpreendido e procurava conhecer.<\/p>\n<p>Assim, aquele que conhecia algo era porque, de algum modo, fora posto em contacto com determinada dimens\u00e3o da realidade, a apreendera, e tornava-se comunicador da mesma. \u00c0 maneira de uma testemunha que facilitava que outros tamb\u00e9m fossem postos em contacto com a mesma dimens\u00e3o da realidade.<\/p>\n<p>Um mestre humano n\u00e3o era o detentor da verdade, mas o aprendiz mais experimentado que iniciava outros em igual processo de aprendizagem.<\/p>\n<p>Jesus, mesmo sendo Deus, apresenta-Se como o Filho que \u00abnada pode fazer por Si pr\u00f3prio, mas s\u00f3 aquilo que viu fazer ao Pai\u00bb (Jo 5, 19). Diz de Si: \u00abEu n\u00e3o posso fazer nada por Mim pr\u00f3prio: julgo segundo o que oi\u00e7o\u00bb (Jo 5, 29). E aos ap\u00f3stolos: \u00abchamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai\u00bb (Jo 15, 15).<\/p>\n<p>Jesus ensina-nos que a verdade \u00e9 uma realidade din\u00e2mica, um dom acolhido para ser doado. O pr\u00f3prio Deus, autor da realidade criada e seu fundamento, \u00e9 em Si mesmo um conjunto de rela\u00e7\u00f5es de acolhimento e partilha. Onde cada uma das Pessoas divinas \u00e9 acolhimento e dom.<\/p>\n<p>Agora percebemos porque, no di\u00e1logo com Pilatos, depois de se apresentar como testemunha da verdade, Jesus diz claramente: \u00abTodo aquele que \u00e9 da verdade escuta a minha voz\u00bb. Quem quer buscar a verdade, precisa de se abrir \u00e0 escuta como aprendiz, n\u00e3o de se fechar em si mesmo como construtor da verdade.<\/p>\n<p>A cruz de Jesus \u00e9 o testemunho maior desta realidade din\u00e2mica de acolhimento e entrega: a vida recebida do Pai para ser dada a todos em abund\u00e2ncia \u00e9 entregue ao Pai: \u00abPai, nas tuas m\u00e3os entrego o meu Esp\u00edrito.\u00bb<\/p>\n<p>E porque a recebe e a entrega, pode depois retom\u00e1-la: \u00abAssim como o Pai tem a vida em Si mesmo, assim tamb\u00e9m concedeu ao Filho que tivesse a vida em Si mesmo\u00bb (Jo 5, ??); \u00abpor isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retom\u00e1-la\u00bb (Jo 10, 17).<\/p>\n<p>Toda a vida, Jesus testemunhara, dizendo: quem quiser guardar a sua vida, h\u00e1-de perd\u00ea-la. S\u00f3 a vida que aceita morrer d\u00e1 muito fruto. Quem usa da espada, morre pela espada. Felizes os que promovem a paz, porque ser\u00e3o chamados filhos de Deus. Quem cr\u00ea em Mim, ainda que morra, viver\u00e1.<\/p>\n<p>Na cruz e ressurrei\u00e7\u00e3o, este testemunho de palavras e de gestos, torna-se testemunho perenemente vivo da realidade, mais eloquente do que quaisquer senten\u00e7as de sabedoria: a vida n\u00e3o termina aqui; a realidade n\u00e3o se esgota neste mundo. Quem em Deus vive e em Deus morre, em Deus ressuscita para a vida em Deus.<\/p>\n<p>Se esta \u00e9 a verdade testemunhada e revelada por Jesus, porque nos \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil nela acreditar e dela viver?<\/p>\n<p>Entre muitos outros factores, saliento dois. O aprofundamento do pensamento sistem\u00e1tico acerca da verdade apreendida, levou progressivamente \u00e0 delimita\u00e7\u00e3o da realidade em conceitos e doutrinas, e \u00e0 consequente apropria\u00e7\u00e3o da verdade como se ela fosse posse deste ou daquele grupo, desta ou daquela corrente ou comunidade religiosa.<\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de que todos somos peregrinos da verdade, e de que h\u00e1 formas de aceder ao seu conhecimento que s\u00e3o depois universalmente reconhecidas foi dando lugar \u00e0 no\u00e7\u00e3o de que alguns s\u00e3o os guardi\u00f5es da verdade, condensada na sua forma de a conhecer e defender.<\/p>\n<p>A verdade como que se transferiu da realidade objectiva externa, anterior e posterior, maior, n\u00e3o domin\u00e1vel para a doutrina formulada de determinado modo. Mais do que um universo real acess\u00edvel \u00e0 escuta, a verdade foi-se centrando nas dimens\u00f5es j\u00e1 estudadas e formuladas conceptualmente que \u00e9 preciso defender.<\/p>\n<p>Simultaneamente, o desenvolvimento do pensamento filos\u00f3fico centrado no modo como o sujeito, ao aprender a realidade, de algum modo a constr\u00f3i, e das ci\u00eancias psicossociais centradas nos processos de funcionamento do sujeito na sua rela\u00e7\u00e3o com a realidade, p\u00f4s em causa a possibilidade de se considerar a verdade como realidade objectiva, externa e universal.<\/p>\n<p>A verdade passou a ser progressivamente considerada enquanto o modo como cada um subjectivamente apreende e representa a realidade, e n\u00e3o tanto ela mesma. A realidade objectiva e universal fica de algum modo inacess\u00edvel. Apenas \u00e9 poss\u00edvel dizer o que cada sujeito apreende e sintetiza como verdade.<\/p>\n<p>A verdade como que passou para o dom\u00ednio do subjectivo, relativa \u00e0 circunst\u00e2ncia de cada sujeito. A verdade reduz-se ao que cada um formula. Desconfia-se da verdade objectiva e dispon\u00edvel para ser descoberta, fica-se com a verdade subjetiva de cada um.<\/p>\n<p>Ambas estas transforma\u00e7\u00f5es \u2013 a verdade como doutrina de determinado grupo ou como constru\u00e7\u00e3o subjectiva de cada pessoa \u2013 levam a desinvestir na procura das coisas como elas realmente s\u00e3o e se oferecem aos sujeitos, para bastar a cada grupo ou pessoa reger-se pela sua verdade, encerrar-se na sua narrativa, escutar apenas os que v\u00eaem a realidade da mesma maneira.<\/p>\n<p>Com a universaliza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, potenciada primeiro pela internet e mais recentemente pela intelig\u00eancia artificial, a possibilidade de propor narrativas da verdade parcelares e intencionalmente capazes de influenciar, ou mesmo manipular, o acesso \u00e0 realidade, tornou o discernimento acerca do que seja a realidade objectiva ou a mentira constru\u00edda acerca dela mais dificultado.<\/p>\n<p>Neste contexto, a pergunta de Pilatos ressoa como uma desconfian\u00e7a: ainda se pode falar da verdade (objectiva)? N\u00e3o ser\u00e1 melhor falar antes de verdades plurais e relativas?<\/p>\n<p>Para responder, urge oferecer o testemunho de Jesus, na vida e na morte: a verdade \u00e9 o amor at\u00e9 ao fim. A verdade \u00e9 a paz que recusa qualquer viol\u00eancia. A verdade \u00e9 este mundo ordenado ao Reino que n\u00e3o \u00e9 daqui. A verdade \u00e9 Deus que Se nos diz pela vida e voz de Jesus. A verdade \u00e9 a pessoa de Jesus.<\/p>\n<p>Como nos sugere, em latim, a pergunta de Pilatos e a resposta anagrama da mesma: quid est veritas? Est vir qui adest. O que \u00e9 a verdade? \u00c9 o homem que aqui est\u00e1.<\/p>\n<p>Sem a abertura ao transcendente, a verdade n\u00e3o passa de uma narrativa circunstancial e sujeita a interesses individuais ou de grupos. Sem o transcendente sobrenatural, a verdade n\u00e3o passa de uma parcela da realidade.<\/p>\n<p>Deus uno e \u00fanico, aud\u00edvel de muitos modos e por meio de muitos profetas, mas\u00a0 acess\u00edvel por seu Filho, palavra encarnada do Pai e sil\u00eancio eloquente da cruz, continua a querer oferecer-Se ao mundo como a fonte e o acesso \u00e0 verdade \u00faltima e definitiva que salva todo o ser humano.<\/p>\n<p>Porque s\u00f3 Ele pode transferir este mundo para o Reino de seu Filho. S\u00f3 Ele pode dar completude \u00e0 procura de plenitude que o cora\u00e7\u00e3o humano prossegue quando, diante da realidade, se pergunta pela verdade.<\/p>\n<p>Uma \u00faltima palavra quero elevar a Deus pelos nossos irm\u00e3os do M\u00e9dio Oriente e da Terra Santa. Que a humanidade reconhe\u00e7a quem \u00e9 Aquele que lhe pode dar a paz. E abrace o mesmo empenhamento at\u00e9 ao dom pac\u00edfico de si mesmo que Jesus assumiu e com o qual calou a viol\u00eancia e superou a morte.<\/p>\n<p>Rezemos pelos povos e pelas comunidades crist\u00e3s do M\u00e9dio Oriente e da Terra Santa. Suportemos a sua exist\u00eancia com a nossa ora\u00e7\u00e3o em favor dos esfor\u00e7os de paz. Suportemos a sua presen\u00e7a nesses lugares com a nossa partilha generosa de bens e ofertas financeiras em favor da sua subsist\u00eancia.<\/p>\n<p><em>Guarda, 03 abril, Sexta-feira Santa \u2013 D. Jos\u00e9 Miguel Pereira<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":4,"featured_media":417749,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168,867],"class_list":["post-418874","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-da-guarda","tag-pascoa-sexta-feira-santa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418874","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=418874"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418874\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/417749"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=418874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=418874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=418874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}