{"id":418667,"date":"2026-04-02T21:25:03","date_gmt":"2026-04-02T20:25:03","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=418667"},"modified":"2026-04-02T21:25:03","modified_gmt":"2026-04-02T20:25:03","slug":"dei-vos-o-exemplo-para-que-facais-como-eu-fiz-jo-1315","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dei-vos-o-exemplo-para-que-facais-como-eu-fiz-jo-1315\/","title":{"rendered":"\u201cDei-vos o exemplo, para que fa\u00e7ais como eu fiz.\u201d (Jo. 13,15)"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Arcebispo de \u00c9vora na Missa da Ceia do Senhor<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_158211\" aria-describedby=\"caption-attachment-158211\" style=\"width: 264px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158211\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/D-Francisco-Jose-Senra-Coelho-2019_1_foto-Arquidiocese-de-\u00c9vora-264x260.jpg\" alt=\"\" width=\"264\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/D-Francisco-Jose-Senra-Coelho-2019_1_foto-Arquidiocese-de-\u00c9vora-264x260.jpg 264w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/D-Francisco-Jose-Senra-Coelho-2019_1_foto-Arquidiocese-de-\u00c9vora-1024x1007.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/D-Francisco-Jose-Senra-Coelho-2019_1_foto-Arquidiocese-de-\u00c9vora-768x755.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/D-Francisco-Jose-Senra-Coelho-2019_1_foto-Arquidiocese-de-\u00c9vora-1080x1062.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/D-Francisco-Jose-Senra-Coelho-2019_1_foto-Arquidiocese-de-\u00c9vora-1280x1259.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/D-Francisco-Jose-Senra-Coelho-2019_1_foto-Arquidiocese-de-\u00c9vora-980x964.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/D-Francisco-Jose-Senra-Coelho-2019_1_foto-Arquidiocese-de-\u00c9vora-480x472.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/D-Francisco-Jose-Senra-Coelho-2019_1_foto-Arquidiocese-de-\u00c9vora.jpg 1489w\" sizes=\"(max-width: 264px) 100vw, 264px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-158211\" class=\"wp-caption-text\">Foto Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o &#8211; Arquidiocese de \u00c9vora, D. Francisco Senra Coelho<\/figcaption><\/figure>\n<p>Caros Senhores C\u00f3negos e demais Sacerdotes, estimados Di\u00e1conos, queridos Consagrados e Consagradas, esperan\u00e7osos Seminaristas, zelosasIrmandades e Confrarias, amadas fam\u00edlias crist\u00e3s, car\u00edssimos jovens, meus Irm\u00e3os e minhas Irm\u00e3s.<\/p>\n<p>Com a Missa vespertina da Ceia do Senhor, em \u01eauinta- feira Santa, a Igreja inicia o Tr\u00edduo Pascal e faz mem\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o do Sacramento da Eucaristia, da institui\u00e7\u00e3o do Sacerd\u00f3cio ministerial e do mandamento sobre a Caridade fraterna. Esses tr\u00eas mist\u00e9rios recordados s\u00e3o compreendidos e vividos \u00e0 luz do Lava-p\u00e9s (Jo. 13,1-15) que \u00e9 o centro do evangelho de hoje.<\/p>\n<p>Na <strong>primeira leitura<\/strong>, (Ex. 12,1-8.11-14), ouvimos as orienta\u00e7\u00f5es da ceiapascal judaica a qual era em ess\u00eancia uma a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelas a\u00e7\u00f5es salvadoras de Deus e ao mesmo tempo umaproclama\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a da verdadeira liberta\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favida, a identidade do povo de Israel fortaleceu-se com o \u00eaxodo. Ao longo dos tempos, a celebra\u00e7\u00e3o daP\u00e1scoa foi adotada por Israel como mem\u00f3ria singular deste acontecimentolibertador. No entanto, a celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa n\u00e3o era para o povo de Israel uma simples recorda\u00e7\u00e3o do passado, mas era um caminho que os orientava para a liberta\u00e7\u00e3o futura e definitiva, que aconteceria com a vinda do Messias. Embora a celebra\u00e7\u00e3o contenha outros elementos simb\u00f3licos, o cordeiro \u00e9 o essencial, pois ele\u00e9 a oferta de cada fam\u00edlia e de toda a comunidade, reconhecendo a bondade divina. Assim se ensina que a gra\u00e7a divina e libertadora age e realiza conforme adisposi\u00e7\u00e3o humana do mesmo modo que a multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es se tornouposs\u00edvel gra\u00e7as a doa\u00e7\u00e3o de cinco p\u00e3es e dois peixes realizada pelo rapazinho do Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o (Jo. 6,8-9). O cajado na m\u00e3o, as sand\u00e1lias e os rins cingidos s\u00e3o s\u00edmbolos da urg\u00eancia da liberta\u00e7\u00e3o. As ervas amargas ajudam amanter viva a mem\u00f3ria da vida cheia de amargura e desalento produzida pela escravid\u00e3o. O p\u00e3o \u00e1zimo, p\u00e3o sem fermento; \u00e9 p\u00e3o puro, por isto s\u00edmbolo da fidelidade necess\u00e1ria para a conclus\u00e3o da liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi por acaso que Cristo escolheu instituir a sua Eucaristia durante a celebra\u00e7\u00e3o da p\u00e1scoa judaica. Logo, a humanidade pode compreender que Jesus Cristo \u00e9 o verdadeiro e definitivo Cordeiro Pascal. Assim, como foram marcados com o sangue do cordeiro as portas dos hebreus durante a liberta\u00e7\u00e3o do Egito noAntigo Testamento. Tamb\u00e9m n\u00f3s somos marcados com o Seu sangue e somos alimentados com a Sua carne. E do mesmo modo que as fam\u00edlias deveriam oferecer um cordeiropascal, Cristo se oferece na Eucaristia e pede aos disc\u00edpulos atrav\u00e9s do Lava-p\u00e9s que eles permane\u00e7am com a disposi\u00e7\u00e3o de oferecer-se aos irm\u00e3os atrav\u00e9s doservi\u00e7o da caridade fraterna.<\/p>\n<p>Na <strong>segunda leitura <\/strong>(1Cor. 11,23-26), escutamos o mais antigo relato sobre a institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia. O Ap\u00f3stolo Paulo afirma que a Ceia do Senhor (naquela \u00e9poca j\u00e1 celebrada pelas comunidades) \u00e9 o memorial da Morte do Senhor e quedeve ser celebrada at\u00e9 \u201cque Ele venha\u201d no fim dos tempos. Na Igreja da era apost\u00f3lica a Ceia, mesmo j\u00e1 contendo algumas ora\u00e7\u00f5es e cantos, era celebradana forma de uma refei\u00e7\u00e3o familiar, a \u00e1gape, e n\u00e3o continha ainda as f\u00f3rmulas e ora\u00e7\u00f5es fixas que hoje conhecemos na liturgia eucar\u00edstica. Aqui, trata-se de um lampejo do nascimento da Tradi\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica consignada por S\u00e3o Hip\u00f3lito e do Magist\u00e9rio dos Ap\u00f3stolos gerados ao redor da ceia eucar\u00edstica. Por isto, percebe-se no texto elementos essenciais da Eucaristia. \u00c9 sacrif\u00edcio sagrado; mem\u00f3ria permanente da morte de Jesus; morte como dom pleno de sua vida dada livremente para a salva\u00e7\u00e3o do mundo; a sua Carne e o seu Sangue que s\u00e3o sustento para quem comunga e se compromete na pr\u00e1tica da caridade.<\/p>\n<p>No entanto, a beleza po\u00e9tica e teol\u00f3gica do texto paulino converge para uma contradi\u00e7\u00e3o, gra\u00e7as \u00e0 incoer\u00eancia do contexto hist\u00f3rico que impulsionou o Ap\u00f3stolo a escrev\u00ea-lo. Paulo dirige-se em tom de censura e repreens\u00e3o pastoral,pois a comunidade de Corinto celebrava a Ceia com crit\u00e9rios ego\u00edstas que levava os ricos a menosprezar os pobres. A comunidade corria o risco de transformar amem\u00f3ria da morte do Senhor num rito sumptuoso e sem espiritualidade eucar\u00edstica, marcada pelo amor ag\u00e1pico.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do texto paulino compreendemos que ao comungar na Ceia celebrada em mem\u00f3ria do sacrif\u00edcio de Cristo, as comunidades crist\u00e3s podem associar-se ao acontecimento sacrificial do Calv\u00e1rio realizado de \u201cuma vez parasempre\u201d, e que \u00e9 atualizado em cada Eucaristia vivida em todo e qualquer tempo elugar.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio dos outros evangelistas, S\u00e3o Jo\u00e3o (Jo. 13, 1- 15) substituiu noseu Evangelho a narra\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia pela apresenta\u00e7\u00e3o do gesto do Lava-p\u00e9s. Por que optou ele por este crit\u00e9rio? Porque para S\u00e3o Jo\u00e3o, doar a pr\u00f3pria vida foi o maior servi\u00e7o realizado por Jesus. Deixar o seu Corpo e o seu Sangue para nos alimentar foi a perpetua\u00e7\u00e3o deste servi\u00e7o. Logo o Lava-p\u00e9s e a Eucaristia apresentam a mesma realidade. A Eucaristia \u2013 m\u00e1xima express\u00e3o dadoa\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo \u2013 \u00e9 apresentada atrav\u00e9s de um gesto de caridade fraterna. Se na P\u00e1scoa do Antigo Testamento o povo sente Deus atrav\u00e9s da passagem deum anjo e se esconde com temor diante dessa presen\u00e7a divina, no Novo Testamento o povo corre em dire\u00e7\u00e3o a Deus, para o ouvir, ver e tocar; Ele \u00e9 o Emanuel. Deus n\u00e3ofoge do contacto, lava os nossos p\u00e9s e entrega-se por inteiro no seu Corpo e noseu Sangue. Temos consci\u00eancia de que quando recebemos a Eucaristia, podemos dizer: Hoje, comunguei do Corpo e o Sangue de Cristo, o Filho deDeus?<\/p>\n<p>A Igreja, seguindo uma tradi\u00e7\u00e3o de muitos s\u00e9culos, recomenda o rito do lava-p\u00e9s durante a Missa da Ceia do Senhor, em continuidade com o evangelhoque se proclama nesta celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>O gesto de Jesus na \u00faltima ceia inspira-se num detalhe de hospitalidadecomum a muitas culturas orientais, pelo uso das sand\u00e1lias nas empoeiradas estradas destas terras. No Antigo Testamento, Abra\u00e3o insiste em lavar os p\u00e9s aos tr\u00eas viajantes que passam por sua casa (cf. Gn 18, 4) e entre os primeiros crist\u00e3os, valorizava-se quem, como boas obras, tinha \u00abpraticado a hospitalidadee lavado os p\u00e9s aos santos\u00bb (1Tm 5, 10).<\/p>\n<p>No entanto, neste especial momento de despedida dos seus ap\u00f3stolos, as palavras do Mestre d\u00e3o ao gesto um significado mais profundo. Lavar os p\u00e9s \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o de humildade e de servi\u00e7o, em certo sentido antecipa a humilha\u00e7\u00e3o final da cruz salvadora, que se realizar\u00e1 poucas horas depois.<\/p>\n<p>Primeiro, Jesus pede aos seus disc\u00edpulos que O deixem lavar-lhes os p\u00e9s. Assim como a todos os crist\u00e3os nos pede que nos deixemos servir, que nosdeixemos salvar pelo Filho de Deus sem nenhum m\u00e9rito da nossa parte. Apremissa de qualquer empenho de vida crist\u00e3 \u00e9 receber a salva\u00e7\u00e3o, o perd\u00e3o deDeus: \u00abSe eu n\u00e3o te lavar, n\u00e3o ter\u00e1s parte comigo\u00bb.<\/p>\n<p>O passo seguinte \u00e9 \u00ablavarmos os p\u00e9s uns aos outros\u00bb, que \u00e9 como que umavariante do mandamento do amor, \u00abque vos ameis uns aos outros\u00bb. Nesse convitedo Senhor podemos ver a import\u00e2ncia de cuidar e acompanhar o caminho dosoutros. Os p\u00e9s, de facto, s\u00e3o meio para caminhar, s\u00e3o imagem do nossoseguimento de Jesus. Lavar os p\u00e9s dos nossos irm\u00e3os significa, portanto, sentirmo-nos respons\u00e1veis pela sua fidelidade, servir com alegria a cada um,pondo o \u00abcora\u00e7\u00e3o no ch\u00e3o para que os outros o calquem\u00bb<u>[1]<\/u><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 uma \u00faltima possibilidade, n\u00e3o explicitada nesta passagem, mas que podemos tirar de outra p\u00e1gina do Evangelho: lavarmos n\u00f3s os p\u00e9s a Jesus. Trata-se do epis\u00f3dio da mulher que lava os p\u00e9s do Senhor com as suas l\u00e1grimas, enxuga-os com os seus cabelos, beija-os e unge-os com perfume (cf. Lc 7, 44-47). Jesus tem palavras de louvor pela manifesta\u00e7\u00e3o do grande amor desta pecadora: \u00abs\u00e3o-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou\u00bb. Pode considerar-se este gesto como a inaugura\u00e7\u00e3o do culto eucar\u00edstico, que estanoite, de maneira especial, se prestar\u00e1 em todas as igrejas do mundo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Celebremos, pois, estes santos mist\u00e9rios pascais com piedade, esp\u00edrito deadora\u00e7\u00e3o e profunda gratid\u00e3o para com o Redentor que por n\u00f3s morreu na cruz.Nesta celebra\u00e7\u00e3o que recordamos a institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia e do Sacerd\u00f3cio, bem como o mandamento novo da caridade, no supremo s\u00edmbolo do lava-p\u00e9s pe\u00e7amos ao Senhor, o Cordeiro de Deus, que o seu Amor conceda a todos n\u00f3s a gra\u00e7a de podermos ser, um dia e para sempre, convidados do Seu eterno banquete nupcial.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>D. <\/em><em>Francisco<\/em> <em>Jos\u00e9<\/em> <em>Senra<\/em> <em>Coelho<br \/>\nArcebispo de \u00c9vora<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Arcebispo de \u00c9vora na Missa da Ceia do Senhor<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":158211,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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