{"id":418558,"date":"2026-04-02T15:52:47","date_gmt":"2026-04-02T14:52:47","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=418558"},"modified":"2026-04-02T15:52:47","modified_gmt":"2026-04-02T14:52:47","slug":"homilia-da-missa-crismal-de-d-pedro-fernandes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-da-missa-crismal-de-d-pedro-fernandes\/","title":{"rendered":"Homilia da Missa Crismal de D. Pedro Fernandes"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p>Car\u00edssimas irm\u00e3s e irm\u00e3os batizados,<\/p>\n<p>Car\u00edssimo Senhor D. Antonino, Bispo Em\u00e9rito de Portalegre-Castelo Branco, Car\u00edssimos irm\u00e3os presb\u00edteros e di\u00e1conos, religiosos e religiosas, Car\u00edssimas autoridades civis, militares e acad\u00e9micas aqui presentes, \u201cO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres\u201d: \u00e9 com estas palavras do profeta Isa\u00edas que Jesus define a Sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Cristo, Mission\u00e1rio do Pai, \u00e9 o grande ungido, no Esp\u00edrito Santo, para tornar presente o Amor do Pai, que acolhe incondicionalmente, liberta os oprimidos, cuida dos fr\u00e1geis, ampara os caminhantes, peregrinos e estrangeiros, oferece uma Boa not\u00edcia aos infelizes. Hoje celebramos Jesus e a Sua Miss\u00e3o e damos-lhe gra\u00e7as por nos fazer participar dela. Tamb\u00e9m n\u00f3s, todos n\u00f3s, em virtude da Gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo que recebemos no Batismo, fomos escolhidos na nossa pobreza e fragilidade para usufruir dessa b\u00ean\u00e7\u00e3o absoluta de um Deus que escolhe, liberta, consagra e envia, habitando para sempre na nossa vida e fazendo dela, em Cristo e por Cristo, lugar resplandecente do Amor divino. Este amor \u00e9 sacerd\u00f3cio que une a terra ao C\u00e9u e o C\u00e9u \u00e0 Terra; \u00e9 Palavra que faz novas todas as coisas, informando, formando e reformando tudo para um mundo novo; e \u00e9 servi\u00e7o oblativo, que revela Deus com o rosto servidor e humilde com que Ele pr\u00f3prio se quis manifestar, como Bom Pastor. E essa \u00e9 a boa not\u00edcia: o Deus omnipotente encontrou na humildade e na compaix\u00e3o a linguagem \u00fanica e incontorn\u00e1vel para a Revela\u00e7\u00e3o de Si mesmo.<\/p>\n<p>Quanto a n\u00f3s, ministros ordenados, temos a gra\u00e7a de, como irm\u00e3os na grande fam\u00edlia de batizados, recebermos um dom peculiar do Esp\u00edrito, que nos torna de modo \u00fanico e sacramental o rosto vivo de Cristo Cabe\u00e7a, Mestre e Sacerdote da totalidade do Corpo Eclesial. Recebemos o dom do Esp\u00edrito que nos faz animadores, guias e motivadores de toda a comunidade crist\u00e3, de tal modo que todas e todos assumam em plenitude a consagra\u00e7\u00e3o batismal que \u00e9 dom e tarefa, aceitando tornar-se miss\u00e3o dentro da Igreja e no meio do mundo. E isso de um modo bem concreto, ativo e vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Assim, identificamo-nos com Cristo Pastor, Palavra e Sacerdote e acompanhamo-lo na subida ao Calv\u00e1rio, unimo-nos a Ele no Seu oferecimento total no alto da Cruz e participamos da alegria da Sua Ressurrei\u00e7\u00e3o. \u00c9 por vivermos assim mergulhados no Mist\u00e9rio Pascal que podemos tornar-nos testemunhas dele, \u00e9 porque vivemos do Esp\u00edrito que podemos ajudar os irm\u00e3os e irm\u00e3s a abrir-se sempre mais ao Esp\u00edrito, que nos faz ser miss\u00e3o. Todos com todos, todos para todos.<\/p>\n<p>Car\u00edssimos irm\u00e3os presb\u00edteros e di\u00e1conos: vivemos na primeira pessoa este dom do Sacramento da Ordem. Vivemo-lo com gratid\u00e3o: tudo \u00e9 gra\u00e7a e o nosso minist\u00e9rio \u00e9 para n\u00f3s o lugar pr\u00f3prio de onde Deus nos concede a Sua gra\u00e7a para nos enviar a servir o Seu povo, ajudando-o a ser um povo de servidores, de profetas e de sacerdotes. Deus sabe com que dedica\u00e7\u00e3o e amor temos vivido esse dom para a Miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Deus contou e recolheu cada uma das vossas l\u00e1grimas, rejubilou com cada uma das vossas alegrias e sucessos. Deus conhece cada um dos momentos de dor, de des\u00e2nimo, de fracasso e tamb\u00e9m de pecado e fragilidade que temos experimentado, desde que, pela imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os, fomos enviados a servir. E Deus n\u00e3o desiste de n\u00f3s, nunca desistiu e garante-nos a Sua fidelidade para sempre. Cuida de n\u00f3s e convida-nos a se cuidadores da comunidade de que somos membros e servidores. D\u00e1-nos a Sua b\u00ean\u00e7\u00e3o e convida-nos a sermos portadores dessa b\u00ean\u00e7\u00e3o para todos. Somos testemunhas de um Deus que bendiz, n\u00e3o de um Deus que diz mal; de um Deus que integra, n\u00e3o de um Deus que exclui ou condena; somos sinal de um Deus que estimula e capacita para a miss\u00e3o, n\u00e3o de um Deus que menoriza, oprime ou carrega com pesados fardos de culpabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Somos arautos de um Deus cuja Palavra \u00e9 brisa suave que enche de paz e abre portas para horizontes de santidade, n\u00e3o somos legisladores e ju\u00edzes portadores de uma doutrina opressiva, punitiva e infantilizante.<\/p>\n<p>A comunidade, sob a presid\u00eancia de Cristo Cabe\u00e7a que n\u00f3s representamos, celebra a Eucaristia porque toda a Sua vida \u00e9 eucar\u00edstica e porque quer viver cada instante em atitude eucar\u00edstica. Somos dispensadores dessa gra\u00e7a. Vivemos n\u00f3s pr\u00f3prios os sacramentos e somos portadores da reconcilia\u00e7\u00e3o e da paz, de muitos modos, mas sabendo que um modo privilegiado e indispens\u00e1vel \u00e9 o Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vivemo-lo agradecidos, como pecadores que Deus mergulha e cura na Sua miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Por isso nos confessamos, n\u00e3o como quem se liberta de um dever legal, mas como quem procura o repouso e a liberta\u00e7\u00e3o que s\u00f3 o perd\u00e3o de Deus nos pode dar. Tamb\u00e9m por isso, dedicamos tempo e energia a receber os irm\u00e3os e irm\u00e3s que querem celebrar o Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o. Parece-me que hoje, na Igreja de Jesus, precisamos de ajudar todos a redescobrir o tesouro desse sacramento: por isso, n\u00e3o o proporcionamos de modo apressado ou redutor, mas acolhemos cada pessoa para a escutar, tornando-nos o cora\u00e7\u00e3o-sacr\u00e1rio que os irm\u00e3os procuram em n\u00f3s, para encontrarem Jesus.<\/p>\n<p>Permitam-me uma partilha pessoal: vivi catorze anos em \u00c1frica, dos quais os \u00faltimos treze em Mo\u00e7ambique, no meio de multid\u00f5es que acolhiam a proposta do Evangelho e de muita gente que, j\u00e1 batizada, a procurava viver a s\u00e9rio. Jamais demos uma \u00a0absolvi\u00e7\u00e3o geral\u201d. Muitas vezes, as longas horas passadas a confessar, escutando cada pessoa, foram um desafio, mas a dificuldade era largamente suprida pela alegria de ser mediador de um Deus que perdoa cada pessoa em concreto, a acolhe, a levanta e a envia a servir.<\/p>\n<p>A nossa Igreja diocesana de Portalegre-Castelo Branco vive hoje desafios que todos conhecemos bem: somos cada vez menos, os ministros ordenados. Tamb\u00e9m muitas das nossas comunidades, sobretudo nas regi\u00f5es mais rurais, tendem a diminuir e a envelhecer. Julgo que n\u00e3o devemos ver isso como uma desgra\u00e7a que lamentamos, mas muito mais como uma oportunidade que o Esp\u00edrito de Deus nos oferece, facilitando a convers\u00e3o sinodal e mission\u00e1ria que toda a Igreja \u00e9 chamada a acolher, na cidade ou no campo, aqui ou nos ambientes eclesiais onde os desafios imediatos se configuram de um outro modo. Precisamos de deixar que Cristo nos reinvente, precisamos de colaborar com Ele nesse processo de discernimento, decis\u00e3o e a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A v\u00f3s, meus irm\u00e3os padres, \u00e9-vos devida uma palavra comovida de agradecimento, de gratid\u00e3o e de admira\u00e7\u00e3o: tanto esfor\u00e7o, tantas viagens, tanta vida gasta ao servi\u00e7o das vossas comunidades! Seja-me permitido agradecer-vos em nome de todos e dizer-vos o quanto vos admiro e estimo. Nestes poucos meses de servi\u00e7o \u00e0 Diocese, tenho tido a gra\u00e7a de receber de v\u00f3s esse testemunho bonito. A vossa miss\u00e3o \u00e9 para mim inspira\u00e7\u00e3o e conforto. \u00c9 m\u00e9rito da vossa generosidade e disponibilidade ao Esp\u00edrito Santo, e \u00e9 tamb\u00e9m, certamente, dom gratuito de Deus, que suscita e alimenta o vosso trabalho e a vossa vida.<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente porque gastamos a vida nessa disponibilidade ao Esp\u00edrito e \u00e0 vontade do Pai que vivemos hoje atentos \u00e0 voz de um Deus que nos convida a discernir e a eformular m\u00e9todos e modos de presen\u00e7a pastoral na Igreja contempor\u00e2nea. \u00c0 nossa solicitude pastoral de ministros ordenados \u00e9 hoje pedido que concentremos os esfor\u00e7os a motivar as nossas comunidades para um compromisso mission\u00e1rio cada vez mais efetivo e pr\u00e1tico, de tal modo que todos compreendam que n\u00e3o s\u00e3o os leigos que ajudam os padres na sua miss\u00e3o, mas s\u00e3o antes os padres que ajudam os leigos na miss\u00e3o batismal, que lhes \u00e9 pr\u00f3pria. Por essa raz\u00e3o, precisamos de continuar a investir muita energia suscitando nas nossas comunidades crist\u00e3s lideran\u00e7as laicais. Animadores de comunidade, irm\u00e3os e irm\u00e3s que possam presidir \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es da Palavra, \u00e0s ex\u00e9quias e a tantos outros servi\u00e7os comunit\u00e1rios. Precisamos de l\u00edderes leigos, n\u00e3o porque temos falta de mais padres, mas porque temos falta de mais l\u00edderes leigos! Estes n\u00e3o entram em a\u00e7\u00e3o para substituir o padre (que tem, ali\u00e1s, um lugar pr\u00f3prio em que n\u00e3o pode ser substitu\u00eddo!), mas para assumir a miss\u00e3o que lhes \u00e9 pr\u00f3pria, pelo batismo.<\/p>\n<p>Como diocese, julgo que podemos sentir-nos muito gratos e honrados porque desde h\u00e1 muito que inici\u00e1mos e progredimos neste caminho de miss\u00e3o de todos os batizados e batizadas. Somos agora chegados a essa etapa em que o que nos \u00e9 pedido n\u00e3o \u00e9 tanto que multipliquemos o n\u00famero de missas que celebramos em cada fim-de- semana, mas que multipliquemos os esfor\u00e7os para, em todas as comunidades, n\u00e3o<\/p>\n<p>faltarem irm\u00e3os e irm\u00e3s preparados para presidir \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da Palavra. Estes mesmos animadores saber\u00e3o preparar e animar a comunidade para viverem a Palavra de Deus tamb\u00e9m quando t\u00eam a gra\u00e7a de celebrar a Eucaristia, que permanece o centro e o \u00e1pice da vida crist\u00e3. Na verdade, os animadores leigos n\u00e3o entram em a\u00e7\u00e3o apenas quando o padre n\u00e3o est\u00e1: eles t\u00eam um lugar pr\u00f3prio de servi\u00e7o, anima\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o, que deve ser ativado tanto para a Eucaristia como para as celebra\u00e7\u00f5es sem Eucaristia.<\/p>\n<p>Precisamente porque temos animadores e animadoras da Palavra, temos tamb\u00e9m a garantia de que, pelo seu enraizamento na Palavra de Deus vivida em Igreja, manter\u00e3o sempre a centralidade de uma vida eclesial realmente eucar\u00edstica, mesmo quando n\u00e3o seja sempre poss\u00edvel celebrar a Eucaristia.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que temos muito caminho para percorrer, no sentido de amadurecermos este novo enquadramento pastoral. Mas n\u00e3o podemos ir adiando a iniciativa, enquanto nos parece poss\u00edvel fazer durar antigos modelos. Precisamente porque se vislumbram cen\u00e1rios de mudan\u00e7a, creio que o Esp\u00edrito nos ajuda a prepar\u00e1-los, como colaboradores de Cristo nos desafios novos que se apresentam \u00e0 Igreja de sempre.<\/p>\n<p>O nosso servi\u00e7o \u00e0 Palavra e \u00e0 Verdade do Evangelho impele-nos tamb\u00e9m a termos um olhar cr\u00edtico e sol\u00edcito perante as realidades sociais, econ\u00f3micas, culturais e pol\u00edticas do nosso tempo. A banaliza\u00e7\u00e3o da mentira, a prolifera\u00e7\u00e3o do mal, que parece tender a normalizar-se em vez de ser resolutamente repudiado, tem de encontrar em n\u00f3s um olhar cr\u00edtico, uma voz prof\u00e9tica e um gesto decididamente coerente com a Verdade de Cristo que professamos. Como Igreja, temos de continuar a estar do lado certo da hist\u00f3ria, que \u00e9 o lado dos mais fr\u00e1geis, o lado dos discriminados e exclu\u00eddos, o lado dos que se veem privados dos seus direitos: n\u00e3o podemos dar livre curso a que os pobres se tornem cada vez mais pobres; em que haja, entre n\u00f3s, cidad\u00e3os que sejam rotulados de segunda classe em raz\u00e3o da sua origem, nacionalidade, grupo religioso ou cultural ou estilos de vida. O servi\u00e7o que n\u00f3s, ministros ordenados, prestamos \u00e0 comunidade \u00e9 essencialmente um servi\u00e7o de favorecimento da comunh\u00e3o e da unidade.<\/p>\n<p>E sabemos bem, \u00e0 luz do ensinamento de Cristo, que n\u00e3o h\u00e1 unidade sem diversidade, \u00a0ue n\u00e3o h\u00e1 paz sem justi\u00e7a, que n\u00e3o h\u00e1 crescimento se n\u00e3o for para todos. Fa\u00e7o meu o discurso do senhor N\u00fancio apost\u00f3lico em Portugal, numa sua recente entrevista, em que diz que os posicionamentos de extrema-direita ou de extrema-esquerda nos fazem mal, fazem mal \u00e0 Igreja e \u00e0 comunidade humana que queremos servir, anunciando o Evangelho. Como anunciar o Evangelho sem denunciar o mal? Como servir Cristo, se \u00e3o o reconhecemos no pobre, no migrante, no exclu\u00eddo e discriminado? Nas nossas comunidades, mesmo em meio rural, tem crescido a popula\u00e7\u00e3o advent\u00edcia: precisamos de criatividade para ir ao seu encontro, para formar os irm\u00e3os para a hospitalidade e fazer sentir aos nossos novos concidad\u00e3os que s\u00e3o bem-vindos e que t\u00eam na comunidade crist\u00e3 uma casa e um lugar de apoio solid\u00e1rio. Isso chama-se miss\u00e3o. Daqui a poucas horas iniciaremos o Tr\u00edduo Pascal numa celebra\u00e7\u00e3o em que um dos momentos mais expressivos \u00e9 o rito do Lava-p\u00e9s, retomando o gesto de Jesus. \u00c9 a esse cont\u00ednuo lava-p\u00e9s que somos chamados e \u00e9, na verdade, desse modo que temos despendido as nossas vidas. Talvez, por vezes, nos sintamos cansados, talvez abatidos ou at\u00e9 desmotivados. Tamb\u00e9m a\u00ed Jesus nos acompanha e n\u00f3s, com Ele, nos acompanhamos uns aos outros. Car\u00edssimos irm\u00e3os: pe\u00e7amos ao Senhor a gra\u00e7a da gratid\u00e3o a Deus pela nossa voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o. Sintamos ainda a gratid\u00e3o de Deus por tudo o que somos! Ele realmente valoriza e aben\u00e7oa a nossa vida. Precisamos de corresponder a esse olhar de b\u00ean\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de Deus, procurando n\u00f3s mesmos os meios que nos valorizem e construam, de modo pessoal. Precisamos de cuidar muito da nossa sa\u00fade mental! Precisamos de zelar pela nossa vitalidade espiritual! As nossas comunidades precisam de testemunhas vivas; Deus nos livre de nos tornarmos funcion\u00e1rios cinzentos! Talvez a nossa primeira grande tarefa seja sermos felizes.<\/p>\n<p>Precisamos de ser felizes, e isso tamb\u00e9m \u00e9 um desafio pastoral, mission\u00e1rio, antes de qualquer outro. Apoiemo-nos uns aos outros, velemos uns pelos outros, amparemo-nos mutuamente: \u00e0s vezes precisaremos que algu\u00e9m nos levante e sempre haver\u00e1 algu\u00e9m a precisar da nossa m\u00e3o estendida. A fraternidade sacerdotal \u00e9, por isso, uma express\u00e3o maior da nossa sa\u00fade vocacional.<\/p>\n<p>Dou gra\u00e7as a Deus por cada um de v\u00f3s e hoje, de modo especial, felicito aqueles irm\u00e3os que celebram jubileus sacerdotais. Felicito tamb\u00e9m as irm\u00e3s que celebram jubileus de vida consagrada: as Irm\u00e3s Paula Andr\u00e9 e Susana Passos, com 25 anos de profiss\u00e3o religiosa, a irm\u00e3 Maria de Jesus Pereira, com 50 anos de consagra\u00e7\u00e3o, e a irm\u00e3 Lu\u00edsa Banha, consagrada h\u00e1 60 anos! \u201cComo agradeceremos ao Senhor tudo quanto Ele nos deu&#8230;?\u201d<\/p>\n<p>Permitam-me ainda uma palavra final de sauda\u00e7\u00e3o ao meu querido antecessor, D. Antonino Dias, aqui presente, que celebra este ano 25 anos de minist\u00e9rio episcopal. Grande parte dessa miss\u00e3o foi passada ao servi\u00e7o da nossa diocese. N\u00e3o haveria palavras suficientes para agradecer tanta vida oferecida, longos anos ao servi\u00e7o desta nossa Igreja. Estamos consigo sempre, D. Antonino, rezamos por si. \u00c9 um dos nossos, precisamos da sua proximidade e comunh\u00e3o mission\u00e1ria. Bem-haja!<\/p>\n<p>A todos v\u00f3s, queridos irm\u00e3os no minist\u00e9rio ordenado, queridos religiosos e religiosas, a todos e cada um de v\u00f3s, meus irm\u00e3os na vida crist\u00e3, desejo uma Santa P\u00e1scoa. Que Deus, por intercess\u00e3o de Maria, vos acompanhe na Miss\u00e3o!<\/p>\n<p><em>+ Pedro Fernandes, bispo de Portalegre-Castelo Branco<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":9,"featured_media":418463,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[179],"class_list":["post-418558","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-portalegre-castelo-branco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418558","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=418558"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418558\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/418463"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=418558"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=418558"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=418558"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}