{"id":418530,"date":"2026-04-02T15:01:45","date_gmt":"2026-04-02T14:01:45","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=418530"},"modified":"2026-04-02T15:01:45","modified_gmt":"2026-04-02T14:01:45","slug":"homilia-da-missa-crismal-de-d-francisco-senra-coelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-da-missa-crismal-de-d-francisco-senra-coelho\/","title":{"rendered":"Homilia da Missa Crismal de D. Francisco Senra Coelho"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p>Excelent\u00edssimo e Reverend\u00edssimo Senhor Dom Jos\u00e9 Francisco Sanches Alves, dign\u00edssimo Arcebispo Em\u00e9rito de \u00c9vora; Reverend\u00edssimos Senhores C\u00f3negos, e demais Presb\u00edtero,s Caros Di\u00e1conos, Estimados Seminaristas, Meus irm\u00e3os e minhas irm\u00e3s<\/p>\n<p>1. Sa\u00fado-vos a todos com a alegria crist\u00e3 de nos reunirmos em nome do Senhor, para celebrarmos a Missa Crismal, em Quinta-feira Santa. Bendito seja Deus por cada um de v\u00f3s. Bendito seja Deus pelo Presbit\u00e9rio Eborense e por todos os que o acompanham no Amor Fraterno da ora\u00e7\u00e3o e do servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Convido-vos a todos a rezarmos pelos Irm\u00e3os Presb\u00edteros que partiram para a casa do Pai desde a \u00faltima Quinta-Feira Santa, e que estar\u00e3o para sempre vinculados a este presbit\u00e9rio. Refiro-me aos saudosos:<\/p>\n<ul>\n<li>Padre Ant\u00f3nio Marques dos Santos falecido a 30 de abril de 2025;<\/li>\n<li>Padre Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Nabais Fernandes falecido a 23 de maio de 2025;<\/li>\n<li>C\u00f3nego Ant\u00f3nio Henrique Freitas Guimar\u00e3es falecido a 31de julho de 2025;<\/li>\n<li>C\u00f3nego Ant\u00f3nio Gata Lavajo Sim\u00f5es falecido a 15 de outubro de 2025.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 nosso dever trazer a nossa ora\u00e7\u00e3o os sacerdotes mais idosos a residir na Casa Sacerdotal, no Semin\u00e1rio de S\u00e3o Jos\u00e9 em Vila Vi\u00e7osa: Pe. Manuel Lopes Botelho, Pe. Manuel Lu\u00eds Sanches Manso e Pe. H\u00e9rmino dos Santos Geraldes e no Convento de Santa Helena do Monte Calv\u00e1rio; Pe. Humberto C\u00e9sar Gon\u00e7alves Coelho e C\u00f3nego Silvestre Ant\u00f3nio Ourives Marques. Acompanhemos com a nossa ora\u00e7\u00e3o a delicada situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade dos Di\u00e1conos Frederico Zagalo e Jorge Portel. Como n\u00e3o recordar em uni\u00e3o o calv\u00e1rio vivo e Eucar\u00edstico que diariamente vive o car\u00edssimo D. Manuel Madureira Dias. Que a Eucaristia viva que \u00e9 na oferta da sua vida em uni\u00e3o a Nosso Senhor Jesus Cristo, regue de b\u00ean\u00e7\u00e3os a Igreja de \u00c9vora e do Algarve.<\/p>\n<p>Unimo-nos tamb\u00e9m aos nossos Padres Diocesanos que residem fora da Diocese, mas que permanecem membros deste Presbit\u00e9rio, e regularmente se correspondem com o prelado desta Igreja Metropolitana.<\/p>\n<p>Bendito seja Deus pelos di\u00e1conos que no seio desta Igreja M\u00e3e, nasceram para o minist\u00e9rio ordenado do Diaconado:<\/p>\n<p>Di\u00e1cono Samora Marcel a 5 de janeiro de 2025 na Igreja de N. a Sr.a Auxiliadora;<br \/>\nDi\u00e1cono \u00dalvio Greg\u00f3rio Jimenez, a 19 de outubro de 2025 na Igreja Matriz de Borba e que ser\u00e1 ordenado Presb\u00edtero querendo Deus a 26 de abril de 2026 pelas 17 horas nesta Catedral.<br \/>\nDi\u00e1conos Rafael Morais, \u00c9der Ferreira e T\u00e1cio Oliveira a 8 de dezembro de 2025 na Catedral de \u00c9vora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Com o prop\u00f3sito de aprofundar o Minist\u00e9rio Presbiteral, o Santo Padre Le\u00e3o XIV, por ocasi\u00e3o do 60o Anivers\u00e1rio dos Decretos Conciliares OPTATAM TOTIUS E PRESBYTERORUM ORDINII, dedicou uma Carta Apost\u00f3lica com data de 8 de dezembro de 2025 intitulada UMA FIDELIDADE QUE GERA FUTURO.<\/p>\n<p>O Papa come\u00e7a por expressar a sua gratid\u00e3o pelo testemunho e dedica\u00e7\u00e3o dos sacerdotes que, em todas as partes do mundo, oferecem a sua vida, celebram o sacrif\u00edcio de Cristo na Eucaristia, anunciam a Palavra, absolvem os pecados e se dedicam generosamente dia ap\u00f3s dia, aos seus irm\u00e3os e irm\u00e3s, servindo a comunh\u00e3o, a unidade e cuidando em particular, de quem mais sofre e passa necessidade.<\/p>\n<p>Le\u00e3o XIV lembra que: \u00ab O Conc\u00edlio Vaticano II situou o servi\u00e7o espec\u00edfico dos presb\u00edteros no \u00e2mbito da igual dignidade e fraternidade de todos os batizados, como bem testemunha o Decreto Presbyterorum Ordinii, e cita: \u00abOs sacerdotes do Novo Testamento, em virtude do sacramento da Ordem, exer\u00e7am no Povo e para o Povo de Deus o m\u00fanus de pais e mestres, contudo, juntamente com os fi\u00e9is, s\u00e3o disc\u00edpulos do Senhor, feitos participantes do seu reino pela gra\u00e7a de Deus que nos chama, regenerados com todos na fonte do Batismo, os presb\u00edteros s\u00e3o irm\u00e3os entre os irm\u00e3os, membros dum s\u00f3 e mesmo corpo de Cristo, cuja edifica\u00e7\u00e3o a todos pertence\u00bb. Dentro desta fraternidade fundamental, que tem a sua raiz no Batismo e une todo o Povo de Deus, o Conc\u00edlio real\u00e7a o particular v\u00ednculo fraterno dos ministros ordenados entre si, fundado no mesmo sacramento da Ordem, citamos: \u00abOs presb\u00edteros, elevados ao presbiterado pela ordena\u00e7\u00e3o, est\u00e3o unidos entre si numa \u00edntima fraternidade sacramental. Especialmente na diocese a cujo servi\u00e7o, sob o Bispo respetivo, est\u00e3o consagrados, formam um s\u00f3 presbit\u00e9rio. [&#8230;] Cada membro do col\u00e9gio presbiteral est\u00e1 unido aos outros por la\u00e7os especiais de caridade apost\u00f3lica, de minist\u00e9rio e de fraternidade\u00bb. Assim sendo, a fraternidade presbiteral, mais do que uma tarefa a realizar, \u00e9 um dom inerente \u00e0 gra\u00e7a da Ordena\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio reconhecer que este dom nos precede: n\u00e3o se constr\u00f3i apenas com boa vontade e em virtude de um esfor\u00e7o coletivo, mas \u00e9 dom da Gra\u00e7a, que nos torna participantes do minist\u00e9rio do Bispo e se realiza na comunh\u00e3o com ele e com os irm\u00e3os presb\u00edteros\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abPrecisamente por esta consci\u00eancia, os presb\u00edteros s\u00e3o chamados a corresponder \u00e0 gra\u00e7a da fraternidade, manifestando e ratificando com a vida o que foi estipulado entre eles n\u00e3o s\u00f3 pela gra\u00e7a batismal, mas tamb\u00e9m pelo sacramento da Ordem. Ser fiel \u00e0 \u00a0comunh\u00e3o significa, em primeiro lugar, superar a tenta\u00e7\u00e3o do individualismo, que n\u00e3o condiz com a a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria e evangelizadora referente, desde sempre, \u00e0 Igreja como um todo. N\u00e3o por acaso, o Conc\u00edlio Vaticano II falou dos presb\u00edteros quase sempre no plural: nenhum pastor existe sozinho! O pr\u00f3prio Senhor \u00abconstituiu Doze \u2013 a quem chamou ap\u00f3stolos \u2013 para que estivessem com ele\u00bb (Mc 3, 14): isto significa que n\u00e3o pode existir um minist\u00e9rio desligado da comunh\u00e3o com Jesus Cristo e com o seu corpo, que \u00e9 a Igreja. Tornar cada vez mais vis\u00edvel esta dimens\u00e3o relacional e comunit\u00e1ria do minist\u00e9rio ordenado, na consci\u00eancia de que a unidade da Igreja deriva \u00abda unidade do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u00bb, \u00e9 um dos principais desafios para o futuro, sobretudo num mundo marcado por guerras, divis\u00f5es e disc\u00f3rdias.<\/p>\n<p>A fraternidade presbiteral deve, portanto, ser considerada como um elemento constitutivo da identidade dos ministros, n\u00e3o como um simples ideal ou slogan, mas como um ponto a ser trabalhado com renovado vigor.<\/p>\n<p>A beleza de uma Igreja feita de presb\u00edteros e di\u00e1conos, que colaboram unidos e em harmonia pela mesma paix\u00e3o ao Evangelho e atentos aos mais pobres, torna-se um testemunho luminoso de comunh\u00e3o. \u00c9 desta unidade, enraizada no amor rec\u00edproco, que \u2013 segundo a palavra de Jesus (cf. Jo 13, 34-35) \u2013 o an\u00fancio crist\u00e3o recebe credibilidade e for\u00e7a. Por isso, o minist\u00e9rio diaconal, especialmente quando vivido em comunh\u00e3o com a pr\u00f3pria fam\u00edlia, \u00e9 um dom a conhecer, valorizar e apoiar. O servi\u00e7o, discreto, mas essencial, de homens dedicados \u00e0 caridade recorda-nos que a miss\u00e3o n\u00e3o se realiza com grandes gestos, mas unidos pelo amor ao Reino e pela fidelidade quotidiana ao Evangelho.<\/p>\n<p>Uma imagem feliz, eloquente e harmoniosa da fidelidade \u00e0 comunh\u00e3o \u00e9, sem d\u00favida, a que apresenta Santo In\u00e1cio de Antioquia na Carta aos Ef\u00e9sios: \u00abDeveis estar de acordo com o pensamento do vosso bispo, como j\u00e1 fazeis. O vosso memor\u00e1vel presbit\u00e9rio, digno de Deus, est\u00e1 em harmonia com o bispo como as cordas de uma c\u00edtara. Esta vossa conc\u00f3rdia e harmonia na caridade \u00e9 como um hino a Jesus Cristo. [&#8230;] Vale bem a pena viver em unidade irrepreens\u00edvel, para poder participar sempre da vida de Deus\u00bb.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. No nosso mundo contempor\u00e2neo, caracterizado por ritmos acelerados e pela ansiedade de estar hiperconectados, o que nos torna muitas vezes agitados e nos leva ao ativismo, h\u00e1 pelo menos duas tenta\u00e7\u00f5es que se insinuam contra a fidelidade a esta miss\u00e3o. A primeira consiste numa mentalidade dirigida para a efici\u00eancia, segundo a qual o valor de cada um \u00e9 medido pelo desempenho, ou seja, pela quantidade de atividades e projetos realizados. Segundo esta forma de pensar, o que fazemos prevalece sobre o que somos, invertendo a verdadeira hierarquia da identidade espiritual. A segunda tenta\u00e7\u00e3o, em contrapartida, qualifica-se como uma esp\u00e9cie de quietismo: assustados pelo contexto, fechamo-nos em n\u00f3s mesmos, recusando o desafio da evangeliza\u00e7\u00e3o e assumindo uma atitude pregui\u00e7osa e derrotista. Um minist\u00e9rio alegre e apaixonado, ao contr\u00e1rio, apesar de todas as fraquezas humanas, pode e deve assumir com ardor a tarefa de evangelizar todas as dimens\u00f5es da nossa sociedade, em particular a cultura, a economia e a pol\u00edtica, para que tudo seja recapitulado em Cristo (cf. Ef 1, 10). Diz Le\u00e3o XIV que para vencer estas duas tenta\u00e7\u00f5es e viver um minist\u00e9rio alegre e fecundo, cada presb\u00edtero h\u00e1 de permanecer fiel \u00e0 miss\u00e3o que recebeu, isto \u00e9, ao dom da gra\u00e7a transmitido pelo Bispo durante a Ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal. Fidelidade \u00e0 miss\u00e3o significa assumir o paradigma que nos deu S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II quando recordou a todos que a caridade pastoral \u00e9 o princ\u00edpio que unifica a vida do presb\u00edtero. \u00c9 precisamente mantendo vivo o fogo da caridade pastoral, ou seja, o amor do Bom Pastor, que cada sacerdote pode encontrar equil\u00edbrio na vida quotidiana e saber discernir o que, de acordo com as indica\u00e7\u00f5es da Igreja, \u00e9 ben\u00e9fico e o que \u00e9 o pr\u00f3prio do minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>O Santo Padre recorda que educado pelo mist\u00e9rio que celebra na santa liturgia, cada sacerdote deve \u00abdesaparecer para que Cristo permane\u00e7a, fazer-se pequeno para que Ele seja conhecido e glorificado (cf. Jo 3, 30), gastar-se at\u00e9 ao limite para que a ningu\u00e9m falte a oportunidade de O conhecer e amar\u00bb. Por isso, a exposi\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica, o uso das redes sociais e de todos os instrumentos hoje \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o devem ser sempre avaliados com sabedoria, tendo como paradigma de discernimento o servi\u00e7o \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o. \u00abTudo me \u00e9 l\u00edcito! Sim, mas nem tudo conv\u00e9m\u00bb (1 Cor 6, 12)\u00bb.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. Voltemos \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho: \u00abO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre Mim, para anunciar a Boa Nova aos pobres.\u00bb (cf. Lc 4,18). Na sua primeira exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica, Le\u00e3o XIV diz que, enquanto Corpo de Cristo, a Igreja sente como sua pr\u00f3pria carne a vida dos pobres, que s\u00e3o parte privilegiada do povo a caminho. Por isso, o amor aos pobres \u2014 seja qual for a forma dessa pobreza \u2014 \u00e9 a garantia evang\u00e9lica de uma Igreja fiel ao cora\u00e7\u00e3o de Deus. Assim, \u00abCristo Jesus, que, sendo de condi\u00e7\u00e3o divina, n\u00e3o considerou como um privil\u00e9gio ser igual a Deus, mas esvaziou-Se a Si mesmo, assumindo a condi\u00e7\u00e3o de servo\u00bb. (cf. Fl 2,6-7) A Encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 a k\u00e9nosis do Pai: \u00abDeus amou de tal maneira o mundo que lhe deu o seu Filho unig\u00e9nito.\u00bb (Jo 3,16) O Mist\u00e9rio Pascal \u00e9 a k\u00e9nosis do Filho: \u00abEle, que amara os seus que estavam no mundo, levou o amor por eles at\u00e9 ao extremo.\u00bb (Jo 13,1). A Igreja \u00e9 a k\u00e9nosis do Esp\u00edrito Santo que desce sobre os Ap\u00f3stolos, que se une \u00e0 sua fragilidade: \u00abViram ent\u00e3o aparecer umas l\u00ednguas como de fogo, que se iam dividindo, e pousou uma sobre cada um deles.\u00bb (cf. At 2,3) Tamb\u00e9m o nosso \u201csim\u201d de amor a Cristo e \u00e0 Igreja \u00e9 a nossa k\u00e9nosis.<\/p>\n<p>O nosso despojamento que facilita o amor. Trata-se de um despojamento em fun\u00e7\u00e3o do amor.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir desta k\u00e9nosis que nos s\u00e3o feitas cinco perguntas no dia da nossa ordena\u00e7\u00e3o presbiteral e das quais citamos tr\u00eas: \u00abQuereis celebrar com f\u00e9 e piedade os mist\u00e9rios de Cristo, segundo a tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, para louvor de Deus e santifica\u00e7\u00e3o do povo crist\u00e3o, principalmente no sacrif\u00edcio da Eucaristia e no sacramento da reconcilia\u00e7\u00e3o?\u00bb; \u00abQuereis implorar, juntamente connosco, a miseric\u00f3rdia divina para o povo a v\u00f3s \u00a0confiado, cumprindo sem desfalecer o mandato de orar?\u00bb; \u00abQuereis unir- vos cada vez mais a Cristo, Sumo Sacerdote, que por n\u00f3s Se ofereceu ao Pai como vitima santa, e com Ele consagrar-vos a Deus para salva\u00e7\u00e3o dos homens?\u00bb.<\/p>\n<p>Sois chamados a ser imitadores de Cristo n\u00e3o s\u00f3 pelo minist\u00e9rio de que sois investidos, mas por este chamamento cont\u00ednuo a configurar o vosso pr\u00f3prio ser, em cada dia, \u00e0 k\u00e9nosis amorosa de Cristo. Esta k\u00e9nosis, este esvaziamento, \u00e9 criar espa\u00e7o para sermos cada vez mais de Cristo e pertencermos cada vez menos a n\u00f3s pr\u00f3prios. Este \u201csim\u201d que dissemos \u00e0 maneira de Maria, o Senhor solicita-o hoje, nesta esta\u00e7\u00e3o da nossa vida. Mesmo se isso pelas experi\u00eancias vividas nos parece agora mais complexo do que no dia em que dissemos o primeiro \u201csim\u201d; ou nos parece mais \u00e1rduo, mais dif\u00edcil de realizar. Que o nosso cora\u00e7\u00e3o confie que o Senhor capacita os incapacitados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. Ajudemo-nos, caros Padres, a conservar a harmonia no Presbit\u00e9rio e na Igreja, este seria o cont\u00ednuo trabalho de casa, para cada um de n\u00f3s. Somos convidados pelos sinais dos tempos a mostrar a beleza que salva, a harmonia que brota da presen\u00e7a do Esp\u00edrito de Deus em n\u00f3s.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m v\u00f3s, Fi\u00e9is Leigos, batizados e crismados, sois outros Cristos, porque fostes tamb\u00e9m Ungidos com o \u00f3leo do Crisma, que recebe o seu nome de Cristo como referimos. Cristo significa Ungido e Crisma significa Un\u00e7\u00e3o. V\u00f3s fostes Ungidos na fronte, no Batismo e na Confirma\u00e7\u00e3o, com o \u00f3leo do Crisma. Al\u00e9m de Ungidos na fronte, no Batismo e na Confirma\u00e7\u00e3o, os Sacerdotes foram ainda Ungidos nas m\u00e3os com o mesmo \u00f3leo do Crisma, e o Bispo foi-o ainda na cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m as igrejas e os altares s\u00e3o ungidos com o \u00f3leo do Crisma no dia da sua Dedica\u00e7\u00e3o. Somos assim cristificados, a Sua presen\u00e7a no mundo.<\/p>\n<p>O \u00f3leo do Crisma que vamos consagrar, e os \u00f3leos dos enfermos e dos catec\u00famenos que vamos benzer, constituem, no meio de n\u00f3s, um aut\u00eantico manancial ou programa de vida, igual ao de Cristo. Outros Cristos, Ungidos no cora\u00e7\u00e3o, para levar o an\u00fancio do Evangelho a todos os nossos irm\u00e3os. Se somos outros Cristos, Ele est\u00e1 connosco, em n\u00f3s, no meio de n\u00f3s. A messe e a planta\u00e7\u00e3o s\u00e3o d\u2019Ele. A Ele a honra, a gl\u00f3ria e o louvor para sempre. \u00c1men.<\/p>\n<p>A concluir o Papa exorta: \u00abIrm\u00e3os e irm\u00e3s gostaria que fosse este o nosso primeiro grande desejo: uma Igreja unida, sinal de unidade e comunh\u00e3o, que se torne fermento para um mundo reconciliado\u00bb. Confio os seminaristas, di\u00e1conos e presb\u00edteros \u00e0 intercess\u00e3o da Virgem Imaculada, M\u00e3e do Bom Conselho, e a S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney, padroeiro dos p\u00e1rocos e modelo para todos os sacerdotes. Como costumava dizer o Santo Cura d\u2019Ars: \u00abO sacerd\u00f3cio \u00e9 o amor do cora\u00e7\u00e3o de Jesus\u00bb. Um amor t\u00e3o forte que dissipa as nuvens da rotina, do des\u00e2nimo e da solid\u00e3o; um amor total que nos \u00e9 dado em plenitude na Eucaristia. Amor eucar\u00edstico, amor sacerdotal\u00bb.<\/p>\n<p>+ Francisco Jos\u00e9 Senra Coelho<\/p>\n<p>Arcebispo de \u00c9vora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":9,"featured_media":418531,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[175],"class_list":["post-418530","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-evora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418530","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=418530"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418530\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/418531"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=418530"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=418530"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=418530"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}