{"id":418465,"date":"2026-04-02T21:05:41","date_gmt":"2026-04-02T20:05:41","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=418465"},"modified":"2026-04-02T13:04:38","modified_gmt":"2026-04-02T12:04:38","slug":"passar-de-um-modelo-de-poder-para-um-modelo-de-servico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/passar-de-um-modelo-de-poder-para-um-modelo-de-servico\/","title":{"rendered":"\u00abPassar de um modelo de poder para um modelo de servi\u00e7o\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>Homilia da Missa da Ceia do Senhor do bispo de Portalegre-Castelo Branco<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_400226\" aria-describedby=\"caption-attachment-400226\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/D.-Pedro-Fernandes_Joao-Claudio.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-400226 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/D.-Pedro-Fernandes_Joao-Claudio-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/D.-Pedro-Fernandes_Joao-Claudio-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/D.-Pedro-Fernandes_Joao-Claudio-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/D.-Pedro-Fernandes_Joao-Claudio-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/D.-Pedro-Fernandes_Joao-Claudio-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/D.-Pedro-Fernandes_Joao-Claudio-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/D.-Pedro-Fernandes_Joao-Claudio.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-400226\" class=\"wp-caption-text\">Foto Jo\u00e3o Cl\u00e1udio Fernandes<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Car\u00edssimas Irm\u00e3s e Irm\u00e3os em Cristo,<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A cena evang\u00e9lica da \u00faltima Ceia, que acabamos de reencontrar, encerra, numa enorme densidade, todo o sentido da vida e miss\u00e3o de Jesus. Neste momento culminante, Jesus ilustra, de modo incrivelmente impactante, quem Ele pr\u00f3prio \u00e9, como \u00e9 a Sua miss\u00e3o, o que nos quer revelar sobre Deus e, em consequ\u00eancia, o que nos quer revelar sobre n\u00f3s pr\u00f3prios, enquanto pessoas e enquanto Igreja.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Diante deste Mestre e Senhor que se ajoelha para fazer um trabalho servil, normalmente reservado aos servidores e at\u00e9 aos escravos, Pedro, expressando uma rea\u00e7\u00e3o que era certamente comum aos outros ap\u00f3stolos, mostra-se profundamente embara\u00e7ado, consternado, com esta postura do Senhor. Aos olhos dos disc\u00edpulos, Jesus era o Ungido de Deus, o Messias, que, portador de imenso poder, se deveria afirmar numa posi\u00e7\u00e3o de superioridade, com uma autoridade sem equ\u00edvocos nem fragilidades. Eles consideravam que, ao homem de Deus, cabia ser sinal da omnipot\u00eancia de Deus, que tudo sabe, que tudo pode, que n\u00e3o se verga, mas se imp\u00f5e. A atitude inesperada de Jesus era, para a sensibilidade dos seus seguidores, desajustada, muito desconfort\u00e1vel, dava parte de fraco, mostrava n\u00e3o saber colocar-se no seu devido lugar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por\u00e9m, Jesus mostra-lhes que esse modelo de autoridade e essa imagem de Deus eram incompat\u00edveis com o projeto do Reino de Deus que Ele vinha instaurar. Pedro precisava, decididamente, de passar de um modelo de poder para um modelo de servi\u00e7o, de um modelo de grandeza para um modelo de humildade. A imagem de Deus que os disc\u00edpulos tinham precisava de se converter na imagem que o pr\u00f3prio Deus revelava de Si: o Deus eterno e poderoso manifesta-se na humildade, na pequenez e na fragilidade. O gesto simb\u00f3lico de lavar os p\u00e9s aos seus seguidores introduz o grande acontecimento Pascal que o Senhor iria viver logo a seguir: homem de dores, sujeito ao sofrimento, revelando o Deus de Amor no ato mesmo de dar a vida entregando-se nas m\u00e3os do Pai com toda a confian\u00e7a e abandono. Por n\u00f3s. Para vencer na sua morte a nossa morte. Para fazer da sua derrota a porta aberta para a Sua vit\u00f3ria e para a nossa vit\u00f3ria, final e irrevers\u00edvel. E esta vit\u00f3ria n\u00e3o acontece na exalta\u00e7\u00e3o de um poder secular, mas \u00e9 a vit\u00f3ria do amor, verdadeiramente divino e verdadeiramente humano: fr\u00e1gil at\u00e9 ao extremo e, nessa fragilidade, infinitamente poderoso. No amor, revela-se a for\u00e7a divina de criar todas as coisas e de, na caducidade do nosso pecado, fazer novas todas as coisas, restauradas \u00e0 imagem do Filho de Deus que, fazendo-se humano, nos faz participar da Sua condi\u00e7\u00e3o de Filho.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Esta revela\u00e7\u00e3o de Cristo, que acontece na Cruz, que se valida na Ressurrei\u00e7\u00e3o e que permanece ativa e atual na Eucaristia, n\u00e3o diz respeito apenas a Ele. Esta revela\u00e7\u00e3o implica-nos: \u201cDei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, v\u00f3s fa\u00e7ais tamb\u00e9m\u201d. Pedro n\u00e3o o entendia e, mesmo assim, aceitou o desafio, fundado na promessa do Senhor: \u201cO que fa\u00e7o n\u00e3o podes entender agora, mas entend\u00ea-lo-\u00e1s mais tarde\u201d. Trata-se aqui de um compromisso com a temporalidade e com as suas demoras, que coincidem com as pr\u00f3prias demoras humanas em entender o sentido dos acontecimentos, em juntar as pe\u00e7as nos quadros desconexos, em se situar em processos morosos, que exigem de n\u00f3s paci\u00eancia e, sobretudo, confian\u00e7a e abandono nas m\u00e3os do Pai. Como Jesus, com Ele e Nele. E Pedro aceita esse desafio, fundado na promessa do Senhor.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">O que \u00e9 certo \u00e9 que, para entrar no Reino, se impunha a configura\u00e7\u00e3o com este Jesus Cristo que se faz servidor e doador da vida. Um tal perfil \u00e9 dom e desafio para a Igreja toda e, por isso mesmo, \u00e9 dom e desafio para os Ap\u00f3stolos. S\u00e3o os Ap\u00f3stolos que recebem a miss\u00e3o espec\u00edfica de ajudar os outros irm\u00e3os a viverem o dom do Esp\u00edrito e a confirm\u00e1-los nesse dom, auxiliando-os na miss\u00e3o que est\u00e1 inscrita na consagra\u00e7\u00e3o batismal, garantindo que n\u00e3o se tornariam consumidores de atos profissionais dos l\u00edderes, mas atores e sujeitos numa Igreja toda ela ministerial, toda ela mission\u00e1ria, toda ela comprometida e correspons\u00e1vel. Toda ela, todos os seus membros.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">A compreens\u00e3o da dimens\u00e3o hier\u00e1rquica da Igreja s\u00f3 pode conceber-se a esta luz e com este pressuposto. Claro que \u00e9 mais f\u00e1cil, num plano secularizante, sem f\u00e9, pensar numa autoridade que coincida com poder, pensar em rela\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias que se concebam apenas numa l\u00f3gica de discentes e docentes, de chefes e chefiados. Como poderia o Senhor dizer e mostrar com mais clareza, de modo mais inequ\u00edvoco, que o seu modelo n\u00e3o era apenas diferente deste, mas diametralmente oposto? \u201cSe eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os p\u00e9s, tamb\u00e9m v\u00f3s deveis lavar os p\u00e9s uns aos outros\u201d. Deste modo, Jesus oferece-nos a medida e o crit\u00e9rio para todas as rela\u00e7\u00f5es dentro da Igreja: gente perdoada por Deus e, no Batismo, libertada do mal; gente consagrada para amar, para construir pontes, para deixar crescer a comunh\u00e3o, dom de Deus, permitindo que as muitas diversidades se articulem nesse corpo harmonioso em que todos s\u00e3o conduzidos \u00e0 unidade de Cristo. E todos a caminho, cada um na sua pr\u00f3pria etapa, com os meios que consegue, com as compet\u00eancias que tem, ou n\u00e3o tem, mas sempre acolhido pelo amor de Deus presente no rosto dos irm\u00e3os, que acolhem sem julgar, que amparam sem cobrar, que valorizam todos. \u00c9 a Boa Not\u00edcia de um novo modo de ser humano, fundado em Deus e no Seu Amor.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">A nossa Igreja acredita nisto e, desde o princ\u00edpio, celebra isto ao fazer mem\u00f3ria da \u00faltima Ceia. E, no entanto, precisamos ainda de crescer neste registo do Reino de Deus, sempre novo, ainda que com mais de dois mil anos; sempre desafiante, ainda que estejamos a caminhar nele desde h\u00e1 tanto tempo. Inspirados no exemplo de Cristo e fortalecidos pelo dom do Seu Esp\u00edrito, que nos torna capazes de viver em Cristo, precisamos ainda de crescer enquanto comunidade inclusiva, que acolhe todos sem julgar nem condenar; precisamos de aumentar ainda mais a corresponsabilidade, numa Igreja em que todos s\u00e3o sujeitos ativos no \u00fanico Senhor, que \u00e9 Cristo, e que confere a cada um, e \u00e0 comunidade, os necess\u00e1rios dons para o seguimento e para a Miss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O que vivemos na Igreja \u00e9 par\u00e1bola daquilo que desejamos e propomos para o mundo: como acreditariam na nossa mensagem de amor se n\u00e3o viv\u00eassemos no amor? Como levariam a s\u00e9rio a nossa valoriza\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o ativa de todos, se entre n\u00f3s s\u00f3 alguns tivessem espa\u00e7o para decidir e agir? A escuta do Esp\u00edrito \u00e9 uma exig\u00eancia de discernimento para todos para que, em sinodalidade, possamos perceber onde Deus nos quer levar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Olhando o mundo que nos cerca, percebemos o quanto os caminhos humanos est\u00e3o longe deste caminho de Cristo. A mentira que, de t\u00e3o repetida, pretende estatuto de verdade; a viol\u00eancia que, de t\u00e3o banalizada, pretende ser reconhecida como normal e leg\u00edtima. Podemos pensar nas guerras e tantas formas de viol\u00eancia que, \u00e0 escala global, acabam por nos afetar aqui, dramaticamente, no nosso contexto local. Mas podemos<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">pensar tamb\u00e9m nos dinamismos sociais e pol\u00edticos que, no nosso pa\u00eds, d\u00e3o corpo a graves disfun\u00e7\u00f5es nas nossas realidades comunit\u00e1rias. Dados oficiais referem que o crime violento cresceu 6% no \u00faltimo ano e que este tipo de crime est\u00e1 diretamente associado ao discurso de \u00f3dio racial, de discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia verbal contra as comunidades minorit\u00e1rias e contra os migrantes. A viol\u00eancia verbal tende a tornar-se viol\u00eancia f\u00edsica e, infelizmente, por vezes, tamb\u00e9m viol\u00eancia jur\u00eddica ou judicial, em que as pessoas n\u00e3o raramente se sentem v\u00edtimas de discrimina\u00e7\u00e3o ou exclus\u00e3o em raz\u00e3o da sua origem \u00e9tnica, religi\u00e3o ou estatuto social. Para j\u00e1 n\u00e3o falar da viol\u00eancia contra as mulheres que ainda sofrem discrimina\u00e7\u00f5es negativas em mat\u00e9ria salarial ou social.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O modelo que Cristo nos oferece, a Vida Nova do Reino de Deus, \u00e9 outra coisa. Precisamos mesmo de desenvolver um esp\u00edrito cr\u00edtico que detete os muitos e ferozes contrastes que se encontram no mundo contempor\u00e2neo, relativamente \u00e0 proposta evang\u00e9lica que professamos. N\u00e3o podemos embarcar nos discursos populistas dos extremismos pol\u00edticos que fazem tanto mal porque, como \u00e9 pr\u00f3prio da estrat\u00e9gia diab\u00f3lica, parecem ter algo de verdade ou de justo, mas na verdade induzem \u00e0 mentira e \u00e0 injusti\u00e7a, alimentam-se do medo das pessoas e, por isso, fomentam o medo; querem a viol\u00eancia e, por isso, manipulam para a viol\u00eancia. Querem reinar e, por isso, dividem.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O Senhor que queremos seguir e que celebramos na P\u00e1scoa convoca-nos para a Sua mansid\u00e3o, prop\u00f5e-nos um paradigma de servi\u00e7o e de doa\u00e7\u00e3o de vida, chama-nos a ser comunidade em que, todos diferentes, acolhemos o dom do Esp\u00edrito de Amor, que nos faz viver em comunh\u00e3o, unidade e corresponsabilidade mission\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por isso, mantemo-nos \u00e0 escuta, vigilantes e comprometidos: \u201cComo eu vos fiz, assim deveis v\u00f3s fazer tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>D. Pedro Fernandes<\/em><br \/>\n<em>Bispo de Portalegre-Castelo Branco<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia da Missa da Ceia do Senhor do bispo de Portalegre-Castelo Branco<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":400226,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[179],"class_list":["post-418465","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-portalegre-castelo-branco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418465","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=418465"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418465\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/400226"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=418465"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=418465"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=418465"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}