{"id":418362,"date":"2026-04-02T10:30:07","date_gmt":"2026-04-02T09:30:07","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=418362"},"modified":"2026-04-02T12:13:14","modified_gmt":"2026-04-02T11:13:14","slug":"homilia-do-papa-leao-xiv-na-missa-crismal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-papa-leao-xiv-na-missa-crismal\/","title":{"rendered":"Homilia do Papa Le\u00e3o XIV na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/p>\n<p>Estamos j\u00e1 \u00e0s portas do Tr\u00edduo Pascal. O Senhor conduzir-nos-\u00e1, mais uma vez, ao \u00e1pice da sua miss\u00e3o, para que a sua paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o se tornem o centro da nossa miss\u00e3o. Efetivamente, o que estamos prestes a reviver tem em si a for\u00e7a de transformar aquilo que o orgulho humano tende geralmente a endurecer: a nossa identidade, o nosso lugar no mundo. A liberdade de Jesus muda o cora\u00e7\u00e3o, cura as feridas, perfuma e faz brilhar os nossos rostos, reconcilia e re\u00fane, perdoa e ressuscita.<\/p>\n<p>Neste primeiro ano em que presido \u00e0 Missa Crismal como Bispo de Roma, desejo refletir convosco sobre a miss\u00e3o \u00e0 qual Deus nos consagra como seu povo. \u00c9 a miss\u00e3o crist\u00e3, a mesma de Jesus, e n\u00e3o outra. Cada um participa nela de acordo com a sua voca\u00e7\u00e3o e com uma obedi\u00eancia muito pessoal \u00e0 voz do Esp\u00edrito, mas nunca sem os outros, nunca negligenciando ou rompendo a comunh\u00e3o! Bispos e presb\u00edteros, ao renovarmos as nossas promessas, estamos ao servi\u00e7o de um povo mission\u00e1rio. Somos, com todos os batizados, o Corpo de Cristo, ungidos pelo seu Esp\u00edrito de liberdade e consola\u00e7\u00e3o, Esp\u00edrito de profecia e unidade.<\/p>\n<p>O que Jesus vive nos momentos culminantes da sua miss\u00e3o \u00e9 antecipado pelo or\u00e1culo de Isa\u00edas, por Ele referido na sinagoga de Nazar\u00e9 como a Palavra que \u00abhoje\u00bb se cumpre (cf.\u00a0<i>Lc<\/i>\u00a04, 21). Com efeito, na hora da P\u00e1scoa, torna-se definitivamente claro que Deus consagra para enviar: \u00abEnviou-me\u00bb (<i>Lc<\/i>\u00a04, 18), diz Jesus, descrevendo aquele movimento que une o seu Corpo aos pobres, aos prisioneiros, \u00e0queles que caminham \u00e0s cegas na escurid\u00e3o e \u00e0queles que se encontram oprimidos. E n\u00f3s, membros do seu Corpo, chamamos \u201capost\u00f3lica\u201d a uma Igreja que foi enviada, impulsionada para al\u00e9m de si mesma, consagrada a Deus no servi\u00e7o das suas criaturas: \u00abA paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, tamb\u00e9m Eu vos envio a v\u00f3s\u00bb (<i>Jo<\/i>\u00a020, 21).<\/p>\n<p>Sabemos que ser enviado implica, em primeiro lugar, um\u00a0<i>desapego<\/i>, ou seja, o risco de deixar o que \u00e9 seguro e familiar para se aventurar no novo. \u00c9 interessante que Jesus, \u00abimpelido pelo Esp\u00edrito\u00bb (<i>Lc<\/i>\u00a04, 14) que desceu sobre Ele ap\u00f3s o batismo no Jord\u00e3o, regresse \u00e0 Galileia e v\u00e1 \u00aba Nazar\u00e9, onde tinha sido criado\u00bb (<i>Lc<\/i>\u00a04, 16). \u00c9 o lugar que agora deve deixar. Ele move-se \u00absegundo o seu costume\u00bb (v. 16), mas para inaugurar um tempo novo. Ter\u00e1 agora de partir definitivamente daquela aldeia, para que amadure\u00e7a o que ali germinou, s\u00e1bado ap\u00f3s s\u00e1bado, na escuta fiel da Palavra de Deus. Da mesma forma, chamar\u00e1 outros a partir, a arriscar, para que nenhum lugar se torne um recinto; nenhuma identidade, um esconderijo.<\/p>\n<p>Car\u00edssimos, seguimos Jesus, que \u00abn\u00e3o considerou como uma usurpa\u00e7\u00e3o ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-se a si mesmo\u00bb (<i>Fl<\/i>\u00a02, 6-7): toda miss\u00e3o come\u00e7a por esse tipo de esvaziamento, no qual tudo renasce. A nossa dignidade de filhos e filhas de Deus n\u00e3o nos pode ser tirada, nem se perder, e nem mesmo os afetos, os lugares e as experi\u00eancias que est\u00e3o na origem da nossa vida podem ser apagados. Somos herdeiros de tanto bem e, simultaneamente, das limita\u00e7\u00f5es de uma hist\u00f3ria na qual o Evangelho deve ser portador de luz e salva\u00e7\u00e3o, perd\u00e3o e cura. Assim, n\u00e3o h\u00e1 miss\u00e3o sem reconcilia\u00e7\u00e3o com as nossas origens, com os dons e as limita\u00e7\u00f5es da forma\u00e7\u00e3o recebida; mas, ao mesmo tempo, n\u00e3o h\u00e1 paz sem partidas, n\u00e3o h\u00e1 consci\u00eancia sem desapego, n\u00e3o h\u00e1 alegria sem correr riscos. Somos Corpo de Cristo se seguirmos em frente, acertando as contas com o passado sem ficarmos prisioneiros dele: tudo se reencontra e se multiplica se antes se deixar ir, sem medo. \u00c9 um primeiro segredo da miss\u00e3o. \u00c9 algo que n\u00e3o se experimenta uma vez s\u00f3, mas em cada recome\u00e7o, em cada novo envio.<\/p>\n<p>O caminho de Jesus revela-nos que a disponibilidade para perder, para se esvaziar, n\u00e3o \u00e9 um fim em si mesma, mas condi\u00e7\u00e3o para o encontro e para a intimidade. O amor s\u00f3 \u00e9 verdadeiro se estiver desarmado \u2013 desprovido de muitos empecilhos e sem nenhuma ostenta\u00e7\u00e3o \u2013, se guarda delicadamente a fraqueza e a nudez. Temos dificuldade em lan\u00e7ar-nos numa miss\u00e3o t\u00e3o exposta e, no entanto, n\u00e3o h\u00e1 \u00abBoa-nova aos pobres\u00bb (\u00a0<i>Lc<\/i>\u00a04, 18) se formos ao seu encontro com sinais de poder, nem h\u00e1 liberta\u00e7\u00e3o aut\u00eantica se n\u00e3o nos libertarmos do possuir. Tocamos aqui um segundo segredo da miss\u00e3o crist\u00e3. Depois da lei do desapego, vem a lei do\u00a0<i>encontro<\/i>. Sabemos que, ao longo da hist\u00f3ria, a miss\u00e3o foi n\u00e3o poucas vezes pervertida por l\u00f3gicas de dom\u00ednio, totalmente estranhas ao caminho de Jesus Cristo. S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II teve a lucidez e a coragem de reconhecer que \u00abpor causa daquele v\u00ednculo que nos une uns aos outros dentro do Corpo m\u00edstico, todos n\u00f3s, embora n\u00e3o tendo responsabilidade pessoal por isso e sem nos substituirmos ao ju\u00edzo de Deus \u2013 o \u00fanico que conhece os cora\u00e7\u00f5es \u2013, carregamos o peso dos erros e culpas de quem nos precedeu\u00bb.<\/p>\n<p>Consequentemente, \u00e9 portanto priorit\u00e1rio recordar que o bem n\u00e3o pode advir da prevarica\u00e7\u00e3o, nem no \u00e2mbito pastoral, nem no \u00e2mbito s\u00f3cio-pol\u00edtico. Os grandes mission\u00e1rios s\u00e3o testemunhas de aproxima\u00e7\u00f5es feitas com delicadeza, cujo m\u00e9todo consiste na partilha da vida, no servi\u00e7o desinteressado, na ren\u00fancia a qualquer estrat\u00e9gia calculista, no di\u00e1logo, no respeito. \u00c9 o caminho da encarna\u00e7\u00e3o, que assume sempre de novo a forma da incultura\u00e7\u00e3o. A salva\u00e7\u00e3o, realmente, s\u00f3 pode ser acolhida por cada um na sua l\u00edngua pr\u00f3pria materna: \u00abQue se passa, ent\u00e3o, para que cada um de n\u00f3s os ou\u00e7a falar na nossa l\u00edngua materna?\u00bb (\u00a0<i>Act<\/i>\u00a02, 8). A surpresa de Pentecostes repete-se quando n\u00e3o pretendemos dominar os tempos de Deus, mas confiamos no Esp\u00edrito Santo, que \u00abcomo no tempo de Jesus e dos Ap\u00f3stolos, est\u00e1 presente tamb\u00e9m hoje: est\u00e1 presente e est\u00e1 a agir, chega antes de n\u00f3s, trabalha mais e melhor do que n\u00f3s; n\u00e3o nos cabe nem seme\u00e1-lo nem despert\u00e1-lo, mas, antes de mais, reconhec\u00ea-lo, acolh\u00ea-lo, cooperar com ele, abrir-lhe caminho, seguir-lhe os passos. Ele est\u00e1 presente e nunca desanimou em rela\u00e7\u00e3o ao nosso tempo; pelo contr\u00e1rio, sorri, dan\u00e7a, penetra, investe, envolve, chega mesmo onde nunca ter\u00edamos imaginado\u00bb.<\/p>\n<p>Para estabelecer esta sintonia com o invis\u00edvel, \u00e9 necess\u00e1rio chegar ao lugar para onde somos enviados com simplicidade, honrando o mist\u00e9rio que cada pessoa e comunidade traz consigo. Somos h\u00f3spedes: somo-lo enquanto bispos, sacerdotes, religiosas e religiosos, enquanto crist\u00e3os. Na verdade, para acolher temos de aprender a deixar-nos acolher. Mesmo os lugares onde a seculariza\u00e7\u00e3o parece estar mais avan\u00e7ada n\u00e3o s\u00e3o terra de conquista ou reconquista: \u00abNovas culturas continuam a nascer nestas enormes geografias humanas onde o crist\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o costuma ser promotor ou gerador de sentido, mas recebe delas outras linguagens, s\u00edmbolos, mensagens e paradigmas que oferecem novas orienta\u00e7\u00f5es de vida, muitas vezes em contraste com o Evangelho de Jesus. [\u2026] \u00c9 necess\u00e1rio chegar onde se formam as novas narrativas e paradigmas, alcan\u00e7ar com a Palavra de Jesus os n\u00facleos mais profundos da alma das cidades\u00bb.\u00a0<a class=\" cleaner\" href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/leo-xiv\/pt\/homilies\/2026\/documents\/20260402-crisma.html#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>\u00a0Isto s\u00f3 acontece se, na Igreja, caminhamos juntos, se a miss\u00e3o n\u00e3o for uma aventura heroica de algu\u00e9m, mas o testemunho vivo de um Corpo com muitos membros.<\/p>\n<p>Existe ainda uma terceira dimens\u00e3o \u2013 talvez a mais radical \u2013 da miss\u00e3o crist\u00e3. A dram\u00e1tica\u00a0<i>possibilidade de incompreens\u00e3o e de rejei\u00e7\u00e3o<\/i>\u00a0que se manifesta j\u00e1 na rea\u00e7\u00e3o violenta dos habitantes de Nazar\u00e9 \u00e0 palavra de Jesus: \u00abAo ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor. E, erguendo-se, lan\u00e7aram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de o precipitarem dali abaixo\u00bb (<i>Lc<\/i>\u00a04, 28-29). Embora a leitura lit\u00fargica tenha omitido esta parte, o que nos preparamos para celebrar a partir desta noite compromete-nos a n\u00e3o fugir, mas a \u201cpassar pelo meio\u201d da prova\u00e7\u00e3o, como Jesus, que, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho (cf.\u00a0<i>Lc<\/i>\u00a04, 30). A cruz \u00e9 parte da miss\u00e3o: o envio torna-se mais amargo e assustador, mas tamb\u00e9m mais gratuito e perturbador. A ocupa\u00e7\u00e3o imperialista do mundo \u00e9 ent\u00e3o interrompida a partir de dentro, a viol\u00eancia que at\u00e9 hoje se faz lei \u00e9 desmascarada. O Messias pobre, prisioneiro, rejeitado, precipita-se na escurid\u00e3o da morte, mas assim traz \u00e0 luz uma nova cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quantas ressurrei\u00e7\u00f5es nos s\u00e3o dadas experimentar quando, livres de uma atitude defensiva, descemos ao servi\u00e7o como a semente \u00e0 terra! Na vida, podemos passar por situa\u00e7\u00f5es em que tudo parece ter chegado ao fim. Perguntamo-nos, ent\u00e3o, se a miss\u00e3o ter\u00e1 sido in\u00fatil. \u00c9 verdade: ao contr\u00e1rio de Jesus, vivemos tamb\u00e9m fracassos que dependem da nossa insufici\u00eancia ou da dos outros, muitas vezes de um emaranhado de responsabilidades, luzes e sombras. Mas podemos fazer nossa a esperan\u00e7a de muitos testemunhos. Recordo-me de um, que me \u00e9 particularmente querido. Um m\u00eas antes da sua morte, no caderno dos Exerc\u00edcios Espirituais, o santo Bispo \u00d3scar Romero anotava assim: \u00abO n\u00fancio da Costa Rica alertou-me para um perigo iminente precisamente nesta semana\u2026 As circunst\u00e2ncias imprevistas ser\u00e3o enfrentadas com a gra\u00e7a de Deus. Jesus Cristo ajudou os m\u00e1rtires e, se for necess\u00e1rio, sentirei a sua presen\u00e7a muito pr\u00f3xima quando lhe entregar o meu \u00faltimo suspiro. Todavia, mais do que o \u00faltimo instante de vida, o que conta \u00e9 entregar-lhe toda a vida e viver para Ele\u2026 Basta-me, para ser feliz e confiante, saber com certeza que n\u2019Ele est\u00e1 a minha vida e a minha morte; que, apesar dos meus pecados, n\u2019Ele depositei a minha confian\u00e7a e n\u00e3o ficarei decepcionado, e outros prosseguir\u00e3o, com mais sabedoria e santidade, o trabalho pela Igreja e pela p\u00e1tria\u00bb.<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, os santos escrevem a hist\u00f3ria. Esta \u00e9 a mensagem do Apocalipse: \u00abGra\u00e7a e paz [\u2026] da parte de Jesus Cristo, a Testemunha fiel, o Primeiro vencedor da morte e o Soberano dos reis da terra\u00bb (<i>Ap<\/i>\u00a01, 4-5). Esta sauda\u00e7\u00e3o resume o caminho de Jesus num mundo dividido entre pot\u00eancias que o devastam. No seu seio surge um povo novo, n\u00e3o de v\u00edtimas, mas de testemunhas. Nesta hora sombria da hist\u00f3ria, foi do agrado de Deus enviar-nos para difundir o perfume de Cristo onde reina o odor da morte. Renovemos o nosso \u201csim\u201d a esta miss\u00e3o que nos exige unidade e que traz a paz. Sim, aqui estamos! Superemos o sentimento de impot\u00eancia e de medo! Anunciamos a vossa morte e proclamamos a vossa ressurrei\u00e7\u00e3o. Vinde, Senhor Jesus!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":9,"featured_media":418341,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[974],"class_list":["post-418362","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-leao-xiv"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=418362"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418362\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/418341"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=418362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=418362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=418362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}