{"id":417879,"date":"2026-03-30T15:00:07","date_gmt":"2026-03-30T14:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=417879"},"modified":"2026-04-03T00:36:33","modified_gmt":"2026-04-02T23:36:33","slug":"igreja-portugal-especialistas-sublinham-marca-do-pensamento-social-cristao-na-constituicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-portugal-especialistas-sublinham-marca-do-pensamento-social-cristao-na-constituicao\/","title":{"rendered":"Igreja\/Portugal: Especialistas sublinham marca do pensamento social crist\u00e3o na Constitui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00abDireitos fundamentais servem a pessoa e a dignidade da pessoa humana\u00bb &#8211; In\u00eas Quadros<\/em><!--more--><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_75541\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RlyTu0XGsF4?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p>Lisboa, 30 mar 2026 (Ecclesia) \u2013 A Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa reflete princ\u00edpios da Doutrina Social da Igreja na defesa da dignidade humana, referem especialistas em Direito, a respeito dos 50 anos do documento.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 uma marca evidente, na nossa Constitui\u00e7\u00e3o que tem a ver com esta marca do personalismo, ou seja, com a assun\u00e7\u00e3o de que, apesar de tudo e antes de tudo, os direitos fundamentais servem a pessoa e a dignidade da pessoa humana, que \u00e9 mesmo a trave-mestra de toda a Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, refere \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA a presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Juristas Cat\u00f3licos, In\u00eas Quadros.<\/p>\n<p>A professora da Faculdade de Direito da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa destacou a centralidade do bem comum no texto de 1976.<\/p>\n<figure id=\"attachment_418404\" aria-describedby=\"caption-attachment-418404\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-418404\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Constituicao-1976_Lusa-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Constituicao-1976_Lusa-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Constituicao-1976_Lusa-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Constituicao-1976_Lusa-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Constituicao-1976_Lusa-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Constituicao-1976_Lusa.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-418404\" class=\"wp-caption-text\">Foto Miguel A. Lopes\/Lusa, exemplar original da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa de 1976, exposto no dia da sess\u00e3o solene comemorativa do 50\u00ba anivers\u00e1rio da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa, na Assembleia da Rep\u00fablica, em Lisboa, 02 de abril de 2026.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;A procura do bem comum e a subordina\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico e econ\u00f3mico ao servi\u00e7o do desenvolvimento integral do ser humano s\u00e3o marcas que atravessam o diploma e que possuem uma raiz crist\u00e3 ineg\u00e1vel\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Programa ECCLESIA, emitido hoje na RTP2, a investigadora S\u00edlvia Mangerona, do Instituto de Estudos Pol\u00edticos da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, corroborou esta perspetiva ao identificar a inviolabilidade da vida na lei suprema nacional.<\/p>\n<p>&#8220;A Constitui\u00e7\u00e3o tem v\u00e1rios momentos em que reflete a Doutrina Social da Igreja, desde logo ao colocar a dignidade da pessoa humana como elemento fundante da pr\u00f3pria Rep\u00fablica e depois no elenco dos direitos fundamentais, come\u00e7ando logo pelo direito \u00e0 vida, afirmando que a vida humana \u00e9 inviol\u00e1vel\u201d, assinalou a docente universit\u00e1ria.<\/p>\n<p>S\u00edlvia Mangerona real\u00e7ou igualmente a forte consagra\u00e7\u00e3o dos direitos sociais no ordenamento jur\u00eddico portugu\u00eas.<\/p>\n<blockquote><p>A nossa Constitui\u00e7\u00e3o exige uma solidariedade estrutural, obrigando a que o Estado promova ativamente a igualdade de oportunidades e a prote\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, uma abordagem que espelha claramente o pensamento social cat\u00f3lico.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Jos\u00e9 Maria Cortes, docente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, perspetivou caminhos de futuro, sugerindo uma maior centralidade legal para a prote\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8220;Poderia estar feita uma refer\u00eancia mais expl\u00edcita no fundo, n\u00e3o apenas \u00e0 necessidade de presta\u00e7\u00e3o do Estado, mas \u00e0 necessidade de p\u00f4r a pessoa na sua vulnerabilidade e \u00e0queles mais fr\u00e1geis no centro da reflex\u00e3o e da atividade tamb\u00e9m\u201d, recomendou.<\/p>\n<p>O especialista defendeu a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do princ\u00edpio da subsidiariedade para garantir um maior envolvimento da sociedade civil na resolu\u00e7\u00e3o dos problemas comunit\u00e1rios.<\/p>\n<p>&#8220;A valoriza\u00e7\u00e3o da Doutrina Social da Igreja imp\u00f5e a miss\u00e3o de repensar a interven\u00e7\u00e3o do Estado, prestigiando as institui\u00e7\u00f5es interm\u00e9dias e assegurando que o poder central respeita as compet\u00eancias das comunidades locais\u201d, indica, no \u00e2mbito da celebra\u00e7\u00e3o do meio s\u00e9culo da aprova\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa.<\/p>\n<p>O livro \u2018Pensar a Constitui\u00e7\u00e3o \u00e0 Luz da Doutrina Social da Igreja\u2019 foi apresentado a 18 de mar\u00e7o, na livraria da Universidade Cat\u00f3lica Editora, em Lisboa, numa sess\u00e3o promovida pela Associa\u00e7\u00e3o de Juristas Cat\u00f3licos,<\/p>\n<p><em>PR\/OC<\/em><\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"o2HacfbEix\"><p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/constituicao-50-anos-marcelo-rebelo-de-sousa-lembrou-voto-vencido-com-criticas-a-ausencia-da-referencia-expressa-a-dignidade-da-pessoa-humana-e-a-liberdade-de-ensino\/\">Constitui\u00e7\u00e3o\/50 anos: Marcelo Rebelo de Sousa lembrou voto vencido com cr\u00edticas \u00e0 aus\u00eancia da \u00abrefer\u00eancia expressa \u00e0 dignidade da pessoa humana e \u00e0 liberdade de ensino\u00bb<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Constitui\u00e7\u00e3o\/50 anos: Marcelo Rebelo de Sousa lembrou voto vencido com cr\u00edticas \u00e0 aus\u00eancia da \u00abrefer\u00eancia expressa \u00e0 dignidade da pessoa humana e \u00e0 liberdade de ensino\u00bb&#8221; &#8212; Ag\u00eancia ECCLESIA\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/constituicao-50-anos-marcelo-rebelo-de-sousa-lembrou-voto-vencido-com-criticas-a-ausencia-da-referencia-expressa-a-dignidade-da-pessoa-humana-e-a-liberdade-de-ensino\/embed\/#?secret=HG1jwlkNJ9#?secret=o2HacfbEix\" data-secret=\"o2HacfbEix\" width=\"500\" height=\"282\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abDireitos fundamentais servem a pessoa e a dignidade da pessoa humana\u00bb &#8211; In\u00eas 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