{"id":41782,"date":"2009-11-06T15:19:35","date_gmt":"2009-11-06T15:19:35","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/06\/congregacao-dos-sagrados-coracoes-marca-presenca-nos-bairros-mais-pobres-da-grande-lisboa\/"},"modified":"2009-11-06T15:19:35","modified_gmt":"2009-11-06T15:19:35","slug":"congregacao-dos-sagrados-coracoes-marca-presenca-nos-bairros-mais-pobres-da-grande-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/congregacao-dos-sagrados-coracoes-marca-presenca-nos-bairros-mais-pobres-da-grande-lisboa\/","title":{"rendered":"Congrega\u00e7\u00e3o dos Sagrados Cora\u00e7\u00f5es marca presen\u00e7a nos bairros mais pobres da Grande Lisboa"},"content":{"rendered":"<p>Ac\u00e7\u00e3o dos religiosos nasce e alimenta-se da ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria <!--more--> <\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.sscc.pt\/\" target=\"_blank\">Congrega&ccedil;&atilde;o dos Sagrados Cora&ccedil;&otilde;es (de Jesus e de Maria)<\/a> est&aacute; em Portugal h&aacute; quase 80 anos. Contemplar, viver e anunciar a mensagem crist&atilde; &eacute; o objectivo de vida dos religiosos, que convivem com os pobres de alguns dos bairros mais remotos da Grande Lisboa.<\/p>\n<p>A ora&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria &eacute; a fonte onde os dois holandeses, dois espanh&oacute;is e dois portugueses se renovam: &ldquo;A miss&atilde;o tem que partir da comunidade, e a comunidade alimenta a miss&atilde;o. Uma comunidade &eacute; como uma fam&iacute;lia: precisamos de aten&ccedil;&atilde;o constante uns para com os outros&rdquo;, diz o Pe. Henrique Scheepens, que chegou a Portugal h&aacute; quase 50 anos.<\/p>\n<p>&ldquo;A nossa vida comunit&aacute;ria protege-nos e alimenta-nos. A vida de fam&iacute;lia tamb&eacute;m faz parte do nosso carisma&rdquo;, observa o superior da comunidade, Pe. Lu&iacute;s Garcia.<\/p>\n<p><strong>Cada religioso tem tr&ecirc;s cora&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;Somos dos Sagrados Cora&ccedil;&otilde;es, pelo que &eacute; como se cada um de n&oacute;s tivesse tr&ecirc;s: de Jesus, de Maria e o nosso pr&oacute;prio&rdquo;, explica o Pe. Lu&iacute;s. A concretiza&ccedil;&atilde;o desta espiritualidade &ldquo;passa pela descoberta do cora&ccedil;&atilde;o do outro&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Insistimos muito em ser companheiros e compassivos&rdquo; a partir da &ldquo;contempla&ccedil;&atilde;o de Deus&rdquo;, refere o Pe. Ant&oacute;nio Vega del Riego.<\/p>\n<p>O Pe. Francisco Waalders indica &agrave; reportagem do programa ECCLESIA a prioridade da comunidade religiosa: &ldquo;Marcar presen&ccedil;a&rdquo;. E acrescenta: &ldquo;Jesus Cristo tamb&eacute;m n&atilde;o estava preocupado [com planos pastorais]. Andava no meio das pessoas. Uma palavrinha aqui, outra acol&aacute;. Isto &eacute; a nova evangeliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Carla Santos, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Melhoramentos do Bairro do Talude Militar, reconhece que a popula&ccedil;&atilde;o &ldquo;&eacute; mesmo muito religiosa&rdquo;. Por isso espera que as parcerias com a par&oacute;quia cres&ccedil;am a partir do pr&oacute;ximo ano.<\/p>\n<p><strong>Afirmar a especificidade da miss&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o gosto da fome, da injusti&ccedil;a, do &oacute;dio, da mis&eacute;ria nem da Gripe A&#8230;&rdquo;, diz o Pe. Lu&iacute;s Garcia. &ldquo;Mas gosto deste mundo e das pessoas. E acredito que o Senhor tamb&eacute;m est&aacute; aqui para fazer crescer no positivo e lutar contra tudo o que se op&otilde;e &agrave; proposta do Reino&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p>&ldquo;Temos o nosso papel de animadores espirituais, levando o consolo &agrave;s pessoas e dando a m&atilde;o a quem n&atilde;o tem quem lha estenda&rdquo;, afirma o superior das comunidades de Portugal e Espanha, Pe. Ign&aacute;cio Moreno.<\/p>\n<p>Para se dedicarem por inteiro aos fi&eacute;is, os religiosos optaram por entregar as tarefas administrativas a pessoas &ldquo;que governam as coisas muito melhor&rdquo;. O respons&aacute;vel pelas comunidades da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica defende que os padres n&atilde;o t&ecirc;m que monopolizar a vida crist&atilde;: &ldquo;&Eacute; preciso fazer crescer os outros&rdquo;, porque &ldquo;t&ecirc;m muitas coisas a dizer e a fazer&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Escassez de religiosos obriga a novas estrat&eacute;gias<\/strong><\/p>\n<p>Na Europa, o envelhecimento dos religiosos e a diminui&ccedil;&atilde;o da entrada de novos membros na congrega&ccedil;&atilde;o &ndash; ao contr&aacute;rio da tend&ecirc;ncia verificada na &Aacute;sia e em &Aacute;frica &ndash; tem aumentado as dificuldades no atendimento &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Esta conjuntura obriga a tra&ccedil;ar novas estrat&eacute;gias. Desde Setembro que os quatro padres da comunidade dividem solidariamente as responsabilidades das par&oacute;quias de Catujal, Charneca e Unhos.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; uma realidade que preocupa, porque n&atilde;o podemos fazer tudo o que quer&iacute;amos&rdquo;, afirma o Pe. Ign&aacute;cio Moreno. O superior provincial deixa, no entanto, uma nota de esperan&ccedil;a: &ldquo;O que n&atilde;o podemos fazer, Deus pode&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Breve hist&oacute;ria dos Sagrados Cora&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>A Congrega&ccedil;&atilde;o dos Sagrados Cora&ccedil;&otilde;es foi fundada na noite de Natal de 1800, por Jos&eacute; Maria Coudrin, padre da diocese de Poitiers (Fran&ccedil;a) e por uma jovem da nobreza, Henriqueta Aymer de la Chevarie, dividindo-se desde o in&iacute;cio nos ramos masculino e feminino. A adora&ccedil;&atilde;o ao Sant&iacute;ssimo Sacramento foi o elemento distintivo desta ordem religiosa.<\/p>\n<p>Em Portugal, a primeira miss&atilde;o da congrega&ccedil;&atilde;o consistiu em dirigir o Semin&aacute;rio dos Olivais, em Lisboa; os padres &ndash; tr&ecirc;s franceses e um holand&ecirc;s &ndash; chegaram em 1931, tendo permanecido 14 anos &agrave; frente da institui&ccedil;&atilde;o. Os dois &uacute;ltimos sacerdotes sa&iacute;ram em 1947.<\/p>\n<p>Entre 1939 e 1967, a congrega&ccedil;&atilde;o dedicou-se &agrave;s miss&otilde;es populares no Patriarcado de Lisboa. Em 1957 fundou, na Ilha Terceira, o Semin&aacute;rio Menor Padre Dami&atilde;o, que encerrou em 1971. Os religiosos criaram outro semin&aacute;rio em Baltar, Porto.<\/p>\n<p>O car&aacute;cter mission&aacute;rio dos Sagrados Cora&ccedil;&otilde;es estendeu-se a Mo&ccedil;ambique. No dia 11 de Novembro de 1956 chegavam a Inhaminga, diocese de Beira, os primeiros presb&iacute;teros, numa miss&atilde;o que continua at&eacute; hoje, j&aacute; como Prov&iacute;ncia de &Aacute;frica.<\/p>\n<p>O Pe. Dami&atilde;o de Veuster (B&eacute;lgica, 1840 &#8211; EUA, 1889) &eacute; um dos mais conhecidos membros da congrega&ccedil;&atilde;o. Aos 33 anos foi viver com os leprosos da ilha de Molokai (Havai). Morreu dezasseis anos depois, com lepra. Foi canonizado (declarado santo) no passado dia 11 de Outubro.<\/p>\n<p><em>Foto: Igreja da Par&oacute;quia de S&atilde;o Silvestre de Unhos, diocese de Lisboa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ac\u00e7\u00e3o dos religiosos nasce e alimenta-se da ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[187,199,203,245,267],"class_list":["post-41782","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-do-porto","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-lepra","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41782","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41782"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41782\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}