{"id":41768,"date":"2009-11-06T12:06:38","date_gmt":"2009-11-06T12:06:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/06\/ressurreicao-razao-de-rezar-pelos-mortos-diz-bispo-de-viseu\/"},"modified":"2009-11-06T12:06:38","modified_gmt":"2009-11-06T12:06:38","slug":"ressurreicao-razao-de-rezar-pelos-mortos-diz-bispo-de-viseu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ressurreicao-razao-de-rezar-pelos-mortos-diz-bispo-de-viseu\/","title":{"rendered":"Ressurrei\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o de rezar pelos mortos, diz Bispo de Viseu"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">&ldquo;O Dia dos Fi&eacute;is Defuntos celebra a F&eacute; na Ressurrei&ccedil;&atilde;o e a Esperan&ccedil;a na Vida Eterna porque sabemos &#8211; e acreditamos &#8211; que os nossos amigos e familiares que, pela morte, j&aacute; partiram deste mundo, ressuscitaram e est&atilde;o vivos em Deus&hellip;&rdquo; disse D. Il&iacute;dio na homilia da Eucaristia que celebrou na S&eacute;, no passado dia 2 de Novembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&ldquo;Quem n&atilde;o acredita na Ressurrei&ccedil;&atilde;o, nega a exist&ecirc;ncia de Deus e torna in&uacute;til, porque vazia, a F&eacute; e a Esperan&ccedil;a&rdquo;, afirmava D. Il&iacute;dio, lembrando tamb&eacute;m que &ldquo;&eacute; aqui, na Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, que est&aacute; fundamentada a Esperan&ccedil;a e a F&eacute; na nossa pr&oacute;pria ressurrei&ccedil;&atilde;o.&rdquo; E lembrava aos fi&eacute;is que enchiam a S&eacute;, para participarem no sufr&aacute;gio pelos defuntos, as palavras de S. Paulo: &ldquo;se Cristo n&atilde;o tivesse ressuscitado era v&atilde; e in&uacute;til a f&eacute;, bem como a esperan&ccedil;a e, porque pomos nela o fundamento da salva&ccedil;&atilde;o, ser&iacute;amos os mais infelizes dos seres &ndash; base&aacute;vamos a nossa vida numa mentira e numa ilus&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Segundo D. Il&iacute;dio, &ldquo;n&atilde;o se pode apresentar a F&eacute; na Ressurrei&ccedil;&atilde;o com uma l&oacute;gica humana ou com uma sequ&ecirc;ncia de argumentos fundamentados na ci&ecirc;ncia ou na tecnologia humana. A F&eacute; somente se torna &ldquo;vis&iacute;vel&rdquo; e real na vida do crente e no sentido que d&aacute; &agrave; sua pr&oacute;pria vida&rdquo;, vivendo unido a Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&ldquo;Para quem cr&ecirc; e vive esta rela&ccedil;&atilde;o, a morte biol&oacute;gica &eacute; natural, necess&aacute;ria e n&atilde;o seria racional querer manter a imortalidade f&iacute;sica que, de si mesma, &eacute; caduca, se torna velha e se destina &agrave; morte.(&hellip;) A morte biol&oacute;gica, &eacute; a ultrapassagem do t&uacute;nel da morte, a passagem para uma etapa nova, como o &eacute;, quando refazemos, pela reconcilia&ccedil;&atilde;o e amor, depois do pecado, a rela&ccedil;&atilde;o com Deus e com os irm&atilde;os&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Esta l&oacute;gica de Deus exprime-a Jesus, no Evangelho, louvando e bendizendo o Pai, porque a torna s&oacute; compreens&iacute;vel aos pobres e aos simples das Bem-aventuran&ccedil;as. Para eles, &ldquo;a morte biol&oacute;gica, &eacute; morte na vida e n&atilde;o morte da vida&rdquo;. E D. Il&iacute;dio continuava a sua homilia afirmando que &ldquo;os fi&eacute;is defuntos que hoje lembramos morreram na vida terrena para passarem a viver na vida celeste. Era inevit&aacute;vel e melhor para eles morrerem, pois, sem a morte n&atilde;o acediam &agrave; Vida, aquela que n&atilde;o conhece mais fins, nem outras mortes. Como &agrave;s vezes dizemos: fecharam os olhos e disseram adeus ao mundo de c&aacute; para poderem viver no al&eacute;m e de forma plena e definitiva, onde Deus &eacute; tudo para todos. (&hellip;) A F&eacute; na imortalidade significa n&atilde;o acabar na morte e manter a rela&ccedil;&atilde;o e a alian&ccedil;a com quem se ama&rdquo;. &nbsp;E conclu&iacute;a: &ldquo;para n&oacute;s, que ainda vivemos nesta vida, suavizamos a saudade dos que partiram com a rela&ccedil;&atilde;o de amor que mantemos e fortalecemos na rela&ccedil;&atilde;o com Deus, em Quem todos vivemos &ndash; eles e n&oacute;s&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Num convite final, D. Il&iacute;dio afirmava: &#8211; &ldquo;Aprendamos a morrer com a morte de Jesus. Entregou o Seu Esp&iacute;rito &ndash; Ele pr&oacute;prio &ndash; a Deus, Seu Pai. Assim devemos n&oacute;s viver a morte: viv&ecirc;-la como uma entrega de n&oacute;s pr&oacute;prios, do nosso esp&iacute;rito que agora anima a vida humana e terrena ao Deus da vida e dos vivos. (&hellip;) Deixar-se morrer e aceitar a morte &ndash; sem eutan&aacute;sia nem encarni&ccedil;amento terap&ecirc;utico &ndash; &eacute; entregar-se a Deus e confiar n&rsquo;Ele que nos renova, dando-nos uma nova vida que jamais morrer&aacute;, pois Deus estabeleceu que o homem morra uma s&oacute; vez&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;O Dia dos Fi&eacute;is Defuntos celebra a F&eacute; na Ressurrei&ccedil;&atilde;o e a Esperan&ccedil;a na Vida Eterna porque sabemos &#8211; e acreditamos &#8211; que os nossos amigos e familiares que, pela morte, j&aacute; partiram deste mundo, ressuscitaram e est&atilde;o vivos em Deus&hellip;&rdquo; disse D. 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