{"id":41722,"date":"2009-11-04T10:41:19","date_gmt":"2009-11-04T10:41:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/04\/debate-nacional-sobre-casamento-homossexual\/"},"modified":"2009-11-04T10:41:19","modified_gmt":"2009-11-04T10:41:19","slug":"debate-nacional-sobre-casamento-homossexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/debate-nacional-sobre-casamento-homossexual\/","title":{"rendered":"\u00abDebate nacional\u00bb sobre casamento homossexual"},"content":{"rendered":"<p>D. Manuel Clemente admite referendo, mas diz que o essencial \u00e9 promover a reflex\u00e3o na sociedade <!--more--> <\/p>\n<p>D. Manuel Clemente defende a urg&ecirc;ncia de uma &ldquo;reflex&atilde;o mais profunda da sociedade&rdquo; e um &ldquo;grande debate nacional&rdquo; sobre a legaliza&ccedil;&atilde;o do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que faz parte das propostas do novo Governo.<\/p>\n<p>O Bispo do Porto falava numa tert&uacute;lia no Casino da Figueira da Foz moderada pela jornalista F&aacute;tima Campos Ferreira. Para este respons&aacute;vel, a quest&atilde;o toca &ldquo;em algo que &eacute; estruturante dessa mesma sociedade&rdquo;.<\/p>\n<p>A import&acirc;ncia do casamento, assinalou, faz com que n&atilde;o se possa olhar para ele como &ldquo;um facto epis&oacute;dico nem acess&oacute;rio, que se possa resolver com uma mudan&ccedil;a de legisla&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>A proposta de legaliza&ccedil;&atilde;o do casamento homossexual faz parte do programa de Governo que &eacute; discutido esta Quinta e Sexta-feira na Assembleia da Rep&uacute;blica. Para o Bispo do Porto, seria oportuno &ldquo;discutir, sem pressas&rdquo;, fazendo um &ldquo;grande debate nacional sobre este tema&rdquo;.<\/p>\n<p>Os portugueses, acrescentou, devem poder dizer se quer &ldquo;secundarizar uma institui&ccedil;&atilde;o que tem estas caracter&iacute;sticas e &eacute; forma a sociedade&rdquo;.<\/p>\n<p>Nesse contexto, D. Manuel Clemente admitiu, em declara&ccedil;&otilde;es citadas pela Renascen&ccedil;a, que o referendo &ldquo;&eacute; uma possibilidade verdadeiramente admiss&iacute;vel&rdquo;, mas acentuou que o fundamental &eacute; &ldquo;reflectir&rdquo;.<\/p>\n<p>O Bispo do Porto acentuou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo pode ser contratualmente aceit&aacute;vel, mas n&atilde;o o pode ser em termos familiares, j&aacute; que, lembrou, a conjugalidade apenas resulta da uni&atilde;o entre um homem e uma mulher.<\/p>\n<p><strong>&laquo;N&atilde;o&raquo;<\/strong><\/p>\n<p>Em Fevereiro deste ano, o Conselho Permanente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) reafirmou a sua oposi&ccedil;&atilde;o a qualquer lei que &ldquo;equipare as uni&otilde;es homossexuais ao casamento das fam&iacute;lias constitu&iacute;das na base do amor entre um homem e uma mulher&rdquo;.<\/p>\n<p>Numa Nota Pastoral intitulada &ldquo;<a href=\"..\/..\/noticia.pl?&amp;id=69756\" target=\"_blank\">Em favor do verdadeiro casamento<\/a>&rdquo;, a CEP lamentava o que considerava ser uma &ldquo;tentativa de desestruturar a sociedade portuguesa&rdquo;.<\/p>\n<p>O documento rejeita que &ldquo;a uni&atilde;o entre pessoas do mesmo sexo possa ser equiparada &agrave; fam&iacute;lia estavelmente constitu&iacute;da atrav&eacute;s do casamento entre um homem e uma mulher&#8221;. O mesmo &eacute; afirmado em rela&ccedil;&atilde;o &#8220;a uma lei que permita a adop&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as por homossexuais&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Tal constituiria uma altera&ccedil;&atilde;o grave das bases antropol&oacute;gicas da fam&iacute;lia e com ela de toda a sociedade, colocando em causa o seu equil&iacute;brio&rdquo;, afirmam os Bispos.<\/p>\n<p>A CEP afirma a dimens&atilde;o central da &ldquo;complementaridade dos sexos&rdquo; e assegura que os diversos &ldquo;modelos alternativos&rdquo; de casamento e fam&iacute;lia &ldquo;constituiria fonte de perturba&ccedil;&atilde;o para adolescentes e jovens&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A fam&iacute;lia, fundada no casamento entre um homem e uma mulher, tem o direito a ver reconhecida a sua identidade &uacute;nica, inconfund&iacute;vel e incompar&aacute;vel, sem misturas nem confus&otilde;es com outras formas de conviv&ecirc;ncia&rdquo;, pode ler-se.<\/p>\n<p>A Nota reafirma que estas posi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o aceites pelas diferentes culturas e civiliza&ccedil;&otilde;es, pela revela&ccedil;&atilde;o judaico-crist&atilde; &ldquo;e assim o reconhece implicitamente a nossa Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica e explicitamente o C&oacute;digo Civil Portugu&ecirc;s&rdquo;.<\/p>\n<p>Para a CEP, a homossexualidade denota &ldquo;a exist&ecirc;ncia de problemas de identidade pessoal&rdquo;, mas reafirma que &ldquo;a Igreja rejeita todas as formas de discrimina&ccedil;&atilde;o ou marginaliza&ccedil;&atilde;o das pessoas homossexuais e disp&otilde;e se a acolh&ecirc;-las fraternalmente e a ajud&aacute;-las a superar as dificuldades que, em n&atilde;o poucos casos, acarretam grande sofrimento&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Contudo, fiel &agrave; raz&atilde;o, &agrave; palavra de Deus e aos ensinamentos recebidos, a Igreja n&atilde;o pode deixar de considerar que a sexualidade humana vivida no casamento s&oacute; encontra a sua verdade e plenitude na uni&atilde;o amorosa de um homem e de uma mulher&rdquo;, acrescenta a Nota.<\/p>\n<p>Em conclus&atilde;o, os Bispos defendem &ldquo;a necessidade de iniciativas que ajudem as fam&iacute;lias estavelmente constitu&iacute;das a superar os problemas econ&oacute;micos que muitas atravessam, que as valorizem como lugar primordial de educa&ccedil;&atilde;o dos filhos e que favore&ccedil;am a sua import&acirc;ncia na vida social&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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