{"id":41706,"date":"2009-11-03T12:52:38","date_gmt":"2009-11-03T12:52:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/03\/uma-vida-de-accao-catolica\/"},"modified":"2009-11-03T12:52:38","modified_gmt":"2009-11-03T12:52:38","slug":"uma-vida-de-accao-catolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/uma-vida-de-accao-catolica\/","title":{"rendered":"Uma vida de Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p>O Pe. Avelino Cardoso, da Arquidiocese de Braga, desfia as mem\u00f3rias do seu servi\u00e7o junto dos trabalhadores crist\u00e3os <!--more--> <\/p>\n<p>O Pe. Avelino Cardoso desfia as mem&oacute;rias do seu servi&ccedil;o junto dos trabalhadores crist&atilde;os, com passagens pelo Maio de 68, o Estado Novo, deixando um olhar de esperan&ccedil;a para o futuro da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica em Portugal (ACP).<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; A Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica tem 75 anos e o Pe. Avelino Cardoso doou cerca de 50 de vida a este organismo da Igreja?<\/em><\/p>\n<p><em>Pe. Avelino Cardoso (AC) &ndash;<\/em> N&atilde;o quero ser t&atilde;o ambicioso. Em Setembro, de 1961 Comecei a ser assistente diocesano de Braga da Liga Oper&aacute;ria Cat&oacute;lica Feminina (LOCF). Dois anos depois passei a ser tamb&eacute;m assistente da LOC Masculina. N&atilde;o podemos esquecer que at&eacute; 1974 havia dois movimentos: feminina e masculina.<\/p>\n<p>Quero sublinhar tamb&eacute;m que fiz um intervalo de tr&ecirc;s anos (1984\/87). Estive em Inglaterra como capel&atilde;o da comunidade portuguesa. A&iacute;, de facto, n&atilde;o foi um trabalho com a Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica (AC). &nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O seu &laquo;mestre&raquo; nestas andan&ccedil;as foi Monsenhor Hor&aacute;cio de Ara&uacute;jo?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Foi ele que me chamou e esteve na g&eacute;nese&#8230; Mas a minha voca&ccedil;&atilde;o nasceu em casa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Pois, os seus pais foram militantes da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica.<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Eram militantes e, ainda por cima, eram oper&aacute;rios. A m&atilde;e tecia, num tear manual, em casa. O pai era carpinteiro. As minhas irm&atilde;s e o meu irm&atilde;o trabalhavam nas f&aacute;bricas t&ecirc;xteis. Eram todos da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica. O meu irm&atilde;o &ndash; andou no Semin&aacute;rio alguns anos &ndash; fundou mesmo a Juventude Oper&aacute;ria Cat&oacute;lica Masculina (JOCM). Em minha casa s&oacute; se falava de trabalho, f&aacute;bricas e Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Era um &laquo;Ver, Julgar e Agir&raquo; permanente e di&aacute;rio?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Se calhar sim. (risos) Mesmo antes de tempo&#8230; Foi um privil&eacute;gio. No entanto, quem me meteu o &laquo;bichinho&raquo; foi o p&aacute;roco da freguesia, Mons. Hor&aacute;cio de Ara&uacute;jo, que era um homem extraordinariamente crente e amante do movimento. Ele fundou muitas sec&ccedil;&otilde;es da parte jovem nas par&oacute;quias vizinhas. Eu tinha muito tempo livre nas f&eacute;rias (andava no Col&eacute;gio D. Diogo de Sousa) e ele aproveitava &ndash; sempre que podia &ndash; para me meter ao lado dele nas actividades da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica. &Agrave;s vezes at&eacute; se fazia ausente&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Apercebeu-se das suas qualidades para trabalhar nesta &aacute;rea.<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> S&oacute; sei que a vida dura de casa ajudou. Deixei de ir para o semin&aacute;rio em determinado ano porque &laquo;perdi&raquo; dois anos sem nunca ter reprovado. Era pobre e fiz trabalho infantil. Fui para o semin&aacute;rio com 14 anos (no final da 2&ordf; Guerra Mundial), mas devia ter ido com 12 tal como os meus colegas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O seu pai tamb&eacute;m era um &laquo;apaixonado&raquo; pela Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Sim. A minha m&atilde;e era mais caseira. Tinha o esp&iacute;rito da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica porque os filhos e o marido falavam muito da AC sobretudo das reuni&otilde;es e da revis&atilde;o de vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Nos primeiros passos da AC foi participar, em F&aacute;tima, numa semana de estudos da JOC e JOCF. L&aacute; encontrou pessoas que o marcaram?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> O Pe. Jardim Gon&ccedil;alves e o dr. Narciso Rodrigues que eram assistentes nacionais destes movimentos. Vim de l&aacute; profundamente tocado. Olhei para duas pessoas grandes demais para mim. Valeu a pena ir a F&aacute;tima s&oacute; para conhecer aquelas duas figuras que foram assistentes extraordin&aacute;rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Passado algum tempo, o D. Francisco Maria da Silva (Bispo de Braga) convidou-o para novas fun&ccedil;&otilde;es.<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Em Setembro de 1961 chamou-me ao Pa&ccedil;o Episcopal para me pedir que aceitasse ser assistente da LOCF da diocese e uma esp&eacute;cie de adjunto do assistente diocesano da JOCF.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Quantos anos esteve a desempenhar esse cargo?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Estive 5 anos. Em Julho de 1966 fui para Paris para assistente das Equipas Apost&oacute;licas Portuguesas (nome dado &agrave; JOC, JOF e LOC constitu&iacute;das entre os emigrantes).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Ainda se recorda da frase &ldquo;avan&ccedil;a Avelino que aquilo &eacute; melhor do que frequentar uma universidade&rdquo;?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Lembro-me muito bem. Como estava indeciso &ndash; demorei bastante tempo a responder ao convite &ndash; o Dr. Narciso Rodrigues disse aquela frase que pesou muito e fui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Partiu, mas passados tr&ecirc;s anos voltou a Braga.<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> O D. Francisco da Silva disse-me: &ldquo;Vais, est&aacute;s l&aacute; dois anos, no m&aacute;ximo tr&ecirc;s, e voltas porque preciso de ti aqui&rdquo;. O nosso &laquo;patr&atilde;o&raquo; &eacute; o bispo e tive de obedecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Aquela frase premonit&oacute;ria concretizou-se?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Sim. Foi uma abertura a todos os n&iacute;veis: eclesial (a Igreja de Fran&ccedil;a era muito aberta), Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Oper&aacute;ria e no mundo do trabalho. J&aacute; n&atilde;o falo do mundo da emigra&ccedil;&atilde;o porque n&atilde;o fui para ser mission&aacute;rio dos emigrantes. Fazia isso voluntariamente&#8230; T&iacute;nhamos uma rela&ccedil;&atilde;o muito profunda com os dirigentes e assistentes da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Francesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Saiu de um pa&iacute;s perif&eacute;rico para sentir as influ&ecirc;ncias do &laquo;Maio de 68&raquo;?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Eu vivi o &laquo;Maio de 68&raquo;. Foi uma surpresa para toda a gente. Come&ccedil;ou pelos estudantes, mas alargou-se por todas as classes sociais. Recordo porque me marcou muito as palavras do cardeal de Paris. &Agrave;s vezes, no final do dia, andava disfar&ccedil;ado nas ruas para ver o que se passava. Na festa do Corpo de Deus fez uma homilia muito interessante: &ldquo;n&oacute;s, os crist&atilde;os n&atilde;o podemos estar a olhar para o c&eacute;u. Temos de olhar para o mundo e, neste momento concreto, ele &eacute; complicado&#8230; No entanto n&atilde;o podemos esquecer que h&aacute; crist&atilde;os no meio dos trabalhadores, no meio dos pol&iacute;cias, no meio dos estudantes&#8230;.&rdquo;. Como h&aacute; crist&atilde;os em toda parte, a Igreja n&atilde;o pode estar alheia a essa gente toda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Depois desta brisa teve de voltar&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Regressei e passei a trabalhar com o Pe. Ant&oacute;nio Domingues e o Pe. Ant&oacute;nio Silva. Naquela altura est&aacute;vamos tr&ecirc;s padres livres para a Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica. Eu tinha a parte adulta oper&aacute;ria e, dois dias por semana, dava ajuda aos alunos de Filosofia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Em 1970 recebe uma carta do seu bispo que clarifica tudo.<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Na missiva, D. Francisco dizia que podia fazer o quartel-general em Ronfe (a minha terra natal), para os trabalhos da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica. Com a carta depreendi que a minha miss&atilde;o era a Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica. Correspondeu a uma op&ccedil;&atilde;o de vida. O mundo oper&aacute;rio merecia um padre livre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Com essa disponibilidade ia para as f&aacute;bricas evangelizar?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> N&atilde;o ia com frequ&ecirc;ncia, mas cheguei a ir, especialmente com padres franceses da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica. O essencial do meu trabalho era estar nas reuni&otilde;es e ter tempo para acompanhar os militantes fora delas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Foi o per&iacute;odo &aacute;ureo da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Portuguesa?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Estava no auge porque tinha muita gente, mas quando se come&ccedil;ou a depreender as orienta&ccedil;&otilde;es conciliares &#8211;&nbsp; sobretudo a &laquo;Lumen Gentium&raquo; e a &laquo;Gaudium et Spes&raquo; &#8211; e o papel espec&iacute;fico dos leigos &#8211; a sua ac&ccedil;&atilde;o transformadora do mundo &#8211; &nbsp;muita gente come&ccedil;ou a hesitar e, posteriormente, come&ccedil;ou a sair. Meter-se no mundo &eacute; complicado&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Estes documentos conciliares s&atilde;o a raz&atilde;o da debandada na Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> N&atilde;o queria dizer tanto. Pareceu-me que muita gente saiu por n&atilde;o conseguir entrar nessa din&acirc;mica. Lembrou-me que and&aacute;mos &ndash; cerca de dois anos &#8211; pela diocese a dar forma&ccedil;&atilde;o sobre o 1&ordm; cap&iacute;tulo (Dignidade Humana) da &laquo;Gaudium et Spes&raquo;. Foi uma esp&eacute;cie de revolu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; As suas palavras e m&atilde;os moldaram muitos crist&atilde;os bracarenses?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Tenho algum pudor falar nisso, mas creio ter dado algum alento. Penso que ajudei muita gente a crescer ao n&iacute;vel da f&eacute;, do compromisso e do empenhamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Em 2005, quando deixou a Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica chorou?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Visivelmente n&atilde;o, mas l&aacute; dentro&#8230; Cheguei a dizer ao mesmo bispo que n&atilde;o queria ser uma pessoa que se arrastasse no lugar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica e Estado Novo<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &ndash; A Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica teve problemas com o Estado Novo? Algumas vezes, Ant&oacute;nio Salazar manifestou-se contra este organismo.<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Se pensarmos em termos de censura&#8230; S&oacute; isso j&aacute; era um sinal muito claro que as coisas lhe agradavam por a&iacute; al&eacute;m. &Eacute; l&oacute;gico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O &laquo;Ver, Julgar e Agir&raquo; abriam os olhos aos crist&atilde;os e intimidavam Salazar?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Especialmente, quando a &laquo;Revis&atilde;o de Vida&raquo; se fazia em profundidade. Temos de concordar que nem sempre era f&aacute;cil nem poss&iacute;vel fazer os tr&ecirc;s tempos, mas quando isso acontecia era a grande escola de forma&ccedil;&atilde;o dos leigos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Os direitos e os deveres estavam presentes?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Sempre quis ajudar para que os militantes se distinguissem dos outros trabalhadores na maneira como defendiam os seus direitos e cumpriam os seus deveres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Os patr&otilde;es n&atilde;o gostavam muito dos militantes da AC porque eles estavam informados?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Isso &eacute; normal. Se eles fossem menos instru&iacute;dos e menos elucidados era bom para os patr&otilde;es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Quando os militantes da AC queriam fazer greve tentava demov&ecirc;-los?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Nem demov&ecirc;-los nem empurr&aacute;-los. Procurava que eles medissem bem as circunst&acirc;ncias e o que estava por detr&aacute;s de uma ordem de greve. No entanto alertava que o dever da solidariedade com outros &eacute; um dever importante na vida crist&atilde;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Olhavam para o Pe. Avelino Cardoso como l&iacute;der?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Talvez n&atilde;o. Mais como formador e algu&eacute;m que procurava iluminar e ajudar a ver claro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica abrandou e deu lugar aos movimentos espiritualistas?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> &Eacute; mais f&aacute;cil trabalhar dentro da Igreja do que trabalhar c&aacute; fora, no mundo. Eu n&atilde;o estranho isso&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica j&aacute; morreu ou atravessa uma fase dif&iacute;cil?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> N&atilde;o. N&atilde;o morreu nada. Precisa &eacute; de se rejuvenescer nalguns s&iacute;tios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pe. Avelino Cardoso, da Arquidiocese de Braga, desfia as mem\u00f3rias do seu servi\u00e7o junto dos trabalhadores crist\u00e3os<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[95,172,267,314],"class_list":["post-41706","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-accao-catolica","tag-diocese-de-braga","tag-natal","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41706","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41706"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41706\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}