{"id":41698,"date":"2009-11-03T11:49:10","date_gmt":"2009-11-03T11:49:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/03\/a-arte-de-governar\/"},"modified":"2009-11-03T11:49:10","modified_gmt":"2009-11-03T11:49:10","slug":"a-arte-de-governar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-arte-de-governar\/","title":{"rendered":"A arte de governar"},"content":{"rendered":"<p>O terreno que se abre com \u00abnovos governos\u00bb \u00e9 uma responsabilidade repartida por todos. Onde ningu\u00e9m tem o direito de ficar de fora ou de expulsar quem quer que seja <!--more--> <\/p>\n<p>Estamos num recome&ccedil;o: novo governo, novo programa, novos autarcas, novos respons&aacute;veis locais da grande cidade &agrave; pequena aldeia. H&aacute; j&aacute; quem adiante que nada h&aacute; de novo. Cr&iacute;ticos e analistas afiam a pena e a palavra para descobrir apenas o mesmo.<\/p>\n<p>Mas desta vez os ovos n&atilde;o est&atilde;o todos no mesmo cesto. Sem maioria absoluta os poderes est&atilde;o repartidos, e as minorias ganham outra dimens&atilde;o e responsabilidade. Com novos jogos de maiorias e minorias podemos, por um lado, ser conduzidos aos indesej&aacute;veis tempos da amea&ccedil;a constante da queda do governo &ndash; e com isso da permanente cilada para recome&ccedil;ar sempre no dia seguinte. Mas por outro lado assumimos a responsabilidade mais repartida. De modo a estimular a procura de solu&ccedil;&otilde;es tanto pelos que governam como pelos que est&atilde;o na oposi&ccedil;&atilde;o. O Pa&iacute;s constr&oacute;i-se com todos. Possivelmente mais com os pequenos empreendimentos multiplicados, do que com depend&ecirc;ncias de poucos-grandes-grupos com a decis&atilde;o final em todos os momentos em que se joga o p&atilde;o de cada dia.<\/p>\n<p>O p&atilde;o de cada dia &eacute; um conjunto de bens essenciais a que todos t&ecirc;m direito. Variam necessariamente com a evolu&ccedil;&atilde;o dos tempos e as novas aquisi&ccedil;&otilde;es que o desenvolvimento humano, social e tecnol&oacute;gico permite. E h&aacute; urg&ecirc;ncia de p&atilde;o para a mesa dos desempregados, de muitos idosos, dos desencantados da vida.<\/p>\n<p>Mas esse p&atilde;o tamb&eacute;m se define pelos valores que alimentam uma comunidade. Na cultura, na arte, nas dimens&otilde;es espirituais que d&atilde;o sentido &agrave; vida, na procura dum futuro aberto aos novos sinais que a ci&ecirc;ncia, as humanidades, a tecnologia, a espiritualidade oferecem.<\/p>\n<p>Um programa de governo desde o n&iacute;vel nacional ao mais long&iacute;nquo recanto dum pa&iacute;s precisa ter em conta este todo para n&atilde;o reduzir o futuro a um grupo de <em>robots<\/em> sem alma nem afecto. Nenhum governo tem capacidade e autoridade para distorcer este direito fundamental dum povo. Nenhuma oposi&ccedil;&atilde;o tem direito a jogos rasteiros de perturba&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica ou social deixando pelo caminho projectos de crian&ccedil;as e jovens, e direitos sagrados de adultos e idosos que com o seu trabalho constroem ou constru&iacute;ram o que n&oacute;s somos.<\/p>\n<p>O terreno que se abre com &ldquo;novos governos&rdquo; &eacute; uma responsabilidade repartida por todos. Onde ningu&eacute;m tem o direito de ficar de fora ou de expulsar quem quer que seja.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Ant&oacute;nio Rego<\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O terreno que se abre com \u00abnovos governos\u00bb \u00e9 uma responsabilidade repartida por todos. 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