{"id":41696,"date":"2009-11-06T16:41:59","date_gmt":"2009-11-06T16:41:59","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/11\/06\/militante-da-accao-catolica-ha-73-anos\/"},"modified":"2009-11-06T16:41:59","modified_gmt":"2009-11-06T16:41:59","slug":"militante-da-accao-catolica-ha-73-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/militante-da-accao-catolica-ha-73-anos\/","title":{"rendered":"Militante da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica h\u00e1 73 anos"},"content":{"rendered":"<p>Maria Adriana Lima <!--more--> <\/p>\n<p>Exibe com orgulho o bilhete de identidade da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Portuguesa. &Eacute; de 1936, tr&ecirc;s anos ap&oacute;s o nascimento do Movimento em Portugal. E desde essa ocasi&atilde;o n&atilde;o mais deixou a milit&acirc;ncia. Hoje, com 91 anos, continua fiel &agrave; metodologia da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, na Rural (ACR), onde &eacute; vice-presidente, e promove periodicamente reuni&otilde;es com quem pertencem na ACR de Lamego. J&aacute; n&atilde;o em qualquer ponto da Diocese, mas na sua pr&oacute;pria casa.<\/p>\n<p>H&aacute; 73 anos que Maria Adriana Lima se dedica sem reservas &agrave; AC. Conta &agrave; ECCLESIA que n&atilde;o acedeu imediatamente ao convite. Foi-lhe dirigido em Lamego, de onde &eacute; natural, em 1935. Mas rejeitou. &ldquo;E n&atilde;o sou beata como v&oacute;s&rdquo;, disse &agrave;s colegas de liceu que a desafiavam.<\/p>\n<p>Um ano depois, j&aacute; em Braga no curso do Magist&eacute;rio, ficou espontaneamente contagiada. &ldquo;Vi uma multid&atilde;o de jovens, muito felizes, muito contentes&#8230;&rdquo; Quando percebeu a raz&atilde;o de tal entusiasmo, decidiu inscrever-se. &ldquo;Comecei a ir &agrave;s reuni&otilde;es para poder entrar bem dentro do esp&iacute;rito da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica&rdquo;. Adriana Lima diz que esse &eacute; o aut&ecirc;ntico &ldquo;esp&iacute;rito da Igreja&rdquo;.<\/p>\n<p>E depressa o aprendeu. Recebeu o emblema do Movimento e, em Lamego, ficou com as raparigas da JOC. &ldquo;As raparigas da JOC, nessa altura eram as criadas de servir, as costureiras e pouco mais&rdquo;. Na turma de Maria Adriana Lima, s&oacute; eram 4 raparigas a estudar, &#8220;o resto eram rapazes&rdquo;, recorda.<\/p>\n<p>Na aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s raparigas, fizeram uma &ldquo;grande loucura&rdquo;. Assim classifica o aluguer de uma casa &ldquo;a mais cara&rdquo; que existia na cidade de Lamego. A&iacute; acolheram as raparigas que tinham de se deslocar para a cidade, algumas vindas de longe, para estudar. &ldquo;N&oacute;s procur&aacute;vamos, ent&atilde;o, dar-lhes o m&aacute;ximo que pod&iacute;amos&rdquo;. &ldquo;At&eacute; houve algumas que chegaram a doutoras&rdquo;, refere com satisfa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Presidente Nacional da JACF<\/strong><\/p>\n<p>J&aacute; como coordenadora dos Movimentos Juvenis da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, em Lamego, &eacute; convidada para Presidente Nacional da Juventude Agr&aacute;ria Cat&oacute;lica Feminina. Desloca-se para Lisboa e, durante 9 anos, fica respons&aacute;vel tamb&eacute;m pelas publica&ccedil;&otilde;es daquele sector. Percorreu todas as Dioceses do Pa&iacute;s. &ldquo;Na Madeira foi onde demorei mais tempo, porque fui a todas as sec&ccedil;&otilde;es. Uma vez falava no adro, outra vez no armaz&eacute;m do a&ccedil;&uacute;car&#8230; Era onde elas arranjavam espa&ccedil;o!&rdquo;<\/p>\n<p>&ldquo;Na verdade nos n&atilde;o faz&iacute;amos s&oacute; trabalho propriamente da Igreja. Faz&iacute;amos nessa altura trabalho social, mesmo sem ter dinheiro nenhum&rdquo;, sublinha.<\/p>\n<p>Depois dos Movimentos Juvenis, Adriana Lima continuou nos sectores dos adultos, na LOC e na ACI, sem nunca deixar de coordenar, na Diocese de Lamego, os v&aacute;rios Movimentos da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica. &ldquo;S&oacute; h&aacute; pouco tempo deix&aacute;mos de fazer aqui as reuni&otilde;es, ainda n&atilde;o h&aacute; um ano&rdquo;, informa.<\/p>\n<p>As reuni&otilde;es que ainda n&atilde;o acabaram foram as dos que pertencem &agrave; Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Rural. &ldquo;A ACR ocupou-me todo este tempo, porque eu percorri toda a diocese v&aacute;rias vezes&rdquo;. Adriana Lima refere-se aos &uacute;ltimos 20, 30 anos. E ainda nos dias de hoje promove as reuni&otilde;es ACR, agora na sua pr&oacute;pria casa. E s&oacute; n&atilde;o continua como Presidente da ACR, em Lamego, porque j&aacute; n&atilde;o consegue descer as escadas do seu terceiro andar, no centro da cidade.<\/p>\n<p><strong>Aos 91 anos, o mesmo entusiasmo<\/strong><\/p>\n<p>Aos 91 anos, recorda os muitos quil&oacute;metros percorridos por todo o Pa&iacute;s, as muitas caminhadas a p&eacute;. Tamb&eacute;m as 31 quedas dadas, as 5 opera&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas j&aacute; realizadas. Nada que a impe&ccedil;a de falar com o mesmo entusiasmo da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Portuguesa. E de reclamar ajudas que retirem da penumbra o Movimento que formou consecutivas gera&ccedil;&otilde;es de cat&oacute;licos. Quando pensa em quem hoje decide as din&acirc;micas pastorais da Igreja Cat&oacute;lica, diz lembrando os movimentos da ACP: &ldquo;sim senhor, gostam, querem, mas nada de ajuda!&rdquo;<\/p>\n<p>O lamento de Maria Adriana Lima &eacute; t&atilde;o real quanto o retrato que faz da ACP nos dias de hoje. &ldquo;Eu fa&ccedil;o aqui as reuni&otilde;es, na minha casa. Mas tem sido muito dif&iacute;cil aguentar a ACR. Temos muita dificuldade!&rdquo; O que n&atilde;o &eacute; motivo para resist&ecirc;ncias. Atrav&eacute;s do compromisso de um grupo de jovens, a Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica em Lamego procura renovar-se.<\/p>\n<p>Para esta l&iacute;der dos Movimentos da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, &ldquo;a &uacute;nica diocese que est&aacute; melhor &eacute; Braga&rdquo;. Tamb&eacute;m o Porto, mas &ldquo;com dificuldade&rdquo;.<\/p>\n<p>Ao longo dos mais de 70 anos de milit&acirc;ncia activa nos Movimentos da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, Maria Adriana Lima recorda a presen&ccedil;a em Roma, por ocasi&atilde;o da proclama&ccedil;&atilde;o do dogma da Assun&ccedil;&atilde;o de Nossa Senhora, em 1950. Sobretudo o encontro do Papa com as raparigas da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica. &ldquo;Quando chegou a mim, que era a segunda, disseram-lhe: &eacute; de Portugal. Ele p&ocirc;s-me m&atilde;o na cabe&ccedil;a e disse: em ti em aben&ccedil;oo toda a juventude de Portugal&rdquo;, lembra.<\/p>\n<p>Em Portugal, viu a sua disponibilidade e entrega ao Movimento muitas vezes reconhecida, tanto nos Congressos, como nas celebra&ccedil;&otilde;es dos 25 e 50 anos. Em 1980, recebeu do Papa Jo&atilde;o Paulo II uma medalha e um diploma que evoca o m&eacute;rito do seu trabalho na ACP.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Adriana Lima<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[95,172,176,187],"class_list":["post-41696","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-accao-catolica","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-lamego","tag-diocese-do-porto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41696","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41696"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41696\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41696"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41696"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41696"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}