{"id":41626,"date":"2009-10-28T17:55:13","date_gmt":"2009-10-28T17:55:13","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/28\/matteo-ricci-de-roma-a-china-passando-por-lisboa-e-coimbra\/"},"modified":"2009-10-28T17:55:13","modified_gmt":"2009-10-28T17:55:13","slug":"matteo-ricci-de-roma-a-china-passando-por-lisboa-e-coimbra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/matteo-ricci-de-roma-a-china-passando-por-lisboa-e-coimbra\/","title":{"rendered":"Matteo Ricci: De Roma \u00e0 China, passando por Lisboa e Coimbra"},"content":{"rendered":"<p>A exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;Nos Cumes da Hist&oacute;ria. Matteo Ricci: Entre Roma e Beijing&rdquo; foi apresentada esta manh&atilde; no Vaticano.<\/p>\n<p>A mostra, que decorrer&aacute; entre 30 de Outubro e Janeiro de 2010 na colunata da Pra&ccedil;a de S. Pedro, em Roma, &eacute; organizada pela comiss&atilde;o para as celebra&ccedil;&otilde;es do quarto centen&aacute;rio da morte do Pe. Ricci, em colabora&ccedil;&atilde;o com os Museus do Vaticano, a C&uacute;ria Geral da Companhia de Jesus e a Pontif&iacute;cia Universidade Gregoriana.<\/p>\n<p>A &ldquo;extraordin&aacute;ria aventura mission&aacute;ria&rdquo; de Matteo Ricci levou-o a construir pela primeira vez na hist&oacute;ria uma verdadeira ponte de di&aacute;logo e de interc&acirc;mbio entre a Europa e a China&rdquo;, afirmou o bispo de Macerata, D. Claudio Giuliodori.<\/p>\n<p>Al&eacute;m de homenagear &ldquo;este gigante da f&eacute; e da amizade entre os povos&rdquo;, a exposi&ccedil;&atilde;o permite aos visitantes aprofundar os seus conhecimentos sobre o mission&aacute;rio jesu&iacute;ta e sobre um &ldquo;modelo de evangeliza&ccedil;&atilde;o da cultura e de incultura&ccedil;&atilde;o do Evangelho que, em muitos aspectos, n&atilde;o tem paralelo na hist&oacute;ria da humanidade&rdquo;, referiu o prelado.<\/p>\n<p><strong>Biografia essencial<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>1552<br \/>Nasce a 6 de Outubro, em Macerata, It&aacute;lia.&nbsp;<\/p>\n<p>1561-68<br \/>Estuda no col&eacute;gio da Companhia de Jesus (Jesu&iacute;tas), em Macerata.<\/p>\n<p>1568<br \/>O pai envia-o para Roma, para estudar Direito.&nbsp;<\/p>\n<p>1571<br \/>Interrompe os estudos e entra no noviciado da Companhia de Jesus.<\/p>\n<p>1572-77<br \/>Primeiros votos. Estuda num col&eacute;gio da regi&atilde;o da Tosc&acirc;nia (provavelmente Floren&ccedil;a), onde adquire forma&ccedil;&atilde;o human&iacute;stica e cient&iacute;fica.<\/p>\n<p>1577<br \/>Destinado &agrave;s Miss&otilde;es do Oriente, chega a Lisboa, de cujo porto parte um navio para a &Iacute;ndia todas as Primaveras. Estadia em Coimbra, onde estuda Teologia.&nbsp;<\/p>\n<p>1578<br \/>Sai de Lisboa a 24 de Mar&ccedil;o. Chega a Goa no dia 13 de Setembro.<\/p>\n<p>1579-82<br \/>Completa os estudos teol&oacute;gicos. Ensina Letras Cl&aacute;ssicas nos col&eacute;gios de Goa e Cochim. Ordenado padre em 1580. Recebe ordem para se dirigir a Macau, juntando-se ao Pe. Ruggeri na tentativa de entrar na China. Chega a Macau no dia 7 de Agosto de 1582.<\/p>\n<p>1583<br \/>Entra na China com o Pe. Ruggeri. Funda a primeira resid&ecirc;ncia, em Zhaoqing.&nbsp;<\/p>\n<p>1584<br \/>Publica o primeiro mapa-mundo chin&ecirc;s. Colabora com o P. Ruggeri no primeiro esbo&ccedil;o do Catecismo em chin&ecirc;s.&nbsp;<\/p>\n<p>1585<br \/>Depois de algumas tentativas falhadas de abrir uma nova resid&ecirc;ncia, o P. Ruggeri &eacute; enviado a Roma para solicitar uma embaixada papal ao imperador. Ricci permanece em Zhaoqing com o Pe. Almeida.&nbsp;<\/p>\n<p>1589<br \/>O novo vice-governador de Guangdong expulsa os mission&aacute;rios de Zhaoqing. Depois de muitas negocia&ccedil;&otilde;es, transferem-se para Shaozhou, onde Ricci fundou a segunda resid&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>1592<br \/>A resid&ecirc;ncia de Shaozhou &eacute; assaltada. Ricci desloca um p&eacute;, permanentemente.<\/p>\n<p>1593<br \/>Come&ccedil;a a escrever o Catecismo em chin&ecirc;s.&nbsp;<\/p>\n<p>1594<br \/>Primeira tentativa de chegar a Beijing, no s&eacute;quito de um general chin&ecirc;s destinado &agrave; frente coreana. &Eacute; obrigado a regressar em Nanjing.<\/p>\n<p>1595<br \/>Estadia em Nanchang, onde funda a terceira resid&ecirc;ncia e publica a primeira obra em chin&ecirc;s: &ldquo;Tratado da Amizade&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>1597<br \/>Nomeado superior da Miss&atilde;o Chinesa dos Jesu&iacute;tas.<\/p>\n<p>1598<br \/>Chega a Beijing mas decide deixar a cidade por causa da guerra na Coreia.&nbsp;<\/p>\n<p>1599<br \/>Estabelece-se em Nanquim, onde funda a quarta resid&ecirc;ncia mission&aacute;ria.&nbsp;<\/p>\n<p>1600<br \/>Em Maio parte novamente para Beijing (Pequim). &Eacute; preso durante o percurso pelo eunuco Ma Tang, que o prende na fortaleza de Tientsin at&eacute; Janeiro de 1601.&nbsp;<\/p>\n<p>1601<br \/>24 de Janeiro: um decreto do imperador permite a Matteo Ricci entrar na Cidade Proibida. A perman&ecirc;ncia em Beijing, de onde n&atilde;o voltar&aacute; a sair, &eacute; financiada pelo imperador.&nbsp;<\/p>\n<p>1602<br \/>Impress&atilde;o da terceira edi&ccedil;&atilde;o do mapa-mundo chin&ecirc;s.&nbsp;<\/p>\n<p>1603<br \/>Publica o Catecismo ou &ldquo;Verdadeira Explica&ccedil;&atilde;o do Senhor do C&eacute;u&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>1605<br \/>Publica o &ldquo;Sum&aacute;rio da Doutrina Crist&atilde;&rdquo; e &ldquo;Vinte e Cinco Senten&ccedil;as Morais&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>1607<br \/>Publica a tradu&ccedil;&atilde;o dos primeiros seis livros da &ldquo;Geometria de Euclides&rdquo;, em colabora&ccedil;&atilde;o com o amigo Xu Guangqi.&nbsp;<\/p>\n<p>1608<br \/>Impress&atilde;o de &ldquo;Dez Paradoxos&rdquo; ou &ldquo;Dez Cap&iacute;tulos de um Homem Estranho&rdquo;. Inicia a redac&ccedil;&atilde;o da obra hist&oacute;rica &ldquo;Sobre a Entrada da Companhia de Jesus e do Cristianismo na China&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>1610<br \/>11 de Maio: Morre em Beijing, depois de uma breve doen&ccedil;a. Pela primeira vez na hist&oacute;ria da China, o imperador concede um terreno para a sepultura de um estrangeiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;Nos Cumes da Hist&oacute;ria. Matteo Ricci: Entre Roma e Beijing&rdquo; foi apresentada esta manh&atilde; no Vaticano. A mostra, que decorrer&aacute; entre 30 de Outubro e Janeiro de 2010 na colunata da Pra&ccedil;a de S. Pedro, em Roma, &eacute; organizada pela comiss&atilde;o para as celebra&ccedil;&otilde;es do quarto centen&aacute;rio da morte do Pe. 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