{"id":41604,"date":"2009-10-28T10:44:18","date_gmt":"2009-10-28T10:44:18","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/28\/albino-carneiro-padre-e-politico\/"},"modified":"2009-10-28T10:44:18","modified_gmt":"2009-10-28T10:44:18","slug":"albino-carneiro-padre-e-politico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/albino-carneiro-padre-e-politico\/","title":{"rendered":"Albino Carneiro: Padre e pol\u00edtico"},"content":{"rendered":"<p>O m&ecirc;s de Outubro foi prof&iacute;cuo em elei&ccedil;&otilde;es que trouxeram para a ribalta o esmiu&ccedil;ar dos resultados eleitorais. O verdadeiro pol&iacute;tico senta-se na oposi&ccedil;&atilde;o e no poder, todavia deseja as melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida para os cidad&atilde;os. Em Vieira do Minho (Braga), o Pe. Albino Carneiro j&aacute; sentiu o sabor da derrota e da vit&oacute;ria no sufr&aacute;gio eleitoral, mas continua com o mesmo lema: &ldquo;ajudar as pessoas&rdquo;.<\/p>\n<p>Nunca teve voca&ccedil;&atilde;o para a pol&iacute;tica, mas &ndash; &ldquo;depois de estar 24 anos fora da minha terra&rdquo; &ndash; circunst&acirc;ncias &ldquo;muito particulares&rdquo; contribu&iacute;ram para que, naquele momento muito concreto e de acordo &ldquo;com a situa&ccedil;&atilde;o que se vivia no concelho, algu&eacute;m me lan&ccedil;ou esse desafio de assumir uma candidatura &agrave; C&acirc;mara Municipal de Vieira do Minho&rdquo; &ndash; disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA. Depois de ponderar o desafio, o Pe. Albino Carneiro resolveu aceitar.<\/p>\n<p>Quando falou com a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA ainda era presidente daquela c&acirc;mara minhota. No entanto, na noite de 11 de Outubro, o candidato &laquo;Unidos por Vieira&raquo; perdeu por uma vintena de votos para Jorge Dantas, o candidato da lista opositora. &ldquo;Uma das acusa&ccedil;&otilde;es que me fazem &ndash; tanto da oposi&ccedil;&atilde;o como daqueles que me apoiam &#8211; &eacute; que eu n&atilde;o sei ser pol&iacute;tico&rdquo; &ndash; referiu.<\/p>\n<p>Questionado sobre as especificidades para se ser pol&iacute;tico, o Pe. Albino Carneiro salienta que &ndash; &ldquo;de acordo com os crit&eacute;rios que as pessoas me transmitem e que, de facto, se verifica no terreno, mas que n&atilde;o aceito porque n&atilde;o as coloco em pr&aacute;tica &ndash; &eacute; preciso ser mentiroso, corrupto e saber aproveitar-se das situa&ccedil;&otilde;es&rdquo;. E acentua: &ldquo;por a&iacute; n&atilde;o entro&rdquo;.<\/p>\n<p>N&atilde;o compreende as acusa&ccedil;&otilde;es que as pessoas fazem &agrave; classe pol&iacute;tica, mas &ldquo;depois exigem a quem exerce fun&ccedil;&otilde;es neste dom&iacute;nio que sejam iguais&rdquo; &agrave;queles que criticam. No entanto esclarece que conhece muitos pol&iacute;ticos que &ldquo;s&atilde;o s&eacute;rios&rdquo; e que &ldquo;prestam um servi&ccedil;o p&uacute;blico &agrave; comunidade&rdquo;. Entrou na pol&iacute;tica para &ldquo;moralizar um pouco a situa&ccedil;&atilde;o que se vivia no concelho&rdquo; &ndash; disse o candidato dos &laquo;Unidos por Vieira&raquo;.<\/p>\n<p>Este padre pol&iacute;tico tem uma &ldquo;postura diferente&rdquo; e &ldquo;n&atilde;o posso ter a atitude politiqueira (dizer sempre sim &agrave;s pessoas quando sei que n&atilde;o vou, nem legalmente nem financeiramente, resolver os problemas das pessoas)&rdquo;.<\/p>\n<p>Quando se candidatou &agrave; C&acirc;mara de Vieira do Minho, &ldquo;as objec&ccedil;&otilde;es que D. Jorge Ortiga (Arcebispo de Braga) lhe colocou, coloquei-as eu, em primeiro lugar, &agrave; minha consci&ecirc;ncia&rdquo;. Ponderou os pr&oacute;s e os contras e &ldquo;tenho a consci&ecirc;ncia que o padre n&atilde;o &eacute; formado para exercer pol&iacute;tica e muito menos pol&iacute;tica partid&aacute;ria&rdquo;. No entanto, a ac&ccedil;&atilde;o humana &#8211; &ldquo;os padres n&atilde;o fogem &agrave; regra &#8211; &eacute; uma ac&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica&rdquo; enquanto palavra, actividade, interven&ccedil;&atilde;o na comunidade e ir ao encontro das respostas sociais. A Igreja &ldquo;faz pol&iacute;tica quando esta &eacute; entendida como um bem &agrave; comunidade&rdquo; &ndash; frisou. E acrescenta: &ldquo;nesta perspectiva n&atilde;o tive problemas de consci&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p>Em 2001, quando transmitiu a not&iacute;cia ao arcebispo de Braga e lhe pediu para o libertar das par&oacute;quias do Arciprestado de Vieira do Minho para &ldquo;n&atilde;o confundirmos as coisas&rdquo;, ele, como &ldquo;meu superior respons&aacute;vel, tentou demover-me da ideia&rdquo;. J&aacute; participou em tr&ecirc;s elei&ccedil;&otilde;es e conhece o sabor da derrota e da vit&oacute;ria. &ldquo;Isso ajuda-nos a crescer&rdquo; &ndash; disse.<\/p>\n<p>Na sua vida de padre encontrou jovens estudantes que quando tiraram a primeira negativa &ldquo;fizeram depress&otilde;es&rdquo;. O conselheiro dizia-lhes: &ldquo;&eacute; preciso saber, conhecer e sentir a experi&ecirc;ncia do fracasso para valorizar o bom da vida&rdquo;. Quem se habitua ao sucesso, a primeira vez que fracassa &ldquo;sente-o mais profundamente&rdquo;.<\/p>\n<p>Actualmente, n&atilde;o tem par&oacute;quia porque &ldquo;o exerc&iacute;cio da paroquialidade est&aacute; impedido, enquanto se exerce fun&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;tico&rdquo; de acordo com o Direito Can&oacute;nico e o Direito Civil. Apesar destas conting&ecirc;ncias, o Pe. Albino Carneiro celebra a Eucaristia visto que &ldquo;tenho que alimentar a minha f&eacute;&rdquo;. &ldquo;Procuro &eacute; celebrar a t&iacute;tulo privado, contudo, particularmente no tempo de Ver&atilde;o, ajudo alguns sacerdotes&rdquo; que solicitam a sua ajuda &ndash; declarou.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m da vida de pol&iacute;tico, o Pe. Albino Carneiro disse que vive com uma irm&atilde; e, como os pais faleceram, ainda n&atilde;o se fizeram partilhas. &ldquo;Tenho como hobby os p&aacute;ssaros&rdquo;. Tem can&aacute;rios, periquitos, caturras e fais&otilde;es, mas &ldquo;falta-me o espa&ccedil;o&rdquo;. Sempre gostou do trabalho na terra &ndash; &ldquo;n&atilde;o s&oacute; da experi&ecirc;ncia que adquiri&rdquo; -, mas os pais ensinaram os filhos a trabalhar no campo.<\/p>\n<p><strong>De Vieira do Minho para os Passionistas<br \/><\/strong>Partiu de Vieira do Minho rumo a Santa Maria da Feira, para o Semin&aacute;rio dos Passionistas. S. Paulo da Cruz &eacute; o seu modelo na vida e na pol&iacute;tica. &ldquo;A minha vida est&aacute; &agrave; sombra da cruz e &agrave; sombra de uma doutrina que nos faz compreender a realidade da vida &agrave; luz de um sofrimento que &eacute; redentor e salvador&rdquo; &ndash; sublinhou o Pe. Albino Carneiro. Deixou os Mission&aacute;rios Passionistas h&aacute; 11 anos, mas a saudade &ldquo;est&aacute; presente porque foram 24 anos vividos em comunidade&rdquo;.<\/p>\n<p>Considera que j&aacute; teve &ldquo;momentos de Ressurrei&ccedil;&atilde;o na pol&iacute;tica&rdquo;. N&atilde;o propriamente &ldquo;nas inaugura&ccedil;&otilde;es&rdquo; porque &ldquo;isso &eacute; pouco importante&rdquo;, mas quando v&ecirc; resolvidas as dificuldades das pessoas. &ldquo;A resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas das pessoas s&atilde;o momentos vividos com intensidade&rdquo; &ndash; afirma. O &laquo;corte das fitas&raquo; nas inaugura&ccedil;&otilde;es &eacute; uma consequ&ecirc;ncia do trabalho, todavia &eacute; a &ldquo;obra que d&aacute; votos&rdquo;.<\/p>\n<p>Na perspectiva pol&iacute;tica, o que &ldquo;d&aacute; votos &eacute; o bet&atilde;o&rdquo;, mas &ldquo;n&atilde;o deveria ser assim&rdquo;. Ao longo dos quatro anos que esteve como presidente da edilidade minhota &ldquo;tenho feito esse discurso&rdquo;. Pelo facto de ter sido presidente de c&acirc;mara tinha presen&ccedil;a na distrital de Braga, mas &ldquo;procuro envolver-me muito pouco na discuss&atilde;o partid&aacute;ria&rdquo;. N&atilde;o &eacute; filiado no partido porque &ldquo;os padres n&atilde;o podem ser filiados&rdquo;, mas &eacute; apoiado pela coliga&ccedil;&atilde;o PSD\/CDS. Apesar da filia&ccedil;&atilde;o partid&aacute;ria estar impedida aos sacerdotes, o Pe. Albino Carneiro conhece padres que &ldquo;t&ecirc;m filia&ccedil;&atilde;o partid&aacute;ria&rdquo; e &ldquo; est&atilde;o inscritos em sindicatos&rdquo;.<\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos tempos, as necessidades das pessoas &ldquo;v&ecirc;m-se acentuando e, nem sempre, as autarquias t&ecirc;m disposi&ccedil;&otilde;es legais para poder resolver o problema&rdquo;. E exemplifica: &ldquo;podemos recuperar o telhado de uma casa e criar as condi&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o para uma pessoa, mas se esse cidad&atilde;o estiver acamado ou n&atilde;o tiver condi&ccedil;&otilde;es financeiras para comprar os medicamentos, a autarquia n&atilde;o pode pagar o medicamento&rdquo;.<\/p>\n<p>O Pe. Albino Carneiro afirma que nunca fez &ldquo;homilias pol&iacute;ticas&rdquo;. Em 2001, quando se candidatou pela primeira vez, &ldquo;havia sempre gente estranha nas celebra&ccedil;&otilde;es das minhas comunidades&rdquo;. Ao iniciar a Eucaristia &ldquo;dizia-lhes para n&atilde;o terem trabalho de tirar apontamentos porque no final fornecia c&oacute;pia da homilia&rdquo;.<\/p>\n<p>Durante o seu mandato no munic&iacute;pio de Vieira do Minho, o padre pol&iacute;tico n&atilde;o esconde &ldquo;que, enquanto a lei permite, apoiou par&oacute;quias e comunidades na preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio religioso&rdquo; e &ldquo;no tornar mais digno os espa&ccedil;os envolventes &agrave;s igrejas&rdquo;. Fez este servi&ccedil;o &ldquo;n&atilde;o no sentido de manter os padres e os conselhos econ&oacute;micos presos&rdquo; &ndash; sublinhou.<\/p>\n<p>Ao olhar para as rela&ccedil;&otilde;es Igreja\/Estado, o padre minhoto real&ccedil;a que a Igreja em Portugal &ldquo;tem de pagar a factura da submiss&atilde;o ao poder, n&atilde;o me refiro ao antigo regime, mas de anos recentes&rdquo; &ndash; acrescenta. &ldquo;Davam-nos dinheiro e tudo estava facilitado&rdquo;.<\/p>\n<p>No debate p&uacute;blico e pol&iacute;tico usa com frequ&ecirc;ncia &ndash; &ldquo;sou acusado&rdquo; &ndash; de utilizar frases b&iacute;blicas. &ldquo;N&atilde;o posso fugir &agrave;quilo que sou&rdquo;. Gosta muito do evangelista S. Jo&atilde;o. &ldquo;&Eacute; um evangelho muito espiritual e orienta-nos para o sagrado sem esquecer o humano&rdquo;. S&oacute; nesta dicotomia, a realidade &eacute; compreens&iacute;vel.<\/p>\n<p>Foi mission&aacute;rio no Norte de Angola (diocese de U&iacute;je) &ndash; &ldquo;uma experi&ecirc;ncia muito rica, onde aprendemos a relativizar as coisas&rdquo; -, numa situa&ccedil;&atilde;o onde os bens prim&aacute;rios eram quase nulos, o padre pol&iacute;tico experimentou a presen&ccedil;a, naquelas pessoas, &ldquo;do divino de uma forma muito profunda&rdquo;. Aqueles tr&ecirc;s anos (de 1991 a 1994) &ldquo;ensinou-nos a liberdade e o limite das coisas&rdquo;. Apesar destas dificuldades, &ldquo;eles vivem a dimens&atilde;o da festa&rdquo; de uma forma diferente.<\/p>\n<p><strong>Per&iacute;odo antes do 25 de Abril de 1974<br \/><\/strong>Saiu da sua terra natal (Vieira do Minho) para o Semin&aacute;rio aos 15 anos e celebrou as bodas de prata sacerdotais, a 1 de Julho passado. Recorda-se, vagamente, dos tempos antes da &laquo;Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos&raquo;. &ldquo;As comunica&ccedil;&otilde;es sociais n&atilde;o eram aquilo que s&atilde;o hoje&rdquo;. &ldquo;Meio a brincar, meio a s&eacute;rio&rdquo;, costuma a dizer que tinha um professor &#8211; o actual director do Jornal de Vieira, o Pe. Luis J&aacute;come &#8211; que atrav&eacute;s da m&uacute;sica &ldquo;dava-nos algumas pistas&rdquo; nos per&iacute;odos antecedentes ao 25 de Abril de 1974. O Pe. Albino Carneiro recorda-se de alguns folhetos &ndash; &ldquo;custavam dois escudos e cinquenta centavos&rdquo; &#8211; que o professor requisitava &ldquo;da Capela do Rato (Lisboa)&rdquo;. Atrav&eacute;s do Pe. Luis J&aacute;come &ldquo;tivemos acesso &agrave;s m&uacute;sicas do Zeca Afonso e dos cantores de interven&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Do ba&uacute; das mem&oacute;rias, o padre pol&iacute;tico lembra-se tamb&eacute;m de um epis&oacute;dio passado na casa dos seus pais. &ldquo;Numa noite est&aacute;vamos a rezar o ter&ccedil;o em fam&iacute;lia e chegaram tr&ecirc;s personalidades a casa. A minha m&atilde;e ficou preocupada e chamou-nos a aten&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o pod&iacute;amos comentar com ningu&eacute;m que o doutor fulano de tal esteve l&aacute; em casa&rdquo;. Essas imagens e factos est&atilde;o presentes, mas &ldquo;n&atilde;o posso dizer que recordo bem aquele tempo&rdquo;. Como era estudante quando se deu o 25 de Abril de 1974, o Pe. Albino Carneiro recorda que &ldquo;aquele dia foi importante porque deix&aacute;mos de ter aulas ao S&aacute;bado&rdquo;.<\/p>\n<p>Dos seus pais recebeu uma educa&ccedil;&atilde;o que &ldquo;me alertava para a justi&ccedil;a e a generosidade&rdquo;. Filho de uma fam&iacute;lia numerosa (17 filhos), o Pe. Albino Carneiro recorda que &ldquo;at&eacute; nisso os pais foram generosos&rdquo;.<\/p>\n<p>O sentido do pastoreio &ldquo;est&aacute; presente na minha vida&rdquo; e tem a experi&ecirc;ncia do &ldquo;trabalho duro&rdquo;, n&atilde;o s&oacute; enquanto mission&aacute;rio e membro da congrega&ccedil;&atilde;o dos Passionistas, mas tamb&eacute;m na fam&iacute;lia. &ldquo;Fomos educados a trabalhar e, costumo dizer na brincadeira, que os meus pais iam presos&rdquo; em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho infantil. E confessa: &ldquo;com cinco anos ia com as ovelhas para o monte&rdquo;.<\/p>\n<p>N&atilde;o costuma gozar f&eacute;rias porque &ldquo;n&atilde;o me dou sem um hor&aacute;rio para cumprir&rdquo; e algo de concreto para fazer, nem que seja com a &ldquo;passarada&rdquo;. &Eacute; adepto do Benfica e do clube da terra, o Vieira, mas aos &ldquo;meus trinta anos deixei de sofrer tanto com o Benfica&rdquo;. E confessa: &ldquo;cheguei a gravar os relatos do Benfica&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Um pol&iacute;tico que chora<br \/><\/strong>Confessa que &ldquo;j&aacute; chorou&rdquo; devido &agrave; pol&iacute;tica, especialmente &ldquo;pela ingratid&atilde;o das pessoas&rdquo;. Na execu&ccedil;&atilde;o das suas tarefas &ldquo;nem tudo s&atilde;o rosas&rdquo; e salienta que &ldquo;n&atilde;o &eacute; s&oacute; o sal&aacute;rio no dia 22 ou 23 de cada m&ecirc;s&rdquo;. Como padre nunca teve sal&aacute;rio &ndash; &ldquo;na congrega&ccedil;&atilde;o a caixa era comum&rdquo; &ndash; e, quando saiu h&aacute; 11 anos dos Passionistas, tinha como mesada &ldquo;cinco mil escudos&rdquo;. Nas par&oacute;quias de Vieira do Minho vivia &ldquo;das esmolas&rdquo;, mas &ldquo;reconhe&ccedil;o que as comunidades eram generosas comigo&rdquo;. Se n&atilde;o fosse em dinheiro era em bens.<\/p>\n<p>Antes das elei&ccedil;&otilde;es de 11 de Outubro, o Pe. Albino Carneiro recebia mensalmente &ldquo;cerca de tr&ecirc;s mil Euros&rdquo; e relata que, em certos dias, coloca na carteira 150 Euros ou 200 Euros, mas chega ao fim do dia sem dinheiro. &ldquo;&Eacute; uma velhinha que n&atilde;o tem dinheiro para pagar os medicamentos&#8230; Algumas situa&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o fa&ccedil;o alarme desses casos &rdquo; &ndash; conclui. Quando se acusam os pol&iacute;ticos de &laquo;encherem&raquo; os bolsos, este padre esvazia-os em prol dos mais necessitados.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Luis Filipe Santos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m&ecirc;s de Outubro foi prof&iacute;cuo em elei&ccedil;&otilde;es que trouxeram para a ribalta o esmiu&ccedil;ar dos resultados eleitorais. O verdadeiro pol&iacute;tico senta-se na oposi&ccedil;&atilde;o e no poder, todavia deseja as melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida para os cidad&atilde;os. Em Vieira do Minho (Braga), o Pe. 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