{"id":41584,"date":"2009-10-27T13:15:19","date_gmt":"2009-10-27T13:15:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/27\/o-cinema-em-progresso\/"},"modified":"2009-10-27T13:15:19","modified_gmt":"2009-10-27T13:15:19","slug":"o-cinema-em-progresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-cinema-em-progresso\/","title":{"rendered":"O Cinema em progresso"},"content":{"rendered":"<p>Desde as suas origens, o cinema tem introduzido maiores ou menores inova&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas que t&ecirc;m conseguido manter a fidelidade do p&uacute;blico mesmo quando, em tempos relativamente recentes, come&ccedil;a a lutar com alternativas &agrave; projec&ccedil;&atilde;o em sala.<\/p>\n<p>Em 1929, com &laquo;O Cantor de Jazz&raquo;, deu-se a introdu&ccedil;&atilde;o do sonoro, sem d&uacute;vida o grande salto que transformou a arte das imagens na arte das imagens e do som. Os di&aacute;logos, os fundos sonoros e os filmes musicais conduziram a uma nova maneira de fazer cinema.<\/p>\n<p>A cor entrou progressivamente ao longo dos tempos, cada vez mais perfeita, mas sempre em paralelo com o preto e branco, ainda hoje utilizado intencionalmente por diversos cineastas. Com menor impacto mas interesse consider&aacute;vel, a Fox lan&ccedil;ou o Cinemascope no in&iacute;cio dos anos 50. Sob a designa&ccedil;&atilde;o abreviada de Scope &ndash; dadas as patentes &ndash; &eacute; um hoje um sistema que se encontra numa boa percentagem de filmes. Recentemente foi adoptado por diversos distribuidores o suporte digital, substituindo a tradicional pel&iacute;cula. Para o espectador n&atilde;o &eacute; muito sens&iacute;vel a diferen&ccedil;a. Reduzem-se para os profissionais as dificuldades de transporte de filmes e a sua aplica&ccedil;&atilde;o aos projectores.<\/p>\n<p>Em 1953, praticamente em simult&acirc;neo, &laquo;M&aacute;scaras de Cera&raquo; e &laquo;O Homem sem C&eacute;rebro&raquo; lan&ccedil;avam o cinema a tr&ecirc;s dimens&otilde;es, vulgo 3D. O resultado do processo foi limitado, sendo apresentado sobretudo como curiosidade, sem uma s&oacute;lida continuidade. De tempos a tempos foi surgindo um novo filme 3D, mas sem que outros se seguissem de imediato com o mesmo processo. Muito recentemente, e com not&aacute;veis aperfei&ccedil;oamentos t&eacute;cnicos, o 3D regressou, parece que agora para ficar. Os grandes est&uacute;dios americanos come&ccedil;aram a lan&ccedil;ar sucessivos filmes baseados neste processo, chegando mesmo a acrescentar ao t&iacute;tulo a refer&ecirc;ncia 3D. A aceita&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico tem sido mais elevada merc&ecirc; da melhor qualidade da imagem projectada e, pela primeira vez, o processo parece rent&aacute;vel. O 3D tem agora pernas para andar, mas est&aacute; longe de ter condi&ccedil;&otilde;es para vir a abolir, pelo menos a curto ou m&eacute;dio prazo, o cinema &ldquo;plano&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Francisco Perestrello<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde as suas origens, o cinema tem introduzido maiores ou menores inova&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas que t&ecirc;m conseguido manter a fidelidade do p&uacute;blico mesmo quando, em tempos relativamente recentes, come&ccedil;a a lutar com alternativas &agrave; projec&ccedil;&atilde;o em sala. 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