{"id":41580,"date":"2009-10-27T13:08:43","date_gmt":"2009-10-27T13:08:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/27\/ter-voz\/"},"modified":"2009-10-27T13:08:43","modified_gmt":"2009-10-27T13:08:43","slug":"ter-voz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ter-voz\/","title":{"rendered":"Ter voz"},"content":{"rendered":"<p>Procurar um ponto de equil\u00edbrio que ajude a colocar as coisas no seu lugar e a relativizar as modas do momento \u00e9 uma miss\u00e3o dif\u00edcil, mas essencial <!--more--> <\/p>\n<p>Ter voz n&atilde;o &eacute; sin&oacute;nimo de ter raz&atilde;o ou de dizer algo que valha a pena reter. Mergulhados num mundo em que a informa&ccedil;&atilde;o nos bombardeia a todo o momento, falta muitas vezes o discernimento para separar o essencial do acess&oacute;rio e levar o di&aacute;logo para as quest&otilde;es de fundo.<\/p>\n<p>A responsabilidade, neste caso, n&atilde;o &eacute; apenas de quem informa, at&eacute; porque essa rela&ccedil;&atilde;o quase est&aacute;tica entre transmissor e receptor na comunica&ccedil;&atilde;o praticamente desapareceu no tempo do multim&eacute;dia e das novas tecnologias. Se h&aacute; folhetins que s&atilde;o alimentados durante dias a fio &eacute; porque h&aacute; &ldquo;audi&ecirc;ncia&rdquo; para os mesmos, ainda que seja s&oacute; para criar mais confus&atilde;o e desentendimentos.<\/p>\n<p>Por mais democr&aacute;tica que seja a nossa sociedade, nem todas as vozes s&atilde;o iguais. &Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o de facto, que implica responsabilidade acrescida para quem sabe que ter&aacute; sempre prontos para si os holofotes medi&aacute;ticos, por convic&ccedil;&atilde;o, por interesse ou apenas pelo inusitado das suas posi&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Sair deste turbilh&atilde;o e procurar um ponto de equil&iacute;brio que ajude a colocar as coisas no seu lugar e a relativizar as modas do momento &eacute; uma miss&atilde;o dif&iacute;cil, mas essencial.<\/p>\n<p>&Agrave; margem de toda a espuma medi&aacute;tica destes dias, no nosso pa&iacute;s, encerrou-se no Vaticano o II S&iacute;nodo dos Bispos para a &Aacute;frica, do qual saiu claramente a ideia de que este continente tem uma voz pr&oacute;pria e muito a dizer sobre as op&ccedil;&otilde;es que definir&atilde;o o seu futuro imediato.<\/p>\n<p>O trabalho quase inquantific&aacute;vel de milh&otilde;es de cat&oacute;licos em territ&oacute;rio africano s&oacute; &eacute; not&iacute;cia, praticamente, quando h&aacute; temas pol&eacute;micos pelo meio. Ao renovar a sua esperan&ccedil;a no que a &Aacute;frica &eacute; capaz de fazer e procurar distanciar-se das imposi&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas do Ocidente, os Bispos mostraram que &eacute; poss&iacute;vel viver sem a meta da exposi&ccedil;&atilde;o internacional ou do aplauso da opini&atilde;o dominante.<\/p>\n<p>Ter voz, neste caso, significa falar a quem mais precisa, aos que foram &ldquo;exilados&rdquo; pelo galopante processo de globaliza&ccedil;&atilde;o e colocados &agrave; margem do que seria um n&iacute;vel de vida minimamente condigno para o mundo do s&eacute;culo XXI.<\/p>\n<p>A voz da Igreja fez-se ouvir, por isso, neste S&iacute;nodo, levada desde &Aacute;frica ao Vaticano e desde a&iacute; lan&ccedil;ada ao mundo, porque a mudan&ccedil;a desejada pelos africanos exige altera&ccedil;&otilde;es profundas em todo o cen&aacute;rio global, que tende a menorizar as potencialidades deste continente, que muitos ainda teimam em ver &agrave; luz de preconceitos e imagens estereotipadas que tardam em desaparecer. Bastar&aacute; dar voz a quem mais a merece.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Oct&aacute;vio Carmo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Procurar um ponto de equil\u00edbrio que ajude a colocar as coisas no seu lugar e a relativizar as modas do momento \u00e9 uma miss\u00e3o dif\u00edcil, mas essencial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-41580","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41580","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41580"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41580\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41580"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41580"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41580"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}