{"id":415488,"date":"2026-03-10T14:54:19","date_gmt":"2026-03-10T14:54:19","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=415488"},"modified":"2026-03-11T12:06:04","modified_gmt":"2026-03-11T12:06:04","slug":"a-visita-mais-desejada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-visita-mais-desejada\/","title":{"rendered":"A visita mais desejada"},"content":{"rendered":"<p>Mission\u00e1rio portugu\u00eas destaca import\u00e2ncia da viagem do Papa a Angola<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tony-neves-africa.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-415492 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tony-neves-africa-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tony-neves-africa-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tony-neves-africa-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tony-neves-africa-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tony-neves-africa-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/tony-neves-africa.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>A Santa S\u00e9 anunciou na passada quarta-feira as primeiras viagens apost\u00f3licas do Santo Padre para este ano de 2026. Na agenda est\u00e1 uma desloca\u00e7\u00e3o a \u00c1frica, M\u00f3naco e Espanha. O p\u00e9riplo africano, o maior de todos, de 13 a 23 de Abril, inclui a Arg\u00e9lia, Camar\u00f5es, Angola e Guin\u00e9 Equatorial. O Padre Tony Neves, mission\u00e1rio espiritano que integra o Conselho Geral a n\u00edvel mundial da congrega\u00e7\u00e3o, e que conhece bem o continente africano, fala \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS da import\u00e2ncia desta viagem, em especial a Angola, que ser\u00e1 o primeiro pa\u00eds de l\u00edngua portuguesa a receber Le\u00e3o XIV\u2026<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 se sabia que o Papa ia a Angola, pois no in\u00edcio de Janeiro isso foi revelado pelo N\u00fancio Apost\u00f3lico deste pa\u00eds africano num encontro com os jornalistas. Desconhecia-se era a data da viagem, e se Le\u00e3o XIV iria visitar tamb\u00e9m, ou n\u00e3o, outros pa\u00edses africanos. Nesta quarta-feira, dia 25, surgiu a resposta a tudo isso. Vai ser uma viagem de dez dias a \u00c1frica, a que se juntam duas viagens \u00e0 Europa \u2013 uma, de um \u00fanico dia, ao Principado de M\u00f3naco, e uma outra, de seis dias, a Espanha e \u00e0s Ilhas Can\u00e1rias.\u00a0A viagem mais longa, de 13 a 23 de Abril, ser\u00e1 ao continente africano, que o levar\u00e1 a seguir os passos de Santo Agostinho na Arg\u00e9lia \u2013 Argel e Annaba \u2013, e depois \u00e0 Rep\u00fablica dos Camar\u00f5es, Angola, e, finalmente, \u00e0 Guin\u00e9-Equatorial. Para o Vaticano, esta \u00e9 \u201cuma viagem complexa\u201d, que foi pensada \u201cem mem\u00f3ria do Santo de Hipona, a quem o sucessor de Pedro \u00e9 ligado\u201d, e que inclui outros pa\u00edses em que Le\u00e3o XIV ir\u00e1 dar \u201cparticular aten\u00e7\u00e3o aos mais vulner\u00e1veis, aos pobres e \u00e0queles que cuidam deles\u201d, assim como \u00e0s quest\u00f5es da paz.<\/p>\n<p><strong>Arg\u00e9lia, a mem\u00f3ria de Santo Agostinho<\/strong><\/p>\n<p>O p\u00e9riplo africano do Santo Padre est\u00e1 a suscitar muito entusiasmo. O Padre Tony Neves, mission\u00e1rio espiritano e actualmente membro do Conselho Geral, que governa esta congrega\u00e7\u00e3o a n\u00edvel mundial, \u00e9 um conhecedor profundo da realidade africana e muito concretamente de Angola, pa\u00eds onde viveu num dos per\u00edodos mais dif\u00edceis da vida deste pa\u00eds, durante a longa e dolorosa guerra civil ap\u00f3s a independ\u00eancia, em 1975. Para a Funda\u00e7\u00e3o AIS, o sacerdote \u2013 que \u00e9 tamb\u00e9m jornalista \u2013 faz uma an\u00e1lise dos pontos principais desta viagem e do que ela significar\u00e1 para os respectivos pa\u00edses. \u201cTudo vai come\u00e7ar no dia 13 de Abril, quando o Papa aterrar na Arg\u00e9lia. E o Papa vai l\u00e1 por raz\u00f5es que j\u00e1 se sabiam. Le\u00e3o XIV \u00e9 agostiniano. Santo Agostinho foi o grande Bispo de Hipona, que actualmente est\u00e1 em territ\u00f3rio argelino. E a cidade hoje chama-se Annaba. O Papa vai l\u00e1 no fundo como um peregrino \u00e0 procura das ra\u00edzes do seu pai espiritual, que \u00e9 seu e \u00e9 nosso, porque Santo Agostinho \u00e9 muito importante para todos n\u00f3s. Ser\u00e1 um encontro marcado tamb\u00e9m pelo di\u00e1logo inter-religioso, porque a Arg\u00e9lia \u00e9 um dos pa\u00edses que se afirma 100% mu\u00e7ulmano, onde as comunidades crist\u00e3s s\u00e3o reduzid\u00edssimas, muito controladas, e apenas um exclusivo para os estrangeiros que ali trabalham\u201d, explica o Padre Tony Neves.<\/p>\n<p><strong>Camar\u00f5es, \u201cuma viagem de coragem\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Da Arg\u00e9lia, o Santo Padre vai at\u00e9 \u00e0 Rep\u00fablica dos Camar\u00f5es. Para Tony Neves, esta \u00e9 uma \u201cviagem de coragem\u201d, pois este \u00e9 um pa\u00eds assombrando por uma guerra de independ\u00eancia que op\u00f5e a regi\u00e3o onde predomina a l\u00edngua inglesa \u00e0 parte franc\u00f3fona, ligada ao poder. O sacerdote portugu\u00eas destaca precisamente esta quest\u00e3o como \u201cum vulc\u00e3o de viol\u00eancia\u201d, mas que n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico problema grave em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a. No norte do pa\u00eds ganha relevo, quase de dia para dia, tamb\u00e9m a viol\u00eancia terrorista. \u201cEu tive a oportunidade de estar n\u00e3o h\u00e1 muitos dias nessa regi\u00e3o, que \u00e9 atacada com frequ\u00eancia pelos fundamentalistas isl\u00e2micos do Boko Haram\u201d, recorda o Padre Tony Neves. Dos Camar\u00f5es, o Papa segue para Angola e terminar\u00e1 o p\u00e9riplo africano na Guin\u00e9 Equatorial, pa\u00eds que pertence \u00e0 CPLP, a comunidade de pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa, embora por l\u00e1 se fale o espanhol. \u00c9 mesmo o \u00fanico pa\u00eds de l\u00edngua espanhola neste continente africano, \u201cum pa\u00eds que tem o mesmo presidente (Teodoro Obiang Nguema Mbasogo) h\u00e1 muitos anos, desde 1979, e em que as quest\u00f5es dos direitos humanos n\u00e3o t\u00eam sido muto respeitadas, segundo algumas organiza\u00e7\u00f5es internacionais\u201d, recorda o mission\u00e1rio espiritano.<\/p>\n<p><strong>A desejada visita a Angola<\/strong><\/p>\n<p>Desde Janeiro que j\u00e1 se sabia que o Papa iria a Angola este ano, desconhecia-se era a data da viagem. Agora sabe-se que Le\u00e3o XIV deve aterrar em Luanda a 18 de Abril e que vai ficar por Angola at\u00e9 dia 21. A visita \u2013 a primeira do Santo Padre a um pa\u00eds de l\u00edngua oficial portuguesa \u2013 inclui passagens pelo Santu\u00e1rio da Muxima, um dos mais importantes locais de peregrina\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, e tamb\u00e9m pela cidade de Saurimo. A passagem pelo santu\u00e1rio mariano envolve alguma pol\u00e9mica, diz o mission\u00e1rio portugu\u00eas, pois \u00e9 uma estrutura antiga, \u201cainda do tempo colonial\u201d. A quest\u00e3o \u00e9 que, de ano para ano, tem aumentado o n\u00famero de peregrinos e quando o Papa Bento XVI foi a Luanda, em Mar\u00e7o de 2009, o ent\u00e3o presidente do pa\u00eds, Jos\u00e9 Eduardo dos Santos, \u201cmostrou uma maquete, dizendo que o Governo ia construir uma grande bas\u00edlica\u201d, recorda Tony Neves. \u201cS\u00f3 que isso n\u00e3o aconteceu.\u201d Passaram, entretanto, 17 anos sem que alguma constru\u00e7\u00e3o tenha acontecido, apesar de o actual presidente, Jo\u00e3o Louren\u00e7o, ter tamb\u00e9m j\u00e1 prometido fazer a edifica\u00e7\u00e3o. Pode ser que esta viagem de Le\u00e3o XIV desbloqueie este processo. Para Tony Neves, \u201co povo que ali vai merece\u201d. De facto, o santu\u00e1rio de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o da Muxima \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 o maior centro de peregrina\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica em Angola como em toda a regi\u00e3o da \u00c1frica Austral, atraindo anualmente centenas de milhares de fi\u00e9is. \u201cE, como vemos em F\u00e1tima, em Lourdes, na Nossa Senhora da Aparecida ou na Senhora da Guadalupe, como vemos em todo o lado, o povo, sendo numeroso, precisa de estruturas, precisa, sobretudo, de um grande lugar para as celebra\u00e7\u00f5es\u201d, explica o mission\u00e1rio portugu\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Uma visita que traga mais paz e justi\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m significativa \u00e9 a desloca\u00e7\u00e3o do Papa \u00e0 cidade de Saurimo, situada no norte interior. \u201c\u00c9 a primeira vez que um Papa se desloca a esta regi\u00e3o de Angola\u201d, sublinha Tony Neves. \u201cEsta \u00e9 a \u00e1rea diamant\u00edfera, que faz fronteira com a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo\u201d, explica. O facto de Saurimo ser uma arquidiocese e de o presidente da Confer\u00eancia Episcopal Angolana ser o Arcebispo local, \u201cpode ter pesado na decis\u00e3o\u201d de incluir a cidade na visita do Papa. \u201cDepois, claro, Le\u00e3o XIV estar\u00e1 em Luanda, mas vai celebrar no Kilamba, que \u00e9 um dos novos bairros residenciais, e que \u00e9, neste momento, o s\u00edtio onde h\u00e1 espa\u00e7o para acolher uma multid\u00e3o grande\u201d, diz o mission\u00e1rio espiritano. \u201cEu reconhe\u00e7o a import\u00e2ncia das viagens papais, conven\u00e7o-me, e sei que os Cat\u00f3licos destes pa\u00edses que v\u00e3o ser visitados est\u00e3o muito felizes com esta visita, e s\u00f3 espero que esta visita ajude a Igreja e os governos e as institui\u00e7\u00f5es a trabalharem por mais justi\u00e7a, mais paz, mais liberdade e mais fraternidade, e que no plano cat\u00f3lico seja um grande momento de evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d, sintetiza, \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, o Padre Tony Neves. H\u00e1 muitos anos que a Funda\u00e7\u00e3o AIS apoia activamente a Igreja em Angola, atrav\u00e9s da ajuda \u00e0 sobreviv\u00eancia de padres e religiosas, do apoio \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de B\u00edblias e material catequ\u00e9tico, mas tamb\u00e9m, por exemplo, com a distribui\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos para a mobilidade de sacerdotes, catequistas e seminaristas, a constru\u00e7\u00e3o ou reconstru\u00e7\u00e3o de capelas, igrejas e de espa\u00e7os paroquiais.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n<p><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina, e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mission\u00e1rio portugu\u00eas destaca import\u00e2ncia da viagem do Papa a Angola<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-415488","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/415488","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=415488"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/415488\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=415488"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=415488"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=415488"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}