{"id":41427,"date":"2009-10-20T11:41:37","date_gmt":"2009-10-20T11:41:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/20\/missao-dita-e-ouvida\/"},"modified":"2009-10-20T11:41:37","modified_gmt":"2009-10-20T11:41:37","slug":"missao-dita-e-ouvida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/missao-dita-e-ouvida\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o dita e ouvida"},"content":{"rendered":"<p><p><span style=\"color: windowtext;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p> <span style=\"color: windowtext;\">A r&aacute;dio mant&eacute;m todo o seu fasc&iacute;nio de meio port&aacute;til de comunica&ccedil;&atilde;o social. Houve quem pensasse que a chegada da televis&atilde;o lhe assinaria a certid&atilde;o de &oacute;bito. N&atilde;o foi assim. Depois vieram todos os multim&eacute;dia, desde os computadores aos mp3 e ipods. Tiraram alguma audi&ecirc;ncia, mas a r&aacute;dio manteve-se firme e, por este andar, est&aacute; para durar. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: windowtext;\">A Igreja, desde h&aacute; muito tempo, fez da R&aacute;dio um grande espa&ccedil;o de Miss&atilde;o. E mant&eacute;m-se nesta frente. Que o digam a R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e outras emissoras cat&oacute;licas espalhadas pelo mundo. O papel da R&aacute;dio na Evangeliza&ccedil;&atilde;o pode ser muito importante. O povo mant&eacute;m aceso o fasc&iacute;nio de ouvir not&iacute;cias, m&uacute;sica, desporto, anima&ccedil;&atilde;o. &Eacute; um media relativamente barato, f&aacute;cil de produzir e eficiente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: windowtext;\">Depois dos 40 anos, todos nos sentimos com autoridade para evocar a hist&oacute;ria. &Eacute; verdade que cresci num tempo em que a televis&atilde;o s&oacute; ocupava um pequeno espa&ccedil;o na sala de jantar e os computadores, mp3 e ipods ainda n&atilde;o tinham chegado &agrave; cabe&ccedil;a dos inventores. Por isso, a maior riqueza que se podia ter era um r&aacute;dio, cuja gest&atilde;o era cuidadosamente acompanhada pelos superiores dos semin&aacute;rios, onde entrei aos 12 anos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: windowtext;\">Mas foi em Angola que percebi melhor a for&ccedil;a das mensagens veiculadas pela R&aacute;dio. Em contextos de guerra e de falta de liberdade de express&atilde;o, uma emissora de r&aacute;dio torna-se numa arma letal para a democracia e para a paz. Os beligerantes sabiam que a maioria absoluta da popula&ccedil;&atilde;o s&oacute; conseguia ouvir r&aacute;dio e, por isso, apostaram tudo na manipula&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias, puxando as pessoas para o seu lado da trincheira ideol&oacute;gica. Muito &oacute;dio se espalhou, muita morte se gerou, muita viol&ecirc;ncia se instituiu. E foi nesse contexto de guerra que a Igreja cat&oacute;lica quis restaurar a R&aacute;dio Ecclesia, silenciada pelo governo de Luanda no seu per&iacute;odo mais radical de partido &uacute;nico, no final dos anos 70. A Igreja cat&oacute;lica percebeu que a sua voz era decisiva para formar e informar com verdade, em nome da reconcilia&ccedil;&atilde;o, da justi&ccedil;a e da paz. Mas s&oacute; em 1997 conseguiu que a sua voz se escutasse em Luanda e, at&eacute; hoje, n&atilde;o tem autoriza&ccedil;&atilde;o do governo para estender o sinal a todo o pa&iacute;s. Em 2005, na Universidade cat&oacute;lica, em Luanda, pude participar no Congresso comemorativo dos 50 anos da R&aacute;dio Ecclesia e fui l&aacute; dizer, diante do Ministro da Comunica&ccedil;&atilde;o Social, que calar a Igreja era um enorme preju&iacute;zo para o povo e para uma comunica&ccedil;&atilde;o social de qualidade e defendi que uma R&aacute;dio Cat&oacute;lica desempenha uma grande responsabilidade social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: windowtext;\">Hoje divido-me entre algu&eacute;m que edita e produz conte&uacute;dos para programas (entrevistas, depoimentos, coment&aacute;rios) e um simples ouvinte das muitas emissoras que se escutam em Portugal. &lsquo;Ser voz&rsquo; para os outros e &lsquo;ser ouvidos&rsquo; dos outros &eacute; ter a oportunidade de estar nos dois lados da trincheira radiof&oacute;nica. Devo at&eacute; confessar que ou&ccedil;o mais r&aacute;dio do que vejo televis&atilde;o, leio jornais ou navego na Internet (embora todos os dias fa&ccedil;a de tudo um pouco). E continuo a achar que a Igreja deve abrir portas em todas as frentes radiof&oacute;nicas para propor a sua mensagem de justi&ccedil;a e paz. Se o Evangelho &eacute; uma boa not&iacute;cia, todos os meios s&atilde;o poucos para a divulgar com qualidade. E a R&aacute;dio, directa e simples, &eacute; um espa&ccedil;o precioso para que a Miss&atilde;o passe por ali e chegue ao cora&ccedil;&atilde;o de todos. Concordo que abrir na RDP um espa&ccedil;o para as Religi&otilde;es &eacute; um servi&ccedil;o p&uacute;blico que se presta a Portugal. Com as potencialidades de difus&atilde;o que a RDP tem, a voz da Igreja poder&aacute; ir mais longe e mais fundo, com propostas de valores que s&oacute; aceita quem quer, mas abrir&aacute; um debate sobre o sentido da vida e da hist&oacute;ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Tony Neves, Jornalista<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A r&aacute;dio mant&eacute;m todo o seu fasc&iacute;nio de meio port&aacute;til de comunica&ccedil;&atilde;o social. Houve quem pensasse que a chegada da televis&atilde;o lhe assinaria a certid&atilde;o de &oacute;bito. N&atilde;o foi assim. Depois vieram todos os multim&eacute;dia, desde os computadores aos mp3 e ipods. 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