{"id":41425,"date":"2009-10-20T11:37:58","date_gmt":"2009-10-20T11:37:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/20\/confissoes-religiosas-na-radio-um-momento-historico\/"},"modified":"2009-10-20T11:37:58","modified_gmt":"2009-10-20T11:37:58","slug":"confissoes-religiosas-na-radio-um-momento-historico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/confissoes-religiosas-na-radio-um-momento-historico\/","title":{"rendered":"Confiss\u00f5es religiosas na R\u00e1dio: um momento hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<p>A partilha no di&aacute;logo &eacute; um princ&iacute;pio essencial da condi&ccedil;&atilde;o humana. &Eacute; a&iacute; que nos descobrimos e encontramos. Os muros do sil&ecirc;ncio engendram medos e fantasmas. H&aacute; que ter a coragem de saber conjugar o respeito pela afirma&ccedil;&atilde;o do que de comum existe na natureza humana face &agrave; sua condi&ccedil;&atilde;o, ao sentido da sua raz&atilde;o de ser, &agrave; sua voca&ccedil;&atilde;o e destinos eternos, aos sinais que dentro e fora de si apontam para a exist&ecirc;ncia de um Deus Criador e Sustentador de todas, que n&atilde;o se aliena das perguntas e d&uacute;vidas mais &iacute;ntimas que desabrocham no seu ser, mas que na consci&ecirc;ncia delas est&aacute; dispon&iacute;vel para ser interpelado pelo transcendente. No nosso entender o pior que pode acontecer ao ser humano &eacute; encerrar-se nos estreitos limites da sua &ldquo;grandeza&rdquo;, da sua materialidade, racionalidade e cria-tividade. O materialismo e o naturalismo que se excluem do religioso e da espiritualidade, apesar de serem eles tantas vezes tamb&eacute;m uma outra forma de religi&atilde;o e de espiritualidade, s&atilde;o bem pequenos diante dos horizontes do esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>A religi&atilde;o, no nosso entender, &eacute; a express&atilde;o dos sinais que dentro do cora&ccedil;&atilde;o de cada homem, em cada cultura, em cada geografia e em cada momento hist&oacute;rico pulsam pelo divino. Todas as religi&otilde;es t&ecirc;m em comum, apesar de toda a sua diversidade, esse anseio pelo cora&ccedil;&atilde;o de Deus, pela Sua presen&ccedil;a, pela Sua manifesta&ccedil;&atilde;o, pelo seu conhecimento. Pensar e reflectir sobre Deus, falar acerca d&rsquo;Ele, congeminar sobre a Sua natureza e sobre a Sua vontade, sobre os seus atributos, &eacute; uma paix&atilde;o que desde sempre povoou o pensamento humano. Falar com Deus, dirigir-lhe preces, invoc&aacute;-lO, &eacute; outro dos impulsos de que comungam todas as express&otilde;es religiosas, por palavras, gestos, cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica e m&uacute;sica. Os valores e os princ&iacute;pios &eacute;ticos e morais, as linhas de for&ccedil;a da viv&ecirc;ncia vinculam cada criatura no senso do certo e do errado, mas acima de tudo no amor a Deus acima de tudo e de todos, e ao pr&oacute;ximo como a n&oacute;s mesmos, fazendo aos outros o que queremos que eles nos fa&ccedil;am ou n&atilde;o lhes fazendo o que tamb&eacute;m n&atilde;o queremos que nos fa&ccedil;am.<\/p>\n<p>No entanto n&atilde;o existe verdadeiro di&aacute;logo sem a assump&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as que existem nas diferentes confiss&otilde;es religiosas e como crist&atilde;o, com toda a humildade, tenho que assumir a profunda convic&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o apenas existe uma hist&oacute;ria da busca do homem por Deus, existe igualmente uma busca de Deus pelo homem (se O buscamos &eacute; porque Ele nos busca), e Ele sabendo que nunca por n&oacute;s O poder&iacute;amos alcan&ccedil;ar veio ao nosso encontro e se fez homem. Deus fez-se homem em Jesus Cristo e em Jesus Cristo temos a express&atilde;o em tra&ccedil;os humanos de quem Deus &eacute;, em toda a Sua gra&ccedil;a e justi&ccedil;a, em todo o Seu amor e aceita&ccedil;&atilde;o, em todo o Seu perd&atilde;o e servi&ccedil;o, na d&aacute;diva total de Si mesmo at&eacute; &agrave; morte e morte de cruz, para que por Ele conhe&ccedil;amos a verdadeira vida.<\/p>\n<p>Uma sociedade que reconhece sem preconceitos a presen&ccedil;a e a import&acirc;ncia do religioso e do espiritual no seu seio, abrindo-se &agrave; express&atilde;o p&uacute;blica de cada uma das suas express&otilde;es no comum e no diferente de forma transparente e assumida, &eacute; uma sociedade que evidencia maturidade e que desta forma d&aacute; uma contribui&ccedil;&atilde;o determinante para o seu crescimento e desenvolvimento saud&aacute;vel.<\/p>\n<p>Uma democracia que n&atilde;o esconde o religioso e o espiritual para o dom&iacute;nio privado, apesar da sua fei&ccedil;&atilde;o laica, &eacute; uma democracia adulta, uma refer&ecirc;ncia pol&iacute;tica para outras latitudes e longitudes.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s 12 anos de servi&ccedil;o p&uacute;blico na televis&atilde;o, depois de tr&ecirc;s anos de pacientes negocia&ccedil;&otilde;es, no m&ecirc;s de Novembro concretiza-se um novo passo neste processo agora atrav&eacute;s das ondas da r&aacute;dio na Antena 1. Saudamos efusivamente este protocolo que re&uacute;ne 13 confiss&otilde;es religiosas. Um exemplo para a Europa e o Mundo&hellip;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Samuel R. Pinheiro, Alian&ccedil;a Evang&eacute;lica Portuguesa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partilha no di&aacute;logo &eacute; um princ&iacute;pio essencial da condi&ccedil;&atilde;o humana. &Eacute; a&iacute; que nos descobrimos e encontramos. Os muros do sil&ecirc;ncio engendram medos e fantasmas. 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