{"id":4142,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/cabinda-violencia-prossegue-no-enclave-acusa-igreja-catolica\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"cabinda-violencia-prossegue-no-enclave-acusa-igreja-catolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cabinda-violencia-prossegue-no-enclave-acusa-igreja-catolica\/","title":{"rendered":"Cabinda: Viol\u00eancia prossegue no enclave, acusa Igreja Cat\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p>Funda\u00e7\u00e3o Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre recorda campanha em Portugal para denunciar a situa\u00e7\u00e3o <!--more--> Esta semana, a Imprensa Portuguesa fez eco de declara\u00e7\u00f5es do vig\u00e1rio-geral da diocese de Cabinda \u00e0 R\u00e1dio Ecclesia, em que este sacerdote afirma que \u201cas popula\u00e7\u00f5es continuam a sofrer abusos graves da parte das For\u00e7as Armadas de Angola\u201d. O padre Raul Tati afirma o clima de absoluta impunidade que decorre das actua\u00e7\u00f5es dos militares: \u201cdesde que come\u00e7ou esta guerra, n\u00f3s estamos a fazer den\u00fancias de casos flagrantes de abusos dos direitos humanos e n\u00e3o houve um \u00fanico caso em que tivessem sido responsabilizados criminalmente os seus autores\u201d, afirma.  As declara\u00e7\u00f5es do padre Raul, proferidas no passado fim de semana, indiciam um aumento global do clima de tens\u00e3o neste enclave, \u201ccom o aumento significativo de for\u00e7as (armadas) e isto quer dizer que a guerra continua em Cabinda, contrariamente \u00e0quilo que o discurso oficial do Governo pretende dar a entender\u201d. A Igreja tem sido, nos tempos que correm, uma das institui\u00e7\u00f5es que mais denuncia o clima de medo que se vive em Cabinda. O padre Casimiro Congo, da par\u00f3quia da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, em declara\u00e7\u00f5es proferidas na passada segunda-feira \u00e0 R\u00e1dio Renascen\u00e7a, em Lisboa, afirma sem rodeios que \u201co Governo angolano tem a boca virada para o mundo internacional, mas tem as m\u00e3os de ferro pousadas sobre o dorso do povo de Cabinda\u201d, dando como exemplo mais recente o caso de Celina, esposa de Marcelino Saens, que ter\u00e1 sido \u201cassassinada por um militar\u201d no passado s\u00e1bado.  Estas acusa\u00e7\u00f5es acontecem na mesma altura em que a organiza\u00e7\u00e3o de direitos humanos \u201cHuman Rights Watch\u201d divulga um detalhado relat\u00f3rio onde se d\u00e1 conta do desaparecimento de rendimentos de petr\u00f3leo, em Angola, no valor de cerca de 3,1 mil milh\u00f5es de Euros, no per\u00edodo compreendido entre 1997 e 2002. O relat\u00f3rio, de 93 p\u00e1ginas, liga a quest\u00e3o do desaparecimento destes fundos com a viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos. Recorde-se que o territ\u00f3rio de Cabinda \u00e9 extremamente rico em petr\u00f3leo, produzindo actualmente cerca de 700 mil barris di\u00e1rios, ou seja, praticamente dois ter\u00e7os das receitas totais do Estado Angolano. Recorde-se que no decorrer do ano passado, a Funda\u00e7\u00e3o Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre lan\u00e7ou uma campanha em Portugal de den\u00fancia da situa\u00e7\u00e3o em Cabinda e em apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de sacerdotes e seminaristas para Angola.  Intitulada \u201cA indiferen\u00e7a \u00e9 um crime!\u201d, esta campanha d\u00e1 conta do drama que se vive no enclave de Cabinda, com \u201cexecu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias, espancamentos e torturas, destrui\u00e7\u00f5es de casas e pilhagens de bens dos alde\u00f5es\u201d.  Para se compreender melhor a situa\u00e7\u00e3o de Cabinda \u00e9 preciso recuar at\u00e9 1885, altura em que o territ\u00f3rio passou a ser um protectorado portugu\u00eas atrav\u00e9s do tratado de Simulambuco. \u00c9 na reivindica\u00e7\u00e3o desse estatuto especial, que os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o existentes no territ\u00f3rio t\u00eam mantido um conflito aberto com as autoridades de Luanda.  Angola, por sua vez, considera Cabinda com territ\u00f3rio seu e n\u00e3o reconhece legitimidade hist\u00f3rica \u00e0quele documento, apesar de j\u00e1 ter admitido a possibilidade de uma eventual solu\u00e7\u00e3o auton\u00f3mica no quadro da soberania angolana.  Paulo Aido, Departamento de Informa\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Funda\u00e7\u00e3o Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre recorda campanha em Portugal para denunciar a situa\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[106,189,231,316],"class_list":["post-4142","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-angola","tag-direitos-humanos","tag-imaculada-conceicao","tag-terco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4142","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4142"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4142\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4142"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4142"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4142"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}