{"id":41413,"date":"2009-10-21T10:36:43","date_gmt":"2009-10-21T10:36:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/21\/tres-decadas-de-70x7-na-rtp\/"},"modified":"2009-10-21T10:36:43","modified_gmt":"2009-10-21T10:36:43","slug":"tres-decadas-de-70x7-na-rtp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/tres-decadas-de-70x7-na-rtp\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas D\u00e9cadas de 70&#215;7 na RTP"},"content":{"rendered":"<p>H&aacute; 30 anos nascia o programa 70&#215;7 da responsabilidade do Secretariado Nacional das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais. O Homem, a sua circunst&acirc;ncia e as suas inquieta&ccedil;&otilde;es espirituais, foram trabalhadas ao longo dos anos num produto televisivo querendo ser est&iacute;mulo &agrave; reflex&atilde;o e descoberta de diferentes prismas de olhar a realidade.<\/p>\n<p>70&#215;7 na Matem&aacute;tica &eacute; uma conta de multiplicar, na vida uma charada para muitos, na B&iacute;blia o assunto &eacute; concreto e exigente. &ldquo;Sem reservas, sem fronteiras e sem limites,&rdquo; assim o catalogava Pe. Ant&oacute;nio Rego, o seu primeiro director. Este programa, transmitido pela RTP2 aos domingos de manh&atilde;, traduz a imensid&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es onde o Homem constr&oacute;i a sua exist&ecirc;ncia, se depara com dificuldades e conjuga esfor&ccedil;os para vencer barreiras.<\/p>\n<p>Lu&iacute;s Marinho, director geral da RTP, real&ccedil;a que &ldquo;o programa sempre se prendeu por uma abordagem muito ampla e pela novidade&rdquo;. Tamb&eacute;m Lu&iacute;s Andrade, antigo realizador da RTP, destaca &ldquo;a import&acirc;ncia que &eacute; ter este espa&ccedil;o de televis&atilde;o aberto e acess&iacute;vel a milh&otilde;es de pessoas, com uma linguagem directa, num tom diferente do que estamos habituados a que a Igreja se dirija &agrave;s pessoas. A forma como se fala das coisas &eacute; muito importante!&rdquo;<\/p>\n<p>[[v,d,635,30 anos do programa 70 x 7 ]]&ldquo;O programa ia para o ar com toda a sua produ&ccedil;&atilde;o e proximidade caracter&iacute;stica mas muito mais se fazia. O pr&oacute;prio Padre Rego colaborava em muitas das situa&ccedil;&otilde;es com que se deparava e isso era not&aacute;vel no programa. Dali partiam muitas ajudas e tentava-se solucionar problemas,&rdquo; recorda o antigo realizador do RTP. &ldquo;&Eacute; mais importante falar que est&atilde;o pessoas a morrer de fome, do que ler uma passagem da B&iacute;blia, porque isso &eacute; a B&iacute;blia. Trazer os problemas que a Igreja ajuda a resolver, falando abertamente&rdquo;, continua.<\/p>\n<p>O programa procurava ir para a rua e nele colaboravam nomes como Manuel Villas Boas, actual jornalista da TSF, e Padre Ant&oacute;nio Rego, conhecido por muitos como o &ldquo;padre da televis&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Isabel Stilwell, hoje reconhecida jornalista e directora do jornal di&aacute;rio Destak, iniciou-se no programa 70&#215;7, com apenas 18 anos, conhecendo uma nova forma de ser Igreja. &ldquo; 70&#215;7 mostra ainda uma Igreja diferente nas ruas, nos bairros de forma muito desafiante e inovadora,&rdquo; refere.<\/p>\n<p>Actualmente com outros meios t&eacute;cnicos e caminhando lado a lado com a veloz dimens&atilde;o tecnol&oacute;gica, 70&#215;7 continua a entrar na casa de todos mostrando a sociedade, novas realidades e gestos de amor que continuam a acontecer. Ao longo dos anos prezou por &ldquo;mostrar novas janelas ao Mundo&rdquo;, entrando na clausura dos Mosteiros e Conventos para mostrar a vida diferente, daqueles que se entregaram a um quotidiano radical que o Mundo n&atilde;o compreende. Vidas que n&atilde;o deixam de ser alegres, daqueles que passam os seus dias entre quatro paredes, na contempla&ccedil;&atilde;o, ora&ccedil;&atilde;o e entrega a Deus em ambientes onde se descobre que a felicidade n&atilde;o est&aacute; dependente do ef&eacute;mero ou do sup&eacute;rfluo porque muitos regem as suas vidas.<\/p>\n<p>Outra perspectiva deste programa &eacute; a fideliza&ccedil;&atilde;o dos espectadores mais atentos. Leovigildo Moacho, ex-presidente da C&aacute;ritas Diocesana de Lisboa, &eacute; exemplo disso e confessou mesmo ter gravado v&aacute;rios programas para os utilizar em diversas ocasi&otilde;es porque &ldquo;era muito mais interessante ver um document&aacute;rio sobre o tema do que ir para l&aacute; falar&rdquo;, revela.<\/p>\n<p>Eduardo Cintra Torres, cr&iacute;tico de televis&atilde;o, considera o 70&#215;7 como &ldquo;o programa que passa uma mensagem neutra, televisiva e jornal&iacute;stica de transmiss&atilde;o do pensamento humanista da Igreja Cat&oacute;lica que chega a todos&rdquo;. &Eacute; assim um programa que alia a economia ao trabalho, as tradi&ccedil;&otilde;es que passam de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o esquece a cultura que &eacute; de todos n&oacute;s. O Homem sempre guardou sensibilidade pelo transcendente o que mostra a incapacidade de se apagar Deus no &iacute;ntimo de cada um.<\/p>\n<p>Tr&ecirc;s d&eacute;cadas depois &ldquo;&eacute; necess&aacute;rio continuar com uma linguagem moderna, r&aacute;pida e actual para que os jovens entendam e possam ser atra&iacute;dos esbo&ccedil;ando a continuidade&rdquo;, destaca Lu&iacute;s Andrade. Sem o peso ou sobrecarga da responsabilidade 70&#215;7 continua a chegar a casa dos portugueses, n&atilde;o s&oacute; dos cat&oacute;licos, mas de todos os que s&atilde;o sens&iacute;veis &agrave;s quest&otilde;es do Homem, da interpela&ccedil;&atilde;o do transcendente na sociedade onde o apelo dos bens de consumo e poder ainda n&atilde;o calou a quest&atilde;o da dignidade humana.<\/p>\n<p>&ldquo;O que &eacute; bom n&atilde;o perde a sua modernidade e o programa mant&eacute;m essa qualidade. Continua a transportar o lado doutrinal para a vida das pessoas e hoje &eacute; um programa de grande humanidade e isso &eacute; que faz falta em televis&atilde;o&rdquo;, conclui o director geral da RTP, Lu&iacute;s Marinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Uma longa hist&oacute;ria<\/strong><\/p>\n<p>[[v,d,625,30 anos do programa 70 X 7 &#8211; Testemunho da equipa que o produz]]Paulo Rocha integra a actual equipa que produz o&nbsp; &laquo;70 x 7&raquo;. O editor do programa afirma ser uma honra continuar a hist&oacute;ria que o Pe. Ant&oacute;nio Rego e Manuel Villas Boas come&ccedil;aram. &ldquo;Souberam colocar de forma feliz e no mesmo palco a pessoa humana, as suas circunst&acirc;ncias e a proposta do Cristianismo. &Eacute; o que queremos continuar a fazer hoje e daqui por diante, sempre com o objectivo de fazer sociedades justas e pacificadoras&rdquo;.<\/p>\n<p>O jornalista Manuel Villas-Boas embarcou na aventura do 70 x 7 h&aacute; 30 anos tr&aacute;s. &ldquo;Na altura entendemos que era necess&aacute;rio falar uma linguagem diferente. Sair da linguagem lit&uacute;rgica dos templos e ir para a rua falar com as pessoas de uma forma em que fossemos entendidos&rdquo;. O jornalista lamenta que nos debates &ldquo;n&atilde;o tiv&eacute;ssemos ido t&atilde;o longe, mas foram abordadas algumas quest&otilde;es de fronteira&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O programa ressentiu tamb&eacute;m a incapacidade das t&eacute;cnicas que disp&uacute;nhamos para ir mais longe, como hoje o 70 x 7 &eacute; capaz de ir atrav&eacute;s de novas tecnologias. Espero que este tempo seja muito longo&rdquo;, finaliza o jornalista da TSF.<\/p>\n<p>O Pe. Ant&oacute;nio Rego que esteve no in&iacute;cio do programa indica ver com alegria a continua&ccedil;&atilde;o do programa, actualmente com &ldquo;uma equipa jovem a contar as maravilhas e os problemas da Igreja, as dores e a esperan&ccedil;a do nosso mundo&rdquo;.<\/p>\n<p>O director do Secretariado Nacional das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais da Igreja Cat&oacute;lica afirma que no &laquo;70 x 7&raquo; passaram pessoas &ndash; crian&ccedil;as, jovens e adultos, idosos, ricos e pobres, crentes, descrentes, crist&atilde;os, militantes, indiferentes. No assinalar dos 30 anos deste programa de televis&atilde;o, o meu desejo &eacute; que ele dure tanto como tem durado a palavra de Jesus &laquo;N&atilde;o te digo 7 vezes, mas 70 x 7&raquo;&rdquo;.<\/p>\n<p>Ant&oacute;nio Estanqueiro foi colaborador do programa durante 23 anos e durante 10 anos o seu coordenador geral, facto que &ldquo;muito me orgulha&rdquo;. Na produ&ccedil;&atilde;o do programa destaca tr&ecirc;s aspectos que caracterizaram e continuam a caracterizar este programa. &ldquo;N&atilde;o &eacute; um programa de catequese mas de divulga&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas dos movimentos e das comunidades crist&atilde;s. Trata-se de um programa cat&oacute;lico, da Igreja Cat&oacute;lica, mas n&atilde;o um programa fundamentalista&rdquo;. Acrescenta ainda ser um espa&ccedil;o &ldquo;de liberdade&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A Igreja &eacute; perita em humanidade. Na celebra&ccedil;&atilde;o dos 30 anos gostaria de apelar &agrave; RTP que, na medida do poss&iacute;vel, d&ecirc; um lugar mais digno a este programa na sua programa&ccedil;&atilde;o nos v&aacute;rios canais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H&aacute; 30 anos nascia o programa 70&#215;7 da responsabilidade do Secretariado Nacional das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais. 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