{"id":41352,"date":"2009-10-16T10:18:36","date_gmt":"2009-10-16T10:18:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/16\/religiosas-em-rede-contra-o-trafico-de-pessoas-3\/"},"modified":"2009-10-16T10:18:36","modified_gmt":"2009-10-16T10:18:36","slug":"religiosas-em-rede-contra-o-trafico-de-pessoas-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/religiosas-em-rede-contra-o-trafico-de-pessoas-3\/","title":{"rendered":"Religiosas em Rede contra o Trafico de Pessoas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Uni&atilde;o Internacional de Superioras Gerais (UISG) organismo que congrega as Congrega&ccedil;&otilde;es Religiosas femininas, com sede em Roma, criou recentemente uma Rede chamada &ldquo;Religiosas em Rede contra o Trafico de Pessoas&rdquo;. Esta Rede est&aacute; formada pelas Congrega&ccedil;&otilde;es Religiosas Femininas que se dedicam ao acolhimento e protec&ccedil;&atilde;o &agrave;s v&iacute;timas do Trafico de Pessoas, nos quatro cantos do mundo.<\/p>\n<p>Em Portugal, a Conferencia dos Institutos Religiosos (CIRP) criou em 2007 uma Comiss&atilde;o de Apoio &agrave;s Vitimas de Trafico (CAVITP) com a finalidade de conhecer e enfrentar as causas estruturais deste fen&oacute;meno no mundo e, em particular, no nosso pa&iacute;s. Por outro lado, esta Comiss&atilde;o tem como objectivo espec&iacute;fico: a sensibiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade e da pr&oacute;pria Vida Religiosa, afim de ajudar a tomar consci&ecirc;ncia deste grave problema, bem como o empenhamento no combate a este crime contra a dignidade humana, protegendo e acolhendo as v&iacute;timas.<\/p>\n<p>&nbsp;Neste Domingo, dia 18 de Outubro, assinala-se o<strong> <\/strong>Dia Europeu de luta contra o Trafico de Seres Humanos.<\/p>\n<p>Fen&oacute;meno de enorme complexidade, o Trafico de Seres Humanos desenvolve-se num clima obscuro e silencioso, o que fomenta a sua &lsquo;<em>invisibilidade&rsquo;<\/em> convertendo-o num dos neg&oacute;cios mais lucrativos do mundo. Esta &lsquo;invisibilidade&rsquo; dificulta enormemente o combate a este crime, bem como o resgate das v&iacute;timas desta actividade perversa, lan&ccedil;ando-as no esquecimento da sociedade.<\/p>\n<p>As Organiza&ccedil;&otilde;es Internacionais, p&uacute;blicas e privadas, Igrejas e ONGs, n&atilde;o poupam condena&ccedil;&otilde;es a esta actividade criminosa, qualificando-a de &ldquo; vergonhosa, deplor&aacute;vel e abomin&aacute;vel&rdquo;. &Eacute; consensual que estamos perante uma grave viola&ccedil;&atilde;o dos Direitos Humanos, na medida em que neste hediondo neg&oacute;cio existem pr&aacute;ticas de esclavagismo: coa&ccedil;&atilde;o, maus-tratos, explora&ccedil;&atilde;o, sequestro, perda de identidade, e, sobretudo, &eacute; retirado &agrave;s v&iacute;timas um pressuposto indispens&aacute;vel da sua condi&ccedil;&atilde;o humana e que &eacute; a Liberdade.<\/p>\n<p>O Relat&oacute;rio da ONU de 2006 afirmava &ldquo;&hellip;<em>na pr&aacute;tica, nenhum pa&iacute;s do mundo est&aacute; livre do crime do tr&aacute;fico de pessoas para explora&ccedil;&atilde;o sexual e\/ou laboral&rdquo;.<strong> <\/strong><\/em>&nbsp;&Eacute; um drama transversal a todas as na&ccedil;&otilde;es, seja como &lsquo;pa&iacute;ses de origem ou de destino&rsquo; de pessoas v&iacute;timas de tr&aacute;fico.<\/p>\n<p>Portugal teima em negar &ndash; oficialmente &#8211; a exist&ecirc;ncia entre n&oacute;s de vitimas deste flagelo, preferindo falar em: prostitui&ccedil;&atilde;o, neg&oacute;cio do sexo, alterne, lenoc&iacute;nio. No entanto, as ONGs que operam no terreno&hellip;deparam-se com o olhar apavorado das v&iacute;timas e o seu &lsquo;gemido&rsquo; pedindo liberta&ccedil;&atilde;o. Quase ningu&eacute;m escuta o seu clamor.!<\/p>\n<p>A camuflagem deste fen&oacute;meno envolto no manto de sil&ecirc;ncio que paira a n&iacute;vel social, dificulta a identifica&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas e a aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; sua deplor&aacute;vel realidade. Resulta muito dif&iacute;cil chegar at&eacute; elas, para as ajudar a sair das redes criminosas onde est&atilde;o emaranhadas. Dada a sua especial vulnerabilidade social, caem no enredo e na sedu&ccedil;&atilde;o, deixando-se facilmente enganar pelos aliciadores. E quando d&atilde;o por ela, est&atilde;o asfixiadas na explora&ccedil;&atilde;o, seja laboral ou sexual.<\/p>\n<p>No caso das crian&ccedil;as e das mulheres quando traficadas com fins de explora&ccedil;&atilde;o sexual, s&atilde;o obrigadas a sobre\/viver no medo, condenadas a um sil&ecirc;ncio constrangedor. Elas s&atilde;o, naturalmente, o &ldquo;<em>elo mais fraco<\/em>&rdquo; no meio deste xadrez criminoso. Mal amadas e mal nutridas, mal crescidas e mal ensinadas, convertem-se em presas f&aacute;ceis de depredadores sem escr&uacute;pulos os quais ningu&eacute;m tem m&atilde;o nos rios de dinheiro que lucram com esta actividade.<\/p>\n<p>Queiramos ou n&atilde;o, tenhamos mais ou menos consci&ecirc;ncia deste problema, todavia ele toca-nos a todos bem de perto. E n&atilde;o se pense que s&oacute; atinge &ldquo; <em>mulheres estrangeiras, em situa&ccedil;&atilde;o irregular, em contextos de prostitui&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada&hellip;<\/em>&rdquo;; bem pelo contr&aacute;rio, ele d&aacute;-se perfeitamente no seio das sociedades organizadas e ricas, nos locais mais rec&ocirc;nditos e nas fam&iacute;lias mais insuspeitas.<\/p>\n<p>Neste Dia Europeu de luta contra o Trafico de Pessoas, todos somos interpelados a demonstrar a nossa indigna&ccedil;&atilde;o e dizer: BASTA!<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Ir. M&ordf; J&uacute;lia Bacelar, secret&aacute;ria da CAVITP<\/em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Uni&atilde;o Internacional de Superioras Gerais (UISG) organismo que congrega as Congrega&ccedil;&otilde;es Religiosas femininas, com sede em Roma, criou recentemente uma Rede chamada &ldquo;Religiosas em Rede contra o Trafico de Pessoas&rdquo;. 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