{"id":41288,"date":"2009-10-13T10:17:38","date_gmt":"2009-10-13T10:17:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/13\/cristaos-africanos-devem-ser-acompanhados-no-seu-compromisso-politico\/"},"modified":"2009-10-13T10:17:38","modified_gmt":"2009-10-13T10:17:38","slug":"cristaos-africanos-devem-ser-acompanhados-no-seu-compromisso-politico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cristaos-africanos-devem-ser-acompanhados-no-seu-compromisso-politico\/","title":{"rendered":"Crist\u00e3os africanos devem ser acompanhados no seu compromisso pol\u00edtico"},"content":{"rendered":"<p>Posi\u00e7\u00e3o assumida pelo presidente da Confer\u00eancia Episcopal de Mo\u00e7ambique <!--more--> <\/p>\n<p>A divis&atilde;o experimentada por muitos leigos entre a f&eacute; crist&atilde; e a actividade pol&iacute;tica, como se fossem realidades incompat&iacute;veis, foi um dos aspectos mencionados na interven&ccedil;&atilde;o do presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal de Mo&ccedil;ambique, D. L&uacute;cio Muandula.<\/p>\n<p>&ldquo;Acho que os crist&atilde;os cat&oacute;licos envolvidos na actividade pol&iacute;tica em &Aacute;frica experimentam uma grande solid&atilde;o e um certo abandono por parte da hierarquia das suas Igrejas particulares&rdquo;, disse o bispo de Xai-Xai.<\/p>\n<p>&ldquo;Apesar de alguns deles terem sido formados nas nossas universidades cat&oacute;licas e de serem crist&atilde;os de primeira fila nas missas dominicais das nossas catedrais &ndash; continuou o prelado &ndash; n&atilde;o raras vezes vemo-los envolvidos na aprova&ccedil;&atilde;o de leis contr&aacute;rias &agrave; f&eacute; cat&oacute;lica, como &eacute; o caso da liberaliza&ccedil;&atilde;o do aborto&rdquo;.<\/p>\n<p>J&aacute; o Arcebispo coadjutor de Lubango (Angola) e presidente do &#8220;Inter-regional Meeting of Bishops of Southern Africa&#8221;, D. Gabriel Mbilingi, destacou o trabalho da Associa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; de Gestores e Dirigentes (ACGD), que se est&aacute; a estender &agrave;s dioceses do pa&iacute;s e a S. Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe.<\/p>\n<p>&ldquo;Espera-se que os seus membros participem activa e responsavelmente na vida e na miss&atilde;o da Igreja local, servindo a pessoa humana, a cultura, a economia e a politica, visando mudar, paulatinamente (&hellip;) tudo o que ofende e oprime a dignidade da pessoa humana&rdquo;, referiu o prelado. Para concretizar a sua miss&atilde;o, os leigos da ACGD t&ecirc;m encontros de forma&ccedil;&atilde;o nos v&aacute;rios dom&iacute;nios da sua actividade profissional, realizam retiros espirituais e conv&iacute;vios fraternos, procurando viver a comunh&atilde;o na diversidade.<\/p>\n<p>Para o coordenador em&eacute;rito da Comiss&atilde;o Justi&ccedil;a e Paz da Confer&ecirc;ncia Episcopal dos Camar&otilde;es, Pierre Titi Nwell, um dos maiores problemas do continente &eacute; o facto de o acesso aos &oacute;rg&atilde;os de soberania fugir ao controlo do povo: &ldquo;Desta forma, os dirigentes fazem o que querem e como querem. &Eacute; por isso que n&oacute;s sofremos tanto&rdquo;, declarou. Por isso, &ldquo;ao mesmo tempo que a Igreja tenta converter os cora&ccedil;&otilde;es dos dirigentes, deve assumir (&hellip;) que todos os cidad&atilde;os de um pa&iacute;s t&ecirc;m o direito e o dever de escolher livremente os seus dirigentes e de os demitir quando &eacute; o momento oportuno.&rdquo; Este objectivo deve ser alcan&ccedil;ado &ldquo;com a sociedade civil e com as for&ccedil;as pol&iacute;ticas&rdquo;. Depois de, nos &uacute;ltimos anos, a Igreja ter acompanhado as elei&ccedil;&otilde;es nos Camar&otilde;es, chegou a hora dela abrir &ldquo;os olhos dos seus fi&eacute;is e dos homens e mulheres de boa vontade para as realidades pol&iacute;ticas e o seu impacto na vida de todos e de cada um&rdquo;, respondendo &agrave; &ldquo;tarefa de acompanhamento do povo no caminho da democracia&rdquo; preconizada pela exorta&ccedil;&atilde;o <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/apost_exhortations\/documents\/hf_jp-ii_exh_14091995_ecclesia-in-africa_po.html\" target=\"_blank\">&ldquo;Ecclesia in Africa&rdquo;<\/a>.<\/p>\n<p>O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal do Burkina-Faso, D. S&eacute;raphin Fran&ccedil;ois, descreveu o envolvimento da Igreja na democracia, e sublinhou que, a n&iacute;vel eclesial, dever&aacute; difundir-se o conhecimento da Doutrina Social da Igreja e promover-se o respeito pelas minorias.<\/p>\n<p>Reconcilia&ccedil;&atilde;o, paz, fam&iacute;lia, papel das mulheres, educa&ccedil;&atilde;o, pol&iacute;tica, economia, ecologia e an&uacute;ncio da mensagem crist&atilde; foram alguns dos assuntos mencionados na assembleia.<\/p>\n<p>Toda a Igreja universal &#8211; n&atilde;o somente as Igrejas que l&aacute; se encontram &#8211; deveria interessar-se por &Aacute;frica, defendeu o bispo do Cairo dos Caldeus (Egipto), durante o S&iacute;nodo dos Bispos, que decorre em Roma. &ldquo;Quantas pessoas fora do continente africano leram a <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/apost_exhortations\/documents\/hf_jp-ii_exh_14091995_ecclesia-in-africa_po.html\" target=\"_blank\">&lsquo;Ecclesia in Africa&rsquo;<\/a>?&rdquo;, questionou D. Youssef Sarraf, referindo-se &agrave; exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica de Jo&atilde;o Paulo II.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Promover a reconcilia&ccedil;&atilde;o e a paz<\/strong><\/p>\n<p>A filia&ccedil;&atilde;o divina &eacute; o ponto de partida para a supera&ccedil;&atilde;o das divis&otilde;es e rivalidades entre tribos. O arcebispo de Owerri (Nig&eacute;ria), D. Anthony Valentine, testemunhou o trabalho realizado entre os &ldquo;Igbo&rdquo;, etnia &agrave; qual pertence: &ldquo;Trabalhei com outros filhos e filhas de Deus para eliminar as discrimina&ccedil;&otilde;es que pro&iacute;bem os cat&oacute;licos de contrair matrim&oacute;nio entre si&rdquo;. Este esp&iacute;rito de co-filia&ccedil;&atilde;o deveria ser adoptado pela Igreja como din&acirc;mica constitutiva da fam&iacute;lia, sugeriu D. Valentine.<\/p>\n<p>A Igreja no Qu&eacute;nia quer apoiar a pacifica&ccedil;&atilde;o, em resposta &agrave; viol&ecirc;ncia que atravessa o pa&iacute;s, declarou D. Zacchaeus Okoth, arcebispo de Kisumu. &Eacute; necess&aacute;rio reparar &ldquo;o mal que caus&aacute;mos e os danos que fizemos a n&oacute;s pr&oacute;prios, &agrave; comunidade, &agrave; natureza e a Deus&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p>O superior geral do Instituto de Miss&otilde;es da Consolata, P. Aquil&eacute;o Fiorentini, falou sobre as Escolas de Perd&atilde;o e Reconcilia&ccedil;&atilde;o, formadas por grupos de 15 a 20 pessoas que decidem viver uma experi&ecirc;ncia de cura da mem&oacute;ria n&atilde;o grata (raiva, rancor, &oacute;dio, vingan&ccedil;a) e que desejam abrir-se ao apaziguamento como caminho para o restabelecimento da paz.<\/p>\n<p>A contribui&ccedil;&atilde;o dos leigos e religiosos para a conc&oacute;rdia, designadamente atrav&eacute;s da funda&ccedil;&atilde;o de escolas e hospitais abertos a toda a popula&ccedil;&atilde;o, foi um dos aspectos focados pelo presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal do Uganda, D. Mathias Ssekamanya. O bispo de Lugazi referiu-se ainda &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o, que est&aacute; a levar &ldquo;grande parte do povo africano a perder o sentido da solidariedade e da colabora&ccedil;&atilde;o natural na fam&iacute;lia&rdquo;, o que implica o &ldquo;decl&iacute;nio das pr&aacute;ticas crist&atilde;s saud&aacute;veis&rdquo;. O prelado mencionou tamb&eacute;m a necessidade de uma &ldquo;s&eacute;ria forma&ccedil;&atilde;o&rdquo; no &acirc;mbito da Doutrina Social da Igreja, bem como uma &ldquo;profunda implementa&ccedil;&atilde;o&rdquo; da incultura&ccedil;&atilde;o na catequese.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fam&iacute;lia<\/strong><\/p>\n<p>A evangeliza&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia implica consider&aacute;-la como &ldquo;Igreja dom&eacute;stica&rdquo;, onde o encontro com Cristo ocorre quotidianamente, referiu D. Almachius Rweyongeza, bispo de Kayanga (Tanz&acirc;nia). &Eacute; necess&aacute;rio rever a catequese e a pr&aacute;tica dos casamentos mistos dentro das institui&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Perante a import&acirc;ncia da fam&iacute;lia, o arcebispo de Onitsha (Nig&eacute;ria), D. Valerian Okeke, sugeriu que seja dedicada mais aten&ccedil;&atilde;o &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o dos casais para o matrim&oacute;nio, que se realize continuamente a catequese familiar e que a Igreja se concentre nas necessidades das comunidades familiares. Al&eacute;m destas prioridades, &eacute; necess&aacute;rio dedicar mais aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s dificuldades dos casais sem filhos. &Eacute; a partir da c&eacute;lula mais elementar da sociedade que a reconcilia&ccedil;&atilde;o e a paz chegar&atilde;o ao continente, destacou o prelado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Valorizar as mulheres<\/strong><\/p>\n<p>A interven&ccedil;&atilde;o do arcebispo de Lusaka, (Z&acirc;mbia), D. Telesphore Mpundu centrou-se no dom que as mulheres representam para a humanidade e a sua contribui&ccedil;&atilde;o para a Igreja. Apesar da sua import&acirc;ncia, o seu carisma n&atilde;o &eacute; adequadamente reconhecido nem utilizado de maneira suficiente. N&atilde;o existir&aacute; desenvolvimento significativo se as mulheres, que s&atilde;o pelo menos 50% da popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, forem marginalizadas, assinalou D. Telesphore.<\/p>\n<p>&ldquo;Quais s&atilde;o os programas concretos que temos que implementar para tornar a mulher mais participativa, respons&aacute;vel, aut&ecirc;ntica e activamente vis&iacute;vel na nossa Igreja?&rdquo;, perguntou o bispo de Kakamega (Qu&eacute;nia), D. Philip Sulumeti. Elas executam 80% da actividade agr&iacute;cola e 90% do trabalho dom&eacute;stico, na maioria dos casos sem acesso a ferramentas essenciais. Diante desta perspectiva, indicou o prelado, os homens s&atilde;o chamados a submeterem-se a uma convers&atilde;o radical. &ldquo;Ao educar as mulheres, educa-se uma na&ccedil;&atilde;o&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Educa&ccedil;&atilde;o: esteio da Igreja e do continente<\/strong><\/p>\n<p>O ensino tem sido um importante componente da miss&atilde;o da Igreja na G&acirc;mbia, cuja maioria da popula&ccedil;&atilde;o (90%) &eacute; constitu&iacute;da por mu&ccedil;ulmanos. O bispo de Banjul, D. Robert Ellison, acredita que a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; um caminho para a paz entre os v&aacute;rios grupos religiosos, sociais e tribais que constituem o pa&iacute;s, ao mesmo tempo que real&ccedil;a os valores religiosos e morais comuns do Isl&atilde;o e do Cristianismo.<\/p>\n<p>O prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para os Bispos, Cardeal Giovanni Re, centrou as suas palavras na import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o para a reconcilia&ccedil;&atilde;o. Depois de evocar a ac&ccedil;&atilde;o das escolas cat&oacute;licas, religiosos e catequistas, aquele respons&aacute;vel do Vaticano afirmou que os Bispos devem esfor&ccedil;ar-se na forma&ccedil;&atilde;o das consci&ecirc;ncias, especialmente no que aos sacerdotes diz respeito. &ldquo;A Igreja &ndash; declarou &ndash; caminha com os p&eacute;s dos sacerdotes, que s&atilde;o &lsquo;os p&eacute;s do mensageiro que anuncia a paz&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por uma nova economia<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;Um dos tristes fen&oacute;menos que alimenta a imagem negativa da &Aacute;frica atrav&eacute;s dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; a migra&ccedil;&atilde;o clandestina de milhares de africanos para a Europa ocidental, em particular a perda de vidas humanas que se verifica periodicamente entre as areias do Saara e as &aacute;guas do Oceano Atl&acirc;ntico e do Mediterr&acirc;neo&rdquo;, indicou o primeiro vice-presidente do Simp&oacute;sio das Confer&ecirc;ncias Episcopais da &Aacute;frica e Madag&aacute;scar, Cardeal Th&eacute;odore-Adrien Sarr. O &ldquo;saque&rdquo; dos recursos naturais, a corrup&ccedil;&atilde;o dos dirigentes africanos e os conflitos internos s&atilde;o algumas das causas daquela realidade apontadas pelo arcebispo de Dakar (Senegal). &ldquo;Sabemos que n&atilde;o s&atilde;o as barreiras da pol&iacute;cia, por muito intranspon&iacute;veis que sejam, a deter a migra&ccedil;&atilde;o clandestina, mas a redu&ccedil;&atilde;o efectiva da pobreza atrav&eacute;s da promo&ccedil;&atilde;o de um desenvolvimento econ&oacute;mico e social que se estenda &agrave;s massas populares do nosso pa&iacute;s&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>O respons&aacute;vel da diocese de Osogbo (Nig&eacute;ria), D. Gabriel Abegunrin, aludiu ao &ldquo;consider&aacute;vel n&uacute;mero&rdquo; de emigrantes africanos presente &ldquo;em todos os pa&iacute;ses do Ocidente&rdquo;; desde o in&iacute;cio da crise econ&oacute;mica, alguns Estados endureceram as suas leis, chegando ao ponto de negar os direitos humanos das comunidades provenientes de &Aacute;frica. Esta realidade, bem como a viol&ecirc;ncia que vitima os jovens do continente, tem que ser contrariada pela &ldquo;voz prof&eacute;tica da Igreja&rdquo;, que &ldquo;deve ser ouvida sem ambiguidade&rdquo;.<\/p>\n<p>As rela&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas entre os Estados foram um dos temas abordados pelo director do Instituto Cat&oacute;lico para o Desenvolvimento, Justi&ccedil;a e Paz (Nig&eacute;ria), Mons. Obiora Ike: &ldquo;Devemos pregar que chegou o fim da economia que visa o lucro para si mesma, da economia de mercado que n&atilde;o entende a liberdade como uma responsabilidade, de uma economia que n&atilde;o v&ecirc; a fam&iacute;lia humana como o seu fundamento&rdquo;. Por isso, a Igreja deve empenhar-se em &ldquo;actividades de micro-economia que favore&ccedil;am os pobres e os ajudem a aceder a meios para se sustentarem e progredirem&rdquo;. &ldquo;Por causa da pobreza &ndash; acusou &ndash; muitos jovens e profissionais que lutam pela sobreviv&ecirc;ncia desvirtuam-se&rdquo;, ao mesmo tempo que os &ldquo;verdadeiros ladr&otilde;es da riqueza do pa&iacute;s ficam impunes e continuam a roubar de acordo com conspira&ccedil;&otilde;es locais e internacionais&rdquo;. O prelado apelou tamb&eacute;m ao fim da pena de morte e a um maior envolvimento da Igreja nas pris&otilde;es.<\/p>\n<p>O presidente da Federa&ccedil;&atilde;o de Confer&ecirc;ncias Episcopais Cat&oacute;licas da Oce&acirc;nia, D. Peter Ingham, dedicou o n&uacute;cleo da sua interven&ccedil;&atilde;o ao &ldquo;Fundo para o Desenvolvimento Cat&oacute;lico&rdquo;, que poder&aacute; servir de exemplo para as dioceses africanas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Recursos naturais<\/strong><\/p>\n<p>As inunda&ccedil;&otilde;es e secas resultantes do derrube de &aacute;rvores sem a devida refloresta&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m conduzido &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o das safras agr&iacute;colas, denunciou o arcebispo de Tororo (Uganda), D. Denis Lote. &ldquo;As leis naturais n&atilde;o podem ser ignoradas; o mundo f&iacute;sico tem leis que devem ser respeitadas&rdquo;, afirmou. Neste sentido, o problema das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &eacute; uma quest&atilde;o moral para todos.<\/p>\n<p>O respons&aacute;vel pela diocese de Bokungu-Ikela (Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo), D. Fridolin Besungu, sublinhou que os recursos naturais s&atilde;o importantes para a recupera&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica do pa&iacute;s, mas, simultaneamente, constituem fonte de cobi&ccedil;a, conflitos e corrup&ccedil;&atilde;o, sendo alvos da m&aacute;fia internacional, da qual alguns congoleses s&atilde;o c&uacute;mplices.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>An&uacute;ncio da mensagem crist&atilde;: desafios e sucessos<\/strong><\/p>\n<p>O fen&oacute;meno da feiti&ccedil;aria esteve no centro da interven&ccedil;&atilde;o do bispo de Uyo (Nig&eacute;ria), D. Joseph Ekuwem. O &ldquo;nosso povo acredita fortemente na exist&ecirc;ncia de um tipo de for&ccedil;a do mal e nas suas obras maliciosas&rdquo;, afirmou. Para combater esta realidade, &eacute; preciso uma forma&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica e teol&oacute;gica nas faculdades teol&oacute;gicas, com modalidades mais simples para o ensino dos fi&eacute;is. D. Ekuwem sugeriu tamb&eacute;m a aprova&ccedil;&atilde;o de um novo rito do exorcismo, a ser disponibilizado aos sacerdotes, assim como a nomea&ccedil;&atilde;o de um exorcista em cada diocese.<\/p>\n<p>O diminuto apoio aos prisioneiros foi denunciado pela coordenadora da Comiss&atilde;o Internacional Cat&oacute;lica para o Apoio Pastoral nas Pris&otilde;es, Ir. Jacqueline Atabong, dos Camar&otilde;es: &ldquo;Sabemos que muitas das nossas pris&otilde;es (&hellip;) est&atilde;o superlotadas com pessoas pobres e desprovidos. Elas s&atilde;o estruturalmente inadequadas e trazem pr&aacute;ticas que s&atilde;o desumanas, violentas (&hellip;) e podem algumas vezes causar a morte. O direito dos prisioneiros n&atilde;o &eacute; respeitado e a reinser&ccedil;&atilde;o dos ex-prisioneiros &eacute; um supl&iacute;cio&rdquo;. A Igreja, por seu lado, n&atilde;o tem conseguido acompanhar devidamente estas situa&ccedil;&otilde;es: &ldquo;Sabemos que em muitas dioceses o apostolado carcer&aacute;rio ainda n&atilde;o existe, ou est&aacute; pobremente organizado, com pessoal escasso ou n&atilde;o treinado, e tem pouco ou nenhum apoio das autoridades da Igreja ou do Estado&rdquo;.<\/p>\n<p>A actua&ccedil;&atilde;o dos Focolares na &Aacute;frica subsaariana, que remonta a 1963, reflecte-se hoje na espiritualidade de mais de 170 mil pessoas, referiu Genevi&egrave;ve Sanze, da Costa do Marfim. Esta respons&aacute;vel da Obra de Maria exemplificou o contributo daquele Movimento para a justi&ccedil;a e para a paz, atrav&eacute;s do programa &ldquo;Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, realizado em Fontem, nos Camar&otilde;es. &ldquo;Pedido de perd&atilde;o e de reconcilia&ccedil;&atilde;o entre familiares e vizinhos, respeito dos valores morais, regresso aos sacramentos&rdquo; e &ldquo;experi&ecirc;ncia da paz interior&rdquo; s&atilde;o alguns dos frutos desta iniciativa. A funda&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;escola de incultura&ccedil;&atilde;o&rdquo; em Nairobi (Qu&eacute;nia), no ano de 1992, foi outro dos casos de sucesso referidos por Genevi&egrave;ve Sanze. O objectivo da institui&ccedil;&atilde;o, fundada por Chiara Lubich, consiste em aprofundar o enraizamento do Evangelho nas culturas africanas &agrave; luz do carisma da unidade, possibilitando a descoberta e a express&atilde;o dos &ldquo;valores e limites das nossas pr&oacute;prias culturas&rdquo;, e contribuindo para &ldquo;nos apercebermos do patrim&oacute;nio comum&rdquo;, referiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Posi\u00e7\u00e3o assumida pelo presidente da Confer\u00eancia Episcopal de Mo\u00e7ambique<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[93,106,127,189,191,199,203,212,262,294,314],"class_list":["post-41288","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-aborto","tag-angola","tag-catequese","tag-direitos-humanos","tag-economia","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-focolares","tag-mocambique","tag-sacramentos","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41288"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41288\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}