{"id":41241,"date":"2009-10-09T17:35:33","date_gmt":"2009-10-09T17:35:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/09\/joana-jugan-irma-maria-da-cruz\/"},"modified":"2009-10-09T17:35:33","modified_gmt":"2009-10-09T17:35:33","slug":"joana-jugan-irma-maria-da-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/joana-jugan-irma-maria-da-cruz\/","title":{"rendered":"Joana Jugan, Irm\u00e3 Maria da Cruz"},"content":{"rendered":"<p>Nascida em Cancale, em Ille-et-Vilaine (Fran&ccedil;a), na aldeia de Petites Croix, no dia 25 de Outubro de 1792, Joana Jugan &eacute; baptizada no mesmo dia do seu nascimento na igreja de Saint-M&eacute;en em plena tormenta revolucion&aacute;ria. O seu pai, marinheiro como a maioria dos homens da sua regi&atilde;o, encontrava-se na grande pesca de Terranova. Quatro anos mais tarde, desaparece no mar. A sua m&atilde;e fica sozinha para educar os seus 4 filhos (outros 4 tinham falecido de pequenos). Para ajudar a fam&iacute;lia, Joana, aos 16 anos, vai como ajudante de cozinha a um solar perto de Cancale.<\/p>\n<p>A&iacute; permanece at&eacute; &agrave; idade de 25 anos, depois deixa a sua casa para ir para Saint-Servan onde trabalhar&aacute; como ajudante de enfermeira no hospital &ldquo;do Rosais&rdquo;. Ao pedido de casamento dum jovem marinheiro, ela responde: &ldquo;Deus quer-me para Ele, guarda-me para uma obra que ainda n&atilde;o est&aacute; fundada&rdquo;.<\/p>\n<p>Joana Jugan somente quer servir a Deus e aos outros, aos pobres, particularmente aos mais d&eacute;beis, mais desamparados, fiel ao ideal de configura&ccedil;&atilde;o a Jesus por Maria que ensinava S&atilde;o Jo&atilde;o Eudes aos membros da Ordem Terceira do Cora&ccedil;&atilde;o da M&atilde;e Admir&aacute;vel, associa&ccedil;&atilde;o a que Joana pertencera desde &agrave; idade de 25 anos.<\/p>\n<p>Uma tarde de Inverno de 1839, ela abre a porta da sua casa e do seu cora&ccedil;&atilde;o a uma velhinha cega e meio paralisada, bruscamente reduzida &agrave; solid&atilde;o. Joana d&aacute;-lhe a sua cama&#8230; Este gesto vai compromet&ecirc;-la, para sempre. Outra velhinha seguir&aacute; e depois uma terceira&#8230; Em 1843 ser&aacute; quarenta, que rodeiam Joana e as suas tr&ecirc;s jovens companheiras. Estas &uacute;ltimas nomeiam-na superiora da pequena associa&ccedil;&atilde;o, que se encaminha para uma verdadeira vida religiosa.<\/p>\n<p>Em breve Joana Jugan ser&aacute; destitu&iacute;da deste cargo, reduzida &agrave; simples actividade do pedit&oacute;rio, dura tarefa que ela empreende, animada nesta iniciativa de caridade e partilha pelos Irm&atilde;os de S&atilde;o Jo&atilde;o de Deus. &Agrave; injusti&ccedil;a, Joana somente responde com o sil&ecirc;ncio, a delicadeza, o abandono. A sua f&eacute; e o seu amor descobrem nesta decis&atilde;o o caminho de Deus para ela e para a sua fam&iacute;lia religiosa.&nbsp;<\/p>\n<p>No decorrer dos anos, a sombra deste anonimato se estende cada vez mais sobre Joana Jugan. O come&ccedil;o da sua obra &eacute; falsificado. Vive 27 anos posta de lado (1852 a 1879), quatro deles na casa de Rennes, e os vinte e tr&ecirc;s &uacute;ltimos em La Tour Saint Joseph, (casa M&atilde;e da Congrega&ccedil;&atilde;o das Irm&atilde;zinhas dos Pobres desde 1856).&nbsp;<\/p>\n<p>&Agrave; sua morte, no dia 29 de Agosto de 1879, tem 87 anos e poucas Irm&atilde;zinhas sabem que ela &eacute; a fundadora, mas a sua influ&ecirc;ncia entre as jovens postulantes e novi&ccedil;as, com as quais partilha a sua vida no decorrer destes &uacute;ltimos vinte e sete anos, &eacute; decisiva. Atrav&eacute;s deste contacto prolongado, passa o carisma inicial, o esp&iacute;rito com que iniciou a obra se transmite.<\/p>\n<p>Pouco a pouco, a luz vai brilhando&#8230; A partir de 1902, a verdade come&ccedil;a a revelar-se: Joana Jugan, Irm&atilde; Maria da Cruz, morta no esquecimento, um quarto de s&eacute;culo antes, j&aacute; n&atilde;o &eacute; a terceira Irm&atilde;zinha, como tinham feito crer, sen&atilde;o a primeira, a Fundadora.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Irm&atilde;zinhas dos Pobres &#8211; Portugal<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida em Cancale, em Ille-et-Vilaine (Fran&ccedil;a), na aldeia de Petites Croix, no dia 25 de Outubro de 1792, Joana Jugan &eacute; baptizada no mesmo dia do seu nascimento na igreja de Saint-M&eacute;en em plena tormenta revolucion&aacute;ria. O seu pai, marinheiro como a maioria dos homens da sua regi&atilde;o, encontrava-se na grande pesca de Terranova. Quatro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[168],"class_list":["post-41241","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-diocese-da-guarda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41241","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41241"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41241\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}