{"id":4120,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/joao-paulo-ii-faz-um-balanco-da-situacao-internacional\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"joao-paulo-ii-faz-um-balanco-da-situacao-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/joao-paulo-ii-faz-um-balanco-da-situacao-internacional\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Paulo II faz um balan\u00e7o da situa\u00e7\u00e3o internacional"},"content":{"rendered":"<p>Discurso ao Corpo Diplom\u00e1tico credenciado junto da Santa S\u00e9  <!--more--> Discurso ao Corpo Diplom\u00e1tico credenciado junto da Santa S\u00e9   Excel\u00eancias,  Senhoras e senhores,   Compraz-me sempre, ao iniciar-se um novo ano, encontrar-me convosco por ocasi\u00e3o da tradicional troca de felicita\u00e7\u00f5es. Agrade\u00e7o particularmente os desejos que sua excel\u00eancia o embaixador Giovanni Galassi me expressou em vosso nome.  De todo cora\u00e7\u00e3o agrade\u00e7o os vossos nobres sentimentos assim como o interesse benevolente com o qual seguis quotidianamente a actividade da Santa S\u00e9. Atrav\u00e9s das vossas pessoas, sinto-me perto dos povos que representais. Todos podem estar seguros da ora\u00e7\u00e3o e do afecto do Papa, que os convida a unir talentos e recursos para construir juntos um porvir de paz e de prosperidade compartilhada!   Este encontro oferece-me tamb\u00e9m a ocasi\u00e3o privilegiada para colocar junto a v\u00f3s um olhar sobre o mundo, tal e como o modelam os homens e mulheres deste tempo.   A celebra\u00e7\u00e3o de Natal recorda a ternura de Deus pela humanidade, manifestada em Jesus, e fez ressoar uma vez mais a mensagem sempre nova de Bel\u00e9m: \u00abPaz na terra aos homens que amam o Senhor!\u00bb.   Esta mensagem chega este ano, mais uma vez, enquanto muitos povos continuam a experimentar as consequ\u00eancias de lutas armadas, sofrem a pobreza, s\u00e3o v\u00edtimas de injusti\u00e7as escandalosas ou de pandemias dif\u00edceis de controlar. Sua excel\u00eancia, o Senhor Galassi, fez eco destas com a agudeza que todos reconhecemos nele. Por minha parte, eu quero compartilhar convosco quatro convic\u00e7\u00f5es que a in\u00edcios do ano 2004 envolveram a minha reflex\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o.   1. A PAZ SEMPRE AMEA\u00c7ADA  Estes \u00faltimos meses viram-se afectados pelos acontecimentos que sucederam no M\u00e9dio Oriente, que se apresenta, uma vez mais, como uma regi\u00e3o de contraste e de guerras.   Os numerosos passos dados pela Santa S\u00e9 para evitar o penoso conflito ocorrido no Iraque s\u00e3o conhecidos. O que hoje importa \u00e9 que a comunidade internacional ajude os iraquianos, que se libertaram de um regime que os oprimia, para que estejam em condi\u00e7\u00f5es de retomar as r\u00e9deas do seu pa\u00eds, de consolidar a sua soberania, de determinar democraticamente um sistema pol\u00edtico e econ\u00f3mico conforme suas aspira\u00e7\u00f5es e que o Iraque volte a ser um s\u00f3cio de confian\u00e7a na comunidade internacional.   A falta de resolu\u00e7\u00e3o do problema israelo-palestiniano continua a ser um factor de desestabiliza\u00e7\u00e3o permanente para toda a regi\u00e3o, sem contar os inenarr\u00e1veis sofrimentos impostos \u00e0s popula\u00e7\u00f5es israelita e palestiniana.  N\u00e3o me cansarei jamais de repetir aos respons\u00e1veis destes povos: a op\u00e7\u00e3o pelas armas, o recurso por uma parte ao terrorismo e por outra parte \u00e0s repres\u00e1lias, \u00e0 humilha\u00e7\u00e3o do advers\u00e1rio, \u00e0 propaganda do \u00f3dio, n\u00e3o levam a nenhuma parte. Somente o respeito das leg\u00edtimas aspira\u00e7\u00f5es de uns e outros, o regresso \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00f5es e o compromisso concreto da comunidade internacional podem levar a um in\u00edcio de solu\u00e7\u00e3o.  A aut\u00eantica e duradoura paz n\u00e3o se pode reduzir a um simples equil\u00edbrio entre as for\u00e7as presentes; \u00e9 sobretudo o fruto de uma ac\u00e7\u00e3o moral e jur\u00eddica.   Poderia mencionar outras tens\u00f5es e conflitos, sobretudo em \u00c1frica. O seu impacto sobre as popula\u00e7\u00f5es \u00e9 dram\u00e1tico. Aos efeitos da viol\u00eancia acresce a deteriora\u00e7\u00e3o do tecido internacional, fazendo que povos inteiros caiam no desespero. . Haveria que evocar desta forma o perigo que ainda representam a fabrica\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio de armas, que continuam a aparecer abundantemente nestas zonas em perigo.   Esta manh\u00e3 quero render homenagem em particular a D. Michael Courtney, n\u00fancio apost\u00f3lico no Burundi, assassinado recentemente. Assim como todos os n\u00fancios e todos os diplomatas, quis antes de tudo servir \u00e0 causa da paz e do di\u00e1logo. Rendo tributo ao seu valor e \u00e0 sua preocupa\u00e7\u00e3o por apoiar o povo burundin\u00eas no seu caminho para a paz e para uma maior fraternidade, em virtude de seu minist\u00e9rio episcopal e de sua tarefa diplom\u00e1tica.  Recordo, desta forma, a mem\u00f3ria do senhor S\u00e9rgio Vieira de Mello, representante especial da ONU no Iraque, assassinado num atentado no exerc\u00edcio de sua miss\u00e3o. Quero evocar tamb\u00e9m todos os membros do corpo diplom\u00e1tico que, ao longo dos \u00faltimos anos, perderam a vida ou tiveram de sofrer por causa de seu mandato.   E, como n\u00e3o mencionar o terrorismo internacional que, ao semear o medo, o \u00f3dio e o fanatismo, desonra todas as causas que pretende servir? Limitar-me-ei a dizer que toda civiliza\u00e7\u00e3o digna deste nome sup\u00f5e a rejei\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica das rela\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia. Por este motivo, e digo-o diante de um audit\u00f3rio de diplomatas, n\u00e3o podemos resignar-nos nunca a aceitar passivamente que a viol\u00eancia tome a paz como ref\u00e9m!   \u00c9 mais urgente do que nunca voltar a uma seguran\u00e7a colectiva mais efectiva que d\u00ea \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas o lugar e o papel que lhe corresponde. H\u00e1 que aprender mais do que nunca a tirar as li\u00e7\u00f5es do passado distante e recente.  Em qualquer caso, h\u00e1 uma coisa clara: a guerra n\u00e3o resolve os conflitos entre os povos!   2. A F\u00c9: FOR\u00c7A PARA CONSTRUIR A PAZ  Se vou falar aqui em nome da Igreja Cat\u00f3lica, sei que as diferentes confiss\u00f5es e os fi\u00e9is de outras religi\u00f5es se consideram como testemunhas de um Deus de justi\u00e7a e de paz.   Quando cremos que toda pessoa humana recebeu do Criador uma dignidade \u00fanica, que cada um de n\u00f3s \u00e9 sujeito de direitos e de liberdades inalien\u00e1veis, que servir a outros \u00e9 crescer em humanidade, e &#8211; com maior raz\u00e3o &#8211; quando se diz disc\u00edpulo d\u2019Aquele que disse: \u00abNisto conhecer\u00e3o todos que sois disc\u00edpulos meus: se vos amardes uns aos outros\u00bb (Jo 13, 35), pode-se compreender claramente o capital que representam as comunidades de crentes na constru\u00e7\u00e3o de um mundo pacificado e pac\u00edfico.   No que a ela se refere, a Igreja Cat\u00f3lica p\u00f5e \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de todos o exemplo de sua unidade e de sua universalidade, o testemunho de muitos santos que souberam amar seus inimigos, de muitos homens pol\u00edticos que encontraram no Evangelho o valor para viver a caridade nos conflitos.  Ali, onde a paz est\u00e1 em causa, h\u00e1 crist\u00e3os testemunhando com palavras e actos que a paz \u00e9 poss\u00edvel. Este \u00e9 o sentido, v\u00f3s sabeis bem, das interven\u00e7\u00f5es da Santa S\u00e9 nos debates internacionais.   3. A RELIGI\u00c3O NA SOCIEDADE: PRESEN\u00c7A E DI\u00c1LOGO  As comunidades de crentes est\u00e3o presentes em todas as sociedades como express\u00e3o da dimens\u00e3o religiosa da pessoa humana. Portanto, os crentes esperam legitimamente poder participar do di\u00e1logo p\u00fablico. Infelizmente, deve-se constatar que nem sempre \u00e9 assim.   Somos testemunhas, nos \u00faltimos tempos, de uma atitude que poderia p\u00f4r em perigo o respeito efectivo da liberdade de religi\u00e3o em certos pa\u00edses da Europa. Se todo o mundo est\u00e1 de acordo em respeitar o sentimento religioso dos indiv\u00edduos, n\u00e3o se pode dizer o mesmo do \u00abfacto religioso\u00bb, ou seja, a dimens\u00e3o social das religi\u00f5es, ao esquecer os compromissos assumidos no marco do que ent\u00e3o se chamava a \u00abConfer\u00eancia sobre a Coopera\u00e7\u00e3o e a Seguran\u00e7a na Europa\u00bb. Com frequ\u00eancia se invoca o princ\u00edpio de laicidade, em si mesmo leg\u00edtimo, se \u00e9 compreendido como a distin\u00e7\u00e3o entre a comunidade pol\u00edtica e as religi\u00f5es (Cf. \u00abGaudium et Spes\u00bb, n. 76). Mas, distin\u00e7\u00e3o n\u00e3o quer dizer ignor\u00e2ncia! A laicidade n\u00e3o \u00e9 o laicismo! N\u00e3o \u00e9 outra coisa que o respeito de todas as cren\u00e7as por parte do Estado, que assegura o livre exerc\u00edcio das actividades de culto, espirituais, culturais e caritativas das comunidades de crentes.  Numa sociedade pluralista, a laicidade \u00e9 um lugar de comunica\u00e7\u00e3o entre as diferentes tradi\u00e7\u00f5es espirituais e a na\u00e7\u00e3o. As rela\u00e7\u00f5es Igreja-Estado podem e devem dar lugar a um di\u00e1logo respeitoso, que transmita experi\u00eancias e valores fecundos para o porvir de uma na\u00e7\u00e3o. Um sadio di\u00e1logo entre o Estado e as Igrejas &#8211; que n\u00e3o s\u00e3o concorrentes, mas parceiros -, pode sem d\u00favida favorecer o desenvolvimento integral da pessoa e a harmonia da sociedade.   A dificuldade para aceitar o facto religioso na vida p\u00fablica verificou-se de maneira emblem\u00e1tica por ocasi\u00e3o do recente debate sobre as ra\u00edzes crist\u00e3s da Europa. Alguns fizeram uma releitura da hist\u00f3ria atrav\u00e9s do prisma de ideologias redutoras, esquecendo o contributo do cristianismo para a cultura e as institui\u00e7\u00f5es do continente: a dignidade da pessoa humana, a liberdade, o sentido do universal, a escola e a universidade, as obras de solidariedade. Sem subestimar as demais tradi\u00e7\u00f5es religiosas, \u00e9 um facto que a Europa se afirmou ao mesmo tempo em que era evangelizada. E \u00e9 um dever de justi\u00e7a recordar que at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, os crist\u00e3os, ao promover a liberdade e os direitos do homem, contribu\u00edram para a transforma\u00e7\u00e3o pac\u00edfica de regimes autorit\u00e1rios, assim como para a restaura\u00e7\u00e3o da democracia na Europa central e oriental.   4. CRIST\u00c3OS, TODOS JUNTOS, SOMOS RESPONS\u00c1VEIS PELA PAZ E PELA UNIDADE DA FAM\u00cdLIA HUMANA  Sabeis que o compromisso ecum\u00e9nico \u00e9 um dos interesses de meu Pontificado. Com efeito, estou convencido de que se os crist\u00e3os fossem capazes de superar suas divis\u00f5es o mundo seria mais solid\u00e1rio. Por este motivo sempre favoreci os encontros e declara\u00e7\u00f5es comuns, vendo em cada um deles um exemplo e um est\u00edmulo para a unidade da fam\u00edlia humana.   Crist\u00e3os, temos a responsabilidade pelo \u00abEvangelho da paz\u00bb (Ef 6,15). Todos juntos podemos contribuir eficazmente para o respeito da vida, a tutela da dignidade da pessoa humana e dos seus direitos inalien\u00e1veis, da justi\u00e7a social e da preserva\u00e7\u00e3o do ambiente.  Tamb\u00e9m, a pr\u00e1tica de um estilo de vida evang\u00e9lico faz com que os crist\u00e3os possam ajudar os seus companheiros de humanidade a superar os instintos, a viver gestos de compreens\u00e3o e de perd\u00e3o, a sair juntos em ajuda dos que necessitam.  N\u00e3o se valoriza suficientemente a for\u00e7a pacificadora que os crist\u00e3os unidos poderiam ter no seio de sua pr\u00f3pria comunidade, assim como no seio da sociedade civil.   Se digo isto, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para recordar a todos os que invocam a Cristo a imperiosa necessidade de empreender com resolu\u00e7\u00e3o o caminho que leva \u00e0 unidade como Cristo a quer, mas tamb\u00e9m para indicar aos respons\u00e1veis das sociedades os recursos dispon\u00edveis no patrim\u00f3nio crist\u00e3o e naqueles que o vivem.   Neste campo, pode-se citar um exemplo concreto: a educa\u00e7\u00e3o na paz. Haveis podido reconhecer nestas palavras o tema de minha Mensagem para o dia mundial da paz deste ano.  \u00c0 luz da raz\u00e3o e da f\u00e9, a Igreja prop\u00f5e uma pedagogia da paz para preparar tempos melhores. Deseja p\u00f4r \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de todos as suas energias espirituais, convencida de que \u00aba injusti\u00e7a h\u00e1 de complementar-se com a caridade\u00bb (n. 10). Isto \u00e9 o que propomos humildemente a todos os homens de boa vontade porque, \u00abn\u00f3s crist\u00e3os sentimos, como caracter\u00edstica pr\u00f3pria de nossa religi\u00e3o, o dever de formar-nos a n\u00f3s mesmos e aos demais para a paz\u00bb (n. 3).    Estes s\u00e3o os pensamentos que queria compartilhar convosco, excel\u00eancias, senhoras e senhores, ao come\u00e7ar um novo ano. Amadureceram ante o pres\u00e9pio, ante Jesus que compartilhou e amou a vida dos homens. Continua sendo contempor\u00e2neo a cada um de n\u00f3s e a cada um dos povos aqui representados.  Confio a Deus na ora\u00e7\u00e3o vossos projectos e realiza\u00e7\u00f5es, e invoco para v\u00f3s mesmos e para vossos entes queridos a abund\u00e2ncia de suas b\u00ean\u00e7\u00e3os. Feliz ano novo!  Vaticano, 12 de Janeiro de 2004, Jo\u00e3o Paulo II<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discurso ao Corpo Diplom\u00e1tico credenciado junto da Santa S\u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[101,165,193,203,206,237,266,267,285,297,314],"class_list":["post-4120","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-africa","tag-dia-mundial-da-paz","tag-educacao","tag-europa","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-nacoes-unidas","tag-natal","tag-patrimonio","tag-santa-se","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4120","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4120"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4120\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}