{"id":41196,"date":"2009-10-08T15:12:39","date_gmt":"2009-10-08T15:12:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/08\/estado-e-a-igreja-em-portugal-no-inicio-do-sec-xx\/"},"modified":"2009-10-08T15:12:39","modified_gmt":"2009-10-08T15:12:39","slug":"estado-e-a-igreja-em-portugal-no-inicio-do-sec-xx","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/estado-e-a-igreja-em-portugal-no-inicio-do-sec-xx\/","title":{"rendered":"Estado e a Igreja em Portugal no in\u00edcio do s\u00e9c. XX"},"content":{"rendered":"<p>O Episcopado e o clero &eacute; que fizeram a verdadeira separa&ccedil;&atilde;o do Estado e da Igreja em 1911 e n&atilde;o o governo republicano &#8211; diz o padre Jo&atilde;o Seabra na sua tese de doutoramento, agora transformada em livro.<\/p>\n<p>Em &ldquo;O Estado e a Igreja em Portugal no in&iacute;cio do s&eacute;c. XX&rdquo;, este te&oacute;logo revela a persegui&ccedil;&atilde;o a que a Igreja foi sujeita durante a I Rep&uacute;blica e a forma como resistiu e ultrapassou as press&otilde;es pol&iacute;ticas da &eacute;poca.<\/p>\n<p>A implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, em Outubro de 1910, significou para a Igreja portuguesa o intensificar de uma persegui&ccedil;&atilde;o que j&aacute; se fazia sentir nos &uacute;ltimos tempos das Monarquia.<\/p>\n<p>Nos primeiros 6 meses v&aacute;rias medidas foram tomadas, mas o culminar da ac&ccedil;&atilde;o do ent&atilde;o Ministro da Justi&ccedil;a Afonso Costa foi a publica&ccedil;&atilde;o da lei da Separa&ccedil;&atilde;o do Estado das Igrejas, a 20 de Abril de 1911.<\/p>\n<p>Atrav&eacute;s desta legisla&ccedil;&atilde;o, o Estado impunha uma s&eacute;rie de condi&ccedil;&otilde;es &agrave;s Igrejas, sobretudo &agrave; cat&oacute;lica. A Lei intitulava-se da &ldquo;Separa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, mas para o Padre Jo&atilde;o Seabra, era antes de sujei&ccedil;&atilde;o da Igreja ao Estado. A sua teoria, defendida na tese de doutoramento agora transformada em livro, &eacute; que quem realmente fez a separa&ccedil;&atilde;o foram o clero e o episcopado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al&eacute;m da persegui&ccedil;&atilde;o directa aos membros da Igreja Cat&oacute;lica, as novas regras, nomeadamente, o C&oacute;digo do Registo Civil , tamb&eacute;m serviram para afastar os fi&eacute;is. Baptismos, casamentos e funerais passaram a ser poss&iacute;veis apenas depois do acto ser registado civilmente, refere o padre Jo&atilde;o Seabra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jo&atilde;o Seabra, p&aacute;roco da igreja da Encarna&ccedil;&atilde;o em Lisboa, n&atilde;o tem d&uacute;vidas em classificar este per&iacute;odo &ndash; sobretudo entre 1911 e 1918 &ndash; como o pior das rela&ccedil;&otilde;es da Igreja com o Estado em toda a hist&oacute;ria de Portugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de tudo, para o padre Jo&atilde;o Seabra, as grandes dificuldades que o clero passou serviram para &ldquo;separar o trigo do joio&rdquo; e deixar apenas os melhores.<\/p>\n<p>Segundo o assistente diocesano da Fraternidade Comunh&atilde;o e Liberta&ccedil;&atilde;o a dureza serviu tamb&eacute;m para ajudar a formar grupos de cat&oacute;licos muito conscientes. As apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima, sublinha Jo&atilde;o Seabra, contribu&iacute;ram decisivamente para a profunda renova&ccedil;&atilde;o do clero.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E 100 anos depois, como &eacute; a Igreja se relaciona com o Estado? A separa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica &eacute; clara e h&aacute; uma coopera&ccedil;&atilde;o institucional. Jo&atilde;o Seabra diz que h&aacute; passos no bom caminho, mas na pr&aacute;tica e em alguns pontos, a liberdade religiosa ainda n&atilde;o &eacute; plena, como na &aacute;rea do Ensino, onde a liberdade religiosa choca com a falta de liberdade na Educa&ccedil;&atilde;o, controlada pelo Estado.<\/p>\n<p>O livro &ldquo; O Estado e a Igreja no in&iacute;cio do XX&rdquo; vai ser apresentado esta Quinta-feira ao fim da tarde por Marcelo Rebelo de Sousa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Episcopado e o clero &eacute; que fizeram a verdadeira separa&ccedil;&atilde;o do Estado e da Igreja em 1911 e n&atilde;o o governo republicano &#8211; diz o padre Jo&atilde;o Seabra na sua tese de doutoramento, agora transformada em livro. Em &ldquo;O Estado e a Igreja em Portugal no in&iacute;cio do s&eacute;c. XX&rdquo;, este te&oacute;logo revela a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-41196","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41196"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41196\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}