{"id":41164,"date":"2009-10-07T12:22:43","date_gmt":"2009-10-07T12:22:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/07\/joao-parente-padre-e-numismata\/"},"modified":"2009-10-07T12:22:43","modified_gmt":"2009-10-07T12:22:43","slug":"joao-parente-padre-e-numismata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/joao-parente-padre-e-numismata\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Parente, Padre e&#8230; Numismata"},"content":{"rendered":"<p>Ser coleccionador de moedas &eacute; um hobby frequente, mas juntar cerca de 40 mil moedas romanas &eacute; uma tarefa herc&uacute;lea. O presbit&eacute;rio de Vila Real tem um enamorado pela numism&aacute;tica cuja paix&atilde;o se transferiu para o nome: Pe. Jo&atilde;o das &laquo;Moedas&raquo;.<\/p>\n<p>Neste Ano Sacerdotal, a Agencia ECCLESIA foi conhecer esta faceta do padre coleccionador. Nascido na d&eacute;cada de 30, numa data que diz muito aos portugueses (13 de Maio), o Pe. Jo&atilde;o Parente foi substituir um padre da diocese na regi&atilde;o de Alij&oacute; e, durante uma conversa com &ldquo;tr&ecirc;s rapazitos&rdquo;, estes disseram-lhe que havia um castro numa localidade pr&oacute;xima onde apareciam &ldquo;pacharricas&rdquo;. Ao visualizar aquele achado do s&eacute;culo IV, o jovem padre deu-lhes o dobro daquilo que os rapazes pediram: &ldquo;cinco coroas por cada uma delas&rdquo;.<\/p>\n<p>Aquela compra foi o in&iacute;cio de uma paix&atilde;o. No Domingo seguinte foi novamente &agrave; terra do &laquo;tesouro&raquo;. &ldquo;Apareceram tantas pessoas com moedas que n&atilde;o tinha dinheiro suficiente para comprar aquilo tudo&rdquo; &ndash; lamentou.<\/p>\n<p>Com o intuito de colocar ordem na colec&ccedil;&atilde;o e saber as datas verdadeiras das moedas, o Pe. Jo&atilde;o Parente comprou, em Londres, um &ldquo;livro simples&rdquo; sobre numism&aacute;tica romana. Posteriormente, adquiriu os melhores manuais desta arte. &ldquo;Tive tanta sorte que, nos trinta anos em que me dediquei &agrave; numism&aacute;tica, apareceram-me moedas de todos os gostos e feitios&rdquo; &ndash; confessou.<\/p>\n<p>Neste dom&iacute;nio, tudo o que aparecesse na regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes &ldquo;n&atilde;o deixava escapar nada&rdquo;. O gosto pelas moedas era tanto que, &ldquo;&agrave;s vezes, ficava com dificuldades econ&oacute;micas&rdquo;. E acentua: &ldquo;juntei perto de 40 mil moedas romanas&rdquo;. Seguidamente, come&ccedil;ou a coleccionar moedas gregas, visig&oacute;ticas, cartaginesas, ib&eacute;ricas e luso-romanas. Fez um leque cronol&oacute;gico que ia do Ano 450 antes de Cristo (AC) at&eacute; ao ano 702 depois de Cristo (DC). &ldquo;Tinha uma moeda mandada cunhar por P&ocirc;ncio Pilatos&rdquo; &ndash; afirma com alguma emo&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Era uma colec&ccedil;&atilde;o t&atilde;o extensa que &ldquo;n&atilde;o sabia o que fazer a tanta moeda&rdquo;. Nunca quis vender o fruto de milhares de horas de trabalho. No entanto conta que &ldquo;o Banco de Portugal fez-me propostas para comprar a colec&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Algumas autarquias e uma universidade tamb&eacute;m o sondaram para o nascimento do museu das moedas. &ldquo;Sou natural de Vila Real e queria fazer o museu nesta cidade&rdquo; &ndash; real&ccedil;a o numismata.<\/p>\n<p>Depois dos &ldquo;muitos problemas que tive com a C&acirc;mara de Vila Real&rdquo;, esta restaurou uma casa e fez-se l&aacute; o museu onde est&atilde;o &ldquo;expostas 4 mil moedas (desde 450 AC at&eacute; 702 DC)&rdquo;. E acrescenta: &ldquo;o cat&aacute;logo desta selec&ccedil;&atilde;o demorou 30 anos a fazer&rdquo;. As restantes moedas &ndash; ao todo eram cerca de 40 mil &ndash; est&atilde;o no acervo da institui&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Umas s&atilde;o repetidas e outras est&atilde;o estragadas&rdquo;.<\/p>\n<p>Com mais de 70 anos, actualmente, o Pe. Jo&atilde;o das &laquo;Moedas&raquo; &eacute; professor de Arqueologia da Universidade S&eacute;nior de Vila Real, mas n&atilde;o perdeu a paix&atilde;o pelo hobby. Em casa arquiva &ldquo;poucas dezenas para mostrar aos meus alunos&rdquo; &ndash; disse.<\/p>\n<p>Para conservar e limpar aquelas preciosidades com muitos s&eacute;culos, o Pe. Jo&atilde;o Parente lamenta a morosidade e delicadeza do processo. &ldquo;H&aacute; moedas que resistem aos &aacute;cidos e ficam boas, mas outras tinham que ser limpas com uma escova&rdquo;. Depois de ser vis&iacute;vel a leitura da moeda &ndash; &ldquo;mesmo que ficassem com um bocadinho de verdete&rdquo; &ndash; o coleccionador n&atilde;o lhe &ldquo;tocava mais&rdquo;.<\/p>\n<p>As moedas de prata e ouro n&atilde;o necessitam de cuidados especiais. &ldquo;S&oacute; lavar e mais nada&rdquo;. Em rela&ccedil;&atilde;o aos objectos de bronze, a limpeza dever&aacute; ser &ldquo;mais cuidadosa e com muito jeito&rdquo;. &ldquo;Foram milhares de horas&rdquo; &ndash; real&ccedil;a. Das nove moedas de Alij&oacute; nasceu uma monumental colec&ccedil;&atilde;o. &Eacute; conhecido a n&iacute;vel nacional e internacional. Um dia enviaram-lhe uma carta de Viena (&Aacute;ustria) com o seguinte endere&ccedil;o: Padre Jo&atilde;o das Moedas &ndash; Portugal. &ldquo;A carta veio c&aacute; ter a casa&rdquo; &ndash; salientou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Paix&atilde;o pela Arqueologia<\/strong><\/p>\n<p>Para al&eacute;m das moedas, o Pe. Jo&atilde;o Parente tamb&eacute;m gosta de arqueologia. &ldquo;Algumas pe&ccedil;as s&atilde;o do Paleol&iacute;tico&rdquo;. Numa visita a um colega com alguma idade, este sacerdote de Vila Real &eacute; surpreendido com um &ldquo;machado do neol&iacute;tico&rdquo;. Ap&oacute;s um pequeno di&aacute;logo sobre o achado arqueol&oacute;gico, o coleccionador recebeu um presente: &ldquo;pode lev&aacute;-lo&rdquo;. A doa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi f&aacute;cil. &ldquo;N&atilde;o quero porque se tivesse uma coisa destas n&atilde;o a dava a ningu&eacute;m&rdquo;. Teve como resposta: &ldquo;Pode levar porque esse objecto est&aacute; a&iacute; h&aacute; muitos anos &agrave; espera de algu&eacute;m que aprecie&rdquo;. (Risos)<\/p>\n<p>N&atilde;o sabe quanto investiu nas colec&ccedil;&otilde;es, mas em &ldquo;trabalho foi mais de trinta anos&rdquo;. As poupan&ccedil;as &ldquo;iam para as moedas e pe&ccedil;as arqueol&oacute;gicas&rdquo; &ndash; frisou. Nesta troca de dinheiro por dinheiro (risos), o Pe. Jo&atilde;o Parente conta um epis&oacute;dio: &ldquo;Os meus colegas e sobrinhos riam-se de mim e diziam, com frequ&ecirc;ncia, que eu ligava a coisas velhas e que n&atilde;o prestavam&rdquo;.<\/p>\n<p>Com &ldquo;um temperamento pr&oacute;prio&rdquo; e uma &ldquo;paix&atilde;o pelas coisas antigas&rdquo;, o padre coleccionador lecciona aulas nesta &aacute;rea na Universidade S&eacute;nior daquela cidade. S&oacute; os verdadeiros apreciadores &ldquo;&eacute; que compreendem o tempo passado junto das moedas&rdquo;. Nestas tarefas n&atilde;o existem apenas vit&oacute;rias. &ldquo;Apanhei doen&ccedil;as devido ao p&oacute; das moedas&rdquo; &ndash; confidenciou.<\/p>\n<p>A exercer o seu m&uacute;nus pastoral em Mondr&otilde;es e Parada de Cunhos, o Padre Jo&atilde;o Parente garante que as &ldquo;coisas essenciais na par&oacute;quia n&atilde;o perco&rdquo;. Questionado se nunca se atrasou para uma missa por causa de uma moeda, o coleccionador deu uma gargalhada e foi lac&oacute;nico. &ldquo;N&atilde;o&#8230; &Agrave;s vezes levantava-me da cadeira mesmo no limite da hora&rdquo;. (risada)<\/p>\n<p>Os coleccionadores &ldquo;perdem a no&ccedil;&atilde;o do tempo&rdquo;. E completa: &ldquo;&Agrave;s vezes estamos um dia ou um m&ecirc;s com a moeda&rdquo;. Para aparecer o resultado final &ldquo;temos de consultar muitos livros&rdquo;. Tempos infinitos&#8230; No entanto, quando se encontra a decifra&ccedil;&atilde;o na folha m&aacute;gica &ldquo;lembro-me da par&aacute;bola do Evangelho sobre o &laquo;Dracma Perdido&raquo;&rdquo; &ndash; confessa.<\/p>\n<p>Este hobby e esfor&ccedil;o na recolha de objectos perdidos no tempo s&atilde;o reconhecidos pela popula&ccedil;&atilde;o de Vila Real. Apesar deste sentimento de felicidade nota-se no padre coleccionador uma certa m&aacute;goa: &ldquo;n&atilde;o foi reconhecido pela C&acirc;mara Municipal a quem fiz uma doa&ccedil;&atilde;o total&rdquo;. E acrescenta: &ldquo;n&atilde;o estou arrependido daquilo que fiz&rdquo;.<\/p>\n<p>Calcorreou os montes circundantes da regi&atilde;o do Mar&atilde;o na busca de elementos arqueol&oacute;gicos. &ldquo;Procurei gravuras rupestres e penedos com as mensagens dos nossos antepassados&rdquo;. Como resultado deste palmilhar &ldquo;fiz um livro sobre a arqueologia&rdquo; naquela zona.<\/p>\n<p>A idade n&atilde;o lhe tira a vontade de trabalhar. Como n&atilde;o pode andar pelos montes &ndash; &ldquo;tive um problema numa anca&rdquo; &ndash; o Pe. Jo&atilde;o Parente est&aacute; a elaborar um livro sobre a idade m&eacute;dia no distrito de Vila Real. &ldquo;Gosto da hist&oacute;ria antiga e medieval&rdquo; &ndash; afirma. A Torre do Tombo, em Lisboa, e o Arquivo Distrital de Braga s&atilde;o poisos frequentes deste sacerdote transmontano. As novas tecnologias n&atilde;o lhe s&atilde;o indiferentes. N&atilde;o teve aulas de computador, mas &ldquo;sei trabalhar um texto e colocar notas de rodap&eacute;&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Amigo de Miguel Torga&nbsp; <\/strong><\/p>\n<p>Para al&eacute;m do prazer pelas &laquo;coisas antigas&raquo;, o Pe. Jo&atilde;o Parente tamb&eacute;m gostava de andar com a espingarda ao ombro e atirar uns tiros &agrave;s perdizes. &ldquo;Fui colega de Miguel Torga na ca&ccedil;a&rdquo;. E relata um epis&oacute;dio: &ldquo;na poesia ele era melhor que eu, mas na ca&ccedil;a isso n&atilde;o acontecia&rdquo;.<\/p>\n<p>O forte deste escritor de S. Martinho da Anta (Sabrosa) n&atilde;o era a pontaria. &ldquo;Matava uma ou outra perdiz, mas n&atilde;o era grande especialista na ca&ccedil;a&rdquo;. Os dois parceiros percorreram muitos trilhos naquela regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes. Como o Pe. Jo&atilde;o Parente matava mais perdizes do que o escritor &ndash; &ldquo;nunca me deu a oportunidade de partilhar com ele o produto da ca&ccedil;a&rdquo; -, este ficava &ldquo;zangado e desaparecia&rdquo;. (Risos.)<\/p>\n<p>Os amigos comuns ajudavam na reconcilia&ccedil;&atilde;o destes dois transmontanos. &ldquo;&Agrave;s vezes &ndash; mal disposto &ndash; Miguel Torga maltratava-me e dizia que eu era assassino porque matava muitas perdizes&rdquo;. Certo dia, o padre ca&ccedil;ador perguntou-lhe: &ldquo;O senhor doutor mata poucas porque n&atilde;o pode ou porque n&atilde;o quer?&rdquo;. Apesar destes epis&oacute;dios, &ldquo;admiro-o muito&rdquo;.<\/p>\n<p>Na par&oacute;quia de Mondr&otilde;es h&aacute; trinta e oito anos, este padre de Vila Real recorda a data de chegada &agrave;quela localidade e o encontro com uns homens sentados no muro do adro da igreja. Depois dos bons dias, perguntou-lhes se aquela zona tinha perdizes. Teve uma resposta afirmativa. N&atilde;o perdeu tempo e foi &agrave; ca&ccedil;a. &ldquo;Matei nove perdizes&rdquo; &ndash; disse. Os coment&aacute;rios n&atilde;o se fizeram esperar: &ldquo;o padre matou tudo, o padre matou tudo&hellip;&rdquo;. No domingo seguinte equipou-se novamente com o seu camuflado e foi &agrave; busca das perdizes. N&atilde;o teve a sorte da primeira vez. Num di&aacute;logo com uma senhora &ndash; &ldquo;n&atilde;o me conheceu porque parecia um tropa&rdquo; &ndash;, esta disse-lhe que &ldquo;existia muita ca&ccedil;a na zona, mas passou l&aacute; o filho da&hellip; do padre e matou-as todas&rdquo; (risada sonora).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mais de 50 anos de sacerd&oacute;cio<\/strong><\/p>\n<p>Em 1957, recebeu a ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal. &ldquo;N&atilde;o estou nada arrependido da op&ccedil;&atilde;o que fiz&rdquo; &ndash; confessou. Teve muitas alegrias e &ldquo;um ou dois problemas por causa das festas&rdquo;, mas &ldquo;sinto o carinho das pessoas&rdquo;. Adaptou-se &ldquo;bem&rdquo; ao II Conc&iacute;lio do Vaticano e, actualmente &eacute; respons&aacute;vel pela Arte Sacra da diocese. A &ldquo;maioria dos padres acata a minhas posi&ccedil;&otilde;es sobre o restauro das capelas&rdquo; &ndash; afirma o Pe. Jo&atilde;o Parente. E conclui: &ldquo;sou um padre que gosta de uma boa dose de humor&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Luis Filipe Santos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser coleccionador de moedas &eacute; um hobby frequente, mas juntar cerca de 40 mil moedas romanas &eacute; uma tarefa herc&uacute;lea. O presbit&eacute;rio de Vila Real tem um enamorado pela numism&aacute;tica cuja paix&atilde;o se transferiu para o nome: Pe. Jo&atilde;o das &laquo;Moedas&raquo;. Neste Ano Sacerdotal, a Agencia ECCLESIA foi conhecer esta faceta do padre coleccionador. 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