{"id":41066,"date":"2009-10-01T11:51:37","date_gmt":"2009-10-01T11:51:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/10\/01\/homilia-de-d-januario-torgal-ferreira-no-dia-do-patrono-da-p-s-p\/"},"modified":"2009-10-01T11:51:37","modified_gmt":"2009-10-01T11:51:37","slug":"homilia-de-d-januario-torgal-ferreira-no-dia-do-patrono-da-p-s-p","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-januario-torgal-ferreira-no-dia-do-patrono-da-p-s-p\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Janu\u00e1rio Torgal Ferreira no dia do Patrono da P.S.P."},"content":{"rendered":"<p>1. Os finais de Setembro e princ&iacute;pios de Outubro t&ecirc;m aproximado, mais que uma vez, a festa de S. Miguel Arcanjo, Patrono da P.S.P., de momentos eleitorais e, por isso, de op&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, em Portugal.<\/p>\n<p>Que a Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica urge ser defendida, respeitada e estimada, sendo de relevar que atitudes destas s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es dos deveres dos seus profissionais, &eacute; verdade aceite como tal.<\/p>\n<p>Mas, simultaneamente, o clima pol&iacute;tico que, por raz&otilde;es de cidadania, fez coincidir algumas vezes a data 29 de Setembro com as proximidades de um acto c&iacute;vico, evoca os deveres e exig&ecirc;ncias do Estado e de cada um dos seus cidad&atilde;os, quando usamos a palavra para traduzir a ci&ecirc;ncia da defesa e da seguran&ccedil;a interna, que &eacute; obra e arte das mulheres e dos homens da PSP.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Escut&aacute;mos na 1.&ordf; leitura do Livro do Apocalipse: &ldquo;Agora chegou a salva&ccedil;&atilde;o, o poder e a realeza do nosso Deus e a autoridade do seu Ungido&rdquo;, e, no Evangelho segundo S. Jo&atilde;o, o parecer de Jesus sobre Natanael:<\/p>\n<p>&ldquo;Este &eacute; um verdadeiro israelita em que n&atilde;o h&aacute; fingimento&rdquo;.<\/p>\n<p>Sem duplicidade nem aproveitamento &eacute; fundamental proclamar a salva&ccedil;&atilde;o, o poder e a realeza da justi&ccedil;a e da paz, bem ao contr&aacute;rio do que, mais de uma vez, fomos ouvindo.<\/p>\n<p>Sem duplicidade, permitam-me diz&ecirc;-lo: a PSP &eacute; importante, &eacute; venerada e &eacute; objecto, em numerosos casos, de declara&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o tanto por ela pr&oacute;pria; ao contr&aacute;rio, pelos intuitos e objectivos, que s&atilde;o dos que dela falam.<\/p>\n<p>O nome da PSP e a urg&ecirc;ncia da PSP s&atilde;o proclamados como quem invoca o nome de Deus em &ldquo;v&atilde;o&rdquo;, ao salientar-se a sua fun&ccedil;&atilde;o contra a vilania da loucura social, da viol&ecirc;ncia sem peias, de uma agita&ccedil;&atilde;o sem dique nem salvaguarda.<\/p>\n<p>Estamos todos de acordo com os pr&eacute;stimos imprescind&iacute;veis, desta modalidade de seguran&ccedil;a c&iacute;vica, n&atilde;o esquecendo que, por muitos, &eacute; ignorada!<\/p>\n<p>Restam-nos d&uacute;vidas no tocante &agrave; estrat&eacute;gia milim&eacute;trica, como quem se propusesse salvar uma cidade tendo a obriga&ccedil;&atilde;o de colocar um anjo tutelar junto de cada cidad&atilde;o. E afirmar lampejos quase m&iacute;sticos desta ordem &eacute; distorcer a realidade para imaginar uma linha de seguran&ccedil;a interna inimagin&aacute;vel na ordem dos factos. Tanto &eacute; assim, ou seja, t&atilde;o irreais e inimagin&aacute;veis tais processos se nos apresentam, que, em v&aacute;rias circunst&acirc;ncias, quem j&aacute; desempenhou fun&ccedil;&otilde;es desse mando, n&atilde;o concretizou tais objectivos, n&atilde;o porque os ignorasse, mas, porque, na pr&aacute;tica, deu-se conta de serem atitudes simplesmente pensantes ou verbais. Mesmo neste quadro de utopia, era importante perguntar a muitos respons&aacute;veis por que n&atilde;o accionaram o processo do aumento quantitativo de agentes policiais de proximidade, questionando sempre, quem de direito, se uma for&ccedil;a concentracion&aacute;ria, assim planeada, deveria ter sido ou dever&aacute; ser sempre, o rem&eacute;dio &uacute;ltimo para figurinos imprevistos da banalidade do mal ou da desarticula&ccedil;&atilde;o da ordem.<\/p>\n<p>A emerg&ecirc;ncia da pauperiza&ccedil;&atilde;o, da exclus&atilde;o, da tristeza de uma sociedade desumana, frutos da injusti&ccedil;a sist&eacute;mica e do nihilismo que a civiliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o soube nem quis evitar, constitui um combate de cidadania, onde certos inc&ecirc;ndios ou s&atilde;o vencidos por todos, ou se remetidos aos cuidados de alguns her&oacute;icos bombeiros, s&oacute; v&ecirc;m provar a inabilidade de um todo social, onde os mais respons&aacute;veis se defendem, culpando outros, e esquecendo os verdadeiros oper&aacute;rios da ordem.<\/p>\n<p>A salva&ccedil;&atilde;o, a harmonia e a paz da Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, cuja festa de Seu Patrono quase coincide com a festividade das elei&ccedil;&otilde;es, manifestaram esta verdade conhecida como tal: as tens&otilde;es existentes nos v&aacute;rios corpos de seus profissionais t&ecirc;m de encontrar solu&ccedil;&otilde;es e responsabilizar as perspectivas pol&iacute;ticas e sindicais, de que abundam porta-vozes e int&eacute;rpretes. Parece-me. E pode acontecer que os enredos das discuss&otilde;es e das propostas nos fa&ccedil;am esquecer a realidade.<\/p>\n<p>No in&iacute;cio de uma nova legislatura, a minha estima e respeito concretizam-se num voto muito realista: desejaria como bispo, como portugu&ecirc;s e cidad&atilde;o, que as v&aacute;rias leituras e representa&ccedil;&otilde;es dos problemas dos profissionais da Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica encontrassem, nos pr&oacute;ximos tempos, a tranquilidade, a justi&ccedil;a e o bem-estar por que lutam. A progress&atilde;o nas carreiras, as oportunidades iguais, a confian&ccedil;a entre respons&aacute;veis, a solu&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mico-social, a promo&ccedil;&atilde;o de uma vida s&atilde; e feliz na fam&iacute;lia, a esperan&ccedil;a no futuro, o comportamento c&iacute;vico sem mancha, a doa&ccedil;&atilde;o e o sacrif&iacute;cio, a luta contra a corrup&ccedil;&atilde;o interna e externa da vida, s&atilde;o aspira&ccedil;&otilde;es e metas. Tudo faremos o que est&aacute; nas nossas m&atilde;os. E que Deus nos acrescente a virtude e a paz, longe de fingimentos e irrealismos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lisboa, Igreja da P.S.P., em Belas, 29 de Setembro de 2009<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Janu&aacute;rio Torgal Mendes Ferreira, Ordin&aacute;rio Castrense para Portugal<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Os finais de Setembro e princ&iacute;pios de Outubro t&ecirc;m aproximado, mais que uma vez, a festa de S. 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