{"id":41039,"date":"2009-09-29T17:58:24","date_gmt":"2009-09-29T17:58:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/09\/29\/praticar-o-domingo\/"},"modified":"2009-09-29T17:58:24","modified_gmt":"2009-09-29T17:58:24","slug":"praticar-o-domingo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/praticar-o-domingo\/","title":{"rendered":"Praticar o domingo"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o de Bento XVI para o m\u00eas de Outubro <!--more--> <\/p>\n<p><em>Que o Domingo seja vivido como um dia em que os crist&atilde;os se re&uacute;nem para celebrar o Senhor ressuscitado, participando na Eucaristia<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Praticar o domingo<\/strong><\/p>\n<p>N&atilde;o desconsiderando o poss&iacute;vel valor subjectivo das raz&otilde;es que levam muitos baptizados a abandonar a participa&ccedil;&atilde;o habitual na Eucaristia de domingo, importa manter o essencial: o domingo &eacute;, por excel&ecirc;ncia, o dia do crist&atilde;o, porque &eacute; o dia da ressurrei&ccedil;&atilde;o do seu Senhor, Jesus Cristo; pela mesma raz&atilde;o, o domingo &eacute; tamb&eacute;m o dia da Igreja; e &eacute;, por excel&ecirc;ncia, o dia da Eucaristia, na qual se faz mem&oacute;ria e se actualiza o mist&eacute;rio pascal de Cristo &ndash; &eacute; a P&aacute;scoa semanal dos crist&atilde;os. Objectivamente, nenhum crist&atilde;o abandona esta dimens&atilde;o do domingo (celebrar o seu Senhor ressuscitado, unido &agrave; comunidade crist&atilde;, pela participa&ccedil;&atilde;o activa e comprometida na Eucaristia) sem renunciar &agrave; sua identidade e &agrave; sua f&eacute;. Por isso, praticar o domingo foi sempre, desde os prim&oacute;rdios do Cristianismo, a marca distintiva dos fi&eacute;is &ndash; ao ponto de muitos terem dado a vida pelo direito a faz&ecirc;-lo, celebrando a Eucaristia, pois, diziam, &laquo;sem o domingo &ndash; e a Eucaristia &ndash; n&atilde;o podemos viver&raquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Praticar o domingo em tempo de mudan&ccedil;a<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, a vida social e profissional organiza-se segundo ritmos pr&oacute;prios, n&atilde;o raro, pouco prop&iacute;cios &agrave; tradicional viv&ecirc;ncia do domingo. Este pode ser dia de trabalho, de actividades desportivas, de viagens ou encontros sociais, de descanso para quem passou a noite em discotecas ou bares&#8230; Quanto aos crist&atilde;os, cabe-lhes continuar a testemunhar, em comunidade, a dimens&atilde;o origin&aacute;ria do domingo: dia para celebrar o Senhor Jesus ressuscitado, fazendo do domingo um dia de festa, respir&aacute;vel e diferente, um dia santo. Este ser&aacute; um testemunho cada vez mais necess&aacute;rio, embora mais dif&iacute;cil, &agrave; medida que a laiciza&ccedil;&atilde;o das nossas sociedades se for aprofundando e as suas ra&iacute;zes crist&atilde;s forem sendo esquecidas, quando n&atilde;o combatidas. Haver&aacute;, certamente, adapta&ccedil;&otilde;es a fazer, como aconteceu com o alargamento do tempo celebrativo do domingo, iniciado ao cair da tarde de s&aacute;bado. N&atilde;o se pode &eacute; abandonar o essencial: celebrar o domingo, em Igreja, celebrando a Eucaristia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Praticar o domingo com menos padres e menos celebra&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>A diminui&ccedil;&atilde;o de crist&atilde;os que praticam o domingo &ndash; a diminui&ccedil;&atilde;o de crist&atilde;os, simplesmente &ndash; vem-se acentuando nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. O mesmo acontece com o n&uacute;mero de padres. Em geral, por&eacute;m, n&atilde;o se verifica uma equivalente redu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de celebra&ccedil;&otilde;es de Eucaristias dominicais &ndash; o resultado &eacute; que muitos padres, com v&aacute;rias par&oacute;quias a seu cargo, formadas por comunidades cada vez mais pequenas, correm de umas para outras, presidindo a celebra&ccedil;&otilde;es apressadas, sem a necess&aacute;ria prepara&ccedil;&atilde;o e com ainda menos disposi&ccedil;&atilde;o. Quando mesmo esta &laquo;solu&ccedil;&atilde;o&raquo; j&aacute; &eacute; de todo impratic&aacute;vel, come&ccedil;a a recorrer-se &agrave;s &laquo;celebra&ccedil;&otilde;es da Palavra&raquo;, orientadas por religiosas ou leigos, nos domingos em que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel a celebra&ccedil;&atilde;o local da Eucaristia.<\/p>\n<p>Seria bom pensar outras possibilidades. Por exemplo, convocar v&aacute;rias comunidades locais para, em conjunto, celebrarem a Eucaristia. Dada a abund&acirc;ncia de meios de transporte particulares, n&atilde;o se afigura nada de extraordin&aacute;rio. De caminho, podia incentivar-se a viv&ecirc;ncia da fraternidade crist&atilde;, pela partilha do autom&oacute;vel com quem n&atilde;o tem, combatendo-se uma das pragas maiores da sociedade actual, o individualismo ego&iacute;sta, ao qual os crist&atilde;os n&atilde;o ficam imunes. Este acto de se deslocar e fazer comunidade com outras comunidades, celebrando o Senhor Jesus ressuscitado, fortaleceria os la&ccedil;os entre pessoas e comunidades e seria profundamente educativo. Obrigaria tamb&eacute;m a mudar h&aacute;bitos, dos padres e dos leigos? Sem d&uacute;vida. Mas seria pre&ccedil;o pequeno a pagar para termos Eucaristias dominicais melhor preparadas e mais intensamente vividas. E isso n&atilde;o &eacute; assunto de pequena import&acirc;ncia, antes deve mobilizar todas as nossas energias, pois, &laquo;sem o domingo, n&atilde;o podemos viver&raquo; como crist&atilde;os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Elias Couto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o de Bento XVI para o m\u00eas de Outubro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[120],"class_list":["post-41039","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-bento-xvi"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41039","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41039"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41039\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}