{"id":40937,"date":"2009-09-23T18:05:49","date_gmt":"2009-09-23T18:05:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/09\/23\/regulamentacao-da-concordata-em-dr\/"},"modified":"2009-09-23T18:05:49","modified_gmt":"2009-09-23T18:05:49","slug":"regulamentacao-da-concordata-em-dr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/regulamentacao-da-concordata-em-dr\/","title":{"rendered":"Regulamenta\u00e7\u00e3o da Concordata em DR"},"content":{"rendered":"<p>Tr\u00eas decretos-lei regulamentam a assist\u00eancia religiosa nas For\u00e7as Armadas e de Seguran\u00e7a, nos estabelecimentos prisionais e no Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade <!--more--> <\/p>\n<p>Os tr&ecirc;s decretos-lei que regulamentam a assist&ecirc;ncia religiosa nas <a href=\"http:\/\/dre.pt\/pdf1sdip\/2009\/09\/18500\/0678606789.pdf\">For&ccedil;as Armadas e de Seguran&ccedil;a<\/a>, nos <a href=\"http:\/\/dre.pt\/pdf1sdip\/2009\/09\/18500\/0678906793.pdf\">estabelecimentos prisionais<\/a> e no <a href=\"http:\/\/dre.pt\/pdf1sdip\/2009\/09\/18500\/0679406798.pdf\">Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de<\/a>, na sequ&ecirc;ncia da <a href=\"..\/noticia.pl?&amp;id=74434\">Concordata<\/a> de 2004 e da Lei de Liberdade Religiosa, foram publicados esta Quarta-feira em Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>Nas pris&otilde;es e nos hospitais, a regulamenta&ccedil;&atilde;o segue o princ&iacute;pio de que a assist&ecirc;ncia religiosa &eacute; prestada a quem o solicitar &ndash; o pr&oacute;prio ou seus familiares -, por capel&atilde;es contratados ou em regime de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o. Os mesmos deixar&atilde;o de ser funcion&aacute;rios p&uacute;blicos, salvaguardando os &#8220;direitos adquiridos&#8221; nos &uacute;ltimos anos.<\/p>\n<p>Al&eacute;m do fim da contrata&ccedil;&atilde;o de assistentes religiosos como funcion&aacute;rios p&uacute;blicos dos quadros do Estado, o novo quadro legislativo alarga a presta&ccedil;&atilde;o de assist&ecirc;ncia por assistentes sem qualquer v&iacute;nculo ou remunera&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<\/p>\n<p>A assist&ecirc;ncia decorre fora do hor&aacute;rio normal de visitas, em locais pr&oacute;prios &ndash; salvo condicionantes dos reclusos ou doentes &ndash; e os capel&atilde;es s&atilde;o chamados a &ldquo;limitar a presta&ccedil;&atilde;o&rdquo; da mesma &ldquo;ao recluso que a tenha solicitado ou consentido, de forma a n&atilde;o perturbar os demais&rdquo;, bem como a &ldquo;respeitar a n&atilde;o confessionalidade do Estado&rdquo;.<\/p>\n<p>Para o Pe. Jo&atilde;o Gon&ccedil;alves, Coordenador Nacional da Pastoral Penitenci&aacute;ria, este &eacute; apenas um alerta para evitar qualquer tipo de &ldquo;proselitismo&rdquo;, mas assegura que n&atilde;o deixar&aacute; de dialogar com quem se lhe dirigir, independentemente das normativas.<\/p>\n<p>No caso das pris&otilde;es, a credencia&ccedil;&atilde;o dos ministros da Igreja Cat&oacute;lica e dos seus colaboradores &eacute; feita pelo &ldquo;Bispo da diocese local&rdquo;. O Pe. Jo&atilde;o Gon&ccedil;alves considera que esta excep&ccedil;&atilde;o &eacute; um reconhecimento &agrave; &ldquo;compet&ecirc;ncia&rdquo; revelada pelos respons&aacute;veis cat&oacute;licos.<\/p>\n<p>O Estado reconhece ainda, segundo este respons&aacute;vel, que a assist&ecirc;ncia religiosa vai para al&eacute;m dos actos de culto, incluindo &ldquo;o di&aacute;logo e ao encontro com os assistentes espirituais&rdquo;.<\/p>\n<p>A legisla&ccedil;&atilde;o agora publicada prev&ecirc; que os locais para reuni&otilde;es dos assistentes com os assistentes &ndash; um deles ser&aacute; atribu&iacute;do em perman&ecirc;ncia &agrave; Igreja Cat&oacute;lica, que o ter&aacute; de partilhar, se necess&aacute;rio, com outras confiss&otilde;es crist&atilde;s &ndash; n&atilde;o podem ter &ldquo;s&iacute;mbolos religiosos espec&iacute;ficos&rdquo;.<\/p>\n<p>Quanto aos hospitais, fica claro que a solicita&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia n&atilde;o tem de ser feita por escrito, mas &ldquo;pode ser requerida por qualquer meio, desde que de forma expressa&rdquo;, como refere o artigo 5.&ordm; do decreto-lei 253\/2009. Essa assist&ecirc;ncia pode ser prestada &ldquo;a qualquer hora&rdquo;.<\/p>\n<p>O artigo 4.&ordm; indica que &ldquo;os profissionais de sa&uacute;de, os demais funcion&aacute;rios e os volunt&aacute;rios que trabalhem ou prestem servi&ccedil;os nas unidades, bem como os assistentes espirituais ou religiosos n&atilde;o podem obrigar, pressionar nem, por qualquer forma, influenciar os utentes na escolha do assistente espiritual ou religioso&rdquo;.<\/p>\n<p>O pre&acirc;mbulo do documento assinala que &ldquo;a assist&ecirc;ncia espiritual e religiosa nas institui&ccedil;&otilde;es do SNS permanece reconhecida como uma necessidade essencial, com efeitos relevantes na rela&ccedil;&atilde;o com o sofrimento e a doen&ccedil;a, contribuindo para a qualidade dos cuidados prestados&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Particular aten&ccedil;&atilde;o deve ser dada aos doentes em situa&ccedil;&otilde;es paliativas, com doen&ccedil;a de foro oncol&oacute;gico, com imunodefici&ecirc;ncia adquirida ou com severidade similar&rdquo;, pode ainda ler-se.<\/p>\n<p><strong>Conselho Consultivo de Assist&ecirc;ncia Religiosa nas For&ccedil;as Armadas<\/strong><\/p>\n<p>Uma das principais novidades desta legisla&ccedil;&atilde;o prende-se com a cria&ccedil;&atilde;o de um Conselho Consultivo de Assist&ecirc;ncia Religiosa nas For&ccedil;as Armadas e de Seguran&ccedil;a (Marinha, Ex&eacute;rcito, For&ccedil;a A&eacute;rea, GNR e PSP), um &oacute;rg&atilde;o de natureza inter-religiosa que, na sua composi&ccedil;&atilde;o, acaba por deixar de fora o actual Bispo da Igreja Cat&oacute;lica para esta &aacute;rea.<\/p>\n<p>Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, D. Janu&aacute;rio Torgal Ferreira indica que &ldquo;o Bispo, nas actuais circunst&acirc;ncias, n&atilde;o tem estatuto jur&iacute;dico-militar&rdquo;. Este respons&aacute;vel admite mesmo que, no futuro, se coloque o problema de saber &ldquo;onde e do qu&ecirc;&rdquo; viver&aacute; um novo Ordin&aacute;rio Castrense.<\/p>\n<p>O Conselho, tal como a nova Capelania Mor, inclui representantes de cada confiss&atilde;o ou comunidade religiosa. No caso da Igreja Cat&oacute;lica, o mesmo ser&aacute; o capel&atilde;o-chefe, cargo que j&aacute; n&atilde;o pode ser exercido por D. Janu&aacute;rio Torgal Ferreira, o qual em Mar&ccedil;o de 2008 passou a Major-General na reforma, quando completou 70 anos.<\/p>\n<p>O artigo 9.&ordm; do Decreto-lei 251\/2009 determina que o capel&atilde;o-chefe e os capel&atilde;es-adjuntos s&atilde;o recrutados &ldquo;ao abrigo do Estatuto dos Militares das For&ccedil;as Armadas, do Estatuto dos Militares da GNR, do Estatuto da PSP ou do regime geral da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica&rdquo;.<\/p>\n<p>A nova organiza&ccedil;&atilde;o da Capelania Mor acaba com os actuais Capel&atilde;es-Chefes do v&aacute;rios ramos das For&ccedil;as Armadas e de cada For&ccedil;a de Seguran&ccedil;a, que passam a ter capel&atilde;es-adjuntos em &ldquo;depend&ecirc;ncia funcional&rdquo; de um &uacute;nico capel&atilde;o-chefe.<\/p>\n<p>D. Janu&aacute;rio Torgal Ferreira diz que &ldquo;o pr&oacute;ximo Bispo que for eleito j&aacute; saber&aacute; que aos 62 anos, de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o militar, passar&aacute; &agrave; reforma&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Acho que um Bispo que fique c&aacute; 12 anos, 15 anos, n&atilde;o sair&aacute; com o suficiente para viver&rdquo;, alerta.<\/p>\n<p>Este respons&aacute;vel deixa ainda um apelo para que, ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o, sejam concedidos os &ldquo;sacerdotes necess&aacute;rios&rdquo; para as v&aacute;rias capelanias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas decretos-lei regulamentam a assist\u00eancia religiosa nas For\u00e7as Armadas e de Seguran\u00e7a, nos estabelecimentos prisionais e no Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[146,168],"class_list":["post-40937","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-concordata","tag-diocese-da-guarda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40937"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40937\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}