{"id":40897,"date":"2009-09-22T11:52:58","date_gmt":"2009-09-22T11:52:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/09\/22\/animacao-missionaria-em-portugal\/"},"modified":"2009-09-22T11:52:58","modified_gmt":"2009-09-22T11:52:58","slug":"animacao-missionaria-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/animacao-missionaria-em-portugal\/","title":{"rendered":"Anima\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Mission&aacute;rios s&atilde;o peregrinos do Amor. Buscamos o rosto de Cristo nos pobres, em culturas diferentes, nas fronteiras da Igreja e da humanidade. Recolhemos experi&ecirc;ncias e viv&ecirc;ncias riqu&iacute;ssimas e indiz&iacute;veis. Ao retornar &agrave; Igreja em que nascemos defrontamo-nos com um problema: como partilhar essa riqueza com a Igreja que nos viu nascer e nos apoia quando estamos longe? Esse &eacute; um problema nosso.<\/p>\n<p>Por outro lado, n&oacute;s sabemos que aos nossos amigos n&atilde;o basta apoiar o mission&aacute;rio: querem <em>ser mission&aacute;rios<\/em>, dentro das suas possibilidades e nas condi&ccedil;&otilde;es em que a vida os colocou. T&ecirc;m direito e obriga&ccedil;&atilde;o de s&ecirc;-lo. A Igreja &eacute; mission&aacute;ria por natureza e cada crist&atilde;o, cada padre, cada religiosa e cada bispo deve manifestar na sua vida essa qualidade da Igreja. Todos os filhos de Deus pelo baptismo s&atilde;o chamados a ser a luz das na&ccedil;&otilde;es. Da&iacute; nasce para o mission&aacute;rio outra quest&atilde;o: Como apresentar o meu testemunho de maneira a ajudar o meu amigo a enriquecer a sua viv&ecirc;ncia crist&atilde; com a dimens&atilde;o mission&aacute;ria? Noutras palavras, como posso ajudar esta Igreja a ser o que &eacute;: mission&aacute;ria?<\/p>\n<p>Este n&atilde;o &eacute; problema s&oacute; nosso. Compete aos respons&aacute;veis desta Igreja ajudar os crist&atilde;os a crescer &ldquo;at&eacute; &agrave;s dimens&otilde;es de Cristo&rdquo;, viver em comunh&atilde;o com toda a fam&iacute;lia de Deus e participar do an&uacute;ncio do Evangelho &ldquo;at&eacute; aos confins da terra&rdquo;. N&oacute;s mission&aacute;rios podemos colaborar com eles, mas nunca podemos substitu&iacute;-los.<\/p>\n<p>Cada instituto mission&aacute;rio tenta responder a esta problem&aacute;tica dedicando alguns dos seus membros &agrave; <em>Anima&ccedil;&atilde;o Mission&aacute;ria.<\/em> E, porque a tarefa &eacute; grande e nada f&aacute;cil, os institutos mission&aacute;rios associaram-se no IMAG (Institutos Mission&aacute;rios ad Gentes), Animag (Animadores dos IMAG), Miss&atilde;o Press (imprensa mission&aacute;ria), AEFJN (Rede F&eacute; e Justi&ccedil;a &Aacute;frica Europa). Parece muita sigla, mas &eacute; simples: m&atilde;os que se unem para abra&ccedil;ar esta Igreja e o mundo, actuar em conjunto para os transformar. Por outro lado, a Igreja de Portugal tem uma Comiss&atilde;o Episcopal de Miss&otilde;es e as OMP (Obras Mission&aacute;rias Pontif&iacute;cias) e uma FEC (Funda&ccedil;&atilde;o de Evangeliza&ccedil;&atilde;o e Culturas). Este &eacute; o feixe de varas que tenta mexer nas cinzas para reacender mais algumas brasas e tornar os crist&atilde;os mais evangelizadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como &eacute; que estamos a fazer isso? <\/strong><\/p>\n<p>O normal das nossas vidas &eacute; andar de mochila &agrave;s costas, de par&oacute;quia em par&oacute;quia, de escola em escola, reunindo grupos, inquietando consci&ecirc;ncias adormecidas. Trabalho de formiguinha que mal se v&ecirc;. H&aacute; semanas mission&aacute;rias que juntam uma d&uacute;zia de formigas para remexer todo um concelho (quase todas as dioceses j&aacute; as conhecem). H&aacute; a imprensa mission&aacute;ria que actua em conjunto sobre temas que chegam mais de uma centena de milhares de fam&iacute;lias. H&aacute; quest&otilde;es de justi&ccedil;a mundial que levam muitos institutos religiosos a pressionar os governos e as organiza&ccedil;&otilde;es mundiais que devem favorecer os povos mais pobres. E h&aacute; um trabalho de acolhimento e forma&ccedil;&atilde;o de jovens que buscam a aventura de partir, descobrir a Igreja e os povos de outros continentes. Voltam mais adultos e est&atilde;o a mudar o rosto da Miss&atilde;o: mais jovem, tecnicamente competente, mais feminina e mais colorida.<\/p>\n<p>De vez em quando h&aacute; iniciativas mais ousadas: Em 1998 promovemos um &ldquo;Ano Mission&aacute;rio&rdquo;. O resultado mais permanente foi o &ldquo;Outubro Mission&aacute;rio&rdquo; com um Gui&atilde;o (j&aacute; vai em 12 edi&ccedil;&otilde;es) que muitas par&oacute;quias e dioceses adoptam para dar vida ao m&ecirc;s do Dia Mundial das Miss&otilde;es (18 de Outubro, este ano). Em 2004 houve um simp&oacute;sio sobre a missiona&ccedil;&atilde;o, cujas actas foram publicadas pelas OMP no livro: <em>Di&aacute;logo, Testemunho me Profecia<\/em>. Preparou o caminho para, em 2008, realizarmos, em F&aacute;tima, um Congresso Mission&aacute;rio como lema: <em>Portugal, vive a Miss&atilde;o, rasga horizontes<\/em> (Actas tamb&eacute;m publicadas pelas OMP). Al&eacute;m da dimens&atilde;o te&oacute;rica, foi uma grande partilha de experi&ecirc;ncias e uma festa em que participaram perto de 1.000 pessoas. O fruto que mais esperamos &eacute; um documento do episcopado portugu&ecirc;s sobre a evangeliza&ccedil;&atilde;o. Confiamos que ser&aacute; o GPS que nos leve &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de uma rede maior de evangelizadores para este pa&iacute;s e at&eacute; aos &ldquo;confins&rdquo;.<\/p>\n<p>Nesta semana, estivemos de novo em <em>jornadas mission&aacute;rias<\/em>, menos vistosas do que congresso (450 pessoas), mas que servem para reacender o fogo, promover a uni&atilde;o dos companheiros dispersos, e tomar o pulso &agrave; caminhada conjunta. O nosso patrono foi Paulo e a sua Paix&atilde;o pela Miss&atilde;o. O novo que est&aacute; a surgir &eacute;: a Miss&atilde;o 2010 e congresso mission&aacute;rio do Porto; &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de um <em>Observat&oacute;rio da Miss&atilde;o;<\/em> &eacute; a participa&ccedil;&atilde;o de um monte de jovens de v&aacute;rios pa&iacute;ses que est&atilde;o a formar-se em Portugal; e &eacute; a formula&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de perguntas sobre o laicado mission&aacute;rio, que s&oacute; ter&atilde;o resposta no futuro, mas saber formul&aacute;-las j&aacute; abrir caminhos.<\/p>\n<p>O animador sente-se, &agrave;s vezes, o <em>desejado das na&ccedil;&otilde;es<\/em> para pessoas que anseiam ver, em carne e osso, um exemplar dessa esp&eacute;cie rara por quem rezam todos os dias. Outras vezes, sente-se um chato que muda o ritmo da par&oacute;quia, os esquemas da catequese e perturbar as crian&ccedil;as da escola com rostos coloridos e imagens da fome e da pobreza. N&oacute;s acreditamos que este &eacute; um belo servi&ccedil;o &agrave; igreja e ao pa&iacute;s: ajudar crian&ccedil;as e adultos a sair do seu casulo, ver o mundo com outros olhos, descobrir a generosidade e a alegria da abertura ao Outro para colorir com felicidade as suas vidas cinzentas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"><em>P. Jer&oacute;nimo Nunes, Mission&aacute;rio da Boa Nova<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mission&aacute;rios s&atilde;o peregrinos do Amor. Buscamos o rosto de Cristo nos pobres, em culturas diferentes, nas fronteiras da Igreja e da humanidade. Recolhemos experi&ecirc;ncias e viv&ecirc;ncias riqu&iacute;ssimas e indiz&iacute;veis. Ao retornar &agrave; Igreja em que nascemos defrontamo-nos com um problema: como partilhar essa riqueza com a Igreja que nos viu nascer e nos apoia quando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[107,127,187,203],"class_list":["post-40897","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-animag","tag-catequese","tag-diocese-do-porto","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40897","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40897"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40897\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40897"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40897"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40897"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}