{"id":40883,"date":"2009-09-21T13:07:46","date_gmt":"2009-09-21T13:07:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/09\/21\/coimbra-homenageou-padre-americo\/"},"modified":"2009-09-21T13:07:46","modified_gmt":"2009-09-21T13:07:46","slug":"coimbra-homenageou-padre-americo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/coimbra-homenageou-padre-americo\/","title":{"rendered":"Coimbra homenageou Padre Am\u00e9rico"},"content":{"rendered":"<p>Bispo de Coimbra fala de um \u00absinal crist\u00e3o nas ruas da vida\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Foram muitos os antigos e actuais gaiatos, que compareceram, no dia 19 de Setembro, ao descerramento do busto do Padre Am&eacute;rico, no Largo da Cumeada, na Avenida Dias da Silva, em Coimbra. O Bispo de Coimbra destacou esta ac&ccedil;&atilde;o promovida pela Junta de Freguesia da S&eacute; Nova, &ldquo;como um sinal crist&atilde;o nas ruas da vida&rdquo;. O presidente da C&acirc;mara, Carlos Encarna&ccedil;&atilde;o enalteceu as institui&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; Igreja (como &eacute; o caso da Casa do Gaiato), porque segundo o autarca &ldquo;&eacute; imposs&iacute;vel&rdquo; ao Estado dar resposta a todas as necessidades sociais do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>D. Albino Cleto afirmou que a est&aacute;tua do Padre Am&eacute;rico, inaugurada no passado s&aacute;bado, surge num local por onde o presb&iacute;tero passava diariamente para se dirigir para a obra que fundou, &ldquo;&eacute; um sinal crist&atilde;o a dizer aquilo que alguns n&atilde;o querem&rdquo;. &ldquo;Este &eacute; um sinal de f&eacute; numa das ruas mais movimentadas de Coimbra. N&atilde;o &eacute; preciso uma cruz ou um sino, as pessoas quando aqui passarem ir&atilde;o interrogar-se sobre esta personagem aqui retratada&rdquo;, afirmou o prelado.<\/p>\n<p>D. Albino Cleto agradeceu profundamente &agrave; C&acirc;mara Municipal de Coimbra e essencialmente &agrave; Junta de Freguesia da S&eacute; Nova, na pessoa do seu presidente Helder Abreu por esta iniciativa levada a cabo.<\/p>\n<p>Para o Bispo de Coimbra, &ldquo;este &eacute; um sinal crist&atilde;o nas ruas da vida&rdquo;.<\/p>\n<p>O presidente da C&acirc;mara considera est&aacute;tua ao fundador das Casas do Gaiato &ldquo;uma censura surda &agrave; falta de mem&oacute;ria de Coimbra&rdquo;.<\/p>\n<p>Carlos Encarna&ccedil;&atilde;o falou mesmo de &ldquo;um apag&atilde;o da mem&oacute;ria&rdquo;, a que este executivo colocou um ponto final, porque a cidade tem de se habituar &ldquo;a lembrar e a agradecer&rdquo; a quem &eacute; merecedor, disse.<\/p>\n<p>A obra do Padre Am&eacute;rico &eacute; um desses casos, porque, continuou, &ldquo;&eacute; imposs&iacute;vel&rdquo; ao Estado dar resposta a todas as necessidades sociais do pa&iacute;s. &ldquo;A pior coisa que podemos fazer &eacute; iludir a realidade e deitar organiza&ccedil;&otilde;es como estas para tr&aacute;s das costas&rdquo;, refor&ccedil;ou o autarca.<\/p>\n<p>Nasceu num ber&ccedil;o de ouro, mas a morte do pai tirou-lhe parte da &ldquo;magia&rdquo; que deveria fazer parte da vida de todas as crian&ccedil;as. Victor Agostinho, com cerca de 75 anos, chegou a passar fome e foi na Casa do Gaiato de Miranda do Corvo que reencontrou o sorriso de menino. Ao &ldquo;pai&rdquo; Am&eacute;rico deve aquilo que &eacute; hoje.<\/p>\n<p>No descerramento do busto do criador da Obra de Rua, respons&aacute;vel pelas Casas do Gaiato, no Largo da Cumeada, na Avenida Dias da Silva, Victor Agostinho emocionou-se e emocionou quem o ouviu, numa homenagem ao homem que o &ldquo;lan&ccedil;ou para a vida&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Ali [na Casa do Gaiato] aprendi tudo. A cozinhar, lavar a lou&ccedil;a, passar a ferro&rdquo;, lembrou, confessando que nem admite que algu&eacute;m realize estas tarefas melhor do que ele.<\/p>\n<p>Jos&eacute; Ara&uacute;jo, outro antigo gaiato presente na cerim&oacute;nia, as palavras custaram mais a sair. A emo&ccedil;&atilde;o tomou conta dele ao recordar o &ldquo;Pai Am&eacute;rico&rdquo;. As &ldquo;saudades&rdquo; s&atilde;o muitas e as mem&oacute;rias de menino dif&iacute;ceis de apagar.<\/p>\n<p>O Padre Am&eacute;rico nasceu a 23 de Outubro de 1887, numa pequena localidade de Penafiel e faleceu em 1956. Ordenado sacerdote em 1929, iniciou a sua actividade apost&oacute;lica na Rua da Matem&aacute;tica, com a &ldquo;sopa dos pobres&rdquo;, criando, depois, na Azinhaga do Cidral, um lar para crian&ccedil;as desprotegidas.<\/p>\n<p>&Agrave; festa da inaugura&ccedil;&atilde;o do busto do Padre Am&eacute;rico, juntou-se a Tuna Feminina da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra que abrilhantou a cerim&oacute;nia. A Junta de Freguesia da S&eacute; Nova ofereceu ainda um almo&ccedil;o volante, onde n&atilde;o faltou o leit&atilde;o da Bairrada.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Miguel Cotrim\/Amicor.pt <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bispo de Coimbra fala de um \u00absinal crist\u00e3o nas ruas da vida\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[174,344],"class_list":["post-40883","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-coimbra","tag-padre-americo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40883","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40883"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40883\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40883"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40883"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40883"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}