{"id":407964,"date":"2026-01-18T09:31:21","date_gmt":"2026-01-18T09:31:21","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=407964"},"modified":"2026-01-18T11:10:23","modified_gmt":"2026-01-18T11:10:23","slug":"migracoes-portugal-igrejas-podem-ter-um-papel-muito-importante-pastora-sandra-reis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/migracoes-portugal-igrejas-podem-ter-um-papel-muito-importante-pastora-sandra-reis\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00f5es\/Portugal: \u00abIgrejas podem ter um papel muito importante\u00bb &#8211; pastora Sandra Reis"},"content":{"rendered":"<p><em>A Semana de Ora\u00e7\u00e3o pela Unidade dos Crist\u00e3os come\u00e7a hoje, em Portugal, e fica marcada pela apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica da nova vers\u00e3o da Carta Ecum\u00e9nica, assinada em novembro, pelo Conselho das Confer\u00eancias Episcopais da Europa e pela Confer\u00eancia das Igrejas Crist\u00e3s Europeias. O documento atualiza os compromissos das Igrejas, 24 anos depois da vers\u00e3o original. Para nos ajudar a perceber estes desafios, conversamos com a presidente da Igreja Evang\u00e9lica Presbiteriana de Portugal e que integra o COPIC (Conselho Portugu\u00eas de Igrejas Crist\u00e3s)<\/em><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-408358 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RMT09777.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"1920\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RMT09777.jpeg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RMT09777-187x280.jpeg 187w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RMT09777-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RMT09777-768x1152.jpeg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/RMT09777-1024x1536.jpeg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por \u00c2ngela Roque (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia) <\/em><\/p>\n<p><em>O COPIC e a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa v\u00e3o lan\u00e7ar na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira a nova Carta Ecum\u00e9nica 2025. O documento original era de 2001. O mundo e a Europa mudaram muito nestes anos. Era, de facto, urgente atualizar este compromisso? Que novas dores da Europa, digamos assim, \u00e9 que esta Carta vem identificar e exigem uma resposta unida das Igrejas?<\/em><\/p>\n<p>Ainda que n\u00f3s vejamos a mudan\u00e7a, a mudan\u00e7a vai muito para al\u00e9m daquilo que n\u00f3s vemos e daquilo que n\u00f3s sentimos nas nossas pr\u00f3prias vidas, porque h\u00e1 realidades que negativamente s\u00e3o afetadas por essas mudan\u00e7as. E, de alguma forma, ainda que a Carta j\u00e1 tenha bastantes anos, os compromissos que fazemos tendem a esmorecer, tendem a ficar dentro da gaveta. E era importante, de novo, olhar para aquilo que nos comprometemos e dar-lhe nova vida, porque o temos de fazer. Um dos vers\u00edculos de que eu gosto muito \u00e9 \u201ceis que fa\u00e7o novas todas as coisas\u201d. N\u00f3s precisamos desta for\u00e7a da renova\u00e7\u00e3o. E s\u00f3 o fazemos quando refletimos sobre as coisas, quando de novo e mais uma vez somos confrontados com circunst\u00e2ncias que existem e que muitas vezes nos passam ao lado. N\u00f3s acabamos por viver no nosso cantinho, com as nossas preocupa\u00e7\u00f5es di\u00e1rias, com as nossas rotinas, com as nossas atividades e, depois falta a vis\u00e3o conjunta, a miss\u00e3o conjunta. \u00c0s vezes at\u00e9 estamos a trabalhar para a mesma coisa, mas fazemo-lo separadamente, isso n\u00e3o faz sentido de todo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O documento fala no contexto de guerra, desloca\u00e7\u00f5es e populismo, e rejeita o uso indevido da religi\u00e3o. Vivemos num contexto de polariza\u00e7\u00e3o: esta Carta \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de as Igrejas na Europa dizerem que basta de instrumentaliza\u00e7\u00e3o da f\u00e9 para justificar, por exemplo, a viol\u00eancia ou a xenofobia?<\/em><\/p>\n<p>A minha resposta \u00e9 sim. Eu sou de uma gera\u00e7\u00e3o que aprendeu a dizer \u201cn\u00e3o\u201d \u00e0 xenofobia, aprendi a dizer \u201cn\u00e3o\u201d a respostas f\u00e1ceis, aprendi a liberdade, cresci em liberdade, mas a cada dia que passa, a vida vai-me mostrando que estou muito longe daquilo que aprendi, daquilo que eu achei que era uma utopia. Eu n\u00e3o sei se estas quest\u00f5es s\u00e3o propriamente novas, porque a migra\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o em massa como agora, sempre existiu, de uma forma diferente, noutros contextos. O que d\u00f3i \u00e9 perceber como as pessoas, o ser humano &#8211; acho que nenhum de n\u00f3s se pode excluir -, responde com tanta facilidade e resolve com tanta facilidade os problemas. A quest\u00e3o da imigra\u00e7\u00e3o, por exemplo: n\u00f3s somos um povo de imigrantes, desde sempre, na nossa hist\u00f3ria. Se formos \u00e0s casas dos nossos crentes, das pessoas que est\u00e3o mais perto de n\u00f3s, h\u00e1 poucas fam\u00edlias, mas muito poucas, que n\u00e3o tenham algu\u00e9m imigrado. E depois somos capazes de olhar para os outros e dizer, \u201celes n\u00e3o est\u00e3o aqui a fazer nada\u201d. E n\u00f3s, estamos onde? Ent\u00e3o, \u00e9 muita falta de humildade da nossa parte achar que os outros n\u00e3o t\u00eam espa\u00e7o, n\u00e3o conseguirmos conviver com essa realidade. E infelizmente, este sentimento n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de pessoas que se dizem ateus ou que est\u00e3o fora da Igreja, dentro das pr\u00f3prias Igrejas n\u00f3s ouvimos isto e \u00e9 algo que d\u00f3i.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O texto da carta ecum\u00e9nica afirma explicitamente a dignidade de cada ser humano, denunciando precisamente a migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada e o tr\u00e1fico humano. Portugal vive uma realidade intensa de acolhimento de imigrantes, como referiu. A defesa das comunidades migrantes tornou-se um imperativo para as Igrejas em Portugal? Como \u00e9 que, na pr\u00e1tica, as comunidades podem passar do papel \u00e0 a\u00e7\u00e3o no acolhimento de quem chega?<\/em><\/p>\n<p>Primeiro temos de ser n\u00f3s a acolher, e, embora haja muito a ideia de que o povo portugu\u00eas \u00e9 muito acolhedor, n\u00f3s temos muito a aprender sobre a import\u00e2ncia de acolher e como acolher o estrangeiro. As Igrejas podem ter um papel muito importante. Normalmente, quando estamos a falar de Igrejas, estamos a falar de comunidades que partilham a vida, que partilham a mesa, que comungam juntos. \u00c9 preciso abrir espa\u00e7o para essas pessoas, esse dever\u00e1 ser o primeiro sinal vis\u00edvel do Reino da unidade: ainda que sejamos diferentes, n\u00f3s temos espa\u00e7o para os outros que chegam. As pessoas que v\u00eam de fora muitas vezes n\u00e3o v\u00eam porque querem vir, h\u00e1 algo que as for\u00e7a a sair do seu pa\u00eds, e estas s\u00e3o, na minha perspectiva, as situa\u00e7\u00f5es muito mais dram\u00e1ticas. H\u00e1 pessoas que o fazem, \u00e9 uma escolha, \u201c\u00e9 isto que eu quero\u201d, mas outros s\u00e3o obrigados.<\/p>\n<p>Diria que o primeiro passo \u00e9 abrir a nossa mesa, dar um espa\u00e7o, dar um lugar para aquele que entra, e dizer, \u201ctu aqui tens lugar\u201d. Depois, com tanta burocracia que \u00e9 necess\u00e1rio para se tornar legal dentro do pa\u00eds, essa j\u00e1 seria uma parte mais pr\u00e1tica tamb\u00e9m: acolher esses mesmos imigrantes, proteger os seus direitos, porque quando n\u00f3s protegemos os direitos deles &#8211; estrangeiros, refugiados, imigrantes &#8211; estamos tamb\u00e9m a proteger os nossos pr\u00f3prios direitos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Com a chegada de muitos imigrantes que v\u00eam de outras tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s, do Brasil, da \u00c1frica, da \u00c1sia, o pr\u00f3prio rosto do ecumenismo em Portugal est\u00e1 em mudan\u00e7a? As comunidades que t\u00eam uma tradi\u00e7\u00e3o de di\u00e1logo, est\u00e3o preparadas para esta diversidade dentro da f\u00e9 crist\u00e3, e para a conviv\u00eancia no mesmo territ\u00f3rio agora de tantas Igrejas novas?<\/em><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sei se h\u00e1 propriamente mais Igrejas novas. Eu tenho visto Igrejas a crescer efetivamente com muitos imigrantes, mas eu n\u00e3o tenho essa perce\u00e7\u00e3o, ou pelo menos aqui onde eu estou, eu n\u00e3o tenho propriamente essa perce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Estamos a falar de mais pessoas de outras tradi\u00e7\u00f5es. Para um pa\u00eds que tem um determinado perfil da viv\u00eancia crist\u00e3, isso tamb\u00e9m \u00e9 um desafio para a forma como se vive o ecumenismo\u2026<\/em><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade crist\u00e3, h\u00e1 espa\u00e7o para todos, h\u00e1 tantas Igrejas, h\u00e1 tantos espa\u00e7os, e h\u00e1 tanta liberdade para o culto, mas a verdade \u00e9 que eu n\u00e3o sei at\u00e9 que ponto \u00e9 que alterou a viv\u00eancia do ecumenismo. Se n\u00f3s formos olhar para as atividades ecum\u00e9nicas em Portugal, eu n\u00e3o diria que as m\u00e3os dos meus dedos d\u00e3o para as contar, mas tamb\u00e9m s\u00e3o relativamente reduzidas. Isto n\u00e3o \u00e9 uma cr\u00edtica, porque eu acho que \u00e9 importante que estejamos juntos, que possamos conversar sobre v\u00e1rias quest\u00f5es que nos unem, n\u00e3o sobre aquilo que nos separa, porque n\u00f3s sabemos o que nos separa, mas tamb\u00e9m saber e conhecer o outro, \u201ceu conhe\u00e7o, respeito e aceito a tua forma de estar na Igreja\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei at\u00e9 que ponto, dentro do cristianismo, isso se altera muito, porque n\u00f3s estamos a falar de Igrejas mais conservadoras, em que efetivamente a quest\u00e3o do ecumenismo n\u00e3o \u00e9 aceite no sentido de unidade. Estamos juntos, n\u00e3o fazemos proselitismo, respeitamos a forma de orar, de louvar do outro, e tamb\u00e9m n\u00e3o estamos ali para discutir a nossa teologia. Estamos ali para comungar naquilo que nos \u00e9 comum e eventualmente perceber que caminhos \u00e9 que podemos fazer juntos. Foi algo que j\u00e1 fizemos, e demorou bastantes anos, at\u00e9 assinarmos o reconhecimento comum do Batismo, dentro das comunidades crist\u00e3s, e efetivamente, neste momento, n\u00e3o s\u00e3o tantas as Igrejas que aderem dentro das Igrejas evang\u00e9licas reformadas, as igrejas que est\u00e3o ativamente a promover e a viver aquilo que n\u00f3s chamamos de ecumenismo, a semana de ora\u00e7\u00e3o, que est\u00e3o a pensar em fazer caminhos juntos. Na verdade, estamos a falar da Igreja Cat\u00f3lica e estamos a falar das Igrejas reformadas, hist\u00f3ricas. As outras Igrejas mais dificilmente falam sobre ecumenismo, embora tamb\u00e9m tenham vindo a fazer a sua caminhada, no sentido de conhecer o outro, de estar com o outro, ainda que pontualmente, como ali\u00e1s fazemos n\u00f3s tamb\u00e9m. Cada Igreja, cat\u00f3lica, protestante, evang\u00e9lica, tem as suas atividades, tem a sua forma de estar e n\u00f3s n\u00e3o queremos, esse n\u00e3o \u00e9 o objetivo do ecumenismo, fazer uma am\u00e1lgama com as confiss\u00f5es existentes, mas sim olhar o outro, respeitar o outro, estar com o outro e viver em conjunto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Acab\u00e1mos de viver em 2025 um ano especial: comemoraram-se os 1700 anos do Conc\u00edlio de Niceia. Houve muitos gestos fortes ao longo do ano, que uniram as v\u00e1rias confiss\u00f5es, mas de facto, sente que as Igrejas deram passos reais de aproxima\u00e7\u00e3o, ou continuamos apenas nos gestos simb\u00f3licos sem conseguir resolver, por exemplo, a quest\u00e3o da data comum para celebrar a P\u00e1scoa?<\/em><\/p>\n<p>No ano passado estive no Conselho Reformado de Igrejas Crist\u00e3s. H\u00e1 algum esfor\u00e7o, e eu vejo efetivamente esfor\u00e7os a n\u00edvel dos respons\u00e1veis das Igrejas, a n\u00edvel mundial, a n\u00edvel nacional, a tentar levar as pessoas, a tentar dar mais um passo \u00e0 frente, mas acho que a nossa vontade de querer construir pontes \u00e9 muito maior do que aquilo que realmente temos atingido.<\/p>\n<p>Porque depois, estas decis\u00f5es, estas partilhas, este entendimento, eu n\u00e3o sei se n\u00e3o acaba por ficar muito nas c\u00fapulas, nos hierarcas, e n\u00e3o vem para as comunidades locais. Ent\u00e3o falta-nos dar esse passo tamb\u00e9m, que nas comunidades crist\u00e3s isso se torne tamb\u00e9m uma realidade. O ecumenismo \u00e9 ao n\u00edvel das bases, ent\u00e3o temos um muito longo caminho por fazer, porque a Igreja n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os hierarcas, as c\u00fapulas, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as pessoas que lideram, a Igreja s\u00e3o as pessoas. Se as pessoas n\u00e3o est\u00e3o neste movimento\u2026 e eu n\u00e3o acho que seja dif\u00edcil, mas olhando para a vida concreta, a verdade \u00e9 que muito poucas pessoas em Portugal sabem que n\u00f3s assinamos o reconhecimento m\u00fatuo do Batismo. Muitas vezes acontece perguntarem: \u201cmas de que Igreja \u00e9? N\u00e3o, Batismo n\u00e3o, se n\u00e3o for batizado nesta Igreja, ou n\u00e3o aceitamos, ou tem de ser batizado efetivamente\u201d.<\/p>\n<p>Portanto, h\u00e1 coisas que acontecem e h\u00e1 protocolos que assinamos, sentamo-nos na mesma mesa, comemos na mesma mesa e partilhamos as nossas preocupa\u00e7\u00f5es, efetivamente definimos algumas orienta\u00e7\u00f5es, mas depois, como acontece com a Carta Ecum\u00e9nica, \u00e0s vezes n\u00e3o se l\u00ea, assim como a B\u00edblia: se n\u00e3o se l\u00ea, n\u00e3o ganha vida, se n\u00e3o se fala sobre ela, se n\u00e3o se faz alguma coisa, ent\u00e3o \u00e9 mais um livro, \u00e9 mais um documento a apanhar p\u00f3, infelizmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Entre 18 e 25 de janeiro celebra-se a Semana de Ora\u00e7\u00e3o pela Unidade dos Crist\u00e3os, este ano com o tema \u201cH\u00e1 um s\u00f3 corpo e um s\u00f3 esp\u00edrito\u201d. Que convite, que desafio gostaria de deixar a quem nos est\u00e1 a ouvir, para viver esta semana de ora\u00e7\u00e3o que hoje se inicia?<\/em><\/p>\n<p>Se tiverem por perto uma celebra\u00e7\u00e3o, participem, experimentem. Aqui na zona Centro n\u00f3s fazemos celebra\u00e7\u00f5es todos os dias, de segunda a sexta-feira, e \u00e0s vezes tamb\u00e9m ao s\u00e1bado, e ainda que usemos a mesma liturgia, temos as hom\u00edlias diferentes, cada dia \u00e9 \u00fanico, cada dia \u00e9 especial, cada celebra\u00e7\u00e3o traz algo de novo e traz reencontros. Com o passar do tempo n\u00f3s percebemos que, mesmo passado um ano da \u00faltima vez, encontramos aquela pessoa que n\u00f3s conhecemos numa determinada celebra\u00e7\u00e3o, lembramos o momento em que partilh\u00e1mos a luz, lembramos o momento em que partilh\u00e1mos um ch\u00e1 no final e convers\u00e1mos sobre coisas em comum, O desafio \u00e9: se tiverem alguma celebra\u00e7\u00e3o por perto, participem, experimentem, s\u00e3o experi\u00eancias \u00fanicas, e que marcam a nossa vida, marcam a vida.<\/p>\n<p>Eu tenho v\u00e1rias boas recorda\u00e7\u00f5es de pessoas que tenho conhecido ao longo destes anos, durante as semanas ecum\u00e9nicas, e pessoas de quem me tornei pr\u00f3xima. \u00c9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, porque n\u00f3s alargamos e o nosso mundo fica maior, mas o mundo fica mais pequeno, porque ficamos mais pr\u00f3ximos uns dos outros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Semana de Ora\u00e7\u00e3o pela Unidade dos Crist\u00e3os come\u00e7a hoje, em Portugal, e fica marcada pela apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica da nova vers\u00e3o da Carta Ecum\u00e9nica, assinada em novembro, pelo Conselho das Confer\u00eancias Episcopais da Europa e pela Confer\u00eancia das Igrejas Crist\u00e3s Europeias. 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