{"id":40671,"date":"2009-09-04T13:14:09","date_gmt":"2009-09-04T13:14:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/09\/04\/vi-simposio-do-clero-de-portugal-conclusoes\/"},"modified":"2009-09-04T13:14:09","modified_gmt":"2009-09-04T13:14:09","slug":"vi-simposio-do-clero-de-portugal-conclusoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vi-simposio-do-clero-de-portugal-conclusoes\/","title":{"rendered":"VI Simp\u00f3sio do Clero de Portugal &#8211; Conclus\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1.- O clero de Portugal deu uma resposta muito positiva ao convite para participar no VI Simp&oacute;sio do clero. Mais de 800 inscri&ccedil;&otilde;es s&atilde;o o melhor testemunho de uma forte ades&atilde;o, alegre e agradecida, tamb&eacute;m por coincidir em pleno Ano Sacerdotal e sob o olhar da figura exemplar de sacerdote que foi S&atilde;o Jo&atilde;o Maria Vianey.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2.- Conferencistas prestigiados e de renome internacional garantiram a elevada qualidade da reflex&atilde;o e a pertin&ecirc;ncia dos desafios lan&ccedil;ados.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 3.- O Simp&oacute;sio foi, em si mesmo, um belo exerc&iacute;cio de fraternidade e de comunh&atilde;o entre bispos, sacerdotes, di&aacute;conos e seminaristas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 4.- Todos os oradores glosaram, em registos v&aacute;rios, mas consonantes, o tema-lema do Simp&oacute;sio: &laquo;Reaviva o dom que h&aacute; em ti&raquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 5.- Anselmo Gr&uuml;n e Amadeo Cencini, com a sua autoridade de psic&oacute;logos, recordaram-nos que a espiritualidade n&atilde;o &eacute; redut&iacute;vel &agrave; psicologia, mas que uma espiritualidade n&atilde;o assente em correctas bases psicol&oacute;gicas, facilmente se transforma em moralismo vazio e autorit&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 6.- As pessoas n&atilde;o se seduzem nem se cativam verdadeiramente com a acomoda&ccedil;&atilde;o do Evangelho aos seus desejos e gostos pessoais. S&oacute; quando o sacerdote se deixou, primeiro, seduzir no encontro pessoal com Cristo, poder&aacute; falar de tal maneira que as pessoas o descobrem possu&iacute;do de uma luz e beleza que ele mesmo desconhece. Como Mois&eacute;s, depois de falar com Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 7.- O sacerdote n&atilde;o &eacute; um anjo. Junto com qualidades e luzes, tem defeitos e sombras. S&oacute; reconhecendo humildemente tamb&eacute;m as sombras se poder&aacute; abrir ao Amor que o plenifica, transforma e transfigura.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 8.- A forma&ccedil;&atilde;o sacerdotal ou &eacute; permanente ou n&atilde;o &eacute; verdadeira forma&ccedil;&atilde;o sacerdotal.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Senhor &eacute; fiel. Ao chamar sempre aquele que escolheu, n&atilde;o p&aacute;ra de o chamar todos os dias da sua vida. A Forma&ccedil;&atilde;o Permanente &eacute; a experi&ecirc;ncia de voca&ccedil;&atilde;o permanente, como resposta agradecida e repleta de fidelidade ao Deus que ama e chama.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 9.- Esta aut&ecirc;ntica mudan&ccedil;a de paradigma na concep&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o permanente implica que se crie uma cultura de forma&ccedil;&atilde;o permanente na Igreja, pois ainda n&atilde;o existe.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A nossa vida, ou &eacute; forma&ccedil;&atilde;o permanente, ou &eacute; frustra&ccedil;&atilde;o permanente, repetitividade, desleixo geral, in&eacute;rcia, apatia, perda de credibilidade, inefic&aacute;cia apost&oacute;lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 10.- A Forma&ccedil;&atilde;o Permanente &eacute; essencialmente psicol&oacute;gico-espiritual; um processo de conforma&ccedil;&atilde;o-assimila&ccedil;&atilde;o aos sentimentos do Filho obediente, do Servo sofredor, do Cordeiro inocente.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 11.- N&atilde;o se trata tanto de criar novas estruturas, mas de uma nova mentalidade, uma cultura de Forma&ccedil;&atilde;o Permanente.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 12.-A Forma&ccedil;&atilde;o Permanente &eacute; a disponibilidade cont&iacute;nua e inteligente, activa e passiva, para aprender da vida, durante toda a vida. At&eacute; ao &uacute;ltimo dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 13.- Como nos disse o cardeal Cl&aacute;udio Hummes: &laquo;a espiritualidade do presb&iacute;tero deve ser nutrida cada dia. Os grandes meios s&atilde;o: manter um contacto ass&iacute;duo com a Palavra de Deus; amar a Deus e deixar-se amar por Ele; viver uma vida de ora&ccedil;&atilde;o aut&ecirc;ntica que inclui a Liturgia das Horas e a devo&ccedil;&atilde;o mariana; celebrar diariamente a Eucaristia, como centro da vida ministerial; recorrer regularmente ao Sacramento da Confiss&atilde;o; viver a comunh&atilde;o eclesial, principalmente com o Papa, o bispo e o presbit&eacute;rio; doar-se total e incansavelmente ao minist&eacute;rio pastoral, ao empenho mission&aacute;rio e evangelizador; ser o homem da caridade, da fraternidade e da bondade, do perd&atilde;o, da miseric&oacute;rdia para com todos; ser solid&aacute;rio com os pobres, sendo seu defensor e amigo, vendo neles os preferidos de Deus&raquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 14.- Uma aten&ccedil;&atilde;o cuidada aos v&aacute;rios programas de forma&ccedil;&atilde;o dos semin&aacute;rios levar-nos-&aacute; &agrave; op&ccedil;&atilde;o pelo modelo de integra&ccedil;&atilde;o, polarizado no dinamismo da Cruz como &iacute;cone do Mist&eacute;rio Pascal, onde o amor entregado nos convida incessantemente, iluminando-nos e aquecendo-nos, a recebermos agradecidos o dom que a vida sacerdotal &eacute;, e a oferecermo-la alegremente como dom.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 15.- Este Modelo de Integra&ccedil;&atilde;o far&aacute; que nos sintamos aben&ccedil;oados por Deus e ajudar-nos-&aacute; a tornarmo-nos uma feliz b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o para os outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma vida espiritual intensa, iluminada pelo guia fi&aacute;vel que &eacute; o Vaticano II, permitir&aacute; ao sacerdote entrar mais profundamente em comunh&atilde;o com o Senhor e ajud&aacute;-lo-&aacute; a deixar-se possuir pelo amor de Deus, tornando-se sua testemunha em todas as circunst&acirc;ncias, mesmo dif&iacute;ceis e obscuras. (SC, 89)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 16.- Os caminhos a percorrer para a Igreja responder aos novos desafios do mundo de hoje n&atilde;o est&atilde;o ainda bem definidos e tra&ccedil;ados. Temos de utilizar a lucidez na an&aacute;lise do que se apresenta, e a paci&ecirc;ncia misericordiosa para enfrentar as incompreens&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 17.- Foi bom ouvir que a Igreja ama os seus sacerdotes, os admira e reconhece a sua insubstitu&iacute;vel e incans&aacute;vel participa&ccedil;&atilde;o pastoral na miss&atilde;o e na vida eclesiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 18.- E que, &agrave; semelhan&ccedil;a de S&atilde;o Francisco, encontrando no caminho um sacerdote e um anjo, saudaria primeiro o sacerdote, mesmo se fosse grande pecador, porque o sacerdote &eacute; quem nos d&aacute; o p&atilde;o eucar&iacute;stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 19.- O Santo Cura D&rsquo;Ars reconforta-nos ainda mais ao afirmar: &laquo;Deus obedece-lhes. Depois de Deus, o sacerdote &eacute; tudo&raquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ser padre &eacute; viver todos os dias a Consagra&ccedil;&atilde;o: consagrando as esp&eacute;cies eucar&iacute;sticas e consagrando-se aos irm&atilde;os, outra forma de dizer, j&aacute; h&aacute; mais de 150 anos, a urg&ecirc;ncia do que hoje chamamos Forma&ccedil;&atilde;o Permanente.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 20.- Os padres das v&aacute;rias dioceses reuniram com os seus bispos e manifestaram a alegria de participar no Simp&oacute;sio, mutuamente se incentivando para encontrar formas de cultivo da fraternidade nos presbit&eacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 21.- Como bem recorda Bento XVI: &laquo;&Eacute; preciso sempre partir de Cristo. Mas isso sup&otilde;e t&ecirc;-lo encontrado, ter-se deixado por Ele transformar inteiramente, ou seja, ter-se tornado seu disc&iacute;pulo fiel. Tudo come&ccedil;a ali. Encontrar-se com Cristo e deixar-se por ele transformar&raquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S&oacute; assim reavivaremos continuamente o dom que h&aacute; em n&oacute;s, e responderemos gozosamente ao desafio incessantemente renovado de o oferecer aos outros, porque do povo de Deus vimos e s&oacute; para o servir existimos.<\/p>\n<p align=\"right\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\">F&aacute;tima, 4 de Setembro de 2009<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1.- O clero de Portugal deu uma resposta muito positiva ao convite para participar no VI Simp&oacute;sio do clero. 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