{"id":4067,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-natal-ainda-nao-acabou\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-natal-ainda-nao-acabou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-natal-ainda-nao-acabou\/","title":{"rendered":"O Natal ainda n\u00e3o acabou"},"content":{"rendered":"<p>Lisboa volta a celebrar o Natal no pr\u00f3ximo Domingo. S\u00e3o os novos ritmos da vida religiosa em Portugal <!--more--> De um momento para o outro, ao ler os jornais ou ao ver os notici\u00e1rios, parece que estamos de novo nos dias 24 e 25 de Dezembro. E a verdade \u00e9 que h\u00e1, em Portugal, quem apenas ontem tenha festejado o Natal, lit\u00fargica e socialmente. De acordo com o calend\u00e1rio juliano (ver pe\u00e7a explicativa), ainda usado na R\u00fassia e em outros pa\u00edses do Leste europeu apenas ontem se  volta a ser v\u00e9spera de Natal. Para muitos crist\u00e3os ortodoxos e cat\u00f3licos de rito oriental, s\u00f3 ontem se assinalou o dia do nascimento de Jesus Cristo. A realidade, a que os portugueses j\u00e1 se v\u00e3o habituando, surge com a vaga de imigra\u00e7\u00e3o registada no nosso pa\u00eds durante os \u00faltimos anos.  Al\u00e9m dos ucranianos, a maior comunidade imigrante de Leste, h\u00e1 ainda russos, arm\u00e9nios, georgianos, romenos, b\u00falgaros e v\u00e1rias outras nacionalidades num total pr\u00f3ximo das 200 mil pessoas que lutam para manter vivas as suas tradi\u00e7\u00f5es. Esta nova realidade faz com que aumente tamb\u00e9m o n\u00famero de lugares com celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas de rito bizantino.  Os cat\u00f3licos de rito bizantino, muitas vezes designados erradamente como ortodoxos (ver pe\u00e7a explicativa) tiveram v\u00e1rias celebra\u00e7\u00f5es natal\u00edcias em todo o pa\u00eds, com destaque para a celebra\u00e7\u00e3o do Natal da Comunidade Cat\u00f3lica Ucraniana de rito bizantino, organizada pela Capelania de Lisboa em colabora\u00e7\u00e3o com o Departamento para Pastoral da Mobilidade do Patriarcado, e para a Celebra\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica do Natal para os imigrantes crist\u00e3os (cat\u00f3licos e ortodoxos) da Europa de Leste, organizado pelo Secretariado Diocesano para a Pastoral das Migra\u00e7\u00f5es do Porto. Ainda assim, no pr\u00f3ximo Domingo, haver\u00e1 uma missa de Natal \u00e0s 18h30 na Igreja de S\u00e3o Domingos, Lisboa, para permitir uma maior participa\u00e7\u00e3o,  estando prevista a presen\u00e7a de 300 pessoas. Tamb\u00e9m neste caso a celebra\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ganhar um car\u00e1cter ecum\u00e9nico, dado que s\u00e3o esperados v\u00e1rios crist\u00e3os ortodoxos. No pa\u00eds houve tamb\u00e9m celebra\u00e7\u00f5es das Igrejas Ortodoxas ligadas aos patriarcados de Moscovo, Constantinopla, Gr\u00e9cia e Bulg\u00e1ria. Ontem \u00e0 noite, no Convento dos Cardaes, Lisboa, dois padres ortodoxos ligados ao patriarcado de Moscovo e um terceiro, portugu\u00eas, ligado ao patriarcado grego, juntaram-se para uma celebra\u00e7\u00e3o conjunta da vig\u00edlia de Natal, que se dever\u00e1 prolongar noite dentro. A cerim\u00f3nia reuniu sobretudo crist\u00e3os ortodoxos vindos da R\u00fassia, da Ucr\u00e2nia e da Mold\u00e1via. Os ortodoxos gregos ter\u00e3o ainda uma celebra\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo Domingo, aproveitando a presen\u00e7a em Portugal do metropolita para a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e tendo em conta que 6 e 7 de Janeiro foram dias normais de trabalho.   AS IGREJAS PARTICULARES E OS RITOS O Conc\u00edlio Vaticano II explica no Decreto Orientalium Ecclesiarum (sobre as Igrejas do Oriente) que tanto no Oriente como no Ocidente h\u00e1 cat\u00f3licos que, \u201csob o governo pastoral do Romano Pont\u00edfice, que sucede por institui\u00e7\u00e3o divina a S\u00e3o Pedro no primado sobre a Igreja Universal\u201d, t\u00eam diferen\u00e7as entre si nos seus ritos: \u201cLiturgia, disciplina eclesi\u00e1stica e patrim\u00f3nio espiritual.\u201d Esta diversidade de ritos, diz o mesmo documento, \u201cn\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o prejudica a unidade da Igreja Cat\u00f3lica como a explicita\u201d. O rito bizantino, portanto, n\u00e3o significa uma separa\u00e7\u00e3o de Roma, mas traz consigo uma riqueza espiritual que ajuda compreender e concretizar a universalidade da Igreja.  CALEND\u00c1RIO JULIANO \u00c9 um calend\u00e1rio solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano J\u00falio C\u00e9sar para trazer os meses romanos ao seu lugar habitual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s esta\u00e7\u00f5es do ano, confus\u00e3o gerada pela adop\u00e7\u00e3o de um calend\u00e1rio de inspira\u00e7\u00e3o lunissolar. C\u00e9sar imp\u00f5e 12 meses com dura\u00e7\u00e3o predeterminada e a adop\u00e7\u00e3o de um ano bissexto a cada 4 anos.  No ano da mudan\u00e7a, para fazer a concord\u00e2ncia entre o ano civil e o ano solar, ele inclui no calend\u00e1rio mais dois meses de 33 e 34 dias, respectivamente, entre Novembro e Dezembro, al\u00e9m do 13\u00ba m\u00eas, o mercedonius, de 23 dias. O ano fica com 445 dias distribu\u00eddos em 15 meses e \u00e9 chamado \u201co ano da confus\u00e3o.\u201d Esse calend\u00e1rio, que tem um desfasamento de 13 dias em rela\u00e7\u00e3o ao nosso, come\u00e7a a ser substitu\u00eddo pelo calend\u00e1rio gregoriano a partir do s\u00e9culo XVI &#8211; a R\u00fassia e a Gr\u00e9cia s\u00f3 fazem a mudan\u00e7a no s\u00e9culo XX. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa volta a celebrar o Natal no pr\u00f3ximo Domingo. 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